A nossa cruz, é a nossa vida, com altos e baixos, dias
bons e menos bons, acontecimentos maravilhosos e outros tão difíceis que não é
possível deixar de os ter, sempre, presentes no mais íntimo do nosso ser, do coração!
O bem tende a evaporar-se por momentos, mas o mal parece
agarrar-se-nos como cola forte e difícil de desprender.
E temos de aprender a viver com tudo isto, de forma estável
para nós e para quem connosco convive!
Depois há as doenças, as incompreensões, os
esquecimentos, as dificuldades na família, no trabalho, na economia doméstica…
sei lá que mais!
E são todas estas coisas que perfazem a nossa cruz de
todos os dias. É tudo isto que temos de agarrar com muita coragem e amor
fraterno! E é assim que conseguimos crescer para Deus, para nós e para os
irmãos que de nós necessitam!
«»
São Cirilo de Jerusalém (313-350)
bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese baptismal n.° 13, 3.6.23
bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
Catequese baptismal n.° 13, 3.6.23
Não devemos ter vergonha da cruz
do Salvador, mas gloriar-nos nela. «A linguagem da cruz é escândalo para os
judeus e loucura para os gentios», mas para nós é salvação. É loucura para os
que se perdem e poder de Deus para os que se salvam (1Cor 1,18-24). Não foi
apenas um homem que morreu, mas o Filho de Deus, Deus feito homem. No tempo de
Moisés, o cordeiro afastou o anjo exterminador (Ex 12,23); pois muito mais «o
Cordeiro de Deus que vai tirar o pecado do mundo» (Jo 1,29) nos libertou dos
nossos pecados. [...]
Ele não deixou esta vida
obrigado, não foi imolado à força, mas pela sua própria vontade. Escutai o que
nos diz: «Tenho poder para a dar e para tornar a tomá-la» (Jo 10,18). [...]
Entregou-Se deliberadamente à sua Paixão, feliz na sua entrega, sorrindo ao seu
triunfo, contente por salvar os homens. Não teve vergonha da cruz, porque
salvava o mundo. Não era um pobre homem que sofria, mas Deus feito homem que
combatia para obter o preço da paciência. [...]
Não te regozijes na cruz somente
em tempo da paz; mantém a fé no tempo da perseguição. Não sejas amigo de Jesus
apenas em tempo de paz, para te tornares seu inimigo no tempo da guerra. Agora,
recebes o perdão dos teus pecados e os dons espirituais prodigalizados pelo teu
rei; quando eclodir a guerra, combate com bravura por Ele. Jesus foi
crucificado por ti, Ele que não tinha pecado. [...] Não foste tu que Lhe deste
esta graça, pelo contrário, recebeste-a dele. Dá graças Àquele que pagou a tua
dívida sendo crucificado por ti no Gólgota.
«»
Este texto é bem quaresmal! Tem muitas aprendizagens! Mostra
bem o que Jesus sofreu, deliberadamente, por Amor! Então… porque não aceitamos
também com amor as dificuldades que nos vão surgindo durante a vida, que se bem
aceites e ultrapassadas com a ajuda de Deus, são a nossa cruz de todos os dias.
Hoje… não sei mais que diga… que escreva… meu pensamento
está parado aqui… por alguma razão!
Bom fim de semana e boa quaresma, com as mãos e todo o
nosso ser bem firme na nossa cruz!
Hermínia Nadais













