Vamos prestar um pouco de atenção a este texto que recebi
de Evangelizo:
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Santa Teresa de Ávila (1515-1582)
carmelita descalça, doutora da Igreja
«O Caminho da perfeição», cap. 28, 9-11
carmelita descalça, doutora da Igreja
«O Caminho da perfeição», cap. 28, 9-11
Imaginemos que há em nós um
palácio de imensa riqueza, todo construído em ouro e pedras preciosas, digno do
Senhor a quem pertence. Em seguida, pensai, minhas irmãs, que a beleza deste
edifício também depende de vós. É verdade, pois haverá edifício mais belo do
que uma alma pura e cheia de virtudes? E quanto maiores forem, mais
resplandecem as pedrarias. Por fim, pensai que neste palácio habita este grande
Rei que quis tornar-Se nosso Pai; Ele senta-Se num trono de grande valor, que é
o vosso coração. [...]
Podereis rir-vos de mim e dizer
que isto é muito claro. Tendes razão, mas foi obscuro para mim durante um certo
tempo. Eu compreendia que tinha alma, mas a estima que esta alma merecia, a
dignidade daquele que a habitava era algo que eu não compreendia. As vaidades
da vida eram uma venda que colocava sobre os olhos. Se tivesse percebido, como
percebo hoje, que naquele pequeno palácio da minha alma habita um Rei tão
grande, não O teria deixado só tantas vezes; de tempos a tempos, teria ido para
junto dele e teria feito o necessário para que o palácio estivesse menos sujo.
Como é admirável pensar que Aquele cuja grandeza encheria mil mundos, e muito
mais, cabe em morada tão pequena!
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Não me considero muito disparatada, mas este texto, tão
simples como verdadeiro e profundo, deixou-me a pensar. De fato, trazemos em
nós inúmeras ‘pedras preciosas’ e nem sequer nos lembramos que as temos, tão
escondidas elas estão, por tratar, por limpar, por colocar nos sítios certos,
ali, onde Deus quer que as usemos!
Desde muto jovem compreendi a presença de Deus na minha
vida, mas mostravam-me o pecado com tanta veemência e tanta indignidade para
mim que nunca consegui olhar-me possuída por Deus desta maneira, como ‘arca de
pedras preciosas’!
E ainda hoje, depois de tantas experiências vividas e tanto
tempo passado, de tantas aprendizagens e profundas reflexões, vem este texto
simples chamar-me à atenção para o que realmente sei, mas não valorizo como
devo!
Sinceramente, vou procurar olhar-me mais, não por mim que
o não mereço, mas por ‘Esse’ Pai maravilhoso misericordioso e bom que se digna
habitar o meu paupérrimo coração!
Obrigada vida, que tanto me ensinas! Obrigada irmãos e
irmãs que tanto me ajudais a crescer! Ao olhar-nos mutuamente como ‘palácios de
pedras mais ou menos preciosas’ que a compreensão e aceitação fraternal aumente
entre nós, é imperioso!
Hermínia Nadais

Todos somos um diamante em bruto pronto a polir.
ResponderEliminarSorrisos de alegria.
Mefy Maia