Penso
que foi do Santuário de Fátima me ficou este slogan que não poderei nunca
esquecer: “Família torna-te naquilo que és!”
Todos
sabemos que a Família normal é iniciada sempre pelo consentimento mútuo de vida
em comum de dois seres humanos, um homem e uma mulher, cada qual provindo de
uma família diferente, ou seja, de um conjunto de pessoas unidas pelos laços do
amor e do sangue, com características próprias devido à multiplicidade dos
carismas, dons e qualidades específicas dos seres humanos que as compõem, diferentes
entre si!
Falamos
muito na Família! Dizemos que a Família está em crise! Cansámo-nos de evocar
problemas familiares e de tentar arranjar-lhe soluções! Mas… o que é,
realmente, a Família?
Se
pensarmos um pouco mais profundamente no âmbito pessoal e social da Família,
por mais que nos esforcemos, veremos que é de tal forma complexo e abrangente
que não tem forma de se conhecer exatamente a sua amplitude!
Hoje,
no Evangelho Quotidiano a meditar nas Eucaristias e a que gosto de dar,
diariamente, a maior atenção, é-nos proposto S. Marcos 10,1-12, que diz assim:
“Naquele
tempo, Jesus pôs-Se a caminho e foi para o território da Judeia, para além do
Jordão. As multidões agruparam-se outra vez à volta dele, e outra vez as
ensinava, como era seu costume.
Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher.
Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?»
Disseram: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.»
Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito.
Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher.
Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher,
e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só.
Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.»
De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto.
Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira.
E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.»”
Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher.
Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?»
Disseram: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.»
Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito.
Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher.
Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher,
e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só.
Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.»
De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto.
Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira.
E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.»”
Que vem seguido do comentário extraído da Homilia da abertura do Sínodo sobre a Família, 26/09/1980, do nosso saudoso Papa e Beato João Paulo II, que diz:
“«Os dois serão um só»
Quando
Cristo, antes da Sua morte, no limiar do mistério pascal, reza dizendo: «Pai
Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um como Nós» (Jo
17,11), pede também de certa forma, e talvez de maneira especial, pela unidade
dos esposos e das famílias. Ele reza pela unidade dos Seus discípulos, pela
unidade da Igreja; ora, o mistério da Igreja é comparado ao matrimónio por São
Paulo (Ef 5,32).
Assim, não só a Igreja deposita na família uma grande parte dos seus cuidados, mas também considera o sacramento do matrimónio, de certa forma, como o seu modelo. No amor de Cristo, seu Esposo, que nos amou até à morte, a Igreja contempla os esposos e as esposas que prometeram amar-se durante toda a vida, até à morte. E considera que tem o dever particular de proteger este amor, esta fidelidade e esta honestidade, assim como todos os bens que dela decorrem para a pessoa humana e a sociedade. É a família que propriamente dá vida à sociedade; é na família que, pela educação, se forma a estrutura da própria humanidade, de todos os homens deste mundo.
No Evangelho, [...] o Filho fala assim ao Pai: «Dei-lhes as palavras que Tu me tinhas dado: eles receberam-nas [...], e acreditaram que foste Tu que me enviaste. [...] Tudo o que é Meu é Teu e tudo o que é Teu é Meu» (v.8-10). Não é certo que o eco deste diálogo está patente no coração dos homens de todas as gerações? Que estas palavras constituem, em si próprias, o tecido da própria vida e da história de todas as famílias e, através da família, de todos os homens? [...] «Eu rezo por eles [...], por aqueles que Me deste, pois são Teus» (v.9).
Assim, não só a Igreja deposita na família uma grande parte dos seus cuidados, mas também considera o sacramento do matrimónio, de certa forma, como o seu modelo. No amor de Cristo, seu Esposo, que nos amou até à morte, a Igreja contempla os esposos e as esposas que prometeram amar-se durante toda a vida, até à morte. E considera que tem o dever particular de proteger este amor, esta fidelidade e esta honestidade, assim como todos os bens que dela decorrem para a pessoa humana e a sociedade. É a família que propriamente dá vida à sociedade; é na família que, pela educação, se forma a estrutura da própria humanidade, de todos os homens deste mundo.
No Evangelho, [...] o Filho fala assim ao Pai: «Dei-lhes as palavras que Tu me tinhas dado: eles receberam-nas [...], e acreditaram que foste Tu que me enviaste. [...] Tudo o que é Meu é Teu e tudo o que é Teu é Meu» (v.8-10). Não é certo que o eco deste diálogo está patente no coração dos homens de todas as gerações? Que estas palavras constituem, em si próprias, o tecido da própria vida e da história de todas as famílias e, através da família, de todos os homens? [...] «Eu rezo por eles [...], por aqueles que Me deste, pois são Teus» (v.9).
Tanto esta parte do Evangelho como o comentário são excelentes para dar corpo às meditações sobre a Família que não me canso de ir fazendo… sem ver jeitos de algum dia poderem terminar!
Consciente
de que ainda não sei, verdadeiramente, o que é a Família, à luz da Palavra de Deus,
que terei eu feito para tornar real a afirmação, “Família, torna-te naquilo que
és”? Será que tenho dado à minha Família tudo quanto ela necessita e merece?
Como me tenho portado como pessoa… única e irrepetível… dentro da minha
Família? E que tenho feito de bom em prol da Família dentro da sociedade onde
vivo?
São
estas e outras questões que tenho de me colocar para que me levem a ser mais
consciente e responsável na Família e Sociedade que me acolhem todos os dias!
Que
o Espírito Santo me(nos)ajude!
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