Hoje… de tantas coisas
me vejo rodeada, que de tantas e tão díspares ideias estou sem jeito para nada.
Aqui vai um escrito muito importante:
“Gostaria de poder
dizer-Vos, ó meu Deus: «Glorifiquei-Vos sobre a terra; cumpri a obra que me
confiastes; dei a conhecer o vosso nome àqueles que me destes. Eles eram vossos
e Vós mos destes. […] Meu Pai, desejo que onde eu estiver, aí estejam comigo
aqueles que me destes, e que o mundo conheça que os amastes como Me amastes a
Mim mesmo» (Jo 17, 4ss). Sim, Senhor, eis o que gostaria de repetir convosco,
antes de voar para os vossos braços. Será temeridade? Ah, não! Há muito tempo
que me permitistes ser audaciosa convosco. Como o pai do filho pródigo, falando
ao filho mais velho, Vós dissestes-me: «Tudo o que é meu é teu» (Lc 15,31). As
vossas palavras, ó Jesus, são portanto minhas e posso servir-me delas para
atrair sobre as almas que estão unidas a mim os favores do Pai celeste. […]
O vosso amor precedeu-me desde a minha infância, cresceu comigo, e agora é um abismo, cuja profundidade não consigo sondar. O amor atrai o amor; por isso, meu Jesus, o meu lança-se para Vós e quereria encher o abismo que o atrai mas, pobre de mim!, nem chega a ser uma gota de orvalho perdida no oceano!… Para Vos amar como Vós me amais, preciso de me servir do vosso próprio amor; só então encontro repouso. Ó meu Jesus, é talvez uma ilusão, mas parece-me que não podeis cumular nenhuma alma com mais amor do que cumulastes a minha. É por isso que ouso pedir-Vos que ameis aqueles que me destes como me amastes a mim. Um dia, no céu, se descobrir que os amais mais do que a mim, alegrar-me-ei com isso, reconhecendo desde já que essas almas merecem o vosso amor muito mais do que a minha. Mas cá na terra, não posso conceber maior imensidade de amor do que a que Vos dignastes prodigar-me gratuitamente, sem nenhum mérito da minha parte.”
O vosso amor precedeu-me desde a minha infância, cresceu comigo, e agora é um abismo, cuja profundidade não consigo sondar. O amor atrai o amor; por isso, meu Jesus, o meu lança-se para Vós e quereria encher o abismo que o atrai mas, pobre de mim!, nem chega a ser uma gota de orvalho perdida no oceano!… Para Vos amar como Vós me amais, preciso de me servir do vosso próprio amor; só então encontro repouso. Ó meu Jesus, é talvez uma ilusão, mas parece-me que não podeis cumular nenhuma alma com mais amor do que cumulastes a minha. É por isso que ouso pedir-Vos que ameis aqueles que me destes como me amastes a mim. Um dia, no céu, se descobrir que os amais mais do que a mim, alegrar-me-ei com isso, reconhecendo desde já que essas almas merecem o vosso amor muito mais do que a minha. Mas cá na terra, não posso conceber maior imensidade de amor do que a que Vos dignastes prodigar-me gratuitamente, sem nenhum mérito da minha parte.”
“Santa Teresinha do
Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja 'in Evangelho Quotidiano'”
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