Estar atentos à Liturgia
da Palavra na época Quaresmal é algo de extraordinário. Confesso que este
tempo, mais do que em outro ano qualquer, tem sido muito especial para mim,
pois tenho aprofundado muitos conhecimentos sobre Jesus o que me tem feito
muito bem. Sinto-me, de certo modo, realizada! Que Deus seja louvado!
No Evangelho de hoje
Jesus diz-nos que o Pai trabalha e Ele também trabalha em todo o tempo. O tempo
de Deus não é igual ao nosso, não põe ser, trabalha em todo o tempo...
sempre... acompanhando a humanidade para que seja feliz!
A esta parte, vejamos o
que nos diz o Beato Jonh Henry Newman, e que achei maravilhoso e enriquecedor.
“«Meu Pai trabalha intensamente
e Eu também trabalho em todo o tempo»
Se observarmos o
comportamento do Salvador durante a sua vida mortal, vemos que ocultava
propositadamente o conhecimento da sua identidade de Filho de Deus e que, no
entanto, ao mesmo tempo a revelava. Aparentemente queria que a apreciássemos,
mas não naquela altura – como se as suas palavras devessem permanecer válidas
desde logo, mas também devessem esperar um certo tempo para serem esclarecidas;
como se devessem esperar a sua vinda, que traria à luz, a um tempo, Cristo e as
suas palavras. […] Ele estava entre os seus discípulos «como aquele que serve»
(Lc 22,27). Aparentemente, foi só depois da sua ressurreição, e especialmente
depois da sua ascensão, quando o Espírito Santo desceu, que os apóstolos entenderam
quem era Aquele que tinha estado com eles. […]
Muitas vezes, tanto na Escritura como no mundo, não nos apercebemos da presença de Deus no próprio instante em que ela está em nós; só mais tarde, quando olhamos para trás, reconhecemos o que aconteceu anteriormente. […] Que providência maravilhosa, que se faz de forma tão silenciosa apesar de ser tão eficaz, tão constante, e sobretudo tão infalível! É isto que é completamente desconcertante para o poder de Satanás, que é incapaz de identificar a mão de Deus no desenrolar dos acontecimentos […]; os seus múltiplos recursos são inúteis diante do silêncio majestoso e sereno, a calma imperturbável e santa que reina na providência de Deus. […]
A mão de Deus vela constantemente pelos seus e condu-los por um caminho que eles não conhecem. Eles apenas podem crer; o que não conseguem ver agora, vê-lo-ão depois. E, por esta fé, colaboram com as intenções de Deus.”
Muitas vezes, tanto na Escritura como no mundo, não nos apercebemos da presença de Deus no próprio instante em que ela está em nós; só mais tarde, quando olhamos para trás, reconhecemos o que aconteceu anteriormente. […] Que providência maravilhosa, que se faz de forma tão silenciosa apesar de ser tão eficaz, tão constante, e sobretudo tão infalível! É isto que é completamente desconcertante para o poder de Satanás, que é incapaz de identificar a mão de Deus no desenrolar dos acontecimentos […]; os seus múltiplos recursos são inúteis diante do silêncio majestoso e sereno, a calma imperturbável e santa que reina na providência de Deus. […]
A mão de Deus vela constantemente pelos seus e condu-los por um caminho que eles não conhecem. Eles apenas podem crer; o que não conseguem ver agora, vê-lo-ão depois. E, por esta fé, colaboram com as intenções de Deus.”
Que melhor para nos
ajudar a entregar nas mãos de Deus
tudo aquilo que não compreendemos
e que nos custa a aceitar?
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