Fermento...
um pouco de massa com força capaz de fermentar grandes quantidades de massa sem
fermento.
Foi a contar
a história da fermentação da massa que Jesus nos quis ensinar um sem número de
coisas, de nos dar uma grande quantidade de mensagens maravilhosas.
Já li e ouvi
um montão de explicações sobre esta parábola... mas nenhuma como a que se segue,
assim, tão direta, tão capaz.
Parece impossível
como há tantos anos havia já tanta compreensão das parábolas de Jesus... e como
foi tão difícil chegarem até nós.
Realmente...
falo por mim... devemos(devo) ter andado com o coração muito fechado a estas aprendizagens, a estas vivências.
«»
São Pedro Crisólogo
(c. 406-450)
bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 99
bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 99
Busquemos
o sentido profundo desta parábola. A mulher que tomou o fermento é a Igreja; o
fermento que ela tomou é a revelação da doutrina celeste; as três medidas em
que misturou o fermento são a Lei, os Profetas e os Evangelhos, onde o sentido
divino mergulha e se esconde sob termos simbólicos, a fim de ser captado pelo
fiel e de escapar ao infiel. As palavras «até ficar tudo levedado» dizem
respeito ao que diz o apóstolo Paulo: «Imperfeita é a nossa ciência, imperfeita
também a nossa profecia. Quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é
imperfeito» (1Cor 13,9). O conhecimento de Deus está agora na massa: espalha-se
pelos sentidos, enche os corações, aumenta as inteligências e, como todos os
ensinamentos, alarga-os, eleva-os e desenvolve-os até alcançarem as dimensões
da sabedoria celeste. Tudo será levedado em breve. Quando? Na segunda vinda de
Cristo.
«»
Segunda
vinda de Cristo!
Em
pequena... muitas vezes eu imaginava toda a gente morta... e Cristo a vir assim
com um grande senhor a mandar os servidores separar os maus dos bons para
ficarem uns com Ele no céu e outros nos tais infernos
O
tempo foi passando... e a vida foi-me ensinando que não poderia ser assim. Não
pode ser assim, não pode!
Quando
me falam de Deus Amor, quando sinto Deus Amor comigo, e quando sinto amor por
toda a gente mesmo por aquelas pessoas que já me magoaram tanto... eu... um
simples ser humano, cheio de defeitos e fraquezas, não as conseguiria castigar por nada... como é que as vai
castigar o Deus/Amor por Quem e com Quem eu, aos pouquinhos, fui aprendendo a
amar?
Não
pode ser mesmo. Um Deus/Amor... Ama... Ama... Ama...
Depois...
como será isso, é lá com o Deus/Amor.
Para
mim, agora, a primeira vinda direta de Jesus/Deus ao coração do Homem é no dia
do seu Batismo, entrada triunfal na Família de Deus, o Corpo Místico de Cristo;
a segunda vinda, para a pessoa, é o dia da morte física. Eu entendo assim!
E
francamente, ter a certeza de ter um Deus/Amor à espera de que cheguemos junto
d’Ele... minimiza muito a dor da chegada da partida... para quem parte... e
para quem vê partir.
Olha
para onde me fugiu o tema de hoje, a partir da parábola do fermento?!...
Que
sejamos capazes de ser fermento de AMOR... com a ajuda do Deus/AMOR!
HN

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