Guerra fria
e dura, que não nos dá descanso!
Então, no
meio das lutas de guerra... de onde nos virá o discernimento para escolher o
que é certo e a coragem para levar a cabo as nossas determinações?
Interessantes
estas explicações que têm a ver com o Evangelho de hoje, a multiplicação de cinco
pães e dois peixes que depois de alimentar cinco mil homens ainda sobraram doze
cestos!
A ligação
feita entre todos estes números é, de fato, algo que me chamou muito à atenção:
«»
Santo Hilário (c.
315-367)
bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de S. Mateus, 14, 11; PL 9, 999
bispo de Poitiers, doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de S. Mateus, 14, 11; PL 9, 999
Os
discípulos dizem que têm apenas cinco pães e dois peixes. Os cinco pães
significam que estavam ainda submetidos aos cinco livros da Lei, e os dois
peixes que eram alimentados pelos ensinamentos dos profetas e de João Batista.
[...]
O
Senhor tomou os pães e os peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os e
partiu-os, dando graças ao Pai pelo alimento da Boa Nova, após séculos da Lei e
dos profetas. [...] Os pães são dados aos apóstolos, pois seria por eles que
seriam difundidos os dons da graça divina. Em seguida, as pessoas são
alimentadas com os cinco pães e os dois peixes. Uma vez saciados os convivas,
os bocados de pão e de peixe que sobejaram eram de tal forma abundantes que
encheram doze cestos. Isto significa que a multidão fica saciada com a palavra
de Deus, que provém dos ensinamentos da Lei e dos profetas. É a abundância do
poder divino [...] que realiza a plenitude do número doze, que é também o
número dos apóstolos. Ora acontece que o número dos que comeram é o mesmo que o
dos crentes vindouros: cinco mil homens (Mt 14,21; At 4,4).
«»
Jesus, o
Senhor, Deus, quer precisar dos homens e das mulheres, da ação dos homens e das
mulheres, para cativar outros homens e mulheres.
Ao olhar para
trás, dou-me conta de que, de fato, foi com os homens e mulheres que, juntamente com a minha força de vontade e
graça de Deus, fui modificando a minha maneira de ser, de estar, de pensar, de agir,
e viver.
Espantoso!
Tenho a certeza de que, sozinha, nunca conseguiria nada, ainda andaria por aí a
desconfiar de tudo e de todos, aflita porque todos diziam mal de mim, me
interpretavam mal, me odiavam... etc... etc.. .etc... sei lá mais o quê?
Foi a muita
atenção aos amigos verdadeiros e amigas verdadeiras, foi o agir segundo as
ideias retiradas das partilhas feitas entre nós, foi dos conselhos recebidos,
interiorizados, e avidamente procurada a sua inclusão nas atitudes da vida!
Amigos e
amigas! Confiemos uns nos outros! Saibamos, nas conversas ou descrições, descobrir
e aceitar a verdadeira verdade das palavras e atitudes, onde nem sempre o que
é... nos parece que seja!
Amigos e Amigas!
Uma pessoa que é amiga verdadeira... não cria confusão entre as pessoas, não
quer nem é capaz, pelas mais variadas razões.
E neste
contexto, quando diz a um(a) ou outro(a) que há muito Amor entre os dois... é
porque tem a certeza de que há!
E onde há
Amor, habita Deus, que quer o melhor para todos!
Não podemos
ter confusões!
A paixão pode
ser muito forte, mas é passageira, porque procura felicidade no outro ou outra.
O Amor dá sem querer receber nada em troca, mas necessita ser cultivado com
carinho, ternura, presença, calor, compreensão.
E nada disto
pode existir sem a ação de Deus em nós... e a nossa colaboração com a ação de
Deus!
Amemo-nos!
Vamos em frente nos nossos casamentos que serão sempre celebrados a três: o
homem, a mulher, e Jesus entre eles e com eles para os unir!
Se temos fé
em Deus, lutemos pelos nossos casamentos. E deixemos o mundo pensar o que
quiser... pois é assunto do mundo, e não nosso!
Muito mais
quereria dizer, mas fico-me por aqui... propondo-me a primeira questão: ‘mas...
porque há-de ser assim?!...
Ora porque
há-de ser assim, não sei! Mas que é assim, lá isso é!
Não deixemos
que o inimigo do verdadeiro Amor leva a melhor!
Boa semana,
com muito Amor e determinação!
HN

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