Quando me
sento frente ao meu computador, trabalho ao som de um relógio que tenho, aqui,
pendurado na parede!
Não distingo
as horas, ele é tão simples que não bate horas!
Mas escuto todos
os segundos, ritmados, a fazer-me ver que a vida vai passando, assim, como o
ponteiro dos segundos, rodando ao longo do círculo em que está descrito o relógio!
O círculo
onde me movimento é o meu meio ambiente natural, a família nuclear e alargada,
os amigos e amigas, os conhecidos, aqueles que me vão prestando serviços e
aqueles a quem vou, de algum modo servindo também!
Afinal, não fomos
criados para nós próprios, mas para aprender a cuidar de nós e a pôr-nos ao
serviço dos outros, a começar na família!
Fomos criados
para servir! Foi o que Jesus Cristo nos veio dizer e exemplificar!
Mas... nunca
conseguiremos servir como a todos convém, se não estivermos bem unidos ao Chefe
Jesus Cristo, ou melhor dizendo, se não tivermos o conhecimento de que o Chefe
Jesus Cristo, o Papai d’Ele e o Amor infinitamente grande entre os dois estão
connosco, intimamente unidos connosco, saibamos ou não, queiramos ou não.
Mas se o
quisermos... tudo decorrerá de um jeito muito peculiar, muito especial, porque conseguiremos
prestar a atenção devida a Esse Deus Trindade que nos habita, e não pelas
nossas forças, mas com Ele e a Sua graça, poderemos fazer maravilhas a favor de
quem nos rodeia, não por nós mesmos nem pelas nossas inúmeras fraquezas e
disparates, mas pela mão do Deus que queremos que nos habite!
Isto parece
mesmo uma loucura... mas não é! É a experiência que mo diz.
Na vida...
ao longo da vida... somos eternas crianças... ávidas de um... cada vez maior e
melhor conhecimento e vivência do carinho extremoso e amoroso do Pai!
E assim...
aconteça o que acontecer.... façamos o que fizermos sempre com Amor, carinho,
entrega e dedicação, a nossa vida passará a ser sempre uma permanente oração!
«»
São Vicente de Paulo
(1581-1660)
presbítero, fundador de comunidades religiosas
Discurso às Filhas da Caridade, 31/07/1634
presbítero, fundador de comunidades religiosas
Discurso às Filhas da Caridade, 31/07/1634
Vede,
minhas filhas, a fidelidade que deveis a Deus. O exercício da vossa vocação
consiste na recordação frequente da presença de Deus; para vos facilitar esse
exercício, recordai-vos das advertências do som do relógio, e nesse momento
fazei um ato de adoração. Ao fazer este ato, dizeis no vosso coração: «Meu
Deus, adoro-Vos» ou: «Meu Deus, Vós sois o meu Deus», ou: «Meu Deus, dou-Vos
todo o meu coração», ou ainda: «Quereria, meu Deus, que todo o mundo Vos
conhecesse e honrasse, em desagravo pelo desprezo que sofrestes neste mundo».
Ao principiar este ato, podeis fechar os olhos para vos recolherdes.
«»
Recolhimento!
Tanta falta fazem uns instantes de profundo recolhimento! Um estar assim na
presença do Pai que nos habita, pedindo perdão, aceitando carinho, solicitando
ajuda para nos e para quem connosco convive... e para quem nunca vimos nem
sabemos que existem, mas são, connosco, parte integrante do Corpo Místico de
Jesus Cristo ou da Humanidade que todos formamos!
Meu coração
está a bater forte... mais que os ponteiros do relógio!
Estas
palavras que li... e escrevi... estão a tocar-lhe bem lá no fundo, naquele
lugar que, eu não mereço, mas Deus se digna habitar!
Saudades da
minha ‘Escola’, da minha ‘Ultreia’, dos meus amigos, de Ti Senhor, connosco e entre
nós!
Tudo vai
mudar e acabar em bem!
São fases da
vida, provações que Deus consente para nos fazerem crescer, doar, amar mais e
melhor!
Que sempre
sejas louvado, Senhor!
Bom final de
noite para uma boa 4ª feira!
De Colores!
HN

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