Outubro, um
mês Missionário por excelência, está a acabar.
Quando se
fala em missionários lembramos de imediato as pessoas que deixam as suas terras
para se dedicarem a levar a obra de Jesus Cristo a quem nunca dela ouviu falar
Mas não! Não
são só essas pessoas totalmente dedicadas à missão que são missionários,
porque, missionários, são todos os batizados!
Oxalá que
este mês nos tenha levado a aprender que todos os cristãos são missionários nos
meios ambientes onde estão inseridos. Mais do que nunca os cristãos devem
procurar ser cristãos de verdade, verdadeiros seguidores de Jesus Cristo,
verdadeiros imitadores das Suas ações, verdadeiros leitores, estudantes,
meditadores, interpretadores das Suas Palavras para as poder mostrar, mais do
que com palavras, com o modo como as aplicam em todos os momentos e ocasiões da
vida.
Temos
momentos de fraqueza, claro que temos. Somos Humanos! E é nesses momentos de
fraqueza que Jesus, que nos ama por demais, nos pega ao colo!
Tenhamos isto
em consideração e não desanimemos nas nossas inúmeras fraquezas!
Foi por
causa das nossas fraquezas e fragilidades que Jesus veio ao mundo, para nos
ensinar que é nas fraquezas que melhor nos encontramos com o Senhor!
Se todos os
cristãos, batizados no Espirito Santo de Deus, Água Viva que nos limpa de todo
o pecado ou desamor e nos dá a Vida Nova da Graça, vivessem o cristianismo a sério,
com a alma, o coração, o querer e a vontade em todas as situações da vida...
haveria muito mais Luz e Amor no mundo.
«»
São Josemaría Escrivá
de Balaguer (1902-1975)
presbítero, fundador
Homilia «Trabalho de Deus», em «Amigos de Deus», §§ 61-62
presbítero, fundador
Homilia «Trabalho de Deus», em «Amigos de Deus», §§ 61-62
«Cristo»,
escreve um Padre da Igreja, «escolheu-nos para que fôssemos como lâmpadas; para
que nos convertêssemos em mestres dos outros; para que atuássemos como
fermento; para que vivêssemos como anjos entre os homens, como adultos entre
crianças, como espirituais entre gente somente racional; para que fôssemos
semente; para que produzíssemos fruto. Não seria necessário abrir a boca, se a
nossa vida resplandecesse desta maneira. Sobrariam as palavras, se mostrássemos
as obras. Não haveria um só pagão, se nós fôssemos verdadeiramente cristãos.»
Temos
de evitar o erro de considerar que o apostolado se reduz ao testemunho de umas
quantas práticas piedosas. Tu e eu somos cristãos mas, ao mesmo tempo e sem
solução de continuidade, cidadãos e trabalhadores, com obrigações bem nítidas
que temos de cumprir exemplarmente, se deveras queremos santificar-nos. É Jesus
Cristo que nos estimula: «Vós sois a luz do mundo. Não se pode ocultar uma
cidade situada sobre um monte. Nem se acende uma candeia para a colocar debaixo
do alqueire, mas sim sobre o candelabro, e assim alumia quantos estão em casa.
Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, a fim de que, vendo as
vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus» (Mt 5,14-16).
Seja
qual for, o trabalho profissional converte-se numa luz que ilumina os vossos
colegas e amigos. Por isso, costumo repetir [...]: que me importa que me digam
que fulano de tal é um bom filho meu - um bom cristão -, se é mau sapateiro? Se
não se esforçar por aprender bem o seu ofício, ou por executar o seu trabalho
com esmero, não poderá santificá-lo nem oferecê-lo ao Senhor. Ora, a
santificação do trabalho ordinário constitui como que o fundamento da
verdadeira espiritualidade para aqueles que, como nós, estão decididos a viver
na intimidade de Deus imersos nas realidades temporais.
«»
Normalmente surgem,
assim, textos como este, que nos enchem de vontade de ser tudo quanto nos
aliciam a fazer!
A santidade
consegue-se na totalidade da vida e não alguma ações ou atitudes encarnadas na
mesma!
Teos de tentar
ser perfeitos em tudo! Ou se é perfeito em tudo... ou a perfeição em nós não
existe!
E não
pensemos que somos muito equilibrados e capazes, porque ao surgirem aquelas
dificuldades que nos despedaçam em a vida em bocados... acabamos por cair como criancinhas
a aprender a caminhar! Ou então... sou eu... que sou imensamente fraquinha!
Mais um fim-de-semana,
o do trigésimo domingo comum C, com todas as aprendizagens de que está
impregnado!
Que nos
sirvam para nos ensinar a servir como a todos convém, para maior Glória de Deus
e edificação dos Homens e Mulheres!
Boa noite...
para um bom Domingo!
HN

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