Hoje, sete de Fevereiro, liturgicamente,
é um dia muito importante, pois é a celebração das Cinco chagas de Jesus Cristo!
Olhar a Jesus chagado por nós, é ganhar
coragem e força para carregar com as dificuldades que se nos deparem na vida e O
seguir!
Nunca será demais pensar nas Sagradas Chagas
de Jesus Cristo, pois é o sangue delas que nos sustenta de pé!
Queixamo-nos tanto de tudo o que nos
acontece... e não pensamos sequer que Jesus sofreu muito mais e nunca se
queixou!
Às vezes sai-me da boca o ‘Pai, se Te
for possível, afasta de mim este... (tantas coisas diferentes)’. Mas logo me saem
da boca aquelas outras palavras de Jesus: ‘mas não se faça a minha vontade, mas
sim a Tua!’
Acho maravilhoso este texto de
São Bernardo (1091-1153)
monge cisterciense, doutor da Igreja
2.º sermão para a festa de Santo André
monge cisterciense, doutor da Igreja
2.º sermão para a festa de Santo André
«Oh cruz há tanto tempo desejada,
oferecida agora às aspirações da minha alma, venho a ti com gozo e confiança.
Recebe‐me com alegria, a mim, discípulo daquele que pendeu em teus braços.» Assim falava Santo André [segundo a tradição] vendo ao longe a
cruz que fora erigida para o seu suplício. De onde vinham a este homem alegria
e exaltação tão espantosas? De onde provinha tanta constância num ser tão
frágil? De onde obtinha este homem uma alma tão espiritual, uma caridade tão
fervorosa e uma vontade tão forte? Não julguemos que encontrava tão grande
coragem em si próprio: era o dom perfeito que descia do Pai das luzes (Tg
1,17), daquele que é o único que opera maravilhas. Era o Espírito Santo que
vinha em auxílio da sua fraqueza, e que espalhava no seu coração um amor forte
como a morte, e mesmo mais forte do que a morte (Ct 8,6).
Queira Deus que também nós
participemos hoje nesse Espírito! Porque se agora o esforço da conversão nos é
penoso, se velar em oração nos aborrece, é unicamente devido à nossa indigência
espiritual. Se o Espírito Santo estivesse connosco, viria seguramente
ajudar-nos na nossa fraqueza. O que fez por santo André face à cruz e à morte,
fá-lo-ia também por nós: retirando ao labor da conversão o seu carácter penoso,
torná-lo-ia desejável e mesmo delicioso. […] Irmãos, procuremos este Espírito,
envidemos todos os nossos esforços para O possuir, ou possuí-l'Omais plenamente
se O tivermos já. Porque «se alguém não tem o espírito de Cristo, não Lhe
pertence» (Rom 8,9). «Nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que
vem de Deus» (1Cor 2,12). […] Devemos pois tomar a nossa cruz com santo André,
ou antes, com aquele que ele seguiu, o Senhor, nosso Salvador. A causa da sua
alegria era que, não só morria com Ele, mas como Ele, e que, unido tão
intimamente à sua morte, reinaria com Ele. […] Porque a nossa salvação está
nesta cruz.
Compreendo que não são minhas estas
palavras, mas do Espírito Santo de Deus que, não obstante as minhas
fragilidades e quedas me assiste constantemente.
Tempos houve em que me julgava forte...
agora... graças ao bom Deus, reconheço-me fraca nas mãos do Senhor que me vai
orientando na vida!
Que seria de mim sem Ele! Não consigo
imaginar!
Ó Cruz, símbolo do sofrimento salvífico,
que na tua haste vertical ligas o Céu à terra... e na haste horizontal ligas,
ou queres ligar, os homens e mulheres entre si, que sejas o encanto da minha
vida! Que nunca Te negue mas Te agarre com toda a minha força, mas Tua maior
Glória, Senhor Jesus, e para poder estar mais unida a Ti na salvação e
felicidade dos homens meus irmãos!
Que sempre sejas louvado!
HN

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