Há dias, que por mais que me esforce,
não consegui endireitar os pensamentos o que não me deixa escrever nada!
Eu sei muito bem o que quero dizer,
mas as frases não saem direitas nem conectadas. Acaba por ser aflitivo e por
não me sentir nada bem!
A Vida é uma escola permanente, mas
tem ocasiões em que os acontecimentos são tantos e tão difíceis que para chegar a conclusões que nos
levem a agarrar a vida como deve ser leva tempo, e esforço!
Mas, sem esforço o que se fará?
Nada, com certeza!
Eu gosto imenso do mar. A grandeza,
a força, a simplicidade, a beleza, um sem numero de coisas que se entrelaçam e
o enchem de maravilhas.
Talvez por isso Jesus tenha nascido
numa zona costeira e tenha feito tantas coisas no mar... escolhido apóstolos
pescadores... e nem sei que mais!
Vejamos o que diz o texto seguinte,
nesta bela meditação!
«»
São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n.º 24
Homilias sobre o Evangelho, n.º 24
O mar simboliza o mundo atual,
batido pelas ondas tumultuosas das nossas ocupações e pelos turbilhões de uma
vida caduca. E a terra firme da margem representa a perpetuidade do descanso
eterno. Os discípulos afadigam-se no lago porque ainda estão presos nas ondas
da vida mortal, mas o nosso Redentor, depois da sua ressurreição, permanece na
margem, uma vez que já ultrapassou a condição da fragilidade da carne. É como
se Ele tivesse querido servir-Se dessas coisas para falar aos seus discípulos
do mistério da sua ressurreição, dizendo-lhes: «Já não vos apareço no mar (Mt
14,25), porque já não estou entre vós, no meio da agitação das ondas».
Foi no mesmo sentido que, noutro
lugar, disse a esses mesmos discípulos após a ressurreição: «Disse-vos essas
coisas quando ainda estava convosco» (Lc 24,44). Não lhes disse isto por já não
estar com eles – pois o seu corpo estava presente e aparecia-lhes –, mas [...]
porque a sua carne imortal Se distanciava muito dos corpos mortais deles; Ele
dizia que já não estava com os discípulos e contudo estava no meio deles. Na
passagem que lemos hoje, diz-lhes a mesma coisa pela localização do seu corpo:
enquanto os discípulos ainda navegam, Ele está em terra firme.
«»
De facto, a Sagrada Escritura é uma
eterna novidade! Como é que com tantos anos a ler a mesma coisa, a ouvir
homilias sobre os mesmos temas, me aparece, vinda de Evangelizo, este maravilhoso
texto a explicar o sentido do mar nas Sagradas Escrituras?
Ler... não interessa muito! Pois
como são coisas que a cabeça não compreende muito bem, temos que interiorizar,
ler, voltar a ler, ouvir homilias sobre um tema, ouvir várias homilias... em
tudo se aprende, e em tudo encontramos maravilhas.
Neste momento imagino o meu Querido
que Deus tem, feliz, já fora das ondas furiosas deste mar encapelado que é a
vida! Vejo-o, na Paz do Senhor, e com Ele, a olhar por nós!
Se assim não fosse... porque nos
falaria Jesus na Comunicação dos Santos e no Seu Corpo Místico?
Estamos todos unidos em Jesus e com
Jesus!
Mas, sem ilusões, com realidades!
Jesus tem que estar no coração da vida de cada um. Um cristão sem a certeza de
ter Jesus no coração, não pode mostrar Jesus... e o pior de tudo é que muitas
vezes estão tão metidos em coisinhas de igrejas e movimentos que nem sequer dão
conta que fazem tudo... menos dar lugar a Jesus no próprio coração!
Tantas coisas para dizer!... Oxalá
tenha escrito algo de bom para alguém. Eu, neste momento, estou satisfeita!
Boa noite!
Boa noite!
Hermínia Nadais

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