Não! Perante Deus, ninguém é mais que ninguém! Somos todos diferentes em
qualidades e defeitos, em modos de ser e estar, mas todos amados por demais por
Esse Deus que Ama, simplesmente, procurando por todas as formas que todos
sejamos felizes, abrindo o coração para Ele.
E se eu tenho a certeza de que não há duas pessoas iguais, não posso
comparar-me a ninguém, não posso fazer de mim uma cópia de outra pessoa!
Deus dá a cada um dons especiais e tudo o necessário para crescer em Amor
fraterno, e é isso que devemos valorizar!
Todos juntos, chamamo-nos muito simplesmente ‘Humanidade’!
Somos a Humanidade que Deus criou e ama! Então, por muito que nos custe, devemos
pensar ao máximo no bem-estar de quem connosco se vai cruzando nos caminhos
desta vida, partilhando saberes e haveres, pois quanto mais partilharmos mais
ricos seremos, de felicidade, alegria, bem-estar, dedicação, amor!
Deixemos Deus comandar os nossos passos neste constante caminhar para a
eternidade, pois melhor do que nós mesmos, só Ele sabe o que mais nos
interessa. Este texto meditativo veio com Evangelizo de Domingo, é
importantíssimo, não me canso de o partilhar!
«»
São Basílio (c. 330-379)
monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Catequese 31
monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja
Catequese 31
«Que hei de fazer? Vou aumentar
os meus celeiros!» Porque eram as terras deste homem tão produtivas, se ele
fazia tão mau uso da sua riqueza? Para melhor se ver a imensa bondade de um
Deus que estende a sua graça a todos, «pois Ele faz que o sol se levante sobre
os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5,45).
[...] Eram estes os benefícios de Deus para com este rico: uma terra fecunda,
um clima temperado, abundantes colheitas, bois para o trabalho, e tudo o que
assegurasse a prosperidade. E ele, o que dava em troca? Mau humor,
taciturnidade e egoísmo: era assim que agradecia ao seu benfeitor.
Esquecia que pertencemos todos à
mesma natureza humana; não pensou que devia distribuir o que lhe sobrava aos
pobres; não fez nenhum caso destes mandamentos divinos: «não negues um
benefício a quem precisa dele, se estiver nas tuas mãos concedê-lo» (Prov
3,27), «não se afastem de ti a bondade e a fidelidade» (3,3), «partilha o teu
pão com quem tem fome» (Is 58,7). Todos os profetas, todos os sábios lhe
gritavam estes preceitos, mas ele fazia ouvidos de mercador. Os seus celeiros
rachavam, pequenos para o trigo que neles se acumulava, mas o seu coração não
estava satisfeito. [...] Ele não queria desfazer-se de nada, mesmo não chegando
a armazenar tudo. Este problema incomodava-o: «Que hei de fazer?» perguntava
constantemente. Quem não terá piedade de um homem assim obcecado? A abundância
tornava-o infeliz [...]; lamentava-se como se lamentam os indigentes: «Que hei
de fazer? Como hei de alimentar-me e vestir-me?» [...]
Observa, homem, quem foi que te
cumulou de dons. Reflete um pouco sobre ti próprio: Quem és tu? O que te foi
confiado? De quem recebeste esse encargo? Porque foste tu o escolhido? Tu és
servo de Deus; tens a teu cargo os teus companheiros. [...] «Que hei de fazer?»
A resposta é simples: «Saciarei os famintos, convidarei os pobres. [...] Vós
todos a quem falta o pão, vinde possuir os dons que me foram concedidos por
Deus, jorrando como que de uma fonte».
«»
Se não tiver dinheiro para pão ou roupa, terei palavras, carinho, aconchego,
partilha dos dons que Deus me concedeu e da forma como os vivo no decorrer dos
dias, terei presença ativa e efetiva junto de quem mais necessitar seja do que
for que esteja ao meu alcance!
Se mais não puder, uma súplica, uma oração ao Senhor, consciente de que,
perante Deus, ninguém é mais do que ninguém, porque nos ama e quer a todos por
igual, indefinidamente!
Esta vida é breve, aproveitemo-la bem ao jeito de Jesus Cristo, DEUS AMOR COMO
O PAI!
Boa noite!
Hermínia Nadais

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