Nascemos pequeninos, visivelmente pequenininhos, mas
preparados para crescer a todos os níveis!
E ao mesmo tempo que vamos amentando o volume do nosso
corpo, todo o nosso ser se vai desenvolvendo gradualmente, no meio familiar
onde estamos inseridos, que nem sempre é o melhor que poderia ser!
Enquanto crescemos vamos descobrindo todos os jeitos de
quem nos rodeia e interiorizando o que vamos vendo!
Nós, cada um ou uma de nós, é aquele ou aquela que nasce,
e o que vai adquirindo no decorrer da vida, por pequenina que ainda seja. Por
isso temos a obrigação de sermos muito cuidadosos com as crianças, pois têm a
tendência natural de fazerem o que vêm fazer as pessoas que as rodeiam.
Tanto os pais quanto os avós e os restantes familiares
têm a tendência de dar tudo aos bebés e de os deixar fazer tudo o que querem,
muitas vezes entre risadinhas!
Amar como convém não é deixar a pessoa fazer tudo o que
quer, mas levá-la a fazer o que deve, carinhosa e atentamente, levando a
compreender sem magoar.
Temos de nos habituar a explicar às crianças porque é que
um determinado comportamento é bom, e um outro é menos bom ou mesmo mau! Não é
a ralhar, mas a explicar, repetir a explicação, uma vez, outra, outra, até que
o comportamento se torne razoável.
Muitas vezes vemos pessoas adultas mal comportadas… mas
temos de convir que, más tendências, todos temos, e muitos de nós não tivemos quem
nos ajudasse a discernir o bem do mal, o que nos fará felizes do que,
irremediavelmente, nos tornará infelizes. E depois de adultos, modificar
comportamentos, é muito mais difícil, até porque a pessoa que os pratica tem de
descobrir e se convencer que está a proceder mal, e de ter muita força de
vontade para autocorrigir o seu erro!
Tudo é possível, mas muito mais difícil!
Fala-se muito em ser santo! Ser santo é ser feliz,
amando, ajudando, sendo presente, o que só é possível querendo ser humilde,
orando, autocorrigindo atitudes erradas, e confiando que Deus e o Seu Espírito
Santo nos ajudará!
«»
São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968)
capuchinho
Ep 3, 713
capuchinho
Ep 3, 713
É de importância capital que
insistas naquilo que é a base da santidade e o fundamento da bondade; refiro-me
àquela virtude da qual Jesus Se apresenta explicitamente como modelo: a
humildade (Mt 11,29). A humildade interior; mais a interior que a exterior.
Reconhece o que de facto és: um nada miserável e fraco, uma amálgama de
defeitos, capaz de converter o bem em mal, de abandonar o bem pelo mal, de
atribuir a ti próprio o bem e de procurar justificação para o mal e, por amor a
esse mal, desprezar Aquele que é o supremo Bem.
Nunca te deites sem teres
examinado, em consciência, como passaste o teu dia. Volta os teus pensamentos
para o Senhor e consagra-Lhe o teu ser, assim como todos os cristãos. Depois,
oferece à sua glória o repouso que te concedes, sem nunca esqueceres o teu anjo
da guarda, que permanece a teu lado.
«»
Temos de reconhecer que, se não
tivermos quem nos ajude a crescer para nós mesmos, para Deus e para o Mundo,
nunca conseguiremos aprender a ser como realmente devemos!
A época quaresmal é propícia! Este ano
está tudo muito complicado devido ao Covid 19, mas é com o que temos,
obedecendo a quem nos orienta, rezando, lendo meditando e interiorizando as
Leituras Bíblicas, lembrando a graça do Batismo, as Obras de Misericórdia, as
Bem-Aventuranças e pondo tudo em prática, aos pouquinhos, registando o que
vamos fazendo para nos preocuparmos em proceder cada vez melhor, que podemos
crescer e ser o que o Senhor quer que sejamos!
Senhor, ajuda-nos a todos e todas a
aprendermos a ser o que queres de cada um ou uma de nós!
Hermínia Nadais

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