Há uns anos atrás, se me dissessem como hoje me ia
sentir, eu não acreditava!
Sempre fui uma pessoa agarrada ao trabalho com a maior
dedicação, amiga de toda a gente, de dormir muito pouco, de aproveitar bem o
tempo, de me dedicar ao que gostava mas de o deixar se alguém necessitasse dos
meus parcos préstimos!
Tudo isto recebi dos meus pais que eram assim, tal e
qual.
Desde pequenina me habituaram a rezar, frequentar as
igrejas, reuniões, sermões quaresmais e outros, ou seja, sempre fui muito
ligada ao Senhor… que descobri verdadeiramente já com muita idade.
Isto de fazer tudo com receio dos castigos de Deus cabia
na minha mente, agora não cabe. Fazer tudo por amor, sim; com receio de
castigo, não!
Então… hoje, chega-me de Evangelizo este texto
maravilhoso:
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Santa Teresa de Calcutá (1910-1997)
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«No Greater Love»
Não creio que haja quem precise
tanto do socorro e da graça de Deus como eu. Por vezes, sinto-me muito
desarmada e fraca. E acredito que é por isso que Deus Se serve de mim. Uma vez
que não posso contar com as minhas próprias forças, volto-me para Ele vinte e
quatro horas por dia. E, se o dia tivesse mais horas, também precisaria da sua
graça durante essas horas. Todos devemos agarrar-nos a Deus pela oração. O meu
segredo é muito simples: rezo. Através da oração, uno-me a Cristo pelo amor.
Compreendi que rezar-Lhe é amá-lo. […]
As pessoas têm fome da Palavra de
Deus, que traz a paz, traz a união, traz a alegria. Mas não podemos dar o que
não temos. Por isso, devemos aprofundar a nossa vida de oração. Sê sincero na
tua oração. A sinceridade é a humildade e a humildade só se adquire aceitando as
humilhações. O que ouviste sobre a humildade não chega para ta ensinar; o que
leste sobre a humildade não chega para ta ensinar. Só se aprende a humildade
aceitando as humilhações, e encontrarás humilhações ao longo de toda a tua
vida. A maior das humilhações é saber que não somos nada; eis o que aprendemos
quando nos encontramos diante a Deus na oração.
Por vezes, um olhar profundo e
fervoroso para Cristo constitui a melhor das orações: olho-O e Ele olha-me.
Neste face a face com Deus, só sabemos que não somos nada e que não temos nada.
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Bom, escusado será dizer que me assenta como uma luva!
Quanto mais aprendo, mais rezo, mais experiente me sinto,
mais reconheço a minha pequenez e ignorância e mais me agarro ao Senhor que é a
única forma de conseguir fazer alguma coisa de mim mesma, e por os outros!
De facto, sem Deus, somos mesmo pequenininhos, tão
pequenininhos que nem connosco nos entendemos!
Oxalá esta Quaresma leve muita gente a encontrar-se
intimamente com o Senhor, pois é a melhor coisa que nos pode acontecer. Nunca estamos
sós! Temos sempre com quem falar! E tal como um bebé tem sempre quem esteja por
perto a cuidá-lo, é assim que Deus, o Senhor, faz connosco, comigo!
Que sempre seja louvado!
Hermínia Nadais

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