Neste oitavário da Páscoa, ou seja,
nestes oito dias que se vivem como se fosse um, em que se vive e revive tudo
quanto aconteceu no dia de Páscoa da Ressurreição com Jesus e os Apóstolos e
Seus amigos, aprendemos e vivemos intensamente muitas coisas!
Em casa, de quarentena obrigatória
pelo Covid 19, a Igreja entra-nos pela casa dentro e faz de nossa família uma
verdadeira Igreja Doméstica. Estamos em casa e olhamos a TV como se
estivéssemos junto ao altar na nossa igrejinha de pedra junto de Jesus ou a
participar na Eucaristia e outras orações comunitárias.
Depois, a internet traz até nós
meditações como esta que chegou de Evangelizo e nos diz tanto:
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São John Henry Newman (1801-1890)
teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
PPS 6, 10
teólogo, fundador do Oratório em Inglaterra
PPS 6, 10
Irmãos, compreendamos o que foram
as aparições de Cristo aos seus discípulos depois da ressurreição. Elas são da
maior importância, porque nos mostram que continua a ser possível uma comunhão
deste género com Cristo; com efeito, é este o género de contacto com Cristo que
hoje nos é proporcionado. Neste período de quarenta dias que se seguiu à
ressurreição, Jesus inaugurou uma nova relação com a Igreja, a sua atual
relação connosco, o género de presença que quis garantir-nos.
Após a sua ressurreição, como
estava Cristo presente na sua Igreja? Ia e vinha livremente, sem nada que se
Lhe opusesse, nem sequer as portas fechadas; e, quando Ele estava presente, os
discípulos não se apercebiam imediatamente disso. [...] Os discípulos de Emaús
só tiveram consciência da sua presença quando, de repente, compreenderam o
impacto que Ele tinha tido neles: «Não ardia cá dentro o nosso coração?» [...]
Reparemos bem em que momento se
lhes abriram os olhos [...]: no momento da fração do pão. É essa, com efeito, a
atual disposição do Evangelho. Quando recebemos a graça de compreender a
presença de Cristo, só O reconhecemos mais tarde; atualmente, só discernimos a
sua presença pela fé. Em lugar da presença sensível, Ele deixou-nos o memorial
da sua redenção, tornando-Se presente no Santíssimo Sacramento. Quando foi que
Ele Se manifestou? Quando, por assim dizer, fez com que os seus passassem de
uma visão sem verdadeiro conhecimento a um autêntico conhecimento, na
invisibilidade da fé.
«»
Sim! É pela fé que procuramos os
sítios onde Jesus se encontra presente e aí nos sentimos intimamente unidos a
Ele., pertinho d’Ele, assim como é pela fé que O sentimos connosco no decorrer
dos segundos, em que, nas lides diárias, vamos partilhando com Ele tudo o que
fazemos e dialogando silenciosamente sobre o que será melhor fazer. E nestas
andanças, muitas vezes, sentimos a mão dÉle a conduzir-nos para o que realmente
será melhor fazer.
Reconhecer Jesus perto de nós, exige
querermos que esteja perto, colocarmo-nos nas Suas mãos, sob os Seus cuidados,
e agir segundo o que sabemos ser da Sua vontade!
Penso que isto é viver a Páscoa,
indefinidamente, não só agora que o Tempo é Pascal, mas sempre, porque Jesus
está sempre junto de nós e connosco!
A Páscoa é o momento de maior
evangelização, o momento de muitos mais irmãos compreenderem o que será viver
com e ao jeito de Jesus, até que, pela Sua imensa Misericórdia, nos possamos
unir permanentemente a Ele, quando formos levados desta terra linda onde nos
colocou.
O coração pula e não dita mais palavras
às mãos! Um feliz oitavário da Páscoa para toda a gente!
Hermínia Nadais

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