Quanto mais me debruço sobre as Escrituras Sagradas e
sobre a vida e obra de Jesus, com tudo quanto disse e fez, cada vez me convenço
mais que Jesus é Vida e Fonte de Vida!
É Vida, porque tudo quanto fez foi vida em abundância, e
é Fonte de Vida porque, aconchegando-nos, orientando-nos, amando-nos tanto no
mais profundo do nosso coração continua a ser Vida na nossa vida!
O Oitavário da Páscoa está a terminar, mas tanto que nos
tem dado! O que Jesus fez com as pessoas que O acompanharam em vida, e os
cuidados que tem com tudo que vemos não foi só nesse tempo… continua agora nos
nossos dias, é só abrirmos-Lhe o coração de par em par, pois a Sua Humildade e
infinito Amor não entra na intimidade das pessoas sem ser por elas desejado.
Mas ainda assim, não deixa ninguém só. Pelas mais diversas
formas vai falando aos corações, vai-nos pondo em contato uns com os outros de
modo a cada um poder escolher o que pensa melhor para a sua vida!
Tanta dedicação e ternura, não dá mesmo para entender!
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Santo Amadeu de Lausana (1108-1159)
monge cisterciense, bispo
Homilia mariana VI, SC 72
monge cisterciense, bispo
Homilia mariana VI, SC 72
Comei, meus amigos; bebei e
inebriai-vos, meus bem-amados (cf Cant 5,1). Convido-vos para a mesa da
Sabedoria e para as libações do vinho que ela vos preparou no seu cálice (cf
Prov 9,5). Feliz daquele que, tendo sido admitido a este banquete, brilhar
diante dos convivas na veste nupcial (cf Mt 22,11).
Ser-lhe-á servido o pão da vida,
que fortifica, que cumula e sacia com maravilhosa doçura, juntamente com o
vinho da alegria, vinho que provém do fruto da videira, verdadeiro vinho da
ressurreição, espremido da árvore da Paixão do Senhor. [...] Este conviva
comerá, ataviado com a sua mais bela veste e de anel da paz no dedo, o vitelo
gordo morto pelo Pai (cf Lc 15,22). De rins cingidos com o cinto da fé e da
castidade, de sandálias nos pés, pronto para qualquer obra boa (cf 2Tim 3,17),
ele comerá as carnes do Cordeiro pascal assadas ao fogo (cf Ex 12,9). [...]
Tendo tomado o peixe que foi encontrado sobre brasas nas margens do lago, quando
o Senhor apareceu aos discípulos após a sua ressurreição (cf Jo 21,9), provará
também um raio de mel. E dirá então, repetindo o poema do Cântico dos Cânticos:
«Comi o meu raio de mel, bebi o meu vinho com leite». Regurgitando todas estas
delícias, convidará outros para este festim: «Comei, meus amigos; bebei e
inebriai-vos, meus bem-amados» (cf Cant 5,1).
Também eu, meus irmãos, vos
convido para este festim: «Comei, meus amigos; bebei e inebriai-vos, meus
bem-amados». Comei o pão da vida, bebei o vinho da alegria, inebriai-vos com o
júbilo da ressurreição. Este inebriamento é a sobriedade plena, que apaga a
memória do mundo e imprime no espírito, sem cessar, a ideia da presença de
Deus. Quem está dele ébrio tudo esquece e nada mais recorda senão a caridade divina.
[...] Rejubilai com a sua alegria, vós que sofrestes com a sua dor.
«»
Não sei quantas vezes já li este texto
de Evangelizo, e sempre me deixa perplexa e de coração a bater mais forte.
Sem sombra de dúvida, somos bênçãos
uns para os outros, somos a presença de Jesus uns para os outros, ainda que não
sejamos bem o que Ele quer.
Para que se pudesse cumprir a Sua
prisão e morte, foi preciso a traição de Judas!
Na nossa vida, se estivermos bem atentos,
ainda que muito nos custe sofrer alguns reveses que nunca deixarão de doer, com
o tempo reconheceremos que mesmo isso foi para nosso bem.
Deus, Jesus, não tem em conta os
pecados, mas o arrependimento e conversão que se vão transformando em Amor!
Será que estou louca???
Penso que não! Se assim não fosse,
como é que eu poderia sentir tão profundamente o Amor de Jesus por mim, tão
pecadora???
Que nos ajude na luta contra o vírus e
a descobrir o que espera que façamos com todas as aprendizagens que nos
proporcionou.
E… que sempre seja louvado!
Hermínia Nadais

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