segunda-feira, 12 de outubro de 2026

RECORDAR… ACONTECIMENTOS ANTIGOS!


Recordar o passado, muitas vezes, ajuda a melhorar o presente! É o que estou a pretender fazer!

Ser ponte é muito difícil, e mais ainda quando todas as suas estruturas estão aparentemente agradáveis e com aspeto seguro, mas a esconder, muitas vezes, falhas interiores difíceis de detetar.

E isto porque “razão cada um tem a sua”, e por coerência, reage pela sua própria razão. Contudo, é urgente ouvir e prestar atenção à razão dos outros, para não cairmos em erros sem remissão.

Precisamos de interiorizar bem tudo o que vemos e ouvimos para compreendermos, sem criticar.

A convicção de que temos a totalidade da razão leva a que se nos torne inadmissível e inaceitável admitir a razão dos outros, e a pensá-los maus quando, na realidade, há situações em que a maldade não existe, mas sim, ignorância extrema, o que é muito diferente.

A ignorância gera incoerência de atitudes na busca da verdade, e a desconfiança no outro, surge, assente na desconfiança que cada um tem de si mesmo e das suas atuações. Temos de interiorizar muito bem o que somos, o que temos, tudo o que fazemos e podemos melhorar na nossa forma de ser e estar!

Já faz uns bons aninhos que fui chamada a estar presente numas medições que diziam necessárias para as partilhas da herança de uns tios sem descendentes. Larguei tudo e fui.

Na atualidade, eu tinha graves problemas nas pernas, varizes bravas, que não me deixavam andar à vontade pelos montes por temer alguma ferida que, segundo os médicos, não curava mais!

O cabeça de casal, de cada vez que se falava em partir os haveres, arranjava uma nova forma de ter de ir até aos montes… pelo que tive de me afastar dessa tarefa!

Então, foi combinado juntar os interessados e apresentar os preços dados aos terrenos em causa, para que todos os vissem e compreendessem os quês e porquês! Mas, pouco tempo depois, apareceram folhas determinadas para cada um sem que os preços tivessem sido acertados e aceites por todos, o que foi o início de uma grande confusão e da maior desconfiança que se possa imaginar.

Perante a minha reconhecida incapacidade de resolver o problema, pedi ao meu irmão, o único filho homem de meus pais, que tomasse conta do caso.

Falamos a um advogado para desempenhar minimamente o nosso trabalho, o que de muito nos valeu, pois se não fosse ele… penso que ainda hoje estava tudo parado. Os esforços dele e do meu irmão, tal como os meus… acabaram por ver feitas as partilhas sem problemas de maior, pois tudo foi feito e aceite amigavelmente.

Ainda bem! Que sempre assim seja, connosco e com toda a gente!

Ser ponte… é difícil mesmo! Temos de ter capacidade de encontrar formas de resolver os problemas sem nos magoarmos e sem magoar ninguém!

Desculpem o desabafo! Mas… quem sabe… se poderá ajudar alguém!...

Hermínia Nadais 

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