Sim! Cera derretida! Que, apenas se via um pouquinho, caída, faz tempo, provinda do aproveitamento de uma vela gigantesca, grande e bela, coberta de conchinhas pequenas!
Acendi-a!
Coloquei-a dentro de um recipiente adequado para que não houvesse cera dispersa,
mas não foi o suficiente!
De manhã,
a cera tinha escorrido até ao chão!
Limpei o
melhor que pude! Mas… todos os dias, aquelas manchas esquisitas me torturavam
os olhos!
Hoje,
porque quis dar mais alguma atenção ao que se passava no ‘Santuário do Mundo’,
Fátima, na Peregrinação dos Emigrantes, fui dando uma limpadinha e arrumando
algumas partes da cozinha! E… cheguei à dita cera outrora derretida e agora
esparramada no fundo da porta do móvel!
Tive de
pegar numa faca para a poder retirar! E quando pensava que estava tudo limpo,
parecia estar bem, mas bem no fundo da portinha… tive de pegar de novo a faca e
raspar… raspar… raspar… tocar com a mão… até retirar o mais que pude! Não sei
se saiu tudo, mas que ficou melhor… ficou!
Este
acontecimento fez-me lembrar a minha maneira de ser, estar, ver, intuir,
corrigir… os meus pecadinhos, que a maior parte das vezes, bem escondidos no
meu paupérrimo raciocínio, como aquela cera agarradinha à porta… parecem
pequenos… mas como a cera me custou tanto a retirar… eles também custam a
abandonar!
Não
tenhamos dúvidas! Quanto mais nos olharmos interiormente, mais asneirinhas
encontraremos por entre as nossas boas atitudes!
Ai! Gente
boa! Rezar pela conversão dos pecadores é cada vez mais o meu maior cuidado e
satisfação, consciente de que estou a pedir por toda a Humanidade e por mim
mesma, a maior de todos os pecadores e pecadoras!
Perdoai-nos
a todos, Senhor!
Hermínia
Nadais





