O sistema elétrico de rega, num movimento
constante, humedece o relvado para que se conserve verdejante e dê mais
deslumbramento a este espaço de sonho.
Os veículos circulam na via, a velocidade moderada!
As lojas, aos poucos, vão abrindo e colocando as
suas ofertas de venda à vista de toda a gente que delas necessite ou as queira
ter como suas.
As pessoas mais despreocupadas de canseiras
laborais aproveitam para o passeio matutino com os seus fiéis amigos de quatro
patas que passam sorridentes, tal como os seus donos.
Há também quem aventure a corridinha ou caminhada
matinal sobre o tapete vermelho que ladeia a ria.
Nas poucas casinhas ambulantes, em gozo de férias,
ainda se dorme, tranquilamente, o sono da paz reconfortante dos dias do ano,
cheios de stress e aventuras que desgastam as belezas da vida.
As gaivotas perdidas ou desencontradas da zona
marinha vão sobrevoando o espaço ou param, a descansar, nas pequenas colunas de
cimento junto do cais de embarque para os pequenos passeios fluviais.
As bicicletas, de vários números de ocupantes,
estão ainda cobertas com a sua pequena manta, acolhedora do sereno da noite.
Entretanto, pela ria, um sem número de pequenos
barcos que surgem não se sabe bem de onde nem para quê deslizam suavemente… e
os considerados barcos de transporte correm ria acima ou ria abaixo, não sei
muito bem, como que a levar alguém apressado a determinado lugar… enquanto
alguns e algumas ciclistas, descontraidamente, vão circulando com brandura
pelas margens atapetadas da ria!
Que sedução, que tanto nos deslumbra… e fascina…
nesta ria… um pequeno e afável recantinho da Natureza, onde tudo nos fala de compreensão,
presença, acolhimento, serenidade, paz e harmonia!...
Que assim seja, em todo o lugar e sempre, em todos
os segundos de cada dia!
Hermínia
Nadais















