Continuemos… a rezar pelas Missões, e a ser
Missionários, de verdade!
E… na gostosa recordação de tempos antigos, até me
parece que foi hoje!
Num belo dia, na paisagem encantadora da praia
Vasco da Gama, enquanto a brisa matutina se esfumava no espaço e os raios de
sol iam clareando lentamente a manhã, as luzes amarelas vivas continuavam a
marcar a sua presença ao longo da estrada, quais maravilhosas flores penduradas
no fundo da encosta do casario que, lentamente, por entre a folhagem, começava a
mostrar as suas janelas dispersas pelas paredes brancas, enquanto, no mar, as
traineiras iam apagando as luzes, e na praia as inumeráveis gaivotas se
distraiam batendo as asas e piando a passear, lentamente, umas por entre as
outras!
De quando em vez, algumas levantavam voo para
mergulharem nas águas calmas que, na baixa da maré, iam ficando cada vez mais
longe.
Perante o ruído ensurdecedor duma máquina que, num
vaivém constante, ia deslizando calmamente para aplanar e limpar as areias da
praia… foi maravilhoso ver as gaivotas permanecer firmes no local. E mais maravilhosa
ainda foi a forma leve e graciosa, discreta e serena como conseguiam encontrar
o melhor sítio para poderem ficar junto das águas sem interromper o percurso do
trabalho.
No entretanto, algumas traineiras iam saindo para a
pesca, e os transeuntes, apressados, coloriam as bermas desertas onde, de vez
em quando aparecia um que olhava as pessoas estagnadas na praia e saudava com
um alegre e afetuoso “bom-dia!...”
Os raios de sol eram cada vez mais visíveis e
sensíveis na marina, para onde as gaivotas, na busca do pequeno-almoço, se iam
encaminhando, aos bandos, cada vez que uma traineira terminava a sua faina da
pesca e se acercava da praia, motivo porque qualquer pessoa, ainda que pouco
atenta, se perdia a olhar estas gaivotas… que não semeiam nem fiam, mas são
fortes e corpulentas, desafiantes, belas e felizes, passivas, tolerantes, que não
brigam por alimento, embelezam a praia e sobrevoam o mar, a voo rasante,
orgulhosas e altivas, plácidas e serenas.
De vez em quando, havia uma que se lembrava de voar
em altitude… e subia… subia… até quase não se poder ver… para regressar ao
sítio de onde saiu, sem turbulência ou desacato.
Estas gaivotas poderiam servir de exemplo para
muito de nós, Seres Humanos, que de Humanidade, na grande maioria das vezes,
temos muito pouco!
Boa semana
Hermínia Nadais











