É uma expressão
verdadeira, mas difícil de compreender!
Diferentes,
somos todos nós! Pode haver quem tenha rostos e corpos que nos levem a
confundir os nomes, mas ainda assim, não são iguais, porque o mais importante
da pessoa é invisível aos olhos do corpo e apenas sensível aos olhos do coração.
Convidada
a ir a uma representação de grupos folclóricos de países diferentes, um tanto
contrariada pelos muitos afazeres diários, acabei por sair de casa, fora das
minhas saídas habituais, na noite de uma sexta-feira.
Ao chegar
ao dito local, à hora determinada, não havia ali ninguém!
Estacionamos
o carro! Olhamos… e começamos a ver, pessoas a chegar, algumas com instrumentos
musicais, mas roupas normais! Havia risos maravilhosos e gestos calorosos, alegria
contagiante! Eram pessoas bem adultas, jovens e mesmo crianças, mas nada de
folclore!
Prepararam
o “Coreto”! O programa em causa começou, com música popular portuguesa, bem
conhecida de todos nós que cantávamos, junto com eles! Tocavam, cantavam, dançavam
com excelentes gestos e rostos alegríssimos! Juntou-se-lhes, naquele “pequeníssimo
palco”, imensas pessoas, das duas línguas diferentes, mas cuja diferença não os
distinguia!
E… depois
do palco vazio, entrou em ação o grupo estrangeiro! Música excelente! Dança diferente,
com gestos simples e indefiníveis naqueles corpos franzinos que efetuavam
movimentos espetaculares!
E entraram
também portugueses, que foram ensinados a dançar do modo deles, dum jeito indefinível
e indizível, de tal forma que não havia diferenças entre os seus comportamentos!
Não sei
como foi possível, num pequeno ‘coreto’ destinado a Bandas de Música, fazerem
tantas maravilhas a encher totalmente os corações, vibrantes de felicidade, era
o que se lhes via nos olhos e gestos, iguais nos timbres das risadas, sorrisos
dos lábios, vibrar ardente dos olhares, manejar das pernas, braços e cabeças!...
Do grupo
português, vivenciamos conhecimentos; do estrangeiro, podemos aprender uma
fabulosa forma de ensinar… de aprender movimentos corporais deslumbrantes no
decorrer da vida… nos meus… ‘oitenta’!
É impressionante
como a Verdadeira Linguagem do Amor consegue ultrapassar a diferença de línguas…
deixando a unidade e felicidade extravasar de forma tão extraordinária em todos
aqueles tão singelos corpos!...
O Mundo,
a Humanidade, não está mal como muita gente pensa! Temos, sim, de sair de nós, deixar
os ‘sofás’ sozinhos e partir ao encontro de tanta Vida Exuberante!
Obrigada,
querida sobrinha, por teres sugerido à tua mãe, fazer-me esta tão belo convite!
Hermínia
Nadais

