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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

CANETA, LAPISEIRA, LÁPIS… E PAPEL!

 

Estamos a atravessar a época de uma Comunicação Social fantasmagórica, de que os computadores são base integrante!

Mas, não são os computadores que nos ajudam a escrever. Eles servem, sim, para guardar as nossas escritas… e ajudados pela Internet e Editoras… a partilhar o que escrevemos.

O que nos ajuda a escrever é o silêncio da noite ou do dia, o lápis ou lapiseira, e a simples folha de papel para rascunhar, ali, o que a mente, auxiliada pelo entendimento e razão, fizer palpitar no coração e ordenar que seja transcrito pela mão.

Não sei como é possível, no silêncio escuro da noite, ouvir os pássaros chilrear, olhá-los a voar, ver as folhas a cair das árvores cansadas e as nuvens a correr brancas ou escurecidas lentamente ou apressadas, enchendo o azul do céu de figuras lindas e nunca, antes, vistas ou imaginadas!

Mas é o que acontece! O meu jardim é muito mais belo na escuridão silenciosa da noite, do que em pleno dia.

É no silêncio da escuridão que conseguimos olhar-nos tal qual somos e ganhar coragem para tentar ser, a todo o custo, o que pretendemos; sentir e acertar as fragilidades com que lutamos; interiorizar que, de facto, há “Alguém” sempre connosco, que nos leva a ver o que devemos, e a ser o que nunca sequer imaginamos.

É nos silêncios da vida que o “Alguém” que nos apresentam com um nome, Deus, que muitas vezes, como convém, em nós, não é possível discernir, mas nos preenche e interpela a ser, a ressurgir, o que nunca, sem Ele, poderíamos conseguir.

Procuro-O desde que me reconheço como pessoa, e quanto mais o tempo passa menos compreendo quem é Esse Deus que está com todos e cada um, em todos os momentos de todas as vidas, que Se fez “Menino”, que cresceu, que ensinou a Verdadeira Verdade e por Ela morreu, ficando entre nós num pouquinho de “Pão e Vinho”, que nos enche de conforto a alma e o coração de carinho.

Não é possível descrever o que se sente, quando Esse Deus penetra, assim, o coração da gente. Apetece ficar ali, eternamente… porque tudo o mais não tem valor que se possa comparar com Esse Amor!

Para incutir mais firmemente em nós todas estas tão íntimas realidades, tenho de afirmar, com convicção, para a mim mesma ser fiel… que não é no barulho do mundo nem no computador que conseguimos transcrever o que em nós faz o Verdadeiro Amor, mas no mais recôndito silêncio do coração… e com a ajuda do lápis ou lapiseira… e do preciosíssimo papel.

Hermínia Nadais 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

AGORA… O QUE SERÁ A VIDA?!...

 

Eu não sei o que é a vida! Muito simplesmente, vivo… a aprender a viver e a valorizar a vida!

A vida é como que um rio de água a correr! Um rio que nasce num pequenino fio de água… num qualquer lugar… e logo começa a correr lentamente… a caminhar!

Pequenino… vai deslizando… caminhando… enquanto outros fiinhos de água se lhe vão juntando!

E é assim que começa a crescer e a aumentar o seu caudal! Humildemente, entre montanhas, deslizando, correndo e crescendo, lentamente!

A vida… a humana vida… começa, escondida, no ventre de uma mãe, uma semente pequenina que vai crescendo segundo a segundo, até ter coragem de sair do seu carinhoso e fofinho lugar para enfrentar o mundo no seu lento e calmo ou tumultuoso rodopiar.

Depois… o crescimento da vida vai-se manifestando alimentado pelo leite materno ou um outro qualquer, e pelo carinho, assistência e amor, maternal, paternal, familiar… e de quem junto dela estiver!

E é assim, apertada por braços entrelaçados pela doçura e candura da família nuclear, alargada, e do meio social envolvente… que a humana vida vai crescendo e procurando crescer, humildemente!

São os braços da mãe, do pai, e a força interior que nela habita, que a fazem encontrar formas de ser e de viver, naquele pequenino corpo que a ajuda a crescer!

E aos poucos, a pequena vida vai saindo desses braços amorosos… para vaguear pelos encantos e desencantos do mundo, direitos ou tortuosos, tal como o pequeno rio se vai alargando com as pequeninas correntes que se lhe vão juntando, nos fundos das serras e vales onde se vão acumulando e encontrando a melhor forma de ser e de crescer, no decorrer constante da lida.

Passam noites… e passam dias… com momentos de aflição e arrelias, à mistura com as inebriantes alegrias dos momentos de charmosas harmonias.

Olhando bem a vida e comparando-a ao rio que vai crescendo e enchendo o seu caudal enquanto desce as prodigiosas serranias… na vida… o corpo cresce, mas o maior crescimento da vida está escondido pelo corpo no decorrer dos segundos.

E tal como o rio cresce no mais profundo dos vales e serranias, a verdadeira Vida cresce no interior do corpo, crescimento que só é visível nas atitudes simples e discretas de cada momento dos segundos dos dias.

A Vida, para poder crescer, tem de se tornar bem pequena, simples, humilde e silenciosa como a água deslizante do rio, para que se lhe possam juntar todos os crescimentos necessários e poder vir a ser o que o seu “Criador” sonhou viesse a acontecer, para chegar, grande e larga como o rio chega ao mar, à eternidade repleta de Luz, alegre e feliz, junto do Senhor Jesus, que sempre para a Vida assim o quis.

Que nas vielas dos rios das nossas vidas haja sempre sonhos encantados, que nos deem força capaz de levarmos Paz e Amor a todos, a todos os lados!

Hermínia Nadais

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

NAS SURPRESAS DA VIDA... TEMOS DE TER FÉ!

 

Olhando para nós mesmos… para os nossos pais e avós… e para os nossos filhos… tantas coisas lindas podemos sentir, ver, interiorizar, aprender! E se já tivermos netos… mais ainda!

As semelhanças físicas são imutáveis e podem aparecer até depois de quatro ou cinco gerações, bem assim como alguns traços fundamentais do psiquismo.

Agora, falando do comportamento mais superficial, somos confrontados com as mais díspares situações!

Atualmente, é muito comum aparecerem-nos crianças adotadas que se identificam por demais com os pais adotivos! E isto porque o psiquismo de base nem sempre é visível pela sociedade que nos envolve, e nas semelhanças entre gerações, muitas vezes os traços fisiológicos passam mais despercebidos do que as atitudes comportamentais.

Há um outro pormenor que acentua esta situação! Os pais adotivos têm preferência por crianças bem pequenas, e há mesmo os que as recebem logo após o nascimento.

Nestas crianças, permanecem as qualidades inatas: os traços fisiológicos, tipo de sangue, doenças transmissíveis; as qualidades adquiridas ou parte psicológica e comportamental, a ser trabalhada no pós-nascimento, faz com que as pessoas educadas tenham traços psicológicos e comportamentais parecidos com os educadores, ou seja, no caso de adoção com os pais adotivos!

A vida, é inacreditável! Acreditar na vida, é um contínuo ato de fé!

A única certeza que podemos ter na vida é que a vida é cheia de incertezas!

O sermos imprevisíveis nos nossos comportamentos acabando por fazer o contrário do que tínhamos determinado interiormente leva-nos a poder afirmar que, acreditar em nós mesmos, também é um enormíssimo ato de fé.

Vivamos com Fé, Esperança, e que nunca nos falte o Amor ou Caridade, que é a Mãe de todas as virtudes!

Hermínia Nadais

sábado, 24 de outubro de 2026

VERDADES INCOMPREENSÍVEIS!...

 

Dia grande… no seu princípio… e que assim continuará até ao fim, como a maior parte de todos os outros dias!

Terminei a minha caminhada diária com a reza do Santo Rosário e Mistérios Luminosos… e no último mistério, a Instituição da Sagrada Eucaristia, gemi com toda a força da minha alma e coração… a pensar e a sentir-me aquelas pessoas que não conseguem ver Jesus Naquele Bocadinho de Pão… e de tantos que fazem d’Esse Pão, (Corpo e Sangue de  Jesus, pois não há corpo sem sangue nem sangue sem corpo,) objeto de escárnio, desprezo, injustiças, ajudas em feitiçarias e coisas incompreensíveis… porque não têm a menor ideia das suas maldades nem do enormíssimo mal que estão  a fazer!...

Com tantos mistérios tão importantes a meditar, coloco na reza do Rosário e nas minhas orações diárias um montão enorme de pedidos e agradecimentos, abarcando toda a Humanidade, toda a gente, de todo o mundo, como posso e sei!

Isto de rezar por tudo e todos, é o melhor que podemos fazer, pois mantém-nos conectados, unidos, e ao encontrarmos seja quem for… o coração logo nos diz que essa pessoa está connosco, no nosso coração! Nem sequer a conhecemos, mas rezamos por ela, está presente nas nossas orações e no bem querer da nossa paupérrima vida!

Temos de ter presente em nós que Deus não precisa das nossas orações, pois conhece todos as nossas necessidades e problemas, tristezas e alegrias, e é sempre o mesmo! Não são as nossas orações que O tornam maior! Mas nós… precisamos de rezar muito para nos mantermos unidos a Ele, para nos mantermos unidos ao Senhor! E quando rezamos pelas mais diversas necessidades dos seres humanos, incluindo tudo o que só mesmo Deus conhece, onde quer que estejamos e com quer que nos encontremos, estamos sempre junto de pessoas a quem estamos unidos pela oração!

Quando comecei a rezar assim, diariamente, nunca imaginei onde essa oração me iria levar… mas é tão longe… que não dá para compreender nem há palavras para descrever!

Deus é, realmente, muiiiiiiiiiiiitooooooo grande, e estar com Ele em todos os segundos dos dias leva-nos a não nos compreendermos a nós próprios, leva-nos muito além do que a nossa frágil Humanidade pode compreender!

Que sempre assim continue a ser! Obrigada, Senhor Deus! 2026/10/23 – 10.33h

Não! Eu não queria, de forma alguma, partilhar este meu pouquinho de vida… mas… Algo me segreda, segreda, segreda… que devo partilhar! Então, aqui vai, aconteça o que acontecer!

Hermínia Nadais

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

ERA UMA VEZ…

 

Era uma vez uma família muito rica, tão rica que nem sequer sabia os bens materiais que possuía!

Tinha uma imensidade de lojas das mais diversas categorias, por onde andava vezes sem conta a fim de não perder o controle do que por ali se ia passando.

As lojas eram muito concorridas o que tornava a família cada vez mais rica. Tinha tantas pessoas empregadas que quase lhes perdia a conta.

O dinheiro que entrava todos os dias pagava todas as despesas e ia-se amontoando nas contas bancárias, que começou a ser urgente a sua transferência para paraísos fiscais, uma forma de guardar e aumentar a riqueza.

A grande maioria dos empregados eram mal pagos, mas, coitados, como mais lhes valia pouco dinheiro que nenhum, lá se iam aguentando como podiam.

A família era empenhada nos seus trabalhos, mas numa qualquer ocasião, como lhe pareceu que já tinha bens e dinheiro que bastasse… deixou de orientar os seus negócios que entregou aos orientadores existentes, em quem entendiam que podiam confiar.

A princípio, tudo corria bem. Mas passado pouco tempo, tudo começou a virar do avesso, e o que antes dava dinheiro, começou a levar boa parte do que antes tinha sido recolhido.

Como o rendimento das contas bancárias bastava para a família, antes de o perder… decidiram oferecer as lojas a quem as orientava.

A princípio… quase não queriam acreditar!

Mas… uniram-se no sentido de puderem orientar de forma idêntica ao passado, as lojas ofertadas, e conseguir as melhores soluções para levar adiante a sua nova tarefa.

O tempo foi passando, devagarinho, com tudo bem partilhado e orientado!

Que surpresa!!!… Os produtos baixaram o preço, os salários dos trabalhadores aumentaram, e o poderio das ditas lojas cresceu!

Inacreditável… Mas… aconteceu!

Realmente… nada como, determinadamente, criar união, aproveitar e pôr em prática as melhores ideias e esforços de cada um, deixar de pensar só no próprio bem-estar, mas no bem-estar comunitário… para que haja mais bem-estar e felicidade em toda a gente!

Quem dera que todo o mundo começasse a pensar e a agir assim!

Hermínia Nadais 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

NA PRAIA VASCO DA GAMA… A MANHÃ DAS GAIVOTAS

 


Continuemos… a rezar pelas Missões, e a ser Missionários, de verdade!

E… na gostosa recordação de tempos antigos, até me parece que foi hoje!

Num belo dia, na paisagem encantadora da praia Vasco da Gama, enquanto a brisa matutina se esfumava no espaço e os raios de sol iam clareando lentamente a manhã, as luzes amarelas vivas continuavam a marcar a sua presença ao longo da estrada, quais maravilhosas flores penduradas no fundo da encosta do casario que, lentamente, por entre a folhagem, começava a mostrar as suas janelas dispersas pelas paredes brancas, enquanto, no mar, as traineiras iam apagando as luzes, e na praia as inumeráveis gaivotas se distraiam batendo as asas e piando a passear, lentamente, umas por entre as outras!

De quando em vez, algumas levantavam voo para mergulharem nas águas calmas que, na baixa da maré, iam ficando cada vez mais longe.

Perante o ruído ensurdecedor duma máquina que, num vaivém constante, ia deslizando calmamente para aplanar e limpar as areias da praia… foi maravilhoso ver as gaivotas permanecer firmes no local. E mais maravilhosa ainda foi a forma leve e graciosa, discreta e serena como conseguiam encontrar o melhor sítio para poderem ficar junto das águas sem interromper o percurso do trabalho.

No entretanto, algumas traineiras iam saindo para a pesca, e os transeuntes, apressados, coloriam as bermas desertas onde, de vez em quando aparecia um que olhava as pessoas estagnadas na praia e saudava com um alegre e afetuoso “bom-dia!...”

Os raios de sol eram cada vez mais visíveis e sensíveis na marina, para onde as gaivotas, na busca do pequeno-almoço, se iam encaminhando, aos bandos, cada vez que uma traineira terminava a sua faina da pesca e se acercava da praia, motivo porque qualquer pessoa, ainda que pouco atenta, se perdia a olhar estas gaivotas… que não semeiam nem fiam, mas são fortes e corpulentas, desafiantes, belas e felizes, passivas, tolerantes, que não brigam por alimento, embelezam a praia e sobrevoam o mar, a voo rasante, orgulhosas e altivas, plácidas e serenas.

De vez em quando, havia uma que se lembrava de voar em altitude… e subia… subia… até quase não se poder ver… para regressar ao sítio de onde saiu, sem turbulência ou desacato.

Estas gaivotas poderiam servir de exemplo para muito de nós, Seres Humanos, que de Humanidade, na grande maioria das vezes, temos muito pouco!

Boa semana

 Hermínia Nadais 

domingo, 18 de outubro de 2026

MISSÃO… MISSÕES… MISSIONÁRIOS!

 

Estas três palavras derivam umas das outras… e… se bem aproveitadas, podem levar-nos aos Confins do Mundo!

Hoje, 18 de outubro de 2026, é o 100º Dia Mundial das Missões, celebração instituída pelo Papa Pio XI através de um documento oficial assinado em 14 de abril de 1926, e que é celebrada, todos os anos, no penúltimo domingo de outubro, Mês Missionário, dedicado às Missões!

A Mensagem de Leão XIV para este dia é: “Um em Cristo unidos na missão.”

Há pessoas, homens e mulheres, Missionários e Missionárias que, com vida dedicada totalmente à proclamação da Fé em Deus partem para terras distantes para ali exercerem a sua missão evangelizadora!

Com o Batismo fomos incorporados na Igreja, Corpo Místico de Cristo! Recebemos o dom da Fé, tornamo-nos filhos de Deus e fomos mandados e responsabilizados a ser missionário nos nossos meios ambientes naturais!

Evangelizar, não é só missão de padres e freiras, pessoas consagradas, é de todos os batizados!

Missionários e Missionárias, somos todos e todas nós que, nos nossos meios ambientes devemos, nas nossas atitudes de todos os segundos, ser imagens de Jesus junto de quem connosco convive!

Claro que não o somos como devemos, as nossas imensas e inúmeras fragilidades não nos deixam ser o que desejamos, mas, se fizermos o que soubermos e pudermos, nada mais nos será pedido!

Então, como Missionários que somos: testemunhemos os valores do Evangelho em todas as nossas atitudes; rezemos muito pelas Missões, pelos Missionários e Missionárias que exercem essa nobilíssima missão; com o dinheiro que pudermos, ajudemos a colmatar as grandes necessidades existentes na Vida Missionária!

Precisamos de muita coragem e de viver em caridade e união fraterna, convictos de que… todo o batizado é um discípulo missionário… para suscitar esperança e levar a Boa Nova do Reino de Deus a toda a gente com quem se cruze nos caminhos da vida!

Que a Missão, as Missões, e o ser Missionário, nos nossos ambientes naturais, nos levem aos confins do mundo!

Um bom Dia Mundial das Missões… e uma boa vida missionária!

Hermínia Nadais



sábado, 17 de outubro de 2026

O ‘MEU’ SANTO ROSÁRIO!

 

Claro que o Rosário desta foto não é meu!…

Eu… rezo com o Terço… e dos mais baratinhos que existem! O imenso valor da reza do Terço não tem nada a ver com o terço que usamos… mas com a forma como o desfiamos, dizemos, sentimos, rezamos!

Desde sempre fui muito devota do Santo Rosário!

Desde bem pequenina comecei a rezar o Terço todos os dias, com meus pais, irmãs e irmão, à noite, depois da reza da ceia!

Fui crescendo, e esta santa devoção foi aumentando com a idade!

Quando exercia a minha atividade profissional e o tempo era escasso, gravei os três terços do Rosário em cassetes para puder rezar enquanto me ocupava das lides domésticas!

Parece um contrassenso, mas era o que eu podia fazer e me dava imensa satisfação!

Agora, embora o tempo seja sempre curto para as tarefas que me proponho levar a cabo, já consigo rezar sem gravações, mas com o respetivo tercinho.   

Há um tempo atrás, de manhã, com imensa dificuldade em começar a caminhar, e mais ainda a subir escadas, para o que tinha de me segurar bem nos corrimões ou sentar, não sei como nem porquê, algo me soprou aos ouvidos: ‘Faz uma caminhada todos os dias e tem mais cuidado com a alimentação!’

Aceitei logo a ideia! E, como a casa onde vivo tem vinte e dois metros de comprimento e duas escadarias, decidi fazer a caminhada dentro de casa! Mas… andar a caminhar sem fazer nada tornava-se aborrecido, e pensei de imediato rezar o Rosário completo enquanto caminhava!

Se bem o pensei, melhor o fiz! Comecei logo no mesmo dia!

Quatro Terços… e vinte meditações! Por tantas coisas que podia pedir!

A princípio, os pedidos e as meditações acabavam por ser iguais… mas foi sol de pouca dura!

As meditações, iguais para todos os dias, dizem-me sempre coisas diferentes; e os pedidos a fazer… a mesma coisa!

Ainda há dias que me custa começar a caminhar, mas já perdi uns largos quilos e subo e desço escadas sem dificuldade de maior!

As meditações dos mistérios levam-me tão longe que não consigo descrever facilmente o que me fazem sentir! E as intenções, os pedidos, os agradecimentos… sem sombra para dúvidas: a Mãe Maria é um Verdadeiro Caminho até Jesus, até ao Senhor!

Que o Espírito Santo nos fortaleça e oriente para fazermos o que devemos neste mês maravilhoso que nos é dado viver!

Hermínia Nadais 


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CONTEMPLANDO!


Num qualquer dia… por terras de Espanha!

Não tenho horas, o relógio ficou para trás.

Sei que são mais de 14.30h, pois foi a essa hora que saí da bendita praia.

O Sol está encoberto, mas deixa transparecer o seu calor e a luz que nos fascina.

A costa é cheia de rochedos e a água penetra na terra por pequenas fendas que o mar escavou nas rochas menos duras.

O ruído das ondas deixa-nos voar pelo mar adentro, numa ânsia de infinito. Algumas gaivotas sobrevoam o espaço, a pequena altitude.

Aqui e além, os pescadores tentam apanhar o peixe enganando-o na presa dos seus anzóis.

Curiosos, dispersos no terreno, espreitam a terra e o mar como que a tentar descobrir onde o mar acaba e a terra começa... um segredo difícil de desvendar a olho nu, pois enquanto a terra tenta conservar a demarcação dos seus limites a água infiltra-se-lhe nos mais íntimos orifícios no sentido de poder alargar os seus domínios.

O céu cedeu o seu azul ao acinzentado das estreitas nuvens que adensam o ar.

Os humanos mais idosos passeiam calmamente no silêncio natural da vida; os mais jovens seguem-lhes os passos.

Parece que, neste céu de mundo, todos se apercebem que a calma e a paz dominam tudo o que nos rodeia quando as procuramos nos limites do infinito que, bem vistas as coisas, é posto ao nosso dispor sem que nos seja possível alcançá-lo.

De quando em vez, as nuvens deixam transparecer um pouco mais a luz do Sol, e as ondas cinzentas, que se transformam em branca espuma de encontro aos rochedos da costa, espraiam-se e deixam nas águas reluzentes salpicos de um prateado sem igual.

Olhando um pouco ao largo, vemos o mar transformado num imenso lençol de onde sobressaem esses salpicos; e tanto mais, quanto mais a luz do Sol brilhar sobre a sua superfície.

Atrás e à minha esquerda surgiram gargalhadas de alguém que, como eu, talvez tentasse desvendar e compreender o desenrolar de toda esta maravilha.

Quedei-me um pouco na contemplação da paisagem e disse de mim para mim: Estou nesta terra, que aos poucos se tem deixado minar; adiante tenho a imensidão das penetrantes e tumultuosas águas do mar; acaricia-me o Sol ardente que é de luz, até nas noites mais escuras, pois a bondosa Lua lha transporta… docemente...

Sol… e Lua! Que nos extasiam com abundante e refulgente luz!

Hermínia Nadais

 

terça-feira, 13 de outubro de 2026

ÀS VEZES... OU SEMPRE...

 


 

No que hoje me determinei pensar, interiorizar, partilhar, são duas palavras, antagónicas, com o mesmo número de letras: ‘ódio’ e ‘amor’!

Nós, nem sequer pensamos! Mas, estas palavras, na nossa vida, são atitudes que andam de mãos dadas no decorrer de todos os nossos segundos! São assim como o bem e o mal, que andam sempre juntos para podermos discernir o que fazer, o caminho que devemos seguir!

Todos queremos viver amando, mas para assim podermos viver, temos de odiar tudo o que nos separe do amor, de amar!

E temos de distinguir o amor banal do Amor Verdadeiro!

Dizer que se ama algo ou alguém, e não fazer nada de bom pelo ser que dizemos amar, não estamos a amar como devemos!

O Verdadeiro Amor é aquele que vive no mais profundo do coração, que só quer o bem de tudo e de todos, que tudo faz pelo bem-estar de toda a gente sem qualquer exceção; é um Amor que leva à compreensão e aceitação das nossas fragilidades e das fragilidades das pessoas que connosco se vão cruzando no decorrer dos dias; um Amor que leva à reconciliação e perdão!

Interiorizando bem a questão, pensando muito bem nestas maneiras de ser, de estar, de viver… teremos de averiguar muito bem, em todos os momentos, situações e circunstâncias da nossa vida, o que é uma boa ou má forma de proceder, e escolher o que pensamos ser melhor!

Para que assim sejamos, precisamos de dedicar a esta causa muito tempo, muita paciência, resignação, autoconhecimento, força de vontade, coragem e determinação!

Queiramos ou não, temos de escolher o que é melhor, para nós e para toda a gente! Fala-se muito contra as guerras e da necessidade de Paz! A Verdadeira Paz, ou nasce no coração humano, na luta acérrima do bem contra o mal, ou nunca poderá existir!

Estar forma de ser e viver… não pode ser de… às vezes… mas de… sempre! De sempre!...

Não é muito fácil, mas talvez se torne... quem sabe... até um pouco divertido. Basta começarmos por tentar incarnar em nós, antes de mais e acima de tudo, o pavor e ódio ao próprio ódio. De seguida, dignar-nos-emos cultivar o ódio à injustiça, à maldade, à preguiça, à ignorância, ao maldizer, à calúnia, à insensatez, à indignidade, à indiferença... a tudo quanto for pobreza espiritual, material, Humana!...

Ódio e Amor… são antagónicos!… Mas… têm de andar connosco, de mãos dadas… para que o Verdadeiro Amor penetre profundamente em nossas vidas e nos encha os corações duma Abundante e Preciosa Paz!

Nós não pensamos, mas temos de experienciar muito… muito… muito ódio... um comboio enormíssimo, bem recheado... a transbordar de ódio por todos os lados!... Não de um ódio qualquer, mas daquele ódio a tudo quanto for mau, porque é esse ódio que, inevitavelmente, nos levará à prática do verdadeiro Amor!

Será que quem ainda não começou, se arrisque a começar de imediato com esta aventura?! Não adiemos para amanhã o que pudermos fazer hoje, pois o amanhã, porque não nos pertence, poderá ser tarde!

Que Nossa Senhora de Fátima, da Qual hoje se celebra a despedida das Sua Aparições aos Pastorinhos na Cova do Iria! Nos proteja a todos!

Força, gente querida! Não às vezes… mas sempre!

Hermínia Nadais



quinta-feira, 8 de outubro de 2026

QUE BELO JARDIM!

Quem algum dia terá imaginado maravilhar-se com flores em movimento no jardim onde surgiram ou onde muito habilmente se instalaram?!... Eu, sinceramente, não! Mas um dia, aconteceu!

Da janela do meu quarto olhava placidamente o horizonte, numa bela tarde outonal.

A Natureza, mais colorida que o habitual devido ao pitoresco estado de envelhecimento das folhas, agora, caducas, convidou-me a uma mais profunda reflexão sobre o ciclo da vida.

No ar, os passarinhos deslocavam-se aos bandos numa leveza desconcertante, e as folhas caídas, levadas pelo vento suave que se fazia sentir, deambulavam, alegremente, no relvado do jardim.

Os veículos iam circulando pelas ruas, uns mais outros menos apressados.

Que deslumbramento, contemplar toda aquela obra criativa que Deus e os homens foram concluindo, passo a passo, sobre este planeta cheio de fascinações!...

Então, quedei-me um pouco, arrebatada, na fixação atenta de todo aquele panorama!

E neste quase êxtase descobri que, na paisagem, algo da mais suprema importância me ia passando despercebido!

De cabelos brancos, os mais idosos percorriam, descompassada e lentamente, o espaço mínimo necessário para chegarem aos desejados bancos do jardim, onde outros, seus iguais, os esperavam com o maior carinho para se acolherem mutuamente... e por largo tempo!...

Em grupos, havia quem se movimentasse, também calmamente, parando aqui e ali, com gesticulação bem polida na troca de impressões de alguma conversa interessante!...

Passavam outros, sós e apressados, de sacolas na mão... de pastas debaixo do braço... de sacos para atirar no contentor do lixo... e com carrinhos de bebé levados, de corrida!...

Crianças, saltitavam!... Adolescentes, de mãos dadas, iam mostrando, graciosamente, todo o fulgor da sua mocidade!

E foi perante este mar de venturas que a minha imaginação, quedando-se em toda aquela exuberante beleza de vida, quis entrar mais no seu interior, fantasiando o desbravar mentalmente todo o seu saber, todas as suas vivências e toda a enorme quantidade de amor e dedicação guardados em cada um daqueles palpitantes corações!...

Pensando um pouco, concluí: “Realmente, o Mundo é todo uma beldade!

Em todo o seu contexto, é mais belo que o mais belo e ornamentado dos jardins!

As suas mais formosas flores, sem sombra de dúvida, são estas que nele se movimentam: flores de ambos os sexos, de todas as idades e condições sociais, de todas as raças, de todas as cores... exibindo toda a sua exuberante beleza na expressão mais ou menos ritmada dos seus corpos que bendizem constantemente o Criador, ainda que, pelas mais variadas razões, disso se não apercebam!”

Sem a menor sombra de dúvidas, o Mundo, onde a Humanidade se move e remove, germina e cresce, é, na mais pura das realidades, o mais belo e exuberante jardim.

Hermínia Nadais 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

NO JARDIM DO MUNDO!

 

No Mundo… que é um maravilhoso jardim, vagueiam os Seres Humanos, homens e mulheres, onde, cada um, é uma misteriosa flor!

Quando olhamos para um jardim, deliciamo-nos com a delicadeza, beleza e perfume inebriante das suas flores! Mas… para que assim sejam, os jardineiros têm de ter o cuidado de podar, adubar, regar… e… arrancar todas as ervas ruins, que tendem a crescer e enraizar muito mais profundamente do que as tão desejadas flores!

Os homens e mulheres, no seu todo, pelas divergências de aspeto, ideias, opiniões, saberes e formas de vida, são as mais diversas flores do jardim do mundo… que precisam por demais de ser cuidadas, ajudadas a discernir o mal do bem, a praticar o bem e a evitar o mal.

O bem e o mal, o bom e o mau, andam sempre lado a lado! Nas ervas ruins dos jardins que crescem e se enraízam mais do que as flores… e no mais íntimo do coração das pessoas!…

As inúmeras qualidades e defeitos de cada Ser Humano, homem ou mulher, que só ele ou ela podem reconhecer minimamente, fazem dele ou dela a mais misteriosa flor do jardim do Mundo, cuja maravilha dependerá sempre do cuidado que ele ou ela tiverem com o fortalecer das suas próprias qualidades e do combater os seus próprios defeitos.

Não tenhamos quaisquer dúvidas! O Ser Humano é sempre misterioso!

Por mais que queira, nunca poderá mostrar-se totalmente a ninguém tal como é, pois, nem sequer a si mesmo se reconhece cabalmente!

O Ser Humano é um enormíssimo mistério, para si mesmo e para quem com ele se vai cruzando nos caminhos da vida!

Temos de nos reconhecer tal qual somos, conscientes de que, tudo o que fazemos de bem é obra de Deus, e tudo o que fazemos de mal é fruto da nossa fraqueza humana que não consegue libertar-se das asquerosas tentações do demónio que nos apoquenta das mais variadas formas!

E isto que acontece ao Ser Humano, é para toda a gente, acredite em Deus ou não acredite, tenha a cor que tiver, a ideologia que entender, a fé que professar, ou não professe fé nenhuma!

Que o Senhor nos ajude a cuidarmo-nos como devemos, para sermos, cada vez mais, maravilhosas florinhas no jardim do mundo!

Hermínia Nadais 

sábado, 12 de setembro de 2026

PACIÊNCIA!

 


 
Quando falamos em paciência, de momento, não temos a menor ideia do que é a verdadeira paciência e como tem de se cuidar no decorrer dos dias.

As pessoas, diferentes umas das outras, reagem de formas diferentes!

Umas têm mais autocontrole, outras são mais descontroladas, por qualquer coisa berram, falam alto, ralham, praguejam, choram, barafustam, queixam-se… uma autêntica rebeldia e confusão!

 Ainda deve haver mais comportamentos asquerosos! Lembrei-me destes porque, nos meus tempos idos, sofri horrivelmente com a teimosa impaciência!

Por tudo… e por nada… ficava descontrolada de todo.

Não porque o quisesse, mas porque eu era mesmo assim! Descontrolada!

E, com esta minha forma de proceder, comecei a sentir-me mal comigo mesma! 

Então, aos pouquinhos, fui vencendo os meus terríveis nervosismos… e… a bendita paciência, que antes vivenciava uma vez na vida… hoje é o meu estado habitual: paz, calma e tranquilidade!

Claro que não gosto de ver comportamentos menos bons, palavras e atitudes impensadas, críticas descabidas e outras coisas tais…  mas consigo controlar-me e conservar a calma!

E a conclusão a que cheguei, é que foi graças ao meu enormíssimo descontrole que consegui a tão desejada paciência!

No início desta luta há uma frase que repetia muitas vezes e me ajudou muito… mas agora não a lembro… fica para outra ocasião!

Foi uma luta morosa e constante, mas que me fez muito bem, que valeu bem a pena!

Não são as coisas boas que nos fazem ser e crescer, mas trabalhar o autoconhecimento, o autocontrole, treinar o esforço para nos libertarmos dos nossos maus comportamentos!

Para todos e todas… haja… muita paciência! Coragem, gente linda!

 Hermínia Nadais


terça-feira, 8 de setembro de 2026

DESILUSÕES!...

 

Será que eu sei o que são desilusões?!...

Talvez não! E uma das razões é que gosto de ver tudo pelo lado bom, e ainda que me veja perdida, num emaranhado de asneiras, a encontrar alguns bons comportamentos e atitudes, depois de algum, ou mesmo muito esforço, algo de bom aparece, ainda que seja pequenininho, mas acaba por aparecer!

Esta maneira de agir afasta-me, afasta-nos, das ditas desilusões!

Uma outra forma de evitar as ditas cujas, é ter muito cuidado com as escolhas que fazemos e evitar ter grandes sonhos e imaginações!... Quando sonhamos com grandes sucessos, queiramos ou não, surgem desilusões, pois sucessos… sempre queremos mais, muitos mais!...

Então… reforcemos o nosso autoconhecimento para não nos metermos em trabalhos aliciantes, mas difíceis demais, e o nosso autocontrole para que, aconteça o que acontecer, as desilusões nunca nos possam vencer!

Este… pode parecer um tema esquisito… mas nenhum ou nenhuma de nós está totalmente livre das ditas… desilusões!…

Aprendamos a dominá-las… com o nosso próprio autodomínio, coragem e determinação, pois são das melhores lutas contra a desilusão!

Força, minha gente!

Hermínia Nadais


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

PROCURAR SER… MAIS HUMANOS!...

 

Procurar ser mais humanos é o que todos devemos fazer em todos os momentos dos dias!

Quando a vida nos dá tempo, conseguimos tempo para valorizar e encaminhar bem a vida!

Faz tempo, muito tempo que, se eu conseguisse ver como hoje vejo e sentir como hoje sinto, a minha caminhada de vida teria sido muito diferente, mais Humana, no pleno sentido da palavra.

Os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus! Quando falamos em ‘ser mais humanos’ falamos em ser mais do jeito que Deus sonhou para cada um ou uma de nós!

Isto de ser ‘mais Humano’ pode parecer descabido, mas é a única forma de nos sentirmos mais realizados e felizes!

Um ser bem ‘Humano’ olha as pessoas como as vê, não se põe a imaginar o inimaginável. E quando a pessoa não procede tão bem como desejamos, em vez de criticar, aceitamos com paciência, pois sabendo-nos frágeis e inseguros, vemos as outras pessoas também frágeis e inseguras, tal como nós!

E… perante a situação, seja ela qual for… nada mais há a fazer do que desculpar, compreender, tentar ajudar, se mais não puder ser, com uma oraçãozinha a pedir ao Senhor pela pessoa!

Claro que não é fácil, mas com treino, paciência, resiliência e a ajuda de Deus que nunca nos desampara, chegamos lá! Somos… capazes!...

Força, gente querida!

Hermínia Nadais

terça-feira, 25 de agosto de 2026

NA VIDA… COMO CAMINHAR!...

 


As caminhadas da vida fazem-se de muitas maneiras e precisam de muitas escadas que se podem definir com nomes próprios, assim como que armaduras, vestes que nos libertam de ataques violentos e ruins, em que o nosso Capacete de Salvação é o Espírito Santo!

Essas escadas, armaduras, são: Oração, Autoconhecimento, Autoconfiança, Penitência, Confiança, Humildade, Pureza, Verdade, Justiça, Prontidão, Entrega, Presença, Dedicação, Delicadeza, Paz... e muitas mais!…

Armaduras… formas de defesa contra o mal, cada pessoa tem as suas, inumeráveis e especiais! Armaduras… para viver em Pureza, em constante sacrifício, de fazer o que devemos e não o que nos possa apetecer.

Mas… para que as possamos usar devidamente, temos de prestar muita atenção à Palavra de Deus que Jesus nos ensinou e a Sua Igreja, de que somos parte integrante, nos vai anunciando todos os dias!

A nossa melhor fonte de crescimento é a Humildade, uma atitude interior de obediência total a Deus, a morte do nosso ‘ego’, ou melhor dito, do nosso egoísmo, que, mesmo sem o vislumbrarmos, bem escondidinho, nos vai preenchendo os segundos dos dias!

A Penitência e Oração levam à Pureza, são a preparação para uma eternidade feliz com o Senhor!

E… o que na Eucaristia nos dão a comer, na Sagrada Comunhão, não é pão… é Carne e Sangue… é Coração! Coração que nos faz crescer, se quisermos crescer com autodeterminação unidos ao Senhor, que com todo o Seu Amor Infinito e Misericordioso nunca nos desampara… e nos faz ser e crescer, sempre, sempre, até este corpo acabar por morrer de verdade e dar lugar à entrada na nossa morada definitiva, a eternidade!

Eternidade que ansiamos, com ardor, seja na presença de Jesus Cristo nosso Deus e Senhor!

Se tudo fizermos para assim viver, a Paz nascerá no nosso interior enchendo-nos os corações e trazendo ao rosto sorrisos de alegrias e satisfações, ainda que no meio das maiores tropelias e aflições!

Hermínia Nadais

domingo, 23 de agosto de 2026

NÃO! NÃO SEI QUEM ÉS!...

 


Ao ler, escutar, meditar, interiorizar o Evangelho, Palavra de Deus apresentada por Jesus, penso nos Apóstolos e na dificuldade que teriam na comunicação direta com Jesus!

Faz tempo… pensava que sabia! Agora… quanto mais estudo, rezo, interiorizo, me esforço por compreender… mais sei que nada sei!

Se me perguntassem quem é Jesus, eu não conseguiria responder, pois não encontro palavras que O passam definir! Não encontro mesmo!

Quando se diz que Jesus é a Palavra de Deus Encarnada… é a maior das realidades que conheço. Mas… não sei quem é Deus… Jesus… o Espírito Santo! Que a Trindade Santíssima me perdoe, mas não entendo nada mesmo! Por isso… se chama… Mistério! O Mistério da Santíssima Trindade!

Deus existe… e é-nos… presente! Assim Lhe demos a melhor e maior atenção!

Se não… pensemos um pouquinho mais profundamente!

Como é possível, durante um trabalho qualquer… numa maior preocupação… surgir Algo a falar ao coração: ‘No Meu tempo, não se fazia isso… mas, é assim!…’ E… aos pouquinhos… a pessoa, muito feliz… começa a encontrar resposta para a aflição sentida… e numa alegria desmedida?!...

Que Deus, (Pai, Filho e Espírito Santo) nos é presente, não tenho dúvidas! É-nos sempre presente duma forma espetacular e incompreensível, mas, é presente!

Quem é Deus??? É de todo indefinível!

Senhor Deus! Escuta a minha paupérrima voz! Faz nascer e aumentar a Fé Cristã da Humanidade que, sem Ti, não consegue chegar a lado nenhum!

Faz com que Te sinta e escute os Teus sussurros, pois mesmo sem Te ver, Tu és, Tu estás… com todos e cada um ou uma de nós!

Existes, Senhor Deus!… Mas quem És… eu não sei dizer!

Um dia, pela Tua Graça e Misericórdia, o compreenderei!
Que assim seja, de verdade, para mim e para toda a Humanidade!

Hermínia Nadais