Não sei se o mundo se abre para os seres, se os seres se abrem para o mundo.
As duas situações, em simultâneo, acontecem tão
naturalmente, que nem sequer delas nos apercebemos.
Para conseguirmos uma ideia do que poderá ter sido
o nosso aparecimento e integração no mundo, seria bom que nos pudéssemos
imaginar um bebé acabado de ser concebido.
Parece descabida esta afirmação, pois na realidade
não há memória de alguém se lembrar de alguma coisa que se tenha passado
consigo durante a vida intrauterina. Todavia, na atualidade temos a certeza de
que, estudos muito aturados e acompanhados de investigações seguras, provam que
as vivências no seio materno têm influência no comportamento dos recém-nascidos
e, em boa parte, podem determinar a sua forma de ser na vida futura.
A psicologia põe em evidência certos fatores
determinantes que podem transmitir-se, geneticamente, de pais para filhos: é a
cor dos olhos, da pele e do cabelo, o tom de voz, os sinais da pele... tipo de
sangue....
É muito corrente falarmos em doenças
transmissíveis, e quando os bebés apresentam certas maneiras de ser, as
expressões, “tal pai tal filho”... “tal avô tal neto”...”tal mãe tal filha”...
saem-nos sem mais nem porquê. E então, se se trata de calma ou nervosismo... as
semelhanças têm tendência a verem-se mais acentuadas.
Que os descendentes tenham algo dos seus
progenitores, é um facto incontestável! Incompreensível seria se assim não fosse! Mas, muita tinta,
papel e tempo têm sido gastos no estudo do desenvolvimento dos seres humanos, e
há sempre descobertas que nos surpreendem.
Posteriormente, continuaremos a pensar nestas
enormíssimas realidades!
Hermínia Nadais


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