segunda-feira, 19 de outubro de 2026

NA PRAIA VASCO DA GAMA… A MANHÃ DAS GAIVOTAS

 


Continuemos… a rezar pelas Missões, e a ser Missionários, de verdade!

E… na gostosa recordação de tempos antigos, até me parece que foi hoje!

Num belo dia, na paisagem encantadora da praia Vasco da Gama, enquanto a brisa matutina se esfumava no espaço e os raios de sol iam clareando lentamente a manhã, as luzes amarelas vivas continuavam a marcar a sua presença ao longo da estrada, quais maravilhosas flores penduradas no fundo da encosta do casario que, lentamente, por entre a folhagem, começava a mostrar as suas janelas dispersas pelas paredes brancas, enquanto, no mar, as traineiras iam apagando as luzes, e na praia as inumeráveis gaivotas se distraiam batendo as asas e piando a passear, lentamente, umas por entre as outras!

De quando em vez, algumas levantavam voo para mergulharem nas águas calmas que, na baixa da maré, iam ficando cada vez mais longe.

Perante o ruído ensurdecedor duma máquina que, num vaivém constante, ia deslizando calmamente para aplanar e limpar as areias da praia… foi maravilhoso ver as gaivotas permanecer firmes no local. E mais maravilhosa ainda foi a forma leve e graciosa, discreta e serena como conseguiam encontrar o melhor sítio para poderem ficar junto das águas sem interromper o percurso do trabalho.

No entretanto, algumas traineiras iam saindo para a pesca, e os transeuntes, apressados, coloriam as bermas desertas onde, de vez em quando aparecia um que olhava as pessoas estagnadas na praia e saudava com um alegre e afetuoso “bom-dia!...”

Os raios de sol eram cada vez mais visíveis e sensíveis na marina, para onde as gaivotas, na busca do pequeno-almoço, se iam encaminhando, aos bandos, cada vez que uma traineira terminava a sua faina da pesca e se acercava da praia, motivo porque qualquer pessoa, ainda que pouco atenta, se perdia a olhar estas gaivotas… que não semeiam nem fiam, mas são fortes e corpulentas, desafiantes, belas e felizes, passivas, tolerantes, que não brigam por alimento, embelezam a praia e sobrevoam o mar, a voo rasante, orgulhosas e altivas, plácidas e serenas.

De vez em quando, havia uma que se lembrava de voar em altitude… e subia… subia… até quase não se poder ver… para regressar ao sítio de onde saiu, sem turbulência ou desacato.

Estas gaivotas poderiam servir de exemplo para muito de nós, Seres Humanos, que de Humanidade, na grande maioria das vezes, temos muito pouco!

Boa semana

 Hermínia Nadais 

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