quinta-feira, 15 de outubro de 2026

FORÇAS… IRRESISTÍVEIS!

 

Um qualquer dia, frente à praia, fiquei perplexa e imóvel por uns momentos, e concluí estar em frente de duas forças irresistíveis: a força da água e a força da luz; da água do Mar e da luz do Sol.

A penetração destas duas forças da Natureza é tão forte que não há orifício que lhe escape, por mais ínfimo que seja.

A luz do Sol abrange todo o exterior da Terra; a água, espalha-se por dois terços da sua superfície, de forma discriminada, e, indiscriminadamente, pelo espaço que resta, infiltrada e espalhada pelo seu interior onde enche os seus lençóis freáticos e as suas inúmeras veias que acabam por a trazer de novo à crosta, de onde brota, através das nascentes.

A água, é fonte de vida. A presença de luz pressupõe calor. Luz e calor, provém de uma única fonte que também é fonte de vida.

Como é imenso o mar... como é imensa a força das águas… como é abrangente a sua ação na Terra… como é profícua a sua atividade junto de toda a criação!...

Limpa, refresca e ajuda a alimentar.

Como é enorme a luz do Sol! Como é forte o calor que dele irradia!... Tão quente... que nada se lhe pode chegar; com tal claridade, que olhar algum o pode fixar sem que perca, por isso, a luz dos seus olhos.

Os imensos poderes da água e do Sol, podem bem servir de comparação ao supremo poder do Senhor de toda a criação, mais límpido e vivificante que todas as águas e mais poderoso e penetrante que todos os raios de Sol.

Se a água e o Sol têm tais poderes junto dos seres criados, não admira que a omnipotência do Criador afirme que tem contados todos os cabelos de cada cabeça... e que conhece o íntimo de todos os corações, cada um por si!...

Face a tudo isto, não será inoportuno perguntar: “Quem és Tu, Senhor, que tudo criaste com tanta sabedoria, tanta força e tanta luz, para nos dar tanta consolação e tanta felicidade... e que em tudo irradias tanto amor?!... Tu só podes ser Amor, porque tudo quanto nos dás nos enche de amor!  Olhar carinhosamente todos os seres que criaste é amar-Te.

Amar-Te, é ver-Te em tudo, em todas as coisas, nos seres gigantes e nos seres microscópicos...

Contemplar-Te, é um imperativo de cada ser que pode olhar-Te das mais variadas formas.

És como o vento, o ar em movimento, que não se vê, mas sempre se sente e é o último elemento que deixa de interferir em qualquer vida... pois a última causa de qualquer morte é deixar de sorver essa fonte de vida. Deixar de contemplar-Te na Natureza também é morrer para Ti que és a verdadeira Vida.

Que não morramos para Ti mas morramos em Ti contemplando-Te, respirando-Te sem cessar, sendo minados pela Tua força como a Terra o é pelas águas, ou sendo iluminados pela Tua luz e queimados pelo calor do Teu Amor como a Terra o é pela luz e calor do Sol”.

Hermínia Nadais

 

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