Eu não sei o que é a vida! Muito simplesmente, vivo… a aprender a viver e a valorizar a vida!
A vida é como que um rio de água a
correr! Um rio que nasce num pequenino fio de água… num qualquer lugar… e logo
começa a correr lentamente… a caminhar!
Pequenino… vai deslizando…
caminhando… enquanto outros fiinhos de água se lhe vão juntando!
E é assim que começa a crescer e a
aumentar o seu caudal! Humildemente, entre montanhas, deslizando, correndo e
crescendo, lentamente!
A vida… a humana vida… começa,
escondida, no ventre de uma mãe, uma semente pequenina que vai crescendo
segundo a segundo, até ter coragem de sair do seu carinhoso e fofinho lugar
para enfrentar o mundo no seu lento e calmo ou tumultuoso rodopiar.
Depois… o crescimento da vida
vai-se manifestando alimentado pelo leite materno ou um outro qualquer, e pelo
carinho, assistência e amor, maternal, paternal, familiar… e de quem junto dela
estiver!
E é assim, apertada por braços
entrelaçados pela doçura e candura da família nuclear, alargada, e do meio
social envolvente… que a humana vida vai crescendo e procurando crescer,
humildemente!
São os braços da mãe, do pai, e a
força interior que nela habita, que a fazem encontrar formas de ser e de viver,
naquele pequenino corpo que a ajuda a crescer!
E aos poucos, a pequena vida vai
saindo desses braços amorosos… para vaguear pelos encantos e desencantos do
mundo, direitos ou tortuosos, tal como o pequeno rio se vai alargando com as
pequeninas correntes que se lhe vão juntando, nos fundos das serras e vales
onde se vão acumulando e encontrando a melhor forma de ser e de crescer, no
decorrer constante da lida.
Passam noites… e passam dias… com
momentos de aflição e arrelias, à mistura com as inebriantes alegrias dos
momentos de charmosas harmonias.
Olhando bem a vida e comparando-a
ao rio que vai crescendo e enchendo o seu caudal enquanto desce as prodigiosas
serranias… na vida… o corpo cresce, mas o maior crescimento da vida está
escondido pelo corpo no decorrer dos segundos.
E tal como o rio cresce no mais
profundo dos vales e serranias, a verdadeira Vida cresce no interior do corpo,
crescimento que só é visível nas atitudes simples e discretas de cada momento
dos segundos dos dias.
A Vida, para poder crescer, tem de
se tornar bem pequena, simples, humilde e silenciosa como a água deslizante do
rio, para que se lhe possam juntar todos os crescimentos necessários e poder
vir a ser o que o seu “Criador” sonhou viesse a acontecer, para chegar, grande
e larga como o rio chega ao mar, à eternidade repleta de Luz, alegre e feliz,
junto do Senhor Jesus, que sempre para a Vida assim o quis.
Que nas vielas dos rios das nossas
vidas haja sempre sonhos encantados, que nos deem força capaz de
levarmos Paz e Amor a todos, a todos os lados!
Hermínia
Nadais


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