As atividades de ontem levaram-me a intuir o que nunca imaginei!
Foi dia
de regar o quintal com a corrente maravilhosa da água da levada.
Como o
terreno estava preparado para a rega, fomo-nos entretendo no arranque das
inúmeras e gigantescas ervas daninhas, pensando que a água chegava rapidamente
a todo o lado!
Passado
um tempo, olhamos e reparamos que não havia jeito da água chegar aonde
pretendíamos, o que, a princípio, voltados para a limpeza do terreno, não
prestamos atenção!
Deixamos
logo o que estávamos a fazer para nos dedicarmos a solucionar o problema da
rega!
E descobrimos
então que a bendita da toupeira tinha enchido de buracos o interior da terra… o
que fazia desaparecer a água… não se sabe para onde!
Ficamos
tão baralhados que não sabíamos o que fazer!
Começamos
a calcar os regos e o terreno para destruir os ditos buracos… que eram tão
grandes e profundos… que tínhamos dificuldades em retirar os pés do meio da
terra!
A
diversidade da plantação: tomate, couve, cebola, alho francês, gourgetes,
alface, pimentos, abóboras, melões, melancias, meloas… e muito mais… sorriam,
felizes, por estarem a ser bem tratadas… enquanto as restantes e fulgurosas
plantinhas, amedrontadas pelo nosso desvelo pelas demais, desejavam mesmo era
que não existíssemos!
Conclusão
final:
Todas as
plantas precisam de água, e crescem, lado a lado! Mas… enquanto as necessárias
à nossa alimentação precisam de algo que as faça crescer e de inúmeros cuidados,
as ervas daninhas crescem e florescem sem precisar de nada, e com tal força que
aniquilam as outras, pois têm cada raiz que é de pasmar!
Na nossa
vida também é assim!
O bem e o
mal crescem, assim como que de mãos dadas!
Para nos
mantermos no caminho do bem temos de ser muito cuidadosos, atentos, ter ajuda
mútua, esforçar-nos muito; e ainda assim, sem querer e sem sequer o pensarmos,
com a maior das facilidades caímos em asquerosas asneiras, ou seja, entramos com
a maior facilidade no caminho do mal!
Parece
uma brincadeira, mas não é, é a nossa realidade verdadeira!
Nós,
seres humanos, somos tão frágeis e inseguros que até com um pequeno
quintalzinho nos comparamos!
Coragem,
minha gente! Escolhamos caminhar no bem e toquemos o nosso ‘barquinho’ para a
frente!
Hermínia
Nadais
