sábado, 29 de agosto de 2026

DIFERENTES… E IGUAIS!...

 



É uma expressão verdadeira, mas difícil de compreender!

Diferentes, somos todos nós! Pode haver quem tenha rostos e corpos que nos levem a confundir os nomes, mas ainda assim, não são iguais, porque o mais importante da pessoa é invisível aos olhos do corpo e apenas sensível aos olhos do coração.

Convidada a ir a uma representação de grupos folclóricos de países diferentes, um tanto contrariada pelos muitos afazeres diários, acabei por sair de casa, fora das minhas saídas habituais, na noite de uma sexta-feira.

Ao chegar ao dito local, à hora determinada, não havia ali ninguém!

Estacionamos o carro! Olhamos… e começamos a ver, pessoas a chegar, algumas com instrumentos musicais, mas roupas normais! Havia risos maravilhosos e gestos calorosos, alegria contagiante! Eram pessoas bem adultas, jovens e mesmo crianças, mas nada de folclore!

Prepararam o “Coreto”! O programa em causa começou, com música popular portuguesa, bem conhecida de todos nós que cantávamos, junto com eles! Tocavam, cantavam, dançavam com excelentes gestos e rostos alegríssimos! Juntou-se-lhes, naquele “pequeníssimo palco”, imensas pessoas, das duas línguas diferentes, mas cuja diferença não os distinguia!

E… depois do palco vazio, entrou em ação o grupo estrangeiro! Música excelente! Dança diferente, com gestos simples e indefiníveis naqueles corpos franzinos que efetuavam movimentos espetaculares!

E entraram também portugueses, que foram ensinados a dançar do modo deles, dum jeito indefinível e indizível, de tal forma que não havia diferenças entre os seus comportamentos!

Não sei como foi possível, num pequeno ‘coreto’ destinado a Bandas de Música, fazerem tantas maravilhas a encher totalmente os corações, vibrantes de felicidade, era o que se lhes via nos olhos e gestos, iguais nos timbres das risadas, sorrisos dos lábios, vibrar ardente dos olhares, manejar das pernas, braços e cabeças!...

Do grupo português, vivenciamos conhecimentos; do estrangeiro, podemos aprender uma fabulosa forma de ensinar… de aprender movimentos corporais deslumbrantes no decorrer da vida… nos meus… ‘oitenta’!

É impressionante como a Verdadeira Linguagem do Amor consegue ultrapassar a diferença de línguas… deixando a unidade e felicidade extravasar de forma tão extraordinária em todos aqueles tão singelos corpos!...

O Mundo, a Humanidade, não está mal como muita gente pensa! Temos, sim, de sair de nós, deixar os ‘sofás’ sozinhos e partir ao encontro de tanta Vida Exuberante!

Obrigada, querida sobrinha, por teres sugerido à tua mãe, fazer-me esta tão belo convite!

Hermínia Nadais

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