terça-feira, 11 de agosto de 2026

MAS… OS MEUS PRIMEIROS MILAGRES!...

 


Os milagres que sempre procurei nunca os vi! Agora, reconheço-os todos!

O primeiro milagre que me apareceu fui eu mesma! Sou um milagre tão grande que, com oitenta anos, cada vez me reconheço menos!

De seguida, os meus pais, que pensava conhecer, mas nunca conheci capazmente! Depois, as minhas avós! Tão diferentes… e tão iguais, meigas, cuidadosas, presentes! Irmãs, irmão, primos, primas, vizinhos, vizinhas, marido, sogros, cunhados, cunhada, sobrinhos, sobrinhas, filhos, netos, neta! Todos são, para mim, enormes e inúmeros milagres!

Inúmeros milagres… digo eu… agora! Porque… eu não via as pessoas como milagres! Eu… procurava milagres… enquanto os milagres se cruzavam comigo em todos os segundos dos dias!

Futuramente... não procuro mais milagres! Para mim todas as coisas, plantas, animais, peixes, passarinhos, aranhões… em que eu não consigo vislumbrar nada do que poderá estar no seu interior nem do que poderão, de momento, fazer… para mim são milagres!

Podemos pensar que sabemos muito, mas não conseguimos saber nada de nada nem de ninguém! Tudo para nós… nós mesmos e tudo quanto nos rodeia… é milagre! São… milagres!

Aprendamos s viver bem com eles!

Hermínia Nadais

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