Aprender
a olhar para ver o bem é uma tarefa árdua e muito demorada, que não se consegue
com facilidades, pois necessita de um forte e seguro autoconhecimento e
interiorização das nossas inúmeras fragilidades!… E… o intuir que somos
frágeis, e as outras pessoas, mais ou menos, também o são!
Pelo
reconhecimento da nossa fragilidade, vamos admitindo os nossos erros e
começamos a corrigi-los!… Mas… só um ou dois de cada vez… de contrário, não
conseguiremos levar a tarefa a bom termo!
Perante
as inúmeras dificuldades sentidas no caminho de mudança… temos mesmo de nos
admitir errados e fragilizados nas nossas determinações!
E é
nestas nossas ‘autênticas tragédias’, difíceis de dominar, que começamos a
olhar as pessoas que nos rodeiam com compreensão, dedicação, consideração,
atenção, aceitação, carinho… e, aos pouquinhos, vamos abandonando a nossa forma
de olhar para os defeitos dos nossos irmãos e irmãs, e de ir realçando as suas
qualidades que, menos ou mais, pequenas ou grandes, são sempre… qualidades!
E é assim
que as pessoas começam a parecer-nos muito melhores!
Queiramos
ou não, há duas formas diferentes de olhar: olhar pelo lado bom e ver o bem;
olhar pelo lado mau e só ver o mal!…
Aprendamos
a olhar-nos, a autoconhecer-nos, a autocontrolar-nos, e a olhar as pessoas que
nos rodeiam pelo seu lado bom, porque o bem e o mal, mais ou menos, todos
praticamos, mas se começarmos a esforçar-nos por ver o bem, a Humanidade
parecer-nos-á muito melhor!
Que assim
seja!
Hermínia
Nadais

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