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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

XAU, XAU… FEVEREIRO!


Muito me deixas amigo Fevereiro! E muito me levas a procurar!
Deixas-me numa época propícia que convida a uma mudança permanente. Mudança para melhor, claro!
Há mudanças perfeitamente visíveis: um corte de cabelo, uma reviravolta nos sapatos, na cor das unhas e aspecto das roupas. Mas… há outras que só se vêm como convém numa convivência sistemática e cuidada, o que nem sempre acontece.
Temos a tentação das corridas e distracções, ou pior ainda, dos olhares maliciosos e imprudentes que só descortinam comportamentos maléficos de onde provém críticas destrutivas de vidas e corações.
Muito mau, este modo de ver! Se temos a tendência de ver o mal… encontramos o mal em tudo; se, pelo contrário, determinadamente, treinarmos procurar o bem em tudo quanto olhamos, descobrimos mesmo o bem, é imperioso. Porque o bem e o mal andam lado a lado, vemos um ou outro conforme o nosso jeito de ver e sentir, o nosso ser destrutivos ou caridosos.
«»
Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Não há amor maior» 
«Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso»
Sinto que a Paixão de Cristo está incessantemente a acontecer de novo por toda a parte. Estamos dispostos a participar nesta Paixão? Estamos dispostos a partilhar os sofrimentos dos outros, não apenas onde a pobreza reina, mas em qualquer parte do mundo? Parece-me que a grande miséria e o sofrimento são mais difíceis de resolver no Ocidente. Quando encontro uma pessoa esfomeada na rua, oferecendo-lhe uma tigela de arroz ou uma fatia de pão, posso apaziguar-lhe a fome. Mas aquele que foi pisado, que não se sente desejado, amado, que vive com medo, que se sente rejeitado pela sociedade, esse experimenta uma forma de pobreza bem mais profunda e dolorosa. E é muito mais difícil encontrar remédio para ela.
As pessoas têm fome de Deus. As pessoas estão ávidas de amor. Temos consciência disso? Sabemos disso? Vemos isso? Temos olhos para ver? Muitas vezes, o nosso olhar vagueia sem se fixar. Como se andássemos a pairar neste mundo. Temos de abrir os olhos e ver.
«»
Abrir os olhos… e ver!
Abrir os olhos, trazer ao de cima o amor do coração, e ver com os seus olhos, ver com os olhos do coração. Os olhos do coração são muito mais perfeitos para a verdadeira visão, para a visão que nos convém, para vermos, antes e acima de tudo, o bem que existe ou a dificuldade que a pessoa tem em praticar o bem!
Praticar o bem exige esforço, treino, perseverança, um querer forte e coeso, uma constante determinação.
Deus é AMOR! Todas as pessoas têm sede de AMOR, sede de Deus. Ainda que o não admitam, ainda que não o saibam.
Somos criaturas de Deus, imagens de Deus, pelo que só Deus nos pode preencher de todo o coração, o nosso ouvir, olhar, querer e sentir!
Quaresma… ocasião propícia à busca de Deus em nós, de Deus em nós porque Deus nunca nos desampara ainda que O magoemos e rejeitemos!
Urge ‘abrir os olhos e ver’!
Ver estas realidades, pois serão elas o verdadeiro suporte das nossas mudanças de atitudes de vida!
Xau, xau, Fevereiro! E tu, Março, sê bem-vindo!
HN

segunda-feira, 26 de junho de 2017

NÓS… E OS NOSSOS PRÓXIMOS!...


Quando o tempo não nos dá tempo para muito do que desejamos… algo tem que ficar… e não é por opção, é por prioridades primárias…
Estranha maneira de escrever, mas é mesmo assim.
Para partilhar aqui alguma coisa, a noite vai ficar curta demais… mas tenho muitas saudades deste cantinho… muito silencioso… mas que me diz muito, muito mesmo!... É um bocado de mim!
E porque esta maneira de agir está muito bem impregnada na minha vida… aqui vai mais uma partilha de uma ‘senha’ do Apolonio:  
«»
"ASSUMIR COMO NOSSAS AS DIFICULDADES DO PRÓXIMO"
A gratuidade de nossos gestos revela o imenso amor de Deus por cada pessoa com quem nos relacionamos, porque todo amor gratuito vem de Deus e a Ele retorna através dos irmãos.
Não importa se quem ama tem ou não um referencial religioso, se ama com pureza de coração é porque a essência do divino, que está em todos nós, o impulsiona a fazer o bem.
Comigo acontece muitas vezes que assumindo como minhas as dificuldades do próximo, depois encontro as minhas resolvidas ou amenizadas.
O amor realiza o milagre da comunhão assim como o fenômeno de um líquido dentro de vasos comunicantes, ao ajudar alguém a resolver seus problemas, ao mesmo tempo estou resolvendo também os meus. Ou acontece que diante de uma grande dificuldade de um irmão, a minha dificuldade parece mínima.
É como se Deus me dissesse: Faz algo por mim no irmão que eu farei por ti.
«»
Então?... Quem gostar… se ainda não tentou… há que começar!
Eu gostei… tentei… comecei… estou a conseguir… e posso garantir que, de facto, quanto mais nos dedicarmos aos irmãos mais sentimos Deus na nossa vida de cada momento. E de tal forma… intensivamente… que nem dá para explicar, pois parece um sonho!
Que Deus nos proteja a todos, com as graças que mais necessitarmos.
HN

domingo, 30 de outubro de 2016

OS NOSSOS... MISTÉRIOS!

Não sei se o mundo se abre para os seres, se os seres se abrem para o mundo. As duas situações, em simultâneo, acontecem tão naturalmente que nem sequer delas nos apercebemos. Para conseguirmos uma ideia do que poderá ter sido o nosso aparecimento e integração no mundo, seria bom que nos pudéssemos imaginar um bebé acabado de ser concebido. Parece descabida esta afirmação, pois na realidade não há memória de alguém  se lembrar de alguma coisa que se tenha passado consigo durante a vida intra-uterina. Todavia, na actualidade temos a certeza que, estudos muito aturados e acompanhados de investigações seguras provam que as vivências no seio materno têm influência no comportamento dos recém-nascidos e, em boa parte, podem determinar a sua forma de ser na vida futura.
A psicologia põe em evidência certos factores determinantes que podem transmitir-se, geneticamente, de pais para filhos: é a côr dos olhos, da pele e do cabelo, o tom de voz, os sinais da pele... tipo de sangue.... é muito corrente falarmos em doenças transmissíveis, e quando os bebés apresentam certas maneiras de ser, as expressões, “tal pai tal filho”... “tal avô tal neto”...”tal mãe tal filha”... saem-nos sem mais nem porquê. E então, se se trata de calma ou nervosismo... as semelhanças têm tendência a verem-se mais acentuadas. É um facto incontestável que os descendentes tenham algo dos seus progenitores, incompreensível seria se assim não fosse. Mas, a esta parte, muita fita tem sido gravada e muita tinta, papel e tempo têm sido gastos no estudo do desenvolvimento dos seres humanos desde o nascimento, e há sempre coisas que se constatam e que nos surpreendem. As semelhanças físicas podem aparecer até depois de quatro ou cinco gerações, são imutáveis bem assim como alguns traços fundamentais do psiquismo. Agora, falando do comportamento mais superficial, com o desenvolvimento dos órgãos de comunicação social e consequente informação de massas, somos confrontados com as mais díspares situações que nos levam a pensar que não deverá ser tanto assim. É muito comum aparecerem-nos crianças adoptadas que se identificam por demais com os pais adoptivos. E isto porque, com as semelhanças entre gerações, muitas vezes, os traços fisiológicos passam mais despercebidos do que as atitudes comportamentais, e o psiquismo de base nem sempre é visível pela sociedade que nos envolve. Um outro pormenor que acentua a descrição que se segue é que, no caso de adopção, os pais adoptivos têm preferência por crianças quanto mais jovens melhor. Há mesmo os que tomam conta delas logo após o nascimento. Esta é a resposta a que o ser humano tem qualidades inatas e adquiridas. Poderão chamar-se inatas os traços fisiológicos, tipo de sangue e doenças transmissíveis, porque a parte psicológica e comportamental pode muito bem ser trabalhada no pós nascimento.
Mas… ficará para uma outra ocasião

HN

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O CENTRO DA HUMANIDADE!



Não tenhamos dúvidas! A Família é o centro de toda a humanidade, onde o Homem nasce, cresce e floresce, dando bons ou menos bons frutos conforme os genes recebidos na sua gestação e tenha sido melhor ou menos bem amparado durante o seu desenvolvimento fisiológico, sociológico e cultural.
Com a degradação de valores humanos o Homem foi deixando de ser o centro dos interesses sociopolíticos em favor do amontoar de dinheiro e riquezas, pelo que os problemas da Família têm vindo a agravar-se.
O desemprego, quer queiramos ou não, está na base de toda esta confusão e amargura, pois deixa as pessoas desmotivadas por não conseguirem uma realização pessoal capaz no desempenho do trabalho adequado às suas capacidades e gostos nem conseguir a angariação do necessário à sua sobrevivência!
Fala-se por demais em amor, mas de uma maneira quase geral não se vive no verdadeiro amor!
Vem a propósito as palavras dignificantes do Papa Francisco na abertura do Sínodo sobre a Família, na sua XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo, inaugurado no passado domingo, 4 de Outubro, subordinado ao tema A vocação e missão da família na igreja e no mundo contemporâneo:
“«Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós» (1 Jo 4, 12).
As Leituras bíblicas deste Domingo parecem escolhidas de propósito para o evento de graça que a Igreja está a viver, ou seja, a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que tem por tema a família e é inaugurada com esta celebração eucarística.
Aquelas estão centradas em três argumentos: o drama da solidão, o amor entre homem-mulher e a família.
A solidão
Como lemos na primeira Leitura, Adão vivia no Paraíso, impunha os nomes às outras criaturas, exercendo um domínio que demonstra a sua indiscutível e incomparável superioridade, e contudo sentia-se só, porque «não encontrou auxiliar semelhante a ele» (Gn 2, 20) e sentia a solidão.
A solidão, o drama que ainda hoje aflige muitos homens e mulheres. Penso nos idosos abandonados até pelos seus entes queridos e pelos próprios filhos; nos viúvos e nas viúvas; em tantos homens e mulheres, deixados pela sua esposa e pelo seu marido; em muitas pessoas que se sentem realmente sozinhas, não compreendidas nem escutadas; nos migrantes e prófugos que escapam de guerras e perseguições; e em tantos jovens vítimas da cultura do consumismo, do «usa e joga fora» e da cultura do descarte.
Hoje vive-se o paradoxo dum mundo globalizado onde vemos tantas habitações de luxo e arranha-céus, mas o calor da casa e da família é cada vez menor; muitos projectos ambiciosos, mas pouco tempo para viver aquilo que foi realizado; muitos meios sofisticados de diversão, mas há um vazio cada vez mais profundo no coração; tantos prazeres, mas pouco amor; tanta liberdade, mas pouca autonomia... Aumenta cada vez mais o número das pessoas que se sentem sozinhas, e também daquelas que se fecham no egoísmo, na melancolia, na violência destrutiva e na escravidão do prazer e do deus-dinheiro.
Em certo sentido, hoje vivemos a mesma experiência de Adão: tanto poder acompanhado por tanta solidão e vulnerabilidade; e ícone disso mesmo é a família. Verifica-se cada vez menos seriedade em levar por diante uma relação sólida e fecunda de amor: na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na boa e na má sorte. Cada vez mais o amor duradouro, fiel, consciencioso, estável, fecundo é objecto de zombaria e olhado como se fosse uma antiguidade. Parece que as sociedades mais avançadas sejam precisamente aquelas que têm a taxa mais baixa de natalidade e a taxa maior de abortos, de divórcios, de suicídios e de poluição ambiental e social.
O amor entre homem e mulher
Ainda na primeira Leitura, lemos que o coração de Deus, ao ver a solidão de Adão, ficou como que entristecido e disse: «Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele» (Gn 2, 18). Estas palavras demonstram que nada torna tão feliz o coração do homem como um coração que lhe seja semelhante, lhe corresponda, o ame e tire da solidão e de sentir-se só. Demonstram também que Deus não criou o ser humano para viver na tristeza ou para estar sozinho, mas para a felicidade, para partilhar o seu caminho com outra pessoa que lhe seja complementar; para viver a experiência maravilhosa do amor, isto é, amar e ser amado; e para ver o seu amor fecundo nos filhos, como diz o salmo que foi proclamado hoje (cf. Sal 128).
Tal é o sonho de Deus para a sua dilecta criatura: vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca. É o mesmo desígnio que Jesus, no Evangelho de hoje, resume com estas palavras: «Desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só» (Mc 10, 6-8; cf. Gn 1, 27; 2, 24).
Jesus, perante a pergunta retórica que Lhe puseram (provavelmente como uma cilada, para fazê-Lo sem mais aparecer odioso à multidão que O seguia e que praticava o divórcio, como uma realidade consolidada e intangível), responde de maneira franca e inesperada: leva tudo de volta à origem, à origem da criação, para nos ensinar que Deus abençoa o amor humano, é Ele que une os corações de um homem e de uma mulher que se amam e liga-os na unidade e na indissolubilidade. Isto significa que o objectivo da vida conjugal não é apenas viver juntos para sempre, mas amar-se para sempre. Jesus restabelece assim a ordem originária e originadora.
A família
«Pois bem. O que Deus uniu não o separe o homem» (Mc 10, 9). É uma exortação aos crentes para superar toda a forma de individualismo e de legalismo, que se esconde num egoísmo mesquinho e no medo de aderir ao significado autêntico do casal e da sexualidade humana no projecto de Deus.
Com efeito, só à luz da loucura da gratuidade do amor pascal de Jesus é que aparecerá compreensível a loucura da gratuidade dum amor conjugal único e usque ad mortem.
Para Deus, o matrimónio não é utopia da adolescência, mas um sonho sem o qual a sua criatura estará condenada à solidão. De facto, o medo de aderir a este projecto paralisa o coração humano.
Paradoxalmente, também o homem de hoje – que muitas vezes ridiculariza este desígnio – continua atraído e fascinado por todo o amor autêntico, por todo o amor sólido, por todo o amor fecundo, por todo o amor fiel e perpétuo. Vemo-lo ir atrás dos amores temporários, mas sonha com o amor autêntico; corre atrás dos prazeres carnais, mas deseja a doação total.
De facto, «agora que provámos plenamente as promessas da liberdade ilimitada, começamos de novo a compreender a expressão “a tristeza deste mundo”. Os prazeres proibidos perderam o seu fascínio, logo que deixaram de ser proibidos. Mesmo quando são levados ao extremo e repetidos ao infinito, aparecem insípidos, porque são coisas finitas, e nós, ao contrário, temos sede de infinito» (Joseph Ratzinger, Auf Christus schauen. Einübung in Glaube, Hoffnung, Liebe, Friburgo 1989, p. 73).
Neste contexto social e matrimonial bastante difícil, a Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade, na verdade e na caridade. A Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade ao seu Mestre como voz que grita no deserto, para defender o amor fiel e encorajar as inúmeras famílias que vivem o seu matrimónio como um espaço onde se manifesta o amor divino; para defender a sacralidade da vida, de toda a vida; para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente.
A Igreja é chamada a viver a sua missão na verdade que não se altera segundo as modas passageiras ou as opiniões dominantes. A verdade que protege o homem e a humanidade das tentações da auto-referencialidade e de transformar o amor fecundo em egoísmo estéril, a união fiel em ligações temporárias. «Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 3).
E a Igreja é chamada a viver a sua missão na caridade que não aponta o dedo para julgar os outros, mas – fiel à sua natureza de mãe – sente-se no dever de procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; de ser «hospital de campanha», com as portas abertas para acolher todo aquele que bate pedindo ajuda e apoio; e mais, de sair do próprio redil ao encontro dos outros com amor verdadeiro, para caminhar com a humanidade ferida, para a integrar e conduzir à fonte de salvação.
Uma Igreja que ensina e defende os valores fundamentais, sem esquecer que «o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (Mc 2, 27); e sem esquecer que Jesus disse também: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17). Uma Igreja que educa para o amor autêntico, capaz de tirar da solidão, sem esquecer a sua missão de bom samaritano da humanidade ferida.
Recordo São João Paulo II, quando dizia: «O erro e o mal devem sempre ser condenados e combatidos; mas o homem que cai ou que erra deve ser compreendido e amado. (...) Devemos amar o nosso tempo e ajudar o homem do nosso tempo» [Discurso à Acção Católica Italiana, 30 de Dezembro de 1978: Insegnamenti (1978), 450]. E a Igreja deve procurá-lo, acolhê-lo e acompanhá-lo, porque uma Igreja com as portas fechadas atraiçoa-se a si mesma e à sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira: «De facto, tanto o que santifica, como os que são santificados, provêm todos de um só; razão pela qual não se envergonha de lhes chamar irmãos» (Heb 2, 11).
Com este espírito, peçamos ao Senhor que nos acompanhe no Sínodo e guie a sua Igreja pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José, seu castíssimo esposo.”

Não podemos esquecer este grande acontecimento, mas rezar muito para que traga uma melhor resolução dos problemas para as famílias em crise!
Que o Espírito Santo esteja com os Padres Sinodais! 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A ‘NOSSA’ CAMINHADA...



A vida é uma caminhada que nunca saberemos onde nos poderá levar!
Numa caminhada dos pés... quanto mais rapidamente caminharmos mais depressa chegaremos à meta, mas na caminhada da vida as coisas não funcionam assim!
Na caminhada da vida, antes e acima de tudo, temos de aprender a amar! Depois, imbuídos do verdadeiro amor, Deus, temos, sim, de aprender a olhar para dentro, a interiorizar, a discernir o bom do menos bom ou mesmo mau, a ganhar coragem para a prática das boas obras não feitas à vista de toda a gente mas de modo a que toda a gente delas possa beneficiar, a não se deixar levar pelo desnecessário seja que desnecessário for, a não fazer muitos trabalhos de qualquer jeito mas a ser o mais possível perfeitos em todos os trabalhos e afazeres em que nos virmos envolvidos!
Viver é muito simples, uma vez que Deus nunca nos pede nada que não sejamos capazes de fazer! Mas temos de prestar muita atenção ao que Deus quererá de nós em cada momento, momento sempre único e irrepetível, tal como todos e cada um de nós é único e irrepetível!
Como ainda ontem ouvi por uma pessoa credenciada, Deus não gosta de nós pelo nosso muito activismo, pelas nossas inúmeras acções, mas pelo que somos na realidade e isso provém sempre do valor que vamos dando aos pequenos momentos da nossa caminhada! Não fazer as coisas para dar nas vistas, mas na maior simplicidade e intimidade, por amor!
Que o Espírito Santo de Deus nos ajude com todas as forças e coragem necessárias para que a nossa caminhada neste mundo lindo seja o mais possível de acordo com a vida e obra de Jesus Cristo nosso Mestre e Senhor, irmão e amigo, realmente o tudo na nossa vida!
Que Ele seja louvado!

terça-feira, 14 de julho de 2015

AI DE TI...



Quando Jesus, no Evangelho da Eucaristia de hoje, Mt 11, 20-24, a certa altura diz: ai de ti Corazim, ai de ti Betsaida...não está a falar para as povoações, mas para os seus habitantes... e para nós também.
A nós, certamente, Jesus nos diria: Ai de ti Maria, João, Manuel, Rosa... que andais metidos nos templos dominicalmente a até mesmo todos os dias, ai de vós que sois leitores, que participais nas celebrações, que fazeis parte de grupos paroquiais vicariais e diocesanos, que sois catequistas, cantores... ai de vós, pois se aqueles que apelidais de maus por não participarem em nada destas coisas tivessem a graça de nelas participarem como vós fazeis certamente seriam muito melhores do que vós! Eu vos digo que haverá mais tolerância para eles do que para vós!
Hoje... esta ideia, que não quero esquecer nem descorar nunca mais, está a preencher o meu dia!
Cada vez aprecio mais o comportamento e palavras do Papa Francisco quando vai até junto de toda a gente seja quem for e tenha que ideologia tiver, e quando nos incentiva a ir às periferias, nossas e da sociedade onde estamos inseridos. Ele fala abertamente, com tal clareza que seduz e encanta, pois vai exemplificando tudo o que diz nas suas atitudes de todos os dias, é só estarmos atentos ao que nos chega pelas mais variadas pessoas, pelas mais variadas vertentes e das mais variadas formas!
Que quererá o Senhor Jesus, Deus, que façamos, com todas estas imensas graças que nos vai dando no decorrer dos segundos? É que nunca, até hoje, tivemos um Papa assim! Que quererá o Senhor de nós, como Igreja que somos, a formar com Ele o Seu Corpo Místico?
Temos de prestar muita atenção aos tempos que vão passando, pois mais do que nunca, o Senhor Jesus precisa, ou melhor, quer precisar de todos nós!
Que a Trindade Santíssima proteja o Santo Padre Francisco e nos ajude a chegar a todas as periferias tal como ele tão bem nos convida e ensina. Pois se pelo menos não tentarmos fazer o que nos sugere... será mais um Ai de ti que Jesus irá proferir para nós!
Que a Virgem Maria, a Mãe que Jesus nos deu, nos ampare, e o Espírito Santo nos ilumine e ajude com a força e coragem necessárias para fazermos o que devemos, para maior glória de Deus e felicidade de todos os homens de quem, em Deus, somos irmãos!

terça-feira, 7 de julho de 2015

QUAIS SERÃO OS NOSSOS TESOUROS?!...

Tesouros, quem não os quer? E dependendo do que queiramos chamar tesouros, cada um tem os seus. Ou melhor dizendo, cada um procura angariar para si tudo o que entende por tesouros.
Há dias, numa das suas homilias, o Papa Francisco dizia:
O que salva o coração de um homem é administrar a riqueza que tem "para o bem comum"?
E assim sendo, deveremos ter muito cuidado com os tesouros que pretendemos. E o Santo Padre continua:
As riquezas acumuladas para si estão na origem das guerras, das famílias desfeitas e da perda de dignidade. A luta cotidiana" é, ao invés, administrar as riquezas da terra "para o bem comum".
“As riquezas não são "como uma estátua", paradas, que não exercem influência na vida de uma pessoa. “As riquezas tendem a crescer, a movimentar, a ocupar lugar na vida e no coração do homem”.
“E se é o acúmulo a impulsionar o homem, as riquezas acabarão por invadir o coração, tornando-o corrupto". O que salva o coração do homem é administrar a riqueza que tem "para o bem comum".
E recorda o que Jesus disse: “Onde está o teu tesouro, aí estará também teu coração”. “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”. Na raiz do acúmulo “há a necessidade de segurança”. Mas o risco de se tornar escravos é alto.
"No final, essas riquezas não dão a segurança para sempre. Pelo contrário, levam embora a sua dignidade. E isso também nas famílias: há tantas que estão divididas. Também na raiz das guerras há esta ambição, que destrói e corrompe. Neste mundo, neste momento, há tantas guerras por avidez de poder, de riquezas. Pode-se pensar na guerra em nosso coração”.
A ganância "avança”, depois, “vem a vaidade – acreditar ser importante, poderoso - e, por fim, o orgulho”. E a partir dali “todos os vícios”. São degraus, mas o primeiro é este: “ganância, vontade de acumular riqueza".
"Acumular é uma característica do homem" e "fazer as coisas e dominar o mundo é também sua missão". "Esta é a luta de todos os dias: como gerenciar bem as riquezas da terra para que sejam orientadas ao céu e se tornem riquezas do Céu".
E em relação ao homem diz ainda que Deus
"O faz administrador dessas riquezas para o bem comum e para o bem de todos, não para seu próprio bem”. “E não é fácil tornar-se um administrador honesto porque existe sempre a tentação da ganância, de se tornar importante. O mundo nos ensina isso e nos leva para esta estrada. Pensar nos outros, pensar que aquilo que tenho está a serviço dos outros e que nada que possuo levarei comigo. Mas se uso o que o Senhor me deu para o bem comum, como administrador, isso me santifica, me fará santo”.
“Muitas vezes ouvimos "tantas desculpas" das pessoas que passam a vida acumulando riquezas. Por isso, devemos nos questionar: "Onde está o seu tesouro? Nas riquezas ou na administração, neste serviço pelo bem comum?"
“Muitos tranquilizam a própria consciência com a esmola e dão o que sobra”.  Isso “não é ser bom administrador”. Administrar a riqueza é um “despojar-se continuamente do próprio interesse e não pensar que essas riquezas nos darão a salvação”. “Acumular sim, tudo bem; tesouros sim, tudo bem, mas os que têm preço na ‘bolsa do Céu’”.
São muito belas estas palavras e muito elucidativas, se todos pensássemos e reagíssemos assim, o mundo seria bem diferente, com paz, harmonia e pão para toda a gente.
Tesouros na terra, se não forem para fazer as pessoas felizes, para que nos poderão servir, se quando partimos desta terra não levamos nada de cá connosco, a não ser as boas obras de amor, dedicação, partilha, carinho e ternura que tivermos dedicado a todas pessoas e mesmo à natureza em geral, pois amar a natureza, a nossa casa comum, também é amar a Deus que a criou e a toda a humanidade que precisa dela para viver.
Que Deus nos ajude!