Quando, olhando o presente recordo o passado, procuro interiorizar e descodificar a situação ou acabo por desanimar e perguntar-me: - Como é possível, nos tempos idos, haver igrejas recheadas de gente que se prolongava para além das portas, e, agora, haver tão pouca assiduidade às celebrações cristãs???...
No meu
tempo de infância, adolescência, idade já madura, não havia eletricidade,
rádios, televisões, internet, os mais variados tipos de telefone, microfones… e
as pessoas focavam-se em tudo que as levasse ao encontro com as demais, o que,
normalmente, acontecia nas festas cristãs e nas igrejas, bem cheias, recheadas,
a transbordar!
Agora, as
inúmeras distrações e formas de encontro esvaziam as igrejas! Mas… porquê???
Posso estar errada, mas porque as pessoas não procuravam as igrejas para um encontro pessoal com elas mesmas, com Deus e com os irmãos! Iam à igreja, porque toda a gente ia!
Como é
que para mim, que também sou desses tempos, a igreja de pedra, ponto de
encontro de cristãos, continua a ter tanta importância, que a procuro todos, ou
quase todos os dias???
Eu nunca
fui à igreja porque os outros iam, para cumprir preceitos, mas para aprender e
encher o coração de formas de ser e de viver bem ao jeito do Verdadeiro Amor,
nosso Senhor Jesus Cristo, que nos aconchega e nunca nos abandona!
Naqueles
tempos… as pregações, a forma como levar às pessoas a mensagem do Evangelho
eram quase sempre pavorosas, mostravam-nos um Deus castigador em vez de no-l’O
apresentar como um Pai Carinhoso, Amoroso e Bom, o que, na realidade, é!
Continuo
sem saber porque as igrejas estão tão vazias!
As igrejas… com letra minúscula! Vamos continuar a interiorizar, pensar,
aprender a olhar e ver, a concluir, sem confundir… igrejas… com Igreja!
Mas que
precisamos das igrejas para sermos Verdadeira Igreja, precisamos, claro que precisamos!
Hermínia
Nadais

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