A Fé é um dom de Deus entrelaçado com o querer humano! Mas não se enraíza com um simples consentimento intelectual do homem e do conhecimento da verdade particular sobre Deus, é um ato com o qual o homem se confia livremente a um Deus que é Pai e que o ama! É uma adesão total do homem a um “Tu” que lhe dá esperança e confiança, mas que o mesmo homem tem de cultivar através de uma aproximação cada vez maior a todo o Evangelho da Boa Nova de Jesus, é um amar sem peso nem medida, é esforçar-se a cada instante, por viver ao jeito de Jesus Cristo, muito embora com muitas falhas pelo meio, provenientes não do nosso querer mas da nossa fragilidade humana!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
TER FÉ É ACREDITAR NO BOM PASTOR!
Ter Fé é acreditar no
Bom Pastor, Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado.
É reconhecer
um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo!
Um Deus Uno
e Trino, a Santíssima Trindade, uma substância indivisível onde as Pessoas não se
confundem, o Pai é uma Pessoa, o Filho é outra Pessoa, e o Espírito Santo uma
outra Pessoa, unidas numa só divindade, a divindade do Pai e do Filho e do
Espírito Santo, Pessoas incriadas, inconfundíveis entre Si e da mesma forma
majestosas, eternas e gloriosas, O AMOR, não em três deuses mas num só Deus.
Ter Fé é
acreditar em Jesus Cristo desde sempre Deus igual ao Pai e incarnado no ventre
de Maria onde se fez Homem como nós, sujeito aos mesmos problemas e leis… e por
imparcialidade com pobres e ricos amando a todos de igual forma acabou,
injustamente, crucificado entre dois ladrões, para nos mostrar de seguida,
aparecendo aos amigos, que tal como a vida d’Ele não acabou com a morte, a nossa
vida também continuará depois de morrermos.
A Fé é um dom de Deus entrelaçado com o querer humano! Mas não se enraíza com um simples consentimento intelectual do homem e do conhecimento da verdade particular sobre Deus, é um ato com o qual o homem se confia livremente a um Deus que é Pai e que o ama! É uma adesão total do homem a um “Tu” que lhe dá esperança e confiança, mas que o mesmo homem tem de cultivar através de uma aproximação cada vez maior a todo o Evangelho da Boa Nova de Jesus, é um amar sem peso nem medida, é esforçar-se a cada instante, por viver ao jeito de Jesus Cristo, muito embora com muitas falhas pelo meio, provenientes não do nosso querer mas da nossa fragilidade humana!
A Fé é um dom de Deus entrelaçado com o querer humano! Mas não se enraíza com um simples consentimento intelectual do homem e do conhecimento da verdade particular sobre Deus, é um ato com o qual o homem se confia livremente a um Deus que é Pai e que o ama! É uma adesão total do homem a um “Tu” que lhe dá esperança e confiança, mas que o mesmo homem tem de cultivar através de uma aproximação cada vez maior a todo o Evangelho da Boa Nova de Jesus, é um amar sem peso nem medida, é esforçar-se a cada instante, por viver ao jeito de Jesus Cristo, muito embora com muitas falhas pelo meio, provenientes não do nosso querer mas da nossa fragilidade humana!
E eu? Como tenho cultivado a minha Fé em Jesus Cristo?
O Tempo Pascal vai passando… urge aproveitar este tempo especial
de mudança! Que o Senhor me(nos) ajude!
terça-feira, 23 de abril de 2013
VIVER AO JEITO DO BOM PASTOR… É SER LIVRE!
A
liberdade humana é uma utopia!
A
liberdade simplesmente humana, sozinha, não existe!
Só Deus
nos pode libertar!
Os homens
e mulheres têm de ter sempre duas visões da vida, pois a palavra liberdade,
para eles e elas, é assim como que um beco com duas saídas, uma certa e outra errada,
e que muitas vezes se chocam entre si!
A
liberdade não é a satisfação de todos os caprichos pessoais… isso é anarquia; e
também não é uma estrada plana por onde podemos seguir, porque essa estrada plana
não existe!
A
liberdade, humanamente falando, tem de estar sempre condicionada ao bem comum!
Se não tivermos em conta o bem comum nunca seremos pessoas livres e
responsáveis!
Liberdade
sem responsabilidade não existe!
E no
pleno uso da sua liberdade o Homem é capaz de criar inúmeras coisas, de levar a
cabo as mais díspares invenções... ao ponto de muitas pessoas afirmarem categoricamente
e com certa razão que o desenvolvimento científico e tecnológico é obra do
Homem! Mas não só!
O Homem
é obra de Deus, por isso tudo quanto o homem faz, impreterivelmente, é obra do
homem com Deus!
O
desenvolvimento científico e tecnológico tem de considerar-se obra de Deus
executada através da ação, intervenção e inteligência dos homens.
Mas não
é a grandeza das descobertas da ciência nem os sucessos da técnica que tornam o
homem mais livre e mais humano, pois não obstante todo o desenvolvimento
científico e tecnológico, a exploração do homem pelo homem continua uma triste
realidade expressa na manipulação, violência, abusos, injustiça, um sem número
de situações difíceis de descrever!
Apesar
de conhecer todos os caminhos que geram a liberdade, o homem continua amarrado
a muitos preconceitos e conceitos geradores de aprisionamento!
A vida
não é feita do que se vê com os olhos, ouve com os ouvidos ou toca com as mãos,
pois vai muito além da visão horizontal do que nos parece realidade! Há que
recordar as palavras do Principezinho quando diz que “o mais importante é
invisível aos olhos!”
O
sentido da vida e o futuro do homem rumo à liberdade tem de orientar as suas escolhas
para o bom êxito e felicidade individual e comunitária!
Na busca
da liberdade, uma das preocupações de muitos homens e mulheres continua a ser o
que nos espera para além da morte - objeto de Fé!
Faz
bastante tempo que, ao falar com um sacerdote sobre a Fé numa vida para além da
morte corporal, este, muito calmamente, responde-me:
“A experiência da vida ensinou-me que a Fé
em Jesus Cristo, apesar de todas as dificuldades que me traz na sua
concretização vivencial, ensina-me como aprender a viver melhor comigo mesmo e
com todos os homens e mulheres com quem me relaciono, e isso torna-me mais
realizado e feliz.
Eu não pedi para nascer! Nasci! E uma vez
neste mundo, é nele que tenho de viver, o melhor possível, até que a morte dele
me retire.
Viver desprendido dos bens terrenos
ajuda-me a viver com o mínimo indispensável e a não atropelar ninguém para poder
ter muitos lucros, que não me interessam nada uma vez que quando morrer não os posso
levar comigo; o cumprimento das minhas tarefas e o querer estar calmamente no
meu cantinho leva-me a viver em paz comigo mesmo e com a sociedade, com quem me
preocupo e ajudo no que posso…
Esta é uma forma muito simples de viver que
me atrai e me dá conforto ao espírito, que eu acho que é o que mais interessa!
Eu tenho Fé, acredito no que Jesus Cristo
me veio dizer e me vai dizendo todos os dias!
A morte física é inevitável! Mas sinto-me
bem com o que sou e faço, e continuo a tentar melhorar os meus comportamentos
segundo o Evangelho de Jesus Cristo!
E sei que não estou enganado, pois Jesus
Cristo nunca enganou! Mas mesmo que esteja enganado de nada me interessa, POIS
SE ESTOU EM PAZ COMIGO MESMO E COM A SOCIEDADE, ESTOU BEM, SEM AMARRAS… e o que
vai acontecer depois, a Deus pertence!”
Este foi
para mim um testemunho grandioso de um homem sábio, atento, dedicado, responsável,
confiante e livre… bem ao jeito do Bom Pastor, Jesus Cristo…
Senhor,
Te peço com muita insistência que me(nos) ajudes a orientar melhor a vida e
me(nos) retires das amarras que sempre me impedem de ser realmente livre, com a
liberdade que Tu viveste e nos ensinaste a viver!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
O BOM PASTOR – GUIA E ALIMENTO DAS SUAS OVELHAS!
Cada dia que passa me sinto uma
pessoa mais presa na Eucaristia!
A Igreja de Jesus Cristo vive da
Eucaristia, a Palavra de Deus encarnada no próprio Jesus Cristo feito pão para
alimento dos homens.
No tempo de Jesus… e até há bem
pouco tempo… o pão era o supremo sinal do alimento! Faltar o pão era faltar a
alimentação! O pão era a primeira coisa que as donas de casa punham nas mesas…
o que ainda hoje se conserva em muitas famílias e principalmente nos
restaurantes clássicos!
Tenho imensa pena das pessoas que
não têm Fé na Eucaristia… que é uma oblação completa… uma doação completa… uma união
completa… uma completa ordem de missão e revigoração de vida numa Páscoa
permanente!
Seja o sacerdote, ministro ordenado,
quem for, o Senhor Jesus obedece-lhe humildemente, pois pela sua boca e mãos
nos faz chegar a Sua Palavra para nos mostrar a rota da virtude e a
consubstanciação do pão e do vinho para nos alimentar o querer e a vontade de
prosseguir com Jesus pelos caminhos ásperos e tortuosos da vida.
De certo modo, na Eucaristia, o
sacerdote participa ativamente na missão de Jesus e como que se faz pão para
nos alimentar… e as pessoas que participam na Eucaristia estão a beber na fonte
de todos as graças para também poderem, de certa forma, ter a coragem de ser
pão para alimentar as pessoas com quem convivem no seu dia a dia, nos seus
ambientes naturais, com gestos de ternura, um sorriso, um afago, um beijo ou um
pequeno toque, uma palavras de carinho e encaminhamento nas dificuldades.
Há dias tocou-me, sobremaneira, esta
meditação do Evangelho Quotidiano que passo a referir:
“No
pão da eucaristia recebemos a multiplicação inesgotável dos pães do amor de
Jesus Cristo, que é suficientemente rico para saciar a fome de todos os
séculos, e que procura assim a colocar-nos, também a nós, ao serviço desta
multiplicação dos pães. Os poucos pães de cevada da nossa vida poderão parecer
inúteis, mas o Senhor precisa deles e pede-no-los.
Tal como a própria Igreja, também os sacramentos são fruto do grão de trigo que morre (Jo 12,24). Para os receber, temos de entrar no movimento de onde eles provêm. Este movimento consiste em nos perdermos a nós próprios, sem o que não nos podemos encontrar: «Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por Mim e pelo Evangelho salvá-la-á» (Mc 8,35). Esta palavra do Senhor é a fórmula fundamental da vida cristã [...]; a forma característica da vida cristã vem-lhe da cruz. A abertura cristã ao mundo, tão enaltecida actualmente, só pode encontrar o seu verdadeiro modelo no lado aberto do Senhor (Jo 19,34), expressão deste amor radical, que é o único capaz de salvar.
Do lado perfurado de Jesus crucificado saíram sangue e água. O que, à primeira vista, é sinal de morte, sinal do mais completo fracasso, constitui ao mesmo tempo um começo novo: o Crucificado ressuscita e não morre. Das profundezas da morte surgiu a promessa da vida eterna. Por cima da cruz de Jesus Cristo resplandece já a claridade vitoriosa da manhã de Páscoa. É por isso que viver com Ele sob o signo da cruz é sinónimo de viver sob a promessa da alegria pascal.”
Tal como a própria Igreja, também os sacramentos são fruto do grão de trigo que morre (Jo 12,24). Para os receber, temos de entrar no movimento de onde eles provêm. Este movimento consiste em nos perdermos a nós próprios, sem o que não nos podemos encontrar: «Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por Mim e pelo Evangelho salvá-la-á» (Mc 8,35). Esta palavra do Senhor é a fórmula fundamental da vida cristã [...]; a forma característica da vida cristã vem-lhe da cruz. A abertura cristã ao mundo, tão enaltecida actualmente, só pode encontrar o seu verdadeiro modelo no lado aberto do Senhor (Jo 19,34), expressão deste amor radical, que é o único capaz de salvar.
Do lado perfurado de Jesus crucificado saíram sangue e água. O que, à primeira vista, é sinal de morte, sinal do mais completo fracasso, constitui ao mesmo tempo um começo novo: o Crucificado ressuscita e não morre. Das profundezas da morte surgiu a promessa da vida eterna. Por cima da cruz de Jesus Cristo resplandece já a claridade vitoriosa da manhã de Páscoa. É por isso que viver com Ele sob o signo da cruz é sinónimo de viver sob a promessa da alegria pascal.”
Que a Cruz da vida nunca nos embacie os
olhos… mas nos sirva de caminho para uma mudança radical de vida – a Páscoa –
como Jesus sempre nos propõe!
domingo, 21 de abril de 2013
DOMINGO DO BOM PASTOR
Os seres humanos foram criados para uma
vida eterna que começa aqui na terra através de uma vida digna e dignificante!
Foi esta grande mensagem de Boa Nova que
Jesus nos veio trazer!
Acreditar e tentar viver como cada
qual puder e souber ao modo de Jesus Cristo é viver a eternidade no aqui e
agora de todos os momentos de todos os dias, com todas as preocupações e
canseiras, avanços e recuos no caminho da Fé, procedimentos bons e menos bons
próprios da nossa fragilidade de seres humanos que somos.
Na época da vida de Jesus a economia
rodava à volta do mar e da terra, da terra onde os rebanhos imperavam um pouco
por toda a parte. Rebanhos de cabras e ovelhas, pois a terra onde Jesus nasceu,
cresceu e viveu não era localidade, assim como ainda não é, própria para a
criação de outro tipo de animais.
Profundo conhecedor de todas as
atividades socioeconómicas, sabia da boa orientação das cabras que mesmo
sozinhas sabiam sempre o caminho e conseguiam ir direitas ao redil, e da forma
como as ovelhas se tresmalhavam e perdiam do rebanho com a maior das facilidades
obrigando o pastor e ter uma grande vigilância e preocupação para que nenhuma ficasse
só e abandonada, perdida.
Então, certo de que os seres humanos,
seres sociais por excelência, precisam de viver bem unidos mas com relativa
facilidade se perdem uns dos outros tal como as ovelhas, para explicar aos
homens a solicitude de Deus perante as fugas desses mesmos homens, como filho
de Deus igual a Deus Pai e Homem entre os homens, apresenta-Se aos homens como
o Bom Pastor, conhecedor íntimo de Suas ovelhas as quais conhece pelo nome de
cada uma, Aquele que faz tudo até dar a vida para que todas as Suas ovelhinhas conheçam
a Sua voz e não se percam do rebanho, O reconheçam e sigam sempre.
E para perpetuar a Sua obra, Jesus deixa-Se
ficar para sempre entre os homens, presente na Igreja que fundou e entregou à
guarda dos Apóstolos, os “Pastores” por Ele pastoreados para dar seguimento à Sua
solicitude de Pastor Universal.
Neste contexto, Jesus Cristo é o Bom
Pastor dos Pastores ou Hierarquia da Igreja e Ministros Ordenados, assim como também
dos Consagrados, Consagradas e Leigos, e ainda de todos os homens de todos os
tempos, pois como autor de toda a criação e Deus Amor está presente em toda a
Sua criatura, está presente no coração de todos os homens e mulheres de boa
vontade.
E assim, Jesus Cristo é, e será
sempre, de facto, o Bom Pastor universal de todos os homens!
O Batismo, que torna os homens cristãos,
chama-os à vocação cristã de seguidores de Jesus Cristo e promotores da propagação
da Sua obra no mundo, e faz de todos os batizados membros ativos da Igreja de
Jesus Cristo e participantes da Sua Missão de Sacerdote, Mestre e Rei.
Deste modo a Igreja de Jesus Cristo
é formada pelo próprio Jesus Cristo com todos os batizados unidos a Si e uns
aos outros formando o Corpo Místico de Jesus Cristo, Corpo que só se compreende
através da Fé em Jesus Cristo e da universalidade do AMOR.
Hoje é também “O Dia Mundial das
Vocações Consagradas” e de todas as vocações, porque na Igreja de Jesus Cristo,
entre os batizados, há várias formas de estar, atuar e servir a sociedade, a
que chamamos vocações ordenadas, consagradas e laicais, sendo que são as vocações
laicais que inserem a maior parte dos membros da Igreja de Jesus Cristo.
Na “Barca da Igreja” viajam todos os
cristãos em eternidade e rumo à eternidade, cada qual com sua vocação
específica. Por isso, tanto os membros
da Hierarquia e Ministros Ordenados como os Consagrados e Leigos, todos são imensamente
amados e queridos por Jesus, e do mesmo modo, todos são pecadores e importantes
na vida da Igreja, cada um do seu modo e no exercício pleno da sua vocação. Assim
como num jardim todas as flores contribuem para a beleza do espaço, na Igreja de
Jesus Cristo todos os batizados contribuem para o engrandecimento da Igreja
conforme as suas capacidades e estado de vida - vocação!
Isto leva a que todos os cristãos se
sintam corresponsáveis na missão universal da Igreja e em todos os
acontecimentos da Igreja. A Igreja é santa porque Deus/Jesus é santo…
mas os homens e mulheres que formam a Igreja na terra todos são pecadores. Por isso
é natural que, mesmo de entre os membros da Hierarquia da Igreja, haja pessoas
mais ou menos dignas que não nos é lícito criticar, mas rezar por elas para que
tenham mais força e coragem de cumprir humilde e capazmente a sua missão, tal
como cada um de nós deve cumprir... e falhamos tantas vezes.
Ainda que um sacerdote ou outra
qualquer pessoa seja mais indigna, tudo o que fizer pela Igreja é abençoado por
Deus, que é tão humilde que não se nega a atuar mesmo através da pessoa que não
consegue respeitar a sua dignidade cristã na missão a que tiver sido chamada!
Que todos tenhamos um bom Domingo do
Bom Pastor e Dia Mundial das Vocações, com as maiores bênçãos do Senhor Jesus e
muita coragem e dedicação para a missão a que vamos sendo chamados!
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