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terça-feira, 13 de junho de 2017
SANTO ANTÓNIO
O primeiro
dos Santos Populares! Uma das alegrias de muitas povoações, portuguesas e não
só!
Santo
António, de origem portuguesa, é um santo universal!
Chamam-no
Santo Casamenteiro, não percebo muito bem porquê. Nas aldeias onde há a
produção de animais, dizem-no protector dos animais. E onde as suas
Quando penso
neste Santo único e irrepetível como qualquer outro, surgem-me os inúmeros
milagres que fazia já em vida, principalmente aquela pregação aos peixes que o
ouviram atentos e entusiasmados.
Realmente…
também os peixes são criaturas de Deus e mais perfeitas do que nós, pois,
unidos em cardume ou separados, não saem das regras para que foram criados como
nós tantas vezes saímos.
Talvez… por
terem mais objectivos comuns do que nós. Na ideia do Apolonio…
«»
Teoricamente o que nos une são os objetivos comuns, os
temperamentos com afinidade recíproca, os laços afetivos e/ou familiares.
Hoje eu gostaria de falar sobre algo que pode tornar-se um
forte motivo de união se nos amamos, são as diferenças.
Iguais se atraem e diferentes se repelem. Essa lei é
válida também para quem vive a unidade, onde a diferença é um ponto de
equilíbrio. O respeito mútuo, a aceitação da diversidade como elemento
fundamental para o enriquecimento de ambas as partes, faz com que o vínculo de
unidade seja ainda mais visível.
A unidade não é uniformidade, é a visão do todo com a
valorização do particular, é a afirmação de toda a singular diferença em função do todo feito
um.
Só visualiza a unidade quem é consciente do seu valor, mas
se perde no valor do outro.
Podemos ter em vista a diferença como
um elemento que pode nos unir.
«»
Unir pelas
diferenças, para tornar um todo único, cada qual com as capacidades que tem
postas ao serviço de todos.
De f acto,
era assim que devíamos viver!
Os Santos
designados Populares também foram diferentes nos seus carismas.
Tentemos ser
um pouco como eles… diferentes… e unidos numa forte vontade de viver no Amor de
Deus!
HN
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
AINDA O... SUPORTAI-VOS
Quando pensei no que
ontem me sugeriu o olhar mais um pouco para dentro... concluí que deixei para
trás algo muito importante.
Antes de suportarmos ou
ajudarmos a conservar de pé e a caminho da felicidade as pessoas que nos rodeiam,
temos que nos suportar a nós mesmos!
Não suportar o mal que
fazemos, mas o desejo de fazer o bem e de nos tornarmos cada vez melhores, o
desejo de vencer a nossa indiferença e de sermos mais presentes a quem de nós
necessitar!
Esse é o desejo expresso
pelo Papa Francisco na sua mensagem para a Quaresma que hoje inicia.
Dado o grande número de
pessoas fechadas sobre si mesmas, amarradas ao seu bem-estar e alheias a tudo
quanto as rodeia, o Santo Padre diz que vivemos no meio de uma globalização da
indiferença, e alerta-nos, assim:
“Dado que a indiferença para com o próximo e
para com Deus é uma tentação real também para nós, cristãos, temos necessidade
de ouvir, em cada Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz para nos
despertar.
A Deus não Lhe é indiferente o
mundo, mas ama-o até ao ponto de entregar o seu Filho pela salvação de todo o
homem. Na encarnação, na vida terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,
abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E
a Igreja é como a mão que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da
Palavra, da celebração dos Sacramentos, do testemunho da fé que se torna eficaz
pelo amor (cf. Gl 5, 6). O mundo, porém, tende a fechar-se em
si mesmo e a fechar a referida porta através da qual Deus entra no mundo e o
mundo n'Ele. Sendo assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais
surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida.”
A Igreja somos todos
nós, cristãos baptizados, unidos a Jesus Cristo! E não podemos descuidar-nos,
pois o nosso comportamento menos digno afasta as pessoas de nós e das nossas
casas de encontro com Deus e uns com os outros a que também chamamos “igreja”...
mas igreja com letra minúscula, pois não
passam de pedras duras e frias ou outro qualquer material de construção.
As Pedras Vivas da
Igreja somos todos nós, e seremos tanto mais vivas quanto mais nos conservarmos
unidos a Jesus Cristo e aos irmãos numa vida digna e dignificante.
Quando ouvirmos ou
virmos atacar a Igreja, não podemos pensar na sua Hierarquia, mas no seu todo
onde estamos abrangidos.
E quanto à Hierarquia da
Igreja principalmente os Sacerdotes que são os que trabalham mais directamente
connosco e em quem as pessoas pisam mais, há dias, achei muito interessante uma
expressão do padre da minha paróquia: “Os
cristãos não rezam pelos padres e depois têm os padres que merecem.”
Temos que ajudar a
suportar, manter de pé, a nós mesmos e a toda a gente, incluindo os padres a favor
de quem, se mais não podermos fazer, rezando por eles!
Que nesta Quaresma, consigamos
lutar contra toda a indiferença!
Que Deus nos ajude!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
ESTÁ LINDA ESTA MENSAGEM!
Está linda esta mensagem! E cheia de sabedoria! Tão bela e
precisa, tão simples e carregada de sentido, que decidi partilhá-la!
É de um sermão de Santo
Agostinho, 126, 4-5, que no Evangelho Quotidiano serviu de comentário ao
Evangelho de hoje, Mc 08, 11-13:
“«Porque pede esta
geração um sinal?»
Admirai as maravilhas de Deus; saí do vosso
sono. Admirais apenas os prodígios extraordinários? Mas serão tais prodígios
maiores do que os que ocorrem todos os dias diante dos vossos olhos? Os homens
surpreendem-se de que o nosso Senhor Jesus Cristo tivesse saciado vários
milhares de pessoas com cinco pães (Mt 14,19ss), e não se surpreendem pelo
facto de umas poucas sementes serem suficientes para cobrir a terra com
colheitas abundantes? Enchem-se de admiração ao ver o Salvador mudar a água em
vinho (Jo 2,19); pois não acontece o mesmo quando a chuva passa pelas raízes da
videira? O autor destes prodígios é o mesmo. […]
O Senhor operou prodígios, e contudo foram muitos os que O desprezaram. […] Diziam eles: «Estas obras são divinas, mas Ele é apenas um homem.» Portanto, tu vês duas coisas: de um lado, obras divinas, e do outro, um homem. Se estas obras divinas só podem ser feitas por Deus, não será que Deus está escondido neste homem? Sim, presta muita atenção ao que vês, e acredita naquilo que não vês. Aquele que te chama a acreditar não te abandonou a ti próprio; mesmo que te peça para acreditares no que não podes ver, não te deixou sem nada para veres, para te ajudar a acreditar no que não vês. Parece-te que a própria criação é um fraco sinal, uma fraca manifestação do Criador? Além disso, ei-Lo que vem ao mundo e que faz milagres. Tu não podias ver a Deus, mas podias ver um homem; então, Deus fez-Se homem, para que aquilo que vês e aquilo em que acreditas sejam uma e uma só coisa.”
O Senhor operou prodígios, e contudo foram muitos os que O desprezaram. […] Diziam eles: «Estas obras são divinas, mas Ele é apenas um homem.» Portanto, tu vês duas coisas: de um lado, obras divinas, e do outro, um homem. Se estas obras divinas só podem ser feitas por Deus, não será que Deus está escondido neste homem? Sim, presta muita atenção ao que vês, e acredita naquilo que não vês. Aquele que te chama a acreditar não te abandonou a ti próprio; mesmo que te peça para acreditares no que não podes ver, não te deixou sem nada para veres, para te ajudar a acreditar no que não vês. Parece-te que a própria criação é um fraco sinal, uma fraca manifestação do Criador? Além disso, ei-Lo que vem ao mundo e que faz milagres. Tu não podias ver a Deus, mas podias ver um homem; então, Deus fez-Se homem, para que aquilo que vês e aquilo em que acreditas sejam uma e uma só coisa.”
Que mais
quereremos que nos digam acerca de Deus, da natureza, da vinda de Jesus à terra,
dos milagres de Deus e de Jesus?
Muitas
coisas, pensaremos!
Sim!
Necessitamos que nos digam muitas coisas mais! Muitas mesmo! Pois o conhecimento
de Deus não se esgota! Mas essas coisas virão a seu tempo, quando estivermos em
condições de as compreender!
Deus não
nos desampara! Tudo nos fala de Deus! A terra, as plantas, os peixes, os
animais! E a Pedagogia de Deus é tão grande que nos leva a ir descobrindo cada
vez mais maravilhas, aos pouquinhos, de modo a que não nos desviemos do nosso
caminho de descoberta, discernimento e crescimento humano e cristão, no amor mútuo
e na fraternidade!
Que Deus
nos ajude!
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
SEDE MISERICORDIOSOS!...
Deus é o
Pai da Misericórdia infinita! Jesus, Filho Primogénito de Deus, foi misericordiosíssimo
para com todos! Se Deus/Jesus, são a misericórdia por excelência, desejam que
nós, Seus Filhos e irmãos predilectos, sejamos misericordiosos uns para com os
outros!
Jesus
disse um dia: “Sede misericordiosos como vosso Pai Celeste é misericordioso!”
(Lc 6, 36)
Deus é
nosso Pai, e Jesus fundou a Mãe Igreja de que somos parte integrante!
A Igreja é
santa porque Deus é santo e pecadora porque os homens e mulheres são pecadores,
mas como instituição temporal, pois é formada por nós humanos sujeitos ao
tempo, tem os seus órgãos directores que, orientados pela Palavra de Deus e
protegidos pelo Seu Espírito Santo nos ajudam a aprender a prática da misericórdia!
Vejamos o
que diz o Papa Francisco:
“Um bom educador aponta para o essencial. Não se perde nos
detalhes, mas quer transmitir aquilo que realmente conta para que o filho ou
aluno encontre o sentido e a alegria de viver. É a verdade. E o essencial,
segundo o Evangelho, é a misericórdia. O essencial do Evangelho é a
misericórdia. Deus enviou o seu Filho, Deus se fez homem para nos salvar, isso
é, para nos dar a sua misericórdia. Jesus diz isso claramente, resumindo o seu
ensinamento para os discípulos: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é
misericordioso” (Lc 6, 36). Pode existir um cristão que não seja
misericordioso? Não. O cristão necessariamente deve ser misericordioso, porque
isto é o centro do Evangelho. E fiel a este ensinamento, a Igreja só pode
repetir a mesma coisa aos seus filhos: “Sede misericordiosos”, como o é o Pai,
e como o foi Jesus. Misericórdia.”
A Igreja, nas pessoas
que a integram, faz muitas asneiras, todos sabemos disso. Uns mais outros menos,
todos somos pecadores... mas tem a graça da misericórdia de Deus que perdoa e
acolhe! Ainda assim, a Igreja prega a misericórdia. A esta parte, mais estratos
do muito que diz o Papa:
“A mãe
Igreja nos ensina a dar de comer e de beber a quem tem fome e sede, a vestir
quem está nu. E como faz isso? Com o exemplo de tantos santos e santas que
fizeram isto de modo exemplar; mas o faz também com o exemplo de tantos pais e
mães, que ensinam aos seus filhos que aquilo que sobra para nós é para aqueles
a quem falta o necessário. É importante saber isso. Nas famílias cristãs mais
simples, sempre foi sagrada a regra da hospitalidade: não falta nunca um prato
e uma cama para quem tem necessidade.”
“A mãe
Igreja ensina a estar próximo de quem está doente. Quantos santos e santas
serviram Jesus deste modo! E quantos simples homens e mulheres, a cada dia,
colocam em prática esta obra de misericórdia em um quarto de hospital, ou de
uma casa de repouso, ou na própria casa, ajudando uma pessoa doente.”
“A mãe
Igreja ensina a estar próximo a quem está preso. “Mas, padre, não, isto é
perigoso, é gente má”. Mas cada um de nós é capaz… Ouçam bem isto: cada um de
nós é capaz de fazer a mesma coisa que aquele homem ou aquela mulher que está
na prisão fez. Todos temos a capacidade de pecar e de fazer o mesmo, de errar
na vida. Não é pior que eu ou você! A misericórdia supera todo muro, toda
barreira e te leva a procurar sempre a face do homem, da pessoa. E é a
misericórdia que muda o coração e a vida, que pode regenerar uma pessoa e
permitir a ela inserir-se de modo novo na sociedade.”
“A mãe Igreja ensina a estar próximo de quem está abandonado e
morre sozinho. É aquilo que fez a beata Teresa pelos caminhos de Calcutá; e
aquilo que fizeram e fazem tantos cristãos que não têm medo de estender a mão
para quem está prestes a deixar este mundo. E também aqui a misericórdia dá paz
a quem parte e a quem fica, fazendo-nos sentir que Deus é maior que a morte e
que permanecendo Nele mesmo a última separação é um “até logo”… Beata Teresa
havia entendido bem isto! Diziam a ela: “Madre, isto é perder tempo!”.
Encontrava gente morrendo pelo caminho, gente que começava a ter o corpo comido
por ratos das ruas, e ela os levava para casa para que morressem limpos,
tranquilos, acariciados, em paz. Ela dava a eles o “até logo”, a todos estes… E
tantos homens e mulheres como ela fizeram isto. E eles os esperam, ali [aponta
para o céu], na porta, para abrir a porta do Céu. Ajudar as pessoas a morrer
bem, em paz.
Queridos irmãos e irmãs, assim a Igreja é mãe, ensinando aos seus
filhos as obras de misericórdia. Ela aprendeu este caminho com Jesus, aprendeu
que isto é o essencial para a salvação. Não basta amar quem nos ama. Jesus diz
que isso o fazem os pagãos. Não basta fazer o bem a quem nos faz o bem. Para
mudar o mundo para melhor é necessário fazer o bem a quem não é capaz de nos
retribuir, como o Pai fez conosco, doando-nos Jesus. Quanto pagamos pela nossa
redenção? Nada, tudo de graça! Fazer o bem sem esperar nada em troca. Assim fez
o Pai conosco e nós devemos fazer o mesmo. Faça o bem e siga adiante!
Que belo é viver na Igreja, na nossa mãe Igreja que nos ensina
estas coisas que Jesus nos ensinou. Agradeçamos ao Senhor, que nos dá a
graça de ter como mãe a Igreja, ela que nos ensina o caminho da misericórdia,
que é o caminho da vida. Agradeçamos ao Senhor.”
Maravilhosas
estas palavras do Santo Padre!
Que o
Espírito Santo nos ajude a tomá-las como caminho a seguir.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
SOMOS TODOS IRMÃOS!
Nunca se
viu coisa assim!!!...
O INEM
(Instituto Nacional de Emergência Médica) não pára de nos encher os ouvidos com
os seus sinais de alarme que nos inquietam todos os sentidos.
Quando esses
gritos se ouvem, alguém, calado ou murmurando, grita de dor.
Quem
poderá manter-se tranquilo quando um irmão ou irmã sofre?! É impossível isso
acontecer!
Porquê,
Senhor, és o verdadeiro Pai de todos nós a irmanar-nos, assim, tão
profundamente?!
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