sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
ESCRAVIDÃO PESSOAL
A escravidão pessoal é a
pior das escravidões. Antes de mais porque, dada a ideia generosa que temos de
nós mesmos pensando-nos boas pessoas e com bons costumes, a escravidão pessoal é muito difícil de
detectar.
Fomos criados para amar
e servir vivendo em comunidade. A primeira comunidade onde nos inserimos é a
família nuclear que nos acolhe e ajuda a crescer. Ao lado da família nuclear
temos a família alargada, avós, tios, tias, primos... e também irmãos, pois
quando os irmãos formam família normalmente cada um fica na sua casa com a sua
família nuclear.
Agora... não temos
necessidade de ir mais além para nos olharmos a nós mesmos e verificarmos que
temos feitios esquisitos e pensamentos e comportamentos que não edificam em
nada nem a nós nem a quem connosco convive. E é nessa nossa maneira de ser que
está a nossa escravidão, que somente cada qual poderá descobrir em que consiste.
É difícil admitir os
nossos erros ou escravidões! É muito difícil mesmo! Mas é por aí que teremos
que começar. Por nós mesmos! Até porque as únicas pessoas que poderemos
modificar é a nós mesmos!
Como vou criticar quem
valoriza por demais o dinheiro ou outras coisas que dele dependem, se faço tudo
para conseguir um pouquinho mais de dinheiro, seja como e com que for?
Como posso olhar para
quem gasta o que tem e o que não tem para andar arranjada e vestida no pico da
moda... se aproveito todas as ocasiões possíveis e impossíveis para ter a
última novidade para mim?
Como posso pasmar com
quem gasta o seu precioso tempo a falar da vida alheia ou a criticar quem quer
que seja, se faço o mesmo sempre que isso me é viável?
Como posso preocupar-me
tanto com quem faz as guerras e as perseguições, se não consigo a minha paz
interior, a forma de conseguir comportamentos e desejos de paz?
Não posso ter ilusões! Estou,
realmente, cheia de escravidões, agarrada a muitas coisas que apenas me fazem
escrava de mim mesma... e esquecida de que a única pessoa que eu posso desviar
da escravidão e encaminhar para a liberdade e responsabilidade sou eu própria!
De quantas escravidões terei
ainda de me libertar? As que sei... e as que ainda nem sequer imagino!
A vida é uma construção
inacabada que teremos que ir acabando até à hora da nossa morte.
Que o Espírito Santo
me(nos) ajude!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
ESCRAVIDÃO… QUE ESCRAVIDÃO
Ontem…
na formação a que chamamos escola, falamos sobre escravidão!
Não
foi caso de ficar horrorizada, pois faz muito tempo que tenho uma ideia formada
sobre a tremenda escravatura a que o mundo está sujeito!
Não
pensemos que são só os pobres, doentes, idosos ou crianças e jovens que estão
sujeitos à escravatura, porque a escravatura atinge toda a gente.
Para
nós são mais visíveis os esquecidos e desprezados, mas os que esquecem e
desprezam não são menos escravos do que eles, com uma enorme diferença.
Os
mais frágeis, são escravos dos mais fortes, enquanto quee os mais fortes são
escravos de si mesmos, das suas paranóias, dos mais diversos deuses para quem
vivem e os fazem ser tão rebeldes para os necessitados de carinho, bens ou
saúde!
Hoje,
o dia foi longo, amanhã quero continuar a meditar sobre a escravatura, até
porque também tenho que continuar a tentar livrar-me das minhas escravidões…
que não são tão poucas assim!
Que
Deus nos ajude!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O EVANGELHO É VIDA!
A Palavra de Deus, cujo
centro é o Evangelho, é força, alegria, satisfação, fraternidade, paz!
O Evangelho é vida, vida
plena, vida cheia daquele amor que se dá, gratuitamente, sem peso nem medida!
O Evangelho é felicidade!
Pena que muita gente ainda o não compreenda! Mas... nada está perdido! Jesus está sempre à espera que as pessoas lhe
queiram abrir o coração, porque, Ele, não faz outra coisa além de querer que
cada um de nós queira viver com Ele que quer viver, ininterruptamente, com cada
um de nós!
Esta forma de pensar e
escrever parece loucura, mas não é! É a mais pura das verdades!
Disse o Papa Francisco:
“O Evangelho é palavra de vida: não oprime as pessoas, ao
contrário, liberta quantos são escravos de tantos maus espíritos deste mundo: o
espírito da vaidade, o apego ao dinheiro, o orgulho, a sensualidade… O
Evangelho muda o coração, muda a vida, transforma as inclinações ao mal em
propósitos de bem. O Evangelho é capaz de mudar as pessoas! Portanto, é tarefa
dos cristãos difundir por toda a parte a força redentora, tornando-se
missionários e arautos da Palavra de Deus. Sugere isso também o mesmo trecho do
dia que se conclui com uma abertura missionária e diz assim: “E a fama de Jesus
logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia” (v. 28). A
nova doutrina ensinada com autoridade por Jesus é aquela que a Igreja leva no
mundo, junto com os sinais eficazes da sua presença: o ensinamento com
autoridade e a ação libertadora do Filho de Deus tornam-se as palavras de
salvação e os gestos de amor da Igreja missionária. Lembrem-se sempre que o
Evangelho tem a força de mudar a vida! Não se esqueçam disso. Essa é a Boa
Nova, que nos transforma somente quando nós nos deixamos transformar por ela.
Eis porque sempre peço que vocês tenham um contato cotidiano com o Evangelho,
que o leiam todos os dias, um trecho, uma passagem, que o meditem e também o
levem com vocês para onde forem: no bolso, na bolsa… Isso é, para se
alimentarem todos os dias com esta fonte inexaurível de salvação. Não se
esqueçam! Leiam um trecho do Evangelho todos os dias. É a força que nos muda,
que nos transforma: muda a vida, muda o coração.
Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria, Aquela que
acolheu a Palavra e a gerou para o mundo, para todos os homens. Que ela nos
ensine a sermos ouvintes assíduos e anunciadores do Evangelho de Jesus.”
Mais palavras
para quê?
Façamos do
Evangelho o nosso livro de cabeceira e o nosso companheiro de viagem, lendo e meditando
as suas passagens, sempre que nos for possível! Quanto mais nos debruçarmos
sobre os Evangelhos, mais e melhores formas descobriremos de felicidade! Não daquela
felicidade liberta de dificuldades que faz rir por tudo e por nada, mas daquela
felicidade interior que tudo suporta pela fé em Jesus Cristo, pela esperança firme
nas Suas promessas, e pela pratica da caridade ardente que só o Seu amor
misericordioso e bom é capaz de nos ajudar a praticar!
Que o Espírito
Santo nos ajude!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
O PERDÃO DE DEUS É A GRANDE NOVIDADE
Falar de Igreja Mãe é
muito importante para nós!
Falar de Deus Pai é
importantíssimo!
Falar de Deus Pai e Mãe
e da Sua suprema misericórdia ultrapassa todas as nossas expectativas!
Mas Deus é isso mesmo!
Deus é Amor infinito, ternura desmedida, misericórdia infinita, perdão, perdão,
perdão!
Deus ama e perdoa! Ama
sempre e perdoa sempre, assim a pessoa queira ir ao Seu encontro e ser
perdoada!
Deus não está preocupado
com o que tivermos feito, a Sua preocupação é o querermos encontrar-nos com Ele
e que Ele se encontre jubilosamente connosco!
Mas... dir-me-ão: Deus
não está connosco?
Claro que Deus está
sempre connosco, quer o saibamos ou não, quer o queiramos ou não, mas Deus quer
que O queiramos connosco. Deus quer que tenhamos consciência de que Ele está
sempre connosco e nos ama assim como somos.
Assim sendo, de que
estamos à espera?!...
Quando me lembro da primeira
forma como me apresentaram Deus fico horrorizada com a ideia de que ainda
haverá quem O apresente da mesma maneira!
Deus é Amor,
misericórdia, ternura, perdão!
Deus não castiga
ninguém! A justiça de Deus é o amor, a misericórdia e o perdão!
O sacramento ou sinal
sensível do perdão de Deus é o que vulgarmente chamamos de Penitência ou
Confissão, o que muita gente não conhece verdadeiramente.
Vejamos o que extraí de
Zenit de uma das homilias matinais do Papa Francisco em Santa Marta:
“O trabalho de Deus é belo: reconciliar.
Porque “nosso Deus perdoa” qualquer pecado, perdoa sempre, faz festa quando lhe
pedimos perdão e se esquece de todos os nossos pecados. Francisco refletiu
sobre a passagem da carta aos hebreus em que Paulo fala da “nova aliança”
estabelecida por Deus com o seu povo eleito.
Deus manda Jesus para estabelecer um novo
pacto com a humanidade, cuja base é fundamentalmente o perdão. “Deus perdoa
sempre! Ele não se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir
perdão. Mas Ele não se cansa de perdoar. Se você viveu uma vida de muitos
pecados, de muitas coisas feias, e no final, arrependido, pede perdão, Ele
perdoa na hora! Ele perdoa sempre”.
O papa falou também do “quanto” Deus está
disposto a perdoar. “Basta arrepender-se e pedir perdão”; “não precisa pagar
nada”, porque “Cristo já pagou por nós”. Um exemplo é o filho pródigo, que,
arrependido, prepara um discurso para o seu pai, mas o pai nem sequer o deixa
falar: o abraça e o recebe consigo imediatamente.
“Não há pecado que Ele não perdoa. Ele
perdoa tudo. ‘Mas, padre, eu não vou me confessar porque fiz muitas coisas
feias, tantas que não vou ter perdão’. Não. Não é verdade. Ele perdoa tudo. Se
você vai arrependido, Ele perdoa tudo. E muitas vezes nem deixa você falar!
Você começa a pedir perdão e Ele faz você sentir a alegria do perdão antes
mesmo de terminar de dizer tudo”.
Francisco disse ainda que Deus “faz festa”
quando perdoa e depois “se esquece” dos nossos pecados, porque, para Ele, o que
importa é “encontrar-se conosco”.
O Santo Padre sugeriu neste momento um
exame de consciência para os sacerdotes dentro do confessionário. “Estou
disposto a perdoar tudo?”, “a me esquecer dos pecados dessa pessoa?”. Porque a
confissão não é um julgamento, disse o pontífice, e sim um encontro.
“Muitas vezes, as confissões parecem uma
formalidade. Tudo mecânico! Não! E o encontro, onde é que está? O encontro com
nosso Senhor que reconcilia! E este é o nosso Deus, tão bom! Nós também temos
que ensinar: que as nossas crianças, os nossos jovens, aprendam a se confessar
bem, porque se confessar não é ir a uma tinturaria para tirar uma mancha. Não!
É ir se encontrar com o Pai, que reconcilia, que perdoa e que faz festa”.
O que o
Santo Padre diz é a mais pura das realidades, posso atestá-lo!
O perdão
de Deus é a grande novidade do Evangelho de Jesus Cristo!
Se toda a
gente tivesse conhecimento exacto destas verdades… em qualquer circunstância
que vivesse ou tivesse vivido… quanta felicidade encontraria?!
Que o Espírito Santo nos
ajude a todos a encontrar o verdadeiro caminho da felicidade por que tanto
ansiamos!domingo, 1 de fevereiro de 2015
A IGREJA É MÃE
Quando
dizemos que a Igreja é mãe queremos dizer que a Igreja é uma Instituição
humano/divina que deve dar todo o apoio aos seus filhos!
Entendem-se
como filhos da Igreja, Instituição, todos os Baptizados, e dizemos também que o
Baptismo nos faz filhos de Deus, herdeiros da felicidade que Jesus nos veio
ganhar!
Mas…
quanto mais leio, estudo, medito, interiorizo… vivo… mais me convenço de que
não podemos fazer excepção de pessoas, ou seja, devemos ver todas as pessoas,
ligadas à Igreja ou não, com igual dignidade e igualmente amadas por Deus.
Faz
muito tempo que penso muito seriamente que as pessoas baptizadas e ligadas à
Igreja têm, isso sim, a obrigação de evangelizar as demais, ou seja, de dizer a
toda a gente que Deus é amor e ama infinitamente todas as pessoas,
independentemente da raça, credo ou cor, e do que façam ou tenham feito.
Se
temos a certeza de que todas as pessoas são infinitamente amadas e queridas por
Deus, não podemos fazer excepções na forma como lidamos com elas, mas amá-las tal
como Jesus tão meigamente nos exemplificou e ordenou!
Se
nos dizemos cristãos, se nos assumimos cristãos, temos, necessariamente, de
tentar amar ao jeito de Jesus Cristo e dizer a toda a gente que imitar Jesus é
o verdadeiro caminho que em qualquer vida leva à felicidade do amor!
Tentar
encaminhar as pessoas para um encontro pessoal com Jesus Cristo deve ser o
querer de todos os cristãos, e o querer ajudá-las a manter a memória desse
encontro a que podemos chamar de primeiro amor deve ser uma aposta de vida.
Manter
a memória de um encontro íntimo com Jesus Cristo leva a aumentar cada vez mais
a esperança e a fé nas Suas palavras, o que nos dará uma enorme felicidade!
E
não pensemos na felicidade da outra vida, porque, a verdadeira felicidade que
Jesus Cristo nos quer dar é de agora e de sempre!
Quem
abre o coração a Jesus Cristo não deixa de ter problemas e consumições, porque
isso faz parte de qualquer vida, mas verá esses problemas e aflições com os
olhos de Jesus Cristo e isso mudará tudo!
Mas
não pensemos que isso é fácil, porque não é. Quando pensamos que tudo está bem,
damos connosco com crises de fé e de esperança o que, forçosamente, nos leva a
crises de comportamento e faltas de amor!
O
tempo urge, amanhã poderá ser tarde! Vamos aderir ao AMOR verdadeiro que Jesus
nos pede, amar sem esperar nada em troca, pois foi para amar assim ao jeito de
Jesus Cristo que fomos criados!
Sejamos
verdadeiros filhos da Mãe Igreja para que Jesus Cristo seja reconhecido em
todas as vidas, como convém à felicidade de todos os homens e mulheres!
Boa
semana!
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