sexta-feira, 11 de setembro de 2015
CAMINHOS DO AMOR!
A vontade de Deus é a
felicidade de todo o homem.
Muitos homens perdem
essa felicidade por trilharem, livremente, caminhos contrários aos que Deus
traçou para eles, são esses os caminhos da perdição, é o que se chama de pecado.
Outros homens,
sentem-se felizes por se julgarem nos caminhos de Deus. Ora, para que os homens
possam trilhar as sendas que levam a Deus, Ele, Deus, os ajudará a prenderem-se
nas amarras do seu Amor, porque, por si só, o homem nada faz, nada pode fazer.
Esta verdade
incontestável atribui a todos os cristãos uma responsabilidade infinita na obra
redentora do mundo, pois o homem, sabendo-se de todo impotente e reconhecendo a
sua força e o seu amor como dádiva gratuita de Deus, deveria, nesta linha de
pensamento, entregar-se à conquista incansável de outras pessoas para o mesmo
amor que o atraiu tão docemente, oferecendo gratuitamente todo o seu ser
(corpo, alma e coração), para que o Espírito de Deus possa fazer o resto.
Nenhum homem que ame verdadeiramente a Deus pode viver em paz tranquila
enquanto houver homens distantes dos caminhos do amor que são os caminhos de
Deus.\
2002/09/04 09.25h
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
VIDA... E SURPRESAS!
Na
vida há muitas surpresas difíceis de superar, mas uma vida sem surpresas torna-se
monótona!
Não
tenhamos dúvidas de que a vida está sempre cheia de surpresas! Contudo, para
que não nos passem despercebidas, temos de nos conservar bem atentos. Até
porque as melhores surpresas não necessitam ser audíveis ou visíveis, mas
sensíveis ao coração! Essas serão sempre as melhores surpresas!
Mas
para que consigamos senti-las como convém, temos de nos desligarmos de muitas
coisas que não nos deixam ver as coisas com simplicidade!
O
Evangelho de hoje falava das Bem-Aventuranças!
Falar
das Bem-Aventuranças, interiorizar as Bem-Aventuranças, é uma grande preparação
para nos maravilharmos com tudo o que nos vai enchendo profundamente, para nos
irmos surpreendendo a cada instante com o que, se estivermos predispostos, Deus
vai fazendo em nós e connosco!
Já
agora, vamos lembrar o que nos diz Santo Ambrósio sobre as ditas Bem-Aventuranças:
“«Felizes vós, os pobres,
[...] Felizes vós, os que agora chorais»
«Felizes vós, os
pobres». Nem todos os pobres são felizes, pois a pobreza é uma coisa neutra:
pode haver pobres bons e maus. [...] Bem-aventurado o pobre que invoca o Senhor
e Ele o atende (Sl 33,7): pobre em erros, pobre em vícios, o pobre no qual o
príncipe deste mundo nada encontrou (Jo 14,30), o pobre que imita aquele Pobre
que, sendo rico, Se tornou pobre por nós (2Cor 8,9). É por isso que Mateus dá a
explicação completa: «Felizes os pobres de espírito», pois o pobre de espírito
não se ufana, não se engrandece no seu pensamento humano. Esta é, então, a
primeira beatitude.
[«Felizes os mansos» escreve Mateus em seguida.] Tendo-me libertado de todos os pecados [...], estando satisfeito com a minha simplicidade, isento de mal, resta-me moderar o meu carácter. De que me serve não possuir bens materiais, se não for manso e tranquilo? Porque seguir o caminho certo é, evidentemente, seguir Aquele que diz: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). [...]
Dito isto, lembrai-vos de que sois pecadores: chorai os vossos pecados. Chorai os vossos erros. E é razoável que a terceira beatitude seja para aqueles que choram os seus pecados, pois é a Trindade que perdoa os pecados. Purificai-vos, pois, com as vossas lágrimas e lavai-vos com o vosso choro. Se chorardes por vós mesmos, ninguém terá de chorar por vós. [...] Todos temos os nossos mortos para chorar; morremos quando pecamos. [...] Que o pecador chore por si mesmo e se arrependa, a fim de se tornar justo, pois «o que advoga a sua causa parece ter razão» (Pr 18,17).”
[«Felizes os mansos» escreve Mateus em seguida.] Tendo-me libertado de todos os pecados [...], estando satisfeito com a minha simplicidade, isento de mal, resta-me moderar o meu carácter. De que me serve não possuir bens materiais, se não for manso e tranquilo? Porque seguir o caminho certo é, evidentemente, seguir Aquele que diz: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). [...]
Dito isto, lembrai-vos de que sois pecadores: chorai os vossos pecados. Chorai os vossos erros. E é razoável que a terceira beatitude seja para aqueles que choram os seus pecados, pois é a Trindade que perdoa os pecados. Purificai-vos, pois, com as vossas lágrimas e lavai-vos com o vosso choro. Se chorardes por vós mesmos, ninguém terá de chorar por vós. [...] Todos temos os nossos mortos para chorar; morremos quando pecamos. [...] Que o pecador chore por si mesmo e se arrependa, a fim de se tornar justo, pois «o que advoga a sua causa parece ter razão» (Pr 18,17).”
O que advoga a causa dos
pecadores é Deus/Jesus Cristo! Ele é o nosso advogado porque nos defende e juiz
porque está sempre pronto a perdoar-nos e a arranjar jeitos de nos defender!
Que melhor poderemos ter
na vida! Que melhor surpresa poderemos ter todos os dias, do que ter cada vez
mais certeza que Deus é Amor, nos ama infinitamente e está sempre à espera de
que nos voltemos para Ele desejando o Seu Amor e perdão que Ele nos oferece façamos
o que fizermos!...
Que Deus seja louvado!
sábado, 5 de setembro de 2015
ABRE-TE!
Sim!
Neste fim-de-semana a Liturgia da Palavra fala-nos da cura do surdo-mudo!
Sim,
do surdo-mudo que é a imagem de todos nós!
Quem
de nós não terá algum dia sido surdo à Voz de Deus, ou mudo à verbalização
adequada da Sua Palavra diante dos irmãos que consigo partilham tempo, espaço e
vida?
Não
sei, mas será que há alguém que nunca tenha tido atitudes destas? Se os ou as
há... de todo... eu não estou de entre esses ou essas felizardas.
Aliás,
o mundo actual na imensa maioria das pessoas está, de certo modo, fechado à
Palavra e inspirações de Deus. Nota-se pela forma como se lida com as inúmeras
situações de calamidade pública que das mais diversas formas e nas mais
variadas regiões vão assolando tantos seres humanos!
Afirmar
que Jesus é o Senhor é uma constante em muitas bocas, mas o assumir-se
publicamente como pecador continua a ser difícil para quase toda a gente!
As
pessoas que frequentam as igrejas ou grupos ligados à Igreja, na sua enorme
maioria, continuam a sentir-se mais ‘santas’ que as demais e por isso incapazes de se
autoproclamarem pecadoras.
Há
uma coisa que não poderemos esquecer nunca, é que quanto mais ligados
estivermos a Jesus e conhecermos a Sua Doutrina mais responsáveis teremos de
ser com o respeito por tudo quanto Jesus espera de cada um de nós!
É
por isso que algures os Evangelhos dizem que “virão muitos do oriente e do ocidente e se
sentarão à mesa do Reino enquanto vós ficareis de fora!”Vós... os que pareceis andar pelos caminhos de
Jesus mas desrespeitais as Suas palavras e vontade!
Sem
dúvida... que esta frase é para cada um ou uma de nós!
Temos
muita necessidade de nos reconhecermos e assumirmos tal qual somos, com algumas
qualidades mas também muitos defeitos e pedir a cada instante a cura de Jesus ara
nós como pediu este surdo-mudo.
A
esta parte, lembrando a negação de Pedro e a sua afirmação de pecador o Papa
Francisco disse:
“"É mais fácil dizer que Jesus é o Senhor do que confessar-se pecador"
Para se chegar a um verdadeiro encontro com Jesus é necessária uma
dupla confissão: ‘Tu és o Filho de Deus e eu sou um pecador’, mas não apenas na
teoria: por isso, por aquilo e por aquilo outro’”. Ou seja, por tudo o que
vamos fazendo de mal e temos de admitir e assumir!
“Pedro se esqueceu do espanto do encontro e renegou o Senhor, mas
já que era humilde, deixou-se encontrar com o Senhor quando seus olhares se
encontraram. Ele chorou e voltou a confessar: “Sou um pecador”.
“Que o Senhor nos dê a graça de encontrá-lo, mas também de
deixarmo-nos encontrar por Ele. Nos dê a graça, tão bela, deste espanto do
encontro, e a graça de termos a dupla confissão em nossa vida: ‘Tu és o Cristo,
Filho de Deus vivo, creio. E eu sou um pecador, creio’”.”
Quando
somos capazes de nos reconhecermos errantes ou pecadores temos muito mais
facilidade de reconhecer e aceitar as fraquezas dos outros e de os aliviarmos de
pressões desnecessárias e prejudiciais, pois não podemos nunca julgar ninguém
porque o íntimo da pessoa às vezes nem ela próprio o sabe, só mesmo Deus!
Questões
e dúvidas sobre a doutrina de Jesus sempre as iremos ter, mas a doutrina de
Jesus tem corpo e rosto, o de Jesus! Nem
sempre a Palavra de Jesus nos chega da pessoas mais “santa”mas
temos de reconhecer as nossas próprias limitações para podermos aceitar as limitações
das pessoas que connosco convivem, e também das que nos vão pregando a Palavra,
pois muito embora com as graças necessárias de Deus para o poderem fazer, são
seres humanos limitados e frágeis como nós.
Agora,
resta-me olhar para mim mesma e repetir: Abre-te coração para que eu viva à
maneira de Jesus; abre-te inteligência para que tenha a sabedoria de compreender
a palavra de Jesus e a coragem para a por em prática; abre-te boca para falar a
Jesus dos homens e mulheres e falar aos homens e mulheres do infinito amor,
bondade, carinho, ternura e misericórdia de Jesus!
Quem
já experimentou, ainda que um pequenino nada, o quanto é bom e delicioso sentir-se
bem pertinho de Jesus e um só com Ele, nunca mais quererá afastar-se d’Ele e tudo fará para que o feliz ou felizes momentos
se repitam muitas vezes!
Mas...
nada disto se conseguirá sem oração, muita oração, muito diálogo com Deus e
muito silêncio interior e atenção constante para podermos ouvir os Seus
murmúrios inefáveis!
Abre-nos
o coração Jesus, para que possas fazer dele uma Tua morada, por muito pequenina
e indigna que seja!
Obrigada
Senhor!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
NEM MUITO NEM POUCO... TUDO!
Pois!
É isso o que Deus nos pede! Tudo!
Foi
o que Jesus pediu ao jovem rico: “Vai,
vende tudo o que tens e segue-Me!”
O
jovem rico somos todos nós! É cada um ou uma de nós! Então... é caso para nos
perguntarmos: Que será o meu “tudo”? É que, talvez... eu ainda não tenha dado tudo!
Porque...
será que com estes “pensamentos”todos e todos estes “eu quero”estarei
a conseguir dar tudo?
É
caso para pensar, e pensar muito!
Até
porque não há termos de comparação! Nunca poderei comparar-me com ninguém, com
o que ouros ou outras dão, pois como todas as pessoas são únicas e irrepetíveis
não nunca poderá haver comparações, é de todo inadmissível!
E
olhando ao meu redor... mesmo que me pareça dar bastante... também não posso
pensar que já dou muito... porque o Senhor não quer pouco ou muito, quer tudo!
Então,
pode até parecer-me que o outro ou outra dão menos do que eu, mas ainda assim,
dando pouquinho, poderão estar a dar mais do que eu porque poderão estar a dar
o seu tudo como fez a viúva pobre com as moedas pequeninas face às grandes
moedas do ricalhaço.
Também
não posso pensar-me melhor pessoa porque vou à missa muitas vezes ou coisas
semelhantes, pois ainda que ande movida por um grande amor ao próximo, não sei
o que vai no coração do outro nem as possibilidades reais que tem para poder
fazer algo de melhor do que aquilo que faz!
E
se com todas as ajudas que me são dadas a cada segundo faço tanta asneira...
como posso sentir-me superior àqueles ou aquelas que não frequentam como eu os
templos de pedra e cal se fazem tão boas acções sem as ajudas que eu tenho?
É
que o ir a esses templos na busca de Deus não mudará nada se por isso nos
julgarmos superiores aos outros.
Temos,
sim, de ter em conta o que Jesus disse: “Aquele
de vós que quiser ser o primeiro seja o último de todos!”
O
último de todos no tempo de Jesus era o escravo, aquele que nem sequer podia
ter vontade própria, que passava a vida a servir o seu senhor!
Connosco,
que vamos aos templos de pedra para celebrarmos juntos as glórias do Senhor, ou
seja, para celebrarmos a Sua Justiça, Amor, Misericórdia, Persistência, Compaixão
e Fidelidade... e tentarmos a todo o custo ser ao menos umas baças imagens d’Ele, é-nos pedido muito mais que aos outros que
lá não vão!
Nós
vamos aos templos porque conhecemos minimamente o Senhor Jesus e a Sua
doutrina, por isso é-nos pedido que O sigamos sendo justos, amáveis,
misericordiosos, persistentes, compassivos e fiéis com todos os nossos irmãos
como Ele é connosco!
Isso
é que é dar tudo ao Senhor!
Será
que eu dou tudo... tudo mesmo... ou ainda estarei longe desse tudo!
Que
o Espírito Santo do Senhor me/nos ajude com discernimento e coragem para
ser/sermos o que devo/devemos!
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