domingo, 8 de dezembro de 2013
MARIA… MÃE!
Olhar
o Antigo ou Primeiro Testamento é ver um sem número de leis e acontecimentos
que mais nos parecem incoerências do que realidades, mas foi um pilar
imprescindível para preparar o nascimento de Jesus, que não veio suprimir a Lei
mas completá-la, e que sobre ele instituiu a Sua Igreja, a Igreja de que nos
fez parte integrante!
O Antigo e
o Novo Testamento conduzem os homens para Deus, pois “são como que a
continuidade sem ruptura entre a lei da história de Moisés fruto da Antiga
Aliança e a lei do Espírito ordenada por Jesus”… via que exige muita coragem
para seguir por ela, pois , por ser totalmente imprevisível nunca saberemos
onde nos poderá levar.
Maria… a Mãe Admirável, com
o seu sim forte, confiante e generoso, como Mãe do Filho de Deus que nos veio
resgatar, esteve na ligação entre os dois Testamentos.
Que ELA nos ajude a não ter
medo de seguir a Lei do Espírito que “nos guia por uma estrada
de contínuo discernimento para fazer a vontade de Deus”.
Que
ELA nos ajude a aceitar o que devemos para fazermos a vontade de Deus, sem
pararmos no que conhecemos que, por ser conhecido já não nos custa tanto… mas
nos leva ao tédio e ao deixa correr que não interessa a ninguém!
Que ELA
nos ajude também a sermos mais atentos ao que se passa à nossa volta, para não
nos deixarmos arrastar por leis injustas ou hábitos duvidosos que em vez de nos
levar ao desejado progresso nos levam a sair dos verdadeiros caminhos do
Espírito de Deus.
MÃE QUERIDA E IMACULADA, RAINHA
E PADROEIRA DE PORTUGAL, neste dia que TE é consagrado, vela pelos portugueses
que vivem em Portugal ou espalhados por todo o mundo! Encaminha-os para o Teu querido
filho, o nosso querido Jesus! Faz com que se conservem nos Seus caminhos ou entrem
neles e nunca mais se afastem!
Vela também, MÃE QUERIDA,
pelos povos de todo o mundo, pelos que conhecem Jesus e pelos que nunca ouviram
falar d’ELE. Que no mundo haja paz e fraternidade! Que este Advento seja de
encontro com Cristo e com os irmãos, em duradoira solidariedade e harmonia na
força do Espírito Santo.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
ONDE DOIS ESTIVEREM REUNIDOS
Este
é o comentário feito a um Evangelho de um dia que se perdeu no tempo, assim
como se perdeu também a quem pertence o comentário.
Guardei-o
para o ler e meditar muitas vezes, mas é tão bom que não resisto a partilhar.
Engraçado,
que nunca tinha ligado esta frase ao casamento, e ela assenta-lhe melhor que
uma luva. Se nos casamentos houvesse esta união a três, com um a ajudar o outro
a caminhar para o elo de união, Jesus, não havia tantos sofrimentos e tantos
divórcios.
“Onde
dois estiverem reunidos, Cristo estará presente!
Onde
encontrar palavras para exprimir toda a excelência e felicidade do matrimónio
cristão? A Igreja redige o contrato, a oferta eucarística
confirma-o, a bênção coloca-lhe o selo, os anjos que são dele
testemunha registam-no, e o Pai dos céus ratifica-o. Que aliança doce e santa a de dois fiéis que carregam o mesmo jugo (cf Mt 11,29), reunidos na mesma esperança, no mesmo desejo, na mesma disciplina, no mesmo serviço!
Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor […], formando uma só carne (cf Mt 19,5), um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro, apoiam-se um ao outro. Encontramo-los juntos na igreja, juntos no banquete divino. Partilham por igual a pobreza e a abundância, as perseguições e as consolações. Não há segredos entre eles, nenhuma falsidade: confiança inviolável, solicitude recíproca, nenhum motivo de tristeza. Não têm de se esconder um do outro para visitar os doentes, para dar assistência aos indigentes; a sua esmola não é motivo de disputa, os seus sacrifícios não conhecem escrúpulos, a observância dos seus deveres quotidianos é sem entraves. Entre eles não há sinais da cruz furtivos, nem saudações inquietas, nem acções de graças mudas. Da sua boca, livre como o seu coração, elevam-se hinos e cânticos; a sua única rivalidade é a de ver quem celebra melhor os louvores do Senhor. Cristo alegra-Se com tal união; a tais esposos Ele envia a sua paz. «Onde dois estiverem reunidos», Ele também está presente (cf Mt 18,20); e onde Ele está presente, o inimigo da nossa salvação não tem lugar.”
confirma-o, a bênção coloca-lhe o selo, os anjos que são dele
testemunha registam-no, e o Pai dos céus ratifica-o. Que aliança doce e santa a de dois fiéis que carregam o mesmo jugo (cf Mt 11,29), reunidos na mesma esperança, no mesmo desejo, na mesma disciplina, no mesmo serviço!
Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor […], formando uma só carne (cf Mt 19,5), um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro, apoiam-se um ao outro. Encontramo-los juntos na igreja, juntos no banquete divino. Partilham por igual a pobreza e a abundância, as perseguições e as consolações. Não há segredos entre eles, nenhuma falsidade: confiança inviolável, solicitude recíproca, nenhum motivo de tristeza. Não têm de se esconder um do outro para visitar os doentes, para dar assistência aos indigentes; a sua esmola não é motivo de disputa, os seus sacrifícios não conhecem escrúpulos, a observância dos seus deveres quotidianos é sem entraves. Entre eles não há sinais da cruz furtivos, nem saudações inquietas, nem acções de graças mudas. Da sua boca, livre como o seu coração, elevam-se hinos e cânticos; a sua única rivalidade é a de ver quem celebra melhor os louvores do Senhor. Cristo alegra-Se com tal união; a tais esposos Ele envia a sua paz. «Onde dois estiverem reunidos», Ele também está presente (cf Mt 18,20); e onde Ele está presente, o inimigo da nossa salvação não tem lugar.”
Que o Senhor ajude as nossas
famílias, que os esposos consigam, aos pouquinhos, porque a vida é uma
aprendizagem constante, a viverem de mãos dadas a caminhar com Jesus e para
Jesus, numa vida de entreajuda, compreensão, aceitação, amor!...
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
SINCERA HOMENAGEM!...
Hoje… meu PAI faria 100 anos!
Faria… não! Faz hoje 100 anos! Porque o meu PAI foi criado para nunca
mais morrer.
A vida, começada no ventre da minha avó com a denominada vida intra-uterina,
não termina mais! Meu PAI, quando nasceu para este mundo, veio para o
desconhecido… tal como quando deixou este mundo, ou materialmente morreu,
também partiu para o desconhecido, mas certo de que nesse desconhecido encontraria
Deus, o Grande Amor da sua vida.
O embrulho, o seu corpo físico, ficou na terra, pois tudo o que é da
terra fica na terra… mas o meu PAI, o CORAÇÃO do meu PAI, o espírito do meu PAI,
sempre esteve com Deus. Por isso, partiu, foi! Agora, está algures, em Deus, numa
vida sem fim!
Meu PAI era de paz, fazia a paz; amava a toda a gente; ajudava sempre que
podia… até ir além das suas próprias forças e capacidades; meu PAI falava de
Deus com uma naturalidade que encantava. Um dia, estava internado no Hospital
de Santo António, no Porto, a falar para uma enfermeira sobre o AMOR de JESUS,
com tanto carinho, que eu me escondi para não pararem o diálogo. Ao tempo… que
grande exemplo o meu PAI me deu! Ele e minha MÃE, de facto, eram almas gémeas,
a quem nós, filhos, além da vida física, devemos muiiiitoooooo mais!
Estamos no Tempo de Advento, preparação próxima do Natal, que meus PAIS
viviam profunda e cristãmente. O seu exemplo de vida foi uma enorme bênção que
nos legaram. PAI e MÃE, temos um enorme orgulho de sermos vossos filhos! Num
tempo recuado do nosso, fostes muito além do que outros faziam! Ajudáveis-vos mutuamente!
Meu PAI não tinha medo de andar connosco ao colo nem de ajudar a minha MÃE nas
lides domésticas, mesmo sabendo que por isso até os familiares o chamariam de
maricas.
Que PAIS maravilhosos nós tivemos! Honestos, trabalhadores, verdadeiros,
humanos!... Obrigada Senhor!
Que no Céu onde estão continuem a velar por nós, pela união e paz de toda a família, como sempre fizeram em vida!
Que por eles… Deus seja louvado!
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
QUANDO VIRÁ O FILHO DE HOMEM?
Uma outra meditação que,
impreterivelmente, tenho de partilhar, provinda da mesma fonte, o Evangelho
Quotidiano, mas agora escrita por São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da
Igreja. Para uma melhor compreensão, o Evangelho por que foi transcrita esta
meditação foi o Evangelho segundo S.
Mateus 24,37-44, que termina precisamente com o título da meditação:
«O Filho do homem virá na hora em que não pensais»
“É justo, irmãos,
celebrar a vinda do Senhor com a máxima devoção possível, tanto o seu conforto
nos deleita […] e tanto o seu amor nos abrasa. Mas não penseis apenas na sua
primeira vinda, quando Ele veio para «buscar e salvar o que estava perdido» (Lc
19,10); pensai também neste outro advento, quando Ele vier para nos levar
consigo. Quereria ver-vos constantemente ocupados a meditar nesses dois
adventos […] repousando entre estes dois abrigos, porque estes são os dois braços
do Esposo nos quais repousava a Esposa do Cântico dos Cânticos: «a sua mão
esquerda descansa sobre a minha cabeça, e a sua direita abraça-me» (2,6). […]
Mas há uma terceira vinda entre as duas que mencionei, e os que a conhecem podem descansar para seu deleite. As outras duas são visíveis; esta não o é. Na primeira, o Senhor «apareceu sobre a terra, onde permanece entre os homens» (Bar 3,38) […]; na última, «toda a criatura verá a salvação de Deus» (Lc 3,6; Is 40,5). […] A do meio é secreta; é aquela em que só os eleitos vêem o Salvador dentro de si próprios, e em que a sua alma é salva.
Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade. Mas é pela força das virtudes que chegamos à glória, como está escrito: «O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da glória» (Sl 23,10); e no mesmo livro: «Para ver o Vosso poder e a Vossa glória» (62,3). Portanto, a segunda vinda é como o caminho que leva da primeiro à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na sua vinda intermédia, é nosso repouso e nossa consolação.”
Mas há uma terceira vinda entre as duas que mencionei, e os que a conhecem podem descansar para seu deleite. As outras duas são visíveis; esta não o é. Na primeira, o Senhor «apareceu sobre a terra, onde permanece entre os homens» (Bar 3,38) […]; na última, «toda a criatura verá a salvação de Deus» (Lc 3,6; Is 40,5). […] A do meio é secreta; é aquela em que só os eleitos vêem o Salvador dentro de si próprios, e em que a sua alma é salva.
Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade. Mas é pela força das virtudes que chegamos à glória, como está escrito: «O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da glória» (Sl 23,10); e no mesmo livro: «Para ver o Vosso poder e a Vossa glória» (62,3). Portanto, a segunda vinda é como o caminho que leva da primeiro à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na sua vinda intermédia, é nosso repouso e nossa consolação.”
Encontram-se muitas
meditações a falar sobre a primeira e última vinda de Jesus, mas sobre a vinda
intermédia, foi o primeiro texto que encontrei e achei real e belíssimo.
Espero que agrade aos
leitores do blogue como agradou a mim!
Que Deus seja louvado!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
"UMA LUZ PARA O PRINCÍPIO DO ADVENTO"
Li este texto no Evangelho Quotidiano da passada sexta-feira, e encantou-me tanto que não resisti a partilhar na íntegra! Esta meditação foi escrita pelo Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em
Inglaterra.
John
Henry Newman tem uma quantidade considerável de livros escritos, todos
eles de uma espiritualidade profundíssima. Ter a possibilidade de ler os
seus livros é uma enorme graça de Deus. Que cheguem ao maior número de pessoas é o meu desejo.
«Reparai na figueira»
A
profundidade e delicadeza destas palavras tocam qualquer coração! Que
neste tempo de preparação para a solene celebração do Aniversário de
Jesus, esta e outras meditações semelhantes nos apareçam para que possamos chegar ao Natal com o coração cada vez mais repleto do Amor de Deus, Amor a Deus e às criaturas que por Amor Deus nos presenteou na vida.
Que Deus seja louvado!
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