sexta-feira, 18 de abril de 2014
OLHANDO PARA TRÁS!
Hoje, no
silêncio silencioso desta noite, em plena vivência do Tríduo Pascal, depois de
olhar mais profundamente para o meu tempo quaresmal, tenho algo que me parece
importante partilhar!
Confesso
que, no início desta Quaresma, eu não imaginava quanta aprendizagem e vivência
especial me traria! Que Deus seja louvado!
Como dispomos
de tempo, a Eucaristia diária tem-se tornado para nós cada vez mais numa
necessidade. Durante o tempo quaresmal, em que faltamos apenas alguns poucos
dias, a observação e interiorização cuidada das leituras, tão bem sequenciadas
e coordenadas entre si, levou-me a compreender melhor o tempo quaresmal e a dar
muito mais valor ao Antigo ou primeiro Testamento que Jesus veio concluir com a
Vida que tão generosa, misericordiosa e amavelmente deu por nós!
Aprendi a
valorizar muito mais a amizade, o estar e ser mais presente, e a não adiar o
que penso ser necessário, pois se o continuar a fazer, acabo por não levar a
cabo nada do que penso, o que me continuará a deixar muito transtornada e algo infeliz.
Neste momento,
estou consciente que tenho uma tarefa muito grande a desenvolver para me sentir
melhor comigo mesma. Tarefa que não será nada fácil… mas como nunca ninguém me
prometeu facilidades… vou tentar ir à luta com todas as forças de que for
capaz, com a ajuda de Deus e dos meus irmãos e irmãs que comigo convivem todos
os dias, pois sem comunidade não poderá haver vida plena.
Tenho muita
pena de não ser capaz de exprimir por palavras tudo o que o meu pobre coração
sente.
Até onde
me levarás, Senhor Deus da minha vida!
Quanto
mais vivo contigo e aprendo coisas sobre Ti mais me convenço que nada sei, pois
estás sempre a surpreender-me! És o Senhor das surpresas!
Que para
todos esta Páscoa seja de facto uma passagem para uma vida espiritual mais forte,
coerente e ativa, cheia de amor e muita paz, no Santo Espírito de Deus e em
Jesus e Maria!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
DESALENTOS
Não sei
bem porquê, mas fui rever o meu passado próximo… e resolvi partilhar o que li
de mim mesma, escrito a 2014/02/07 – 14.07H, que diz assim:
Não sei o
que se está a passar!
Estou
parada, sem jeito, sem querer, sem vontade, sem confiança, sem esperança, sem
nada. Num poço sem fundo e no fundo do fosso.
Porquê?
Meus
horizontes esvaziam-se como o fumo levado pelo vento, pela brisa, por… por… por… onde é que isso irá
parar?!
Faz tempo
que um papel e caneta serviam para descarregar agruras e carregar baterias.
Agora… não sei se vai resultar!
Estou
cheia de coisas para fazer e não consigo fazer nada. O tempo não passa… ou
passa depressa… não sei
Faz muito
tempo que isto não me acontece! Ou talvez nunca me tenha acontecido.
Isto é uma
amargura, não me reconheço, não reconheço ninguém. Sinto-me acompanhada e
terrivelmente só. Nada me satisfaz!
Nos
momentos de maior amargura a luz ao fundo do túnel tem-me chagado de Ti.
Hoje… não
Te sinto, não sei onde estás pois parece-me que me deixaste terrivelmente só.
Para Ti o
acaso não existe! Não sei o que quererás com tudo isto. Está a ser duro demais.
Tenho espaço demais e sinto-me amalgamada. A calma aparente assenta num vulcão
erosivo não sei com que combustível accionado. Nada me satisfaz e não vejo
saída para os meus sentimentos desfeitos.
Ah!
Senhor! Se isto é vida… ia a dizer-Te que preferia a morte… mas… isto é morte,
morte de mim!
Por onde
ando eu? Onde poderei encontrar-me? Está tudo escuro e não encontro caminho!
Quando o
desânimo nos persegue e teima viver connosco… não se encontra o que fazer. Que
me valhas, Deus!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
A SACRALIDADE DO MATRIMÓNIO
Numa das passadas quartas feiras,
a audiência papal versou sobre o Sacramento do Matrimónio, o que achei deveras
importante, pelo que decidi partilhar algumas das expressões do Papa Francisco,
retiradas de Zenit:
“O sacramento do
matrimónio está enraizado na criação do mundo e na aliança entre o homem e Deus
(cf. Gn 1,27; 2, 24).
"Fomos criados para
amar, como um reflexo de Deus e do seu amor. E na união conjugal, o homem e a
mulher realizam esta vocação no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida
plena e definitiva”.
A celebração do
matrimónio entre um homem e uma mulher, é algo em que Deus, de alguma forma se
“espelha” e imprime nos esposos “os próprios traços e o caráter indelével do
seu amor”.
A imagem de Deus,
portanto, não é reflexa no homem e na mulher, cada um diferente do outro, mas
na “aliança entre o homem e mulher” que são “criados para amar” e cuja união
conjugal realiza tal vocação “no sinal da reciprocidade e da comunhão de vida
plena e definitiva”.
Mesmo na Santíssima
Trindade, de fato, encontra-se o amor entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo
que "vivem desde sempre em uma unidade perfeita”. Da mesma forma o
“mistério do Matrimónio” é Deus que faz dos dois esposos “uma só existência”
ou, como diz a Bíblia, “uma só carne”.
Centra-se no
"mistério” do matrimônio também São Paulo que nos lembra como a relação
estabelecida por Cristo com a Igreja seja “delicadamente nupcial” (cf. Ef
5,21-33). Isso significa que o matrimónio "responde a uma vocação
específica e deve ser considerado como uma consagração (cf. Gaudium et spes,
48; Familiaris Consortio , 56)".
A união entre homem e
mulher é uma verdadeira "consagração" em nome do “seu amor” e “por
amor”. “Os esposos, de fato, em virtude do Sacramento, são investidos por uma
verdadeira e própria missão, para que possam tornar visíveis, a partir das
coisas simples, ordinárias, o amor com o qual Cristo ama a sua Igreja,
continuando a doar a vida por ela, na fidelidade e no serviço”.
No matrimónio “o
verdadeiro vínculo é sempre com o Senhor” e este vínculo é fortalecido “quando
o esposo ora pela esposa e a esposa ora pelo esposo”. Mesmo com todas as
dificuldades que a vida matrimonial traz - dificuldades económicas e laborais,
nervosismo, brigas - "não devemos ficar tristes com isso".
"A condição humana
é assim. Mas o segredo é que o amor é mais forte do que as brigas. E é por isso
que eu aconselho aos esposos, sempre, que nunca terminem um dia em que tenham
brigado sem fazer as pazes. Sempre!”.
Outras vezes eu disse
nesta Praça uma coisa que ajuda tanto a vida matrimonial. São três palavras que
devem ser ditas sempre, três palavras que devem estar em casa: com licença,
obrigado e desculpa. As três palavras mágicas.
Com estas três palavras,
com a oração do esposo pela esposa e vice-versa, com fazer as pazes sempre
antes que termine o dia, o matrimônio seguirá adiante. As três palavras
mágicas, a oração e fazer as pazes sempre.”
Que sempre no casamento/matrimónio o amor seja mais forte do que as brigas e a compreensão maior do que as discórdias! Que o Senhor nos ajude!
sábado, 12 de abril de 2014
NEM MUSEU… NEM VISIONÁRIO!
Não sei se
estas expressões serão as mais adequadas, mas depois de estar um pouco a
saborear o Sol foi o que me ocorreu.
O nosso
pensamento é uma ave voadora que nãp pára um único instante… nem a dormir, por
isso não dominamos os sonhos, escapes do inconsciente.
Esta noite
fui acalentada no sono por um pouquinho da leitura de um livro que me pôs à
meditação o passado, o presente e o futuro, levando-nos a viver sempre no
presente pois o passado não volta e o futuro não nos pertence e dele nada
sabemos.
Pelo que
pude interiorizar deduzi que é preciso agarrar-se ao passado que não volta…
sim… mas para aprender a viver melhor o presente, pois de contrário é pura
perca de tempo e uma forma de retardarmos a nossa evolução. E neste contexto se
olharmos as peças de um museu vereemos que elas estão sempre iguais… ou mais
estragadas.
Olhar o
passado pelo passado, estagna-nos! Mas pensar só no futuro… tira-nos da
realidade… faz-nos viver no mundo da fantasia… faz-nos idealizar acontecimentos
ou vivências que nunca irão acontecer da forma como nós as idealizamos e que a
maior parte das vezes nos causam sérias frustrações.
É difícil
pensar só no momento presente, pois sendo o presente um elo de ligação entre o
passado e o futuro, terá de ser vsto e vivido sempre neste contexto. Tem que
haver sempre pequenos elos de ligação entre o passado e o futuro, mas muito bem
delineados.
O nosso
pensamento é difícil de dominar completamente, mas temos de tentar que se fixe
no que desejarmos e que esteja a acontecer no momento, ou seja, o que
estivermos a fazer, seja o que for, que o façamos com todo o nosso empenho,
atenção e dedicação, livre de saudosismos ou sonhos imaginários que nunca virão
a acontecer. É daí que virá a nossa sinceridade, liberdade, confiança e
autodeterminação.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
SOMOS TODOS IRMÃOS!
Nunca se
viu coisa assim!!!...
O INEM
(Instituto Nacional de Emergência Médica) não pára de nos encher os ouvidos com
os seus sinais de alarme que nos inquietam todos os sentidos.
Quando esses
gritos se ouvem, alguém, calado ou murmurando, grita de dor.
Quem
poderá manter-se tranquilo quando um irmão ou irmã sofre?! É impossível isso
acontecer!
Porquê,
Senhor, és o verdadeiro Pai de todos nós a irmanar-nos, assim, tão
profundamente?!
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