quinta-feira, 10 de julho de 2014

NÃO AOS FANTASMAS!...



A vida é bela! Gosto muito de repetir esta frase! 
Todas as coisas são belas, ou não tanto, depende dos olhos que as vêem, ou melhor ainda, do coração que as sente.
Perante o que nos rodeia, poderemos ter sempre pelo menos duas visões distintas, visão positiva ou negativa, conforme o nosso coração conseguir olhar as coisas. Muitas vezes parece-nos estar diante de pessoas ou situações muito más, fantasmagóricas, mas depois de analisarmos um pouco mais e melhor, veremos que os acontecimentos ou as pessoas não são tão maus assim, pois até podemos retirar, tanto das pessoas como dos acontecimentos, muita aprendizagem, muitas coisas novas para metermos na vida! 
Ninguém é tão mau que não nos possa dar nada de bom, e nada é tão mau que não nos possa ensinar alguma coisa.
Temos que aprender a dizer não aos fantasmas, porque os fantasmas são invenções da nossa cabeça!
A vida é bela, sempre bela, e cada vez será mais bela se aprendermos a ver melhor a sua beleza!

terça-feira, 8 de julho de 2014

NÃO PODERIA TER ACONTECIDO… MAS ACONTECEU!



Nunca digas “desta água não beberei”, pois no mais pequeno deslize acabarás por beber da água!
Hoje… bebi da água da má língua, que detesto… mas bebi!
Não menti… mas podia ter estado bem caladinha que era muito melhor! Essa minha atitude irritou alguém de quem muito gosto e estava comigo… tirou-me o sossego a mim… e as pessoas a quem falei ficaram a saber coisas que de todo não interessam a ninguém!
Um pequeno desvario… e tantas confusões… poderá parecer que não dá para entender… mas até dá!
Olha menina! Primeiro, não podes distrair-te sem que a tua distracção te cause problemas; segundo, ninguém castiga ninguém nós é que nos castigamos a nós mesmos porque ficamos chateados e isso causa-nos imensos distúrbios… estou chateada e não é com ninguém nem por causa de ninguém, é comigo e pelas minhas asneiras; terceiro se não é hábito eu proceder desta maneira… que poderei tirar de bom deste meu desvario?
Ainda não descobri o quê… mas que deve haver alguma coisa a mudar para melhor… eu não tenho dúvidas… tenho é que continuar a tentar descobrir o quê!
E agora, onde fica Deus no meio de tudo isto?
Fica magoado comigo… e se pudéssemos usar para Ele uma comparação humana, diríamos que ficou triste e aborrecido! Mas ainda assim, com toda a certeza, pronto a desculpar-me, a ajudar-me a aturar a mim mesma e a encontrar o melhor caminho para não voltar a cair na mesma asneira ou noutra semelhante!
Isto não poderia ter acontecido… mas aconteceu! Senhor… tem compaixão de mim!

domingo, 6 de julho de 2014

AS DIMENSÕES DA VIDA



Quando olhamos uns para os outros, vemo-nos, porque temos um corpo que nos apresenta, animado por uma vida que apenas conseguimos ver com os nossos olhos carnais através das obras por essa vida praticadas.
São as obras que praticamos que determinam quais as dimensões que queremos dar à nossa vida!
Se nos preocupamos apenas com o ter muitos haveres, dinheiro e honrarias, cheios de saberes e confiantes nestas certezas, a dimensão que damos à vida é simplesmente terrena, temporal, que nunca nos preencherá plenamente porque assente no orgulho de sermos os maiores e na sabedoria que não dá margem para ouvir e aprender seja o que for nem a prestar atenção a nada nem a ninguém, situações que o tempo leva e acabam com a idade desprovida do AMOR que  nos leva ao eterno, a Deus!
Tudo nos será permitido se, conhecedores da nossa insignificância junto do Todo Poderoso, abertos à Palavra de Deus pela acção do Espírito santo, procurarmos “ser” para nós e para o serviço aos outros,  imbuídos do AMOR, Sabedoria, Humildade e Misericórdia bem ao jeito de Jesus que nos veio exemplificar o que deverá ser uma verdadeira vida!
A dimensão da nossa vida será terrena ou espiritual conforme enraizada no egoísmo ou no Amor fraterno!
Sejamos fraternos, esforçando-nos por viver cada vez mais na fraternidade, pois foi para isso que fomos carinhosa e extremosamente criados e misericordiosamente trazidos até esta hora, o momento presente, o único que nos pertence, o grande presente de Deus que não devemos desperdiçar!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Aprofundar… ir às origens!



Esta manhã, com a televisão ligada na Canção Nova, enquanto orientava os trabalhos da cozinha tive ocasião de prestar atenção a um programa que explicava os “Pecados Capitais”… que desde bem pequena decorei.
A princípio não me pareceu interessante, mas o desenrolar da palestra despertou-me, e tive ocasião de ver mais profundamente aonde pode chegar a noção de pecado capital… que na real verdade abarca todas as atitudes de uma vida.
Penso que a isto se pode chamar ir às origens como diz o Papa Francisco.
Não me recordo o nome do palestrante que começou por falar da “gula” que normalmente ligamos ao comer ou beber em demasia. De facto, foi por aí que ele começou, mas continuou a falar de tudo quanto é demasia, apego ao trabalho ou ao dinheiro, ao lazer, a bens materiais, a não repartir com quem necessita de alimentação, vestuário ou qualquer tipo de saber ou responsabilidade… tantas coisas que ele mencionou… que me deixou perplexa e ávida de saber mais.
Como me sinto vazia de saber, perante tantas aprendizagens que se me deparam no dia-a-dia!
Bendito sejas Senhor por tanto que nos vais dando pelos que Te vão servindo com dedicação e amor!

terça-feira, 1 de julho de 2014

«E SOBREVEIO UMA GRANDE CALMA»



 
O Evangelho de hoje, Mateus 8,23-27, festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, fala-nos de Jesus a dormir numa barca enquanto, desencadeada uma enorme tempestade, os Seus Discípulos o acordam, assustados.  Acalmada a tempestade às palavras de Jesus, os presentes dizem admirados: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»

Acerca desta passagem bíblica o Evangelho Quotidiano apresenta estratos do sermão 63 de Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja, que por tão importante para mim, decidi partilhar:

“O sono de Cristo é sinal de mistério. Os ocupantes da barca representam as almas que atravessam a vida deste mundo agarradas ao madeiro da cruz. Por outro lado, a barca é símbolo da Igreja. Sim, verdadeiramente […] o coração de cada fiel é uma barca que navega no mar e que não se afundará se o espírito mantiver bons pensamentos.
Insultaram-te: é o vento que te fustiga. Encolerizaste-te: é a onda que se levanta. Surgiu a tentação: é o vento que sopra. A tua alma está perturbada: são as vagas que se elevam. […] Acorda Cristo, deixa que Ele te fale. «Quem é Este, a quem até o vento e o mar obedecem?» Quem é Ele? «Dele é o mar, pois foi Ele quem o formou»: «por Ele é que tudo começou a existir» (Sl 95,5; Jo 1,3). Imita, pois, os ventos e o mar: obedece ao Criador. O mar mostra-se dócil à voz de Cristo e tu continuas surdo? O mar obedece, o vento acalma-se e tu continuas a soprar? Que queremos dizer com isso? Falar, agitar-se, meditar na vingança: não será tudo isto continuar a soprar e não querer ceder diante da palavra de Cristo? Quando o teu coração está perturbado, não te deixes submergir pelas vagas.
No entanto, se o vento nos virar — porque somos apenas humanos — e acicatar as emoções más do nosso coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, para que possamos prosseguir a nossa viagem por mares mais calmos.”

Mesmo consciente da presença de Jesus no mar encapelado ou calmo da vida, quantas vezes me vejo afundada sem jeitos de ver acalmadas tantas dificuldades e tropelias… e me falta a força e o ânimo para pedir a Jesus que me acalme as tempestades e retribua a bonança e serenidade na aceitação amorosa de quanto acontecer?!...

Que o Divino Espírito Santo nos assista em todos os momentos, pois sem a Sua força e discernimento, nada conseguiremos de bom nem a vida poderá ser calma e tranquila!