quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A PERTENÇA DO CRISTÃO À IGREJA, POVO DE DEUS



Ao ler de novo estas frases que guardei… achei-as tão importantes que decidi partilhar! Sem tirar nem por… são “excertos” do Papa Francisco:
“ Não somos isolados e não somos cristãos a título individual, cada um por conta própria, não, a nossa identidade cristã é pertença! Somos cristãos porque pertencemos à Igreja. É como um sobrenome: se o nome é “sou cristão”, o sobrenome é “pertenço à Igreja”.
Ninguém se torna cristão por si mesmo. Não se fazem cristãos em laboratório. O cristão é parte de um povo que vem de longe. O cristão pertence a um povo que se chama Igreja e esta Igreja o faz cristão, no dia do Batismo, e depois no percurso da catequese, e assim vai. Bem, essa é a Igreja: uma grande família, na qual se é acolhido e se aprende a viver como cristãos e como discípulos do Senhor Jesus.
Podemos viver esse caminho não somente graças às outras pessoas, mas junto a outras pessoas. Na Igreja, não existe o ‘agir por si’, não existem jogadores na função de ‘líbero’. Quantas vezes, o Papa Bento descreveu a Igreja como um “nós” eclesial! Às vezes se ouve alguém dizer: “Eu acredito em Deus, acredito em Jesus, mas a Igreja não me interessa…”. Mas o Senhor confiou a sua mensagem de salvação a pessoas humanas, a todos nós, às testemunhas; e é nos nossos irmãos e nas nossas irmãs, com os seus dons e os seus limites, que vem ao nosso encontro e se faz reconhecer.
Não se pode amar Deus sem amar os irmãos, não se pode amar Deus fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Deus sem fazê-lo na Igreja e não podemos ser bons cristãos se não junto a todos aqueles que procuram seguir o Senhor Jesus, como um único povo, um único corpo, e isto é a Igreja"

terça-feira, 26 de agosto de 2014

COMO VIVEMOS A NOSSA FÉ?...



No Evangelho de hoje, Mt 23, 23-26, Jesus vem de novo ensinar-nos a viver em amor, qualquer que seja o lugar,  forma ou condição.
E o mais importante não é cumprir leis, mas viver no mor que nos leva a ser honestos, justos, humildes, reconhecidos, misericordiosos e fiéis, porque confiantes em Deus Pai Misericordioso e Bom, o que nos fará, irremediavelmente, pessoas alegres e felizes.
E também não importa andarmos aflitos para trazer muita gente para o nosso grupo de apostolado, de oração, de encontro... mas sim empenhar-nos ao máximo para mostrar a toda a gente a alegria de sermos quem somos, cristãos autênticos, pessoas que por graça de Deus vivem no amor misericordioso de Deus.
E não interessa parecer, porque parecer e não ser é a hipocrisia que Jesus rejeita, pois é inimiga da verdade e do  amor.
De nada adianta regozijar-se e sentir-se mais que os outros por participar na Eucaristia Dominical e outros eventos, se não se ama respeitosa e misericordiosamente todos os irmãos, aqueles de quem se gosta muito e aqueles de quem se gosta menos por alguma vez nos terem magoado.
Não basta cumprir a lei para que nos vejam e pensem cumpridores, é urgente, sim, viver intensamente a lei do amor incondicional a toda a gente, amiga ou menos amiga, conhecida, estranha, desconhecida, ou mesmo inimiga por não gostar de algum dos nossos comportamentos.
Esta é a única forma de viver a verdadeira fé que Jesus Cristo nos veio trazer e ensinar!
Que o Espírito Santo nos ajude!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

MEMÓRIA, ESPERANÇA E TESTEMUNHO!



Na Audiência Geral da passada quarta-feira na catequese com os fiéis, o Papa Francisco apresentou o resumo da sua viagem apostólica à Coreia, e acerca das suas vivências nesse país referiu coisas importantíssimas para todo o povo cristão.
Vou apresentar pequenos excertos de onde se podem retirar inúmeras aprendizagens para colocarmos na vida de todos os dias.
“Nos dias passados, realizei uma viagem apostólica à Coreia e hoje, junto com vocês, agradeço ao Senhor por este grande presente. Pude visitar uma Igreja jovem e dinâmica, fundada no testemunho dos mártires e animada pelo espírito missionário, em um país onde se encontram antigas culturas asiáticas e a perene novidade do Evangelho: encontram-se ambas.”
Nestas linhas, está o que a Igreja deve ser: sempre jovem porque para Jesus não há tempo nem idade; dinâmica porque é um povo ao encontro de outros povos e a  caminho da eternidade; encontro de culturas porque integrada na vida natural de inúmeros povos sem deixar de ser a novidade da Alegria de viver segundo o Evangelho de Jesus Cristo.
Agora, como o Santo Padre vê e sente o povo coreano quando diz:
“O significado desta viagem apostólica pode ser condensado em três palavras: memória, esperança, testemunho.
A República da Coreia é um país que teve um notável e rápido desenvolvimento económico. Os seus habitantes são grandes trabalhadores, disciplinados, organizados e devem manter a força herdada dos seus antepassados.
Nesta situação, a Igreja é guardiã da memória e da esperança: é uma família espiritual na qual os adultos transmitem aos jovens a chama da fé recebida pelos idosos; a memória dos testemunhos do passado se torna novo testemunho no presente e esperança de futuro.”
Memória, esperança, testemunho, três palavras que estamos a esquecer nas nossas vivências de todos os dias, em que os idosos são cada vez mais vistos como pessoas repetitivas e antiquadas que, em vez de serem escutados nas suas largas experiências, são aturados com grande sacrifício ou despejados nos lares, longe das crianças e jovens que, assim, perdem grande parte das suas raízes por não terem oportunidade de fazerem memória dos saberes de antigamente e não poderão ter esperança no futuro que se enraíza nos testemunhos passado, nem sempre bons, mas cujo desenvolvimento cultural nos poderá encaminhar para novos rumos diferentes dos que aos nossos antepassados não surtiram bom efeito.  Sabemos que a mensagem evangélica, conforme o desenvolvimento espiritual e humano de cada pessoa, cada vez nos aparece mais perfeita e actualizada às circunstâncias, mas se não tivermos tido iniciação cristã ainda que pequena isso nunca nos poderá acontecer.
Acerca dos jovens o Papa diz:
“O jovem é sempre uma pessoa em busca de algo pelo qual valha a pena viver, e o mártir dá testemunho de algo, antes, de Alguém por quem vale a pena dar a vida. Esta realidade é o Amor de Deus, que se fez carne em Jesus, a Testemunha do Pai. Nos dois momentos da viagem dedicados aos jovens, o Espírito do Senhor Ressuscitado nos encheu de alegria e de esperança, que os jovens levarão a seus diversos países e que farão tão bem!”
São belíssimas e verdadeiras estas palavras! Temos necessidade de dar, de mostrar razões da nossa alegria e esperança cristã. Cada vez mais o mundo precisa de testemunho. O testemunho vale mais do que todas as palavras.
“A Igreja na Coreia guarda também a memória do papel primário que tiveram os leigos, seja nos primórdios da fé, seja na obra de evangelização. Naquela terra, de fato, a comunidade cristã não foi fundada por missionários, mas por um grupo de jovens coreanos da segunda metade de 1700, os quais ficaram fascinados com alguns textos cristãos, os estudaram a fundo e os escolheram como regra de vida. Um deles foi enviado a Pequim para receber o Batismo e depois este leigo batizou na sua volta os companheiros. Daquele primeiro núcleo, desenvolveu-se uma grande comunidade que, desde o início e por cerca de um século, sofreu violentas perseguições, com milhares de mártires. Deste modo, a Igreja na Coreia se baseia na fé, no engajamento missionário e no martírio dos fiéis leigos.”
Gritamos todos os dias que temos cada vez menos sacerdotes! Vejamos como nasceu e cresceu a Igreja coreana! Nós, leigos, que fazemos do nosso sacerdócio baptismal, que na nossa vida de todos os dias faz de nós mestres, profetas e reis?
“Os primeiros cristãos coreanos foram propostos como modelo à comunidade apostólica de Jerusalém, praticando o amor fraterno que supera toda diferença social. Por isso, encorajei os cristãos de hoje a serem generosos na partilha com os mais pobres e os excluídos, segundo o Evangelho de Mateus no capítulo 25: “Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (v. 40).”
A prática do amor fraterno é para toda a gente e acima de tudo para os cristãos! Que fazemos pelos nossos irmãos doentes, aleijados, pobres e necessitados?
“Queridos irmãos, na história da fé na Coreia, vê-se como Cristo não anula as culturas, não suprime o caminho dos povos que através dos séculos e dos milénios procuram a verdade e praticam o amor por Deus e pelo próximo. Cristo não extingue aquilo que é bom, mas o leva adiante, leva-o a seu cumprimento.
Em vez disso, aquilo que Cristo combate e vence é o maligno, que semeia a discórdia entre os homens, entre os povos; que gera exclusão por causa da idolatria do dinheiro; que semeia o veneno do nada nos corações dos jovens. Isto sim, Jesus Cristo o combateu e o venceu com o seu sacrifício de amor. E se permanecermos n’Ele, em Seu amor, nós também, como os mártires, poderemos viver e testemunhar Sua vitória. Com essa fé, rezamos e também agora rezemos por todos os filhos e filhas da terra coreana que sofrem as consequências de guerras e divisões, para que possam realizar um caminho de fraternidade e plena reconciliação.”
Ficamos preocupados com os cristãos da Coreia, do Iraque, de tantos sítios onde são perseguidos e mortos. Na nossa terra, na Europa, a perseguição é de outro tipo, é a luta exagerada pelo dinheiro e poder, pelo prazer sem barreiras nem limites, é a troca do ser pelo ter, é a indiferença cristã que mata mais do que todas as perseguições.
As perseguições atrozes que matam o corpo não podem matar a alma... mas as perseguições das nossas terras onde somos livres de viver como queremos, ou seja, de sermos cristãos ou não cristãos, honestos ou corruptos, de ajudar quem necessita ou de virar as costas aos necessitados... não matam corpos... mas destroem a felicidade dos espíritos a que chamamos alma.
Que o Espírito Santo nos ajude a ouvir, ler, interpretar e adaptar convenientemente a cada situação as palavras do nosso Papa. Que Deus o proteja!

domingo, 24 de agosto de 2014

OLHAR-SE E RECONHECER-SE… É MUITO MAIS DO QUE VER!





Os Evangelhos deste final de semana, Mt 23,1-12  e 16,13-20, foram muito significativos para mim.
O primeiro, o de ontem, no apelo à verdade e coerência de vida, à relação firme e harmoniosa entre o ser e o parecer, pois não faz qualquer sentido exigir dos outros o que não se é capaz ou não se quer fazer!
Cada um de nós deve viver no reconhecimento de si mesmo  tal qual é, com defeitos e qualidades, e deitar fora da sua maneira de ser o louvor do homem pelo homem, pois só Deus que Jesus nos veio mostrar é digno de louvor por Seu imenso amor, verdade e dedicação absoluta.
Acerca deste Evangelho Issac, o Sírio que no século XVII foi monge perto de Mossul disse:  
“Aquele que reconhece os seus próprios pecados […] é maior do que aquele que ressuscita os mortos por meio da oração. Aquele que geme uma hora pela sua alma é maior do que aquele que abraça o mundo inteiro pela sua contemplação. Aquele a quem foi dado a ver a verdade sobre si próprio é maior do que aquele a quem foram dados a ver os anjos.”
O segundo Evangelho, o de hoje, mostra-nos a verdadeira dimensão da Igreja de Jesus Cristo por Ele entregue ao cuidado de Pedro e dos outros Apóstolos.
Temos que ter consciência de que a Igreja é santa porque pertença de Jesus Cristo, O SANTO, mas dirigida por homens que, uns mais outros menos, todos são pecadores. Jesus, mesmo reconhecendo os homens pecadores, confia neles e ama-os infinitamente, por isso disse  a Pedro que nada abateria a Sua Igreja.
Atar e desatar… quer dizer orientar! E a esta parte, claro que Jesus nunca deixará os homens sós, pois prometeu estar com a Igreja até ao fim dos tempos. A verdadeira direcção da Igreja de Jesus Cristo está nas mãos do Espírito Santo, o grande incentivador da vida em Deus!
Quando pessoas simples como eu sentem tão profundamente a acção profícua de Deus nas pequenas atitudes a tomar na vida, quanto mais O sentirão aqueles e aquelas a quem Deus entrega tantas responsabilidades!...
Rezemos uns pelos outros, pois a Igreja somos todos nós, onde cada um tem a sua tarefa a realizar.
Que o Espírito Santo de Deus nos oriente e acompanhe sempre, amém!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

AMARÁS… AO SENHOR E AO TEU PRÓXIMO!



Estes… são os mandamentos da Lei de Deus, foi Jesus que os apresentou assim! (Mt 22, 34-40)
E não se poderia compreender de um outro jeito, pois se Deus é Amor só poderia mandar-nos amar!
Tenho encontrado Deus agraciado pelos homens com muitos adjectivos, mas francamente, esta meditação apresentada no Evangelho Quotidiano retirada de São Francisco de Assis, está o máximo! Achei um encanto!
“Amemos todos o Senhor nosso Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todo o nosso espírito, com todo o nosso poder e coragem, com toda a nossa inteligência, com todas as forças, com todo o nosso esforço, com todo o nosso afecto, com as nossas entranhas, com todo o nosso desejo, com toda a nossa vontade. Ele deu-nos e continua a dar-nos o corpo, a alma e a vida; Ele criou-nos e resgatou-nos; salvar-nos-á apenas por sua misericórdia; apesar das nossas fraquezas e das nossas misérias, das nossas vilanias e das nossas vergonhas, das nossas ingratidões e da nossa maldade, Ele só nos fez e faz o bem.
Não tenhamos portanto outro desejo, nem outra vontade, outro prazer e outra alegria que não seja o nosso Criador, Redentor e Salvador, o único verdadeiro Deus que é o bem pleno, inteiro, total, verdadeiro e soberano; o único que é bom, misericordioso e amável, indulgente e manso; só Ele é santo, justo, verdadeiro e recto; só Ele é benevolente, inocente e puro; dele, por Ele e nele reside todo o perdão, toda a graça e toda a glória para todos os penitentes e justos da terra e para todos os bem-aventurados que rejubilam com Ele no céu.
Portanto, a partir de agora, já não haja obstáculos, nem barreiras, nem filtros! Em todos os lados e lugares, a todas as horas e em todos os tempos, todos os dias e sem interrupção, creiamos todos com uma fé humilde e verdadeira, preservemo-la no nosso coração, saibamos amar, honrar, adorar, servir, louvar e bendizer, glorificar e celebrar, enaltecer e agradecer ao altíssimo soberano Deus eterno, Trindade e unidade, Pai, Filho e Espírito Santo.”

Daqui… o podermos compreender o Santo quando nos diz: “Ama, e faz o que quiseres!”
Aos pouquinhos, com avanços e recuos, aprendamos e treinemos amar incondicionalmente, pois é tudo quanto nos é pedido!
Que o Espírito Santo nos oriente e fortaleça!