sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

FABULOSA RECEITA!



Há ocasiões em que sentimos mais necessidade de olhar, apreciar, interiorizar, encontrar caminho e caminhar com o que as outras pessoas partilham connosco do que ir ao nosso fundopara vermos melhor o que estamos a fazer da vida. São formas diferentes de estar que se completam entre si de modo a fazer-nos crescer como convém numa tarefa que pode ser muito dura mas leva sempre á felicidade, felicidade que pode ser invisível aos olhares próprios e alheios mas que acontece, terá de acontecer, irremediavelmente!
Como gosto de guardar tudo quanto me enche os sentidos, mas muitas vezes sem a fonte de onde as coisas me chegam, não sei de quem é esta bela receita que decidi partilhar na íntegra. Espero seja do agrado e ajude toda a gente a ser, realmente, um pouquinho mais feliz:
“"Estai sempre alegres" é a recomendação de São Paulo. Alegria é tarefa, virtude a ser praticada, decisão tomada com clareza, antes de ser uma efusão de barulho ou gargalhadas, quem sabe motivadas por exterioridades que não realizam as pessoas.
"Rezai sem cessar". Como sabemos que quem reza se salva, temos também a certeza de que o apelo à oração, especialmente na participação da Santa Missa, é caminho certo para manter a verdadeira alegria.
"Dai graças em todas as circunstâncias"! Olhar ao redor e identificar os inúmeros motivos que temos para agradecer, muito maiores do que os problemas existentes. Vale a pena tomar posse, com a graça de Deus, da boa notícia de cada dia!
"Não apagueis o Espírito". É por ele que somos conduzidos e seremos felizes se ouvirmos sempre a sua voz, que se manifesta em nossa consciência.
"Não desprezeis os dons de profecia, mas examinai tudo e guardai o que for bom". O Senhor não nos entregou ao acaso dos acontecimentos, mas garantiu a assistência do Espírito Santo, para discernir o que é útil à nossa salvação. Vale a pena prestar atenção, porque há muita inspiração enviada por Deus aos pequeninos e aos mais jovens.
"Afastai-vos de toda espécie de mal". Não brincar com fogo para não se queimar, ensinam nossos pais. Radicalidade, fuga do pecado, seriedade na vivência da lei de Deus.
"Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente". Buscar a paz e a realização fora de Deus só conduz ao fracasso. Nosso mundo multiplica leis e regulamentos, mas falta-lhe a alma para encontrar a paz, que só pode vir de Deus.
"Todo o vosso ser – o espírito, a alma e o corpo – seja guardado irrepreensível". Não basta o cuidado do corpo, com a higiene, a alimentação, os exercícios físicos. É necessário cuidar da vida interior, se queremos ser realmente felizes e alegres!
"Para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". De fato, "se é só para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, somos, dentre todos os homens, os mais dignos de compaixão" (1 Cor 15, 19). Fonte de felicidade é olhar também para a eternidade, depois de nossa Páscoa pessoal na morte!
"Aquele que vos chama é fiel, ele mesmo fará isto". A última recomendação é a certeza de que estamos nas mãos de quem nos pode dar a verdadeira alegria!
Experimente esta "receita". Desafio a quem quer que seja se conseguirá ficar sem alegria e felicidade ao praticá-la!”

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

AQUELE MENINO!...



Aquele Menino... foi assim que o Papa Francisco começou a sua Homilia da Solenidade da Epifania do Senhor e que, dada a suam importância de que se reveste, decidi partilhar! Espero que seja agradável para todos!
Aquele Menino, nascido em Belém da Virgem Maria, não veio só para o povo de Israel, representado pelos pastores de Belém, mas para toda a humanidade, representada neste dia pelos Magos, vindos do Oriente. E é precisamente a propósito dos Magos e do seu caminho à procura do Messias que a Igreja nos convida hoje a meditar e a rezar.
Estes Magos, vindos do Oriente, são os primeiros daquela grande procissão de que nos falou o profeta Isaías na primeira Leitura (cf. 60, 1-6): uma procissão que nunca se interrompeu desde então e que, através de todas as épocas, reconhece a mensagem da estrela e encontra o Menino que nos mostra a ternura de Deus. Há sempre novas pessoas que são iluminadas pela luz da sua estrela, que encontram o caminho e chegam até Ele.
Segundo a tradição, os Magos eram homens sábios: estudiosos dos astros, perscrutadores do céu, num contexto cultural com crenças que atribuíam às estrelas explicações e influxos sobre as vicissitudes humanas. Os Magos representam os homens e as mulheres à procura de Deus nas religiões e nas filosofias do mundo inteiro: uma busca que jamais terá fim.
Os Magos indicam-nos o caminho por onde seguir na nossa vida. Eles procuravam a verdadeira Luz: «Lumen requirunt lumine – diz um hino litúrgico da Epifania, aludindo precisamente à experiência dos Magos – seguindo uma luz, eles buscam a luz». Andavam à procura de Deus. Tendo visto o sinal da estrela, interpretaram-no e puseram-se a caminho, fazendo uma longa viagem.
Foi o Espírito Santo que os chamou e impeliu a pôr-se a caminho; e, neste caminho, terá lugar também o seu encontro pessoal com o verdadeiro Deus.
No seu caminho, os Magos encontram muitas dificuldades. Quando chegam a Jerusalém, vão ao palácio do rei, porque consideram óbvio que o novo rei nasceria no palácio real. Lá perdem de vista a estrela – quantas vezes se perde a vista da estrela – e embatem numa tentação, posta lá pelo diabo: é o engano de Herodes. O rei Herodes mostra interesse pelo Menino, não para O adorar, mas para O eliminar. Herodes é homem do poder, que consegue ver no outro apenas o rival. E, no fundo, considera Deus também como um rival, antes, como o rival mais perigoso. No palácio de Herodes, os Magos atravessam um momento de escuridão, de desolação, que conseguem superar graças às sugestões do Espírito Santo, que fala através das profecias da Sagrada Escritura. Estas indicam que o Messias nascerá em Belém, a cidade de Davi.
Então eles retomam a viagem e de novo veem a estrela: o evangelista observa que sentiram «imensa alegria» (Mt 2, 10), uma verdadeira consolação. Tendo chegado a Belém, encontraram «o menino com Maria, sua mãe» (Mt 2, 11). Depois da tentação em Jerusalém, apareceu aqui a segunda grande tentação: rejeitar esta pequenez. Mas não o fizeram; em vez disso, «prostrando-se, adoraram-No», oferecendo-Lhe seus preciosos e simbólicos dons. É sempre a graça do Espírito Santo que os ajuda: aquela graça que, por meio da estrela, os chamara e guiara ao longo do caminho, agora fá-los entrar no mistério. Aquela estrela que acompanhou no caminho os faz entrar no mistério. Guiados pelo Espírito, chegam a reconhecer que os critérios de Deus são muito diferentes dos critérios dos homens, já que Deus não Se manifesta no poder deste mundo, mas vem até nós na humildade do seu amor. Assim os Magos são modelo de conversão à verdadeira fé, porque acreditaram mais na bondade de Deus do que no brilho aparente do poder.
Deste modo, podemos interrogar-nos: Qual é o mistério onde Deus Se esconde? Onde posso encontrá-Lo? Ao nosso redor, vemos guerras, exploração de crianças, torturas, tráficos de armas, comércio de pessoas… Em todas estas realidades, em todos estes irmãos e irmãs mais pequeninos que sofrem por tais situações, está Jesus (cf. Mt 25, 40.45). O presépio propõe-nos um caminho diferente do sonhado pela mentalidade mundana: é o caminho do abaixamento de Deus, a sua glória escondida na manjedoura de Belém, na cruz do Calvário, no irmão e na irmã que sofre.
Os Magos entraram no mistério. Passaram dos cálculos humanos ao mistério: esta foi a sua conversão. E a nossa? Peçamos ao Senhor que nos conceda fazer o mesmo caminho de conversão vivido pelos Magos. Que nos defenda e livre das tentações que escondem a estrela. Que sintamos sempre a inquietação de nos interrogarmos «onde está a estrela», quando a perdermos de vista no meio dos enganos do mundo. Que aprendamos a conhecer de forma sempre nova o mistério de Deus, que não nos escandalizemos do «sinal», da indicação «um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12), e que tenhamos a humildade de pedir à Mãe, à nossa Mãe, que no-Lo mostre. Que encontremos a coragem de nos libertar das nossas ilusões, das nossas presunções, das nossas «luzes», e que busquemos tal coragem na humildade da fé e possamos encontrar a Luz, Lumen, como fizeram os santos Magos. Que possamos entrar no mistério. Assim seja. Amém.”
Fonte: Boletim da Santa Sé

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

DIA DE REIS – COMO VULGARMENTE CHAMAM!



Hoje, 6 de Janeiro!
Faz alguns anos já bastante largos que era assim que este dia vulgarmente se chamava!
Tenho alguma saudade desse tempo! De quando se faziam os leilões do Menino Jesus normalmente para obras da igreja. Daqueles homens a gritar preços que subiam a cada instante até à dádiva que cada um queria dar! Depois... lá na terra, havia sempre uns assados no forno, rojões e chouriços, e outras iguarias que os rapazes gostavam de adquirir para fazerem as suas farras, ou então eram levados para casa para o jantar da família!
Época linda! De aconchego, partilha, entendimento, simplicidade... e não sei que mais!
Tanta coisa boa se fazia naquele tempo a unir famílias e povoações à volta de pequenos eventos que preenchiam a vida de todos, onde a alegria e boa disposição reinavam a valer!
Havia ainda o canto dos Reis, para angariar fundos para poderem pagar a uns cantadores ao desafio acompanhados à viola, um dos passatempos mais apetecíveis da época!
Com o tempo, a vida melhorou muito, o trabalho é menos duro e ainda que haja queixas e mais queixas de falta de dinheiro e bens, naquele tempo as faltas eram bem maiores e ninguém se queixava!
Não desejo voltar a esse tempo de trabalho duro e enormes sacrifícios, mas sim ao tempo de camaradagem, entendimento, de predisposição para olhar por quem necessita seja esse alguém quem for!
Recordo que podia haver desavenças entre famílias e vizinhos, mas se alguém adoecesse ou mostrasse qualquer necessidade, as desavenças eram logo esquecidas e os desavindos eram os primeiros a prestar socorros!
Tanto que poderia partilhar sobre esses tempos!
O meu tempo hoje é curto, tenho que sair!
Amanhã há mais! Uma boa noite de Reis... com muito amor no coração!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

REGRESSAR... POR OUTRO CAMINHO!




Esta... é a postura que se pede a quem se mostra disponível e se propõe aceitar um encontro jubiloso com Jesus Cristo! Encontrar-se com Jesus e regressar disposto a mudar de vida... a encontrar-se consigo mesmo tal como é, com as qualidades e defeitos... e seguir por outro caminho muito embora não abandonando o espaço onde vive mas continuando a viver dentro desse espaço com as necessárias mudanças de atitude!
Penso que uma das primeiras resoluções a tomar seria deixarmos de criticar, pois acabamos por confundir as pessoas com as atitudes o que é errado! Temos que respeitar e amar as pessoas e criticar apenas as atitudes!
E criticar as pessoas, como e porquê?... Se às vezes... nem da nossa vida sabemos muito bem, como temos coragem de criticar a vida dos outros,  se nem sequer conhecemos a verdadeira raiz dos seus comportamentos específicos?
A única pessoa que posso criticar com razão é a mim mesma! E ainda assim, para me poder criticar a mim mesma... tenho que me predispor a gastar tempo comigo, a pensar nas minhas coragens e fraquezas... e no que deverei fazer para ir exercitando as qualidades e corrigindo os defeitos, com o cuidado de pegar num defeitinho ou qualidade de cada vez, e de me precaver do tempo preciso para a autocorrecção de modo a enfatizar o bem praticado e a não desanimar com as quedas ou fracassos... que serão sempre mais que muitos!
Se nos habituarmos a viver assim, com muita atenção à correcção dos nossos comportamentos e a sentir bem no fundo a dificuldade que atravessamos para conseguir algum sucesso... daremos mais tempo à oração porque sem a ajuda de Deus nada conseguiremos... não teremos mais tempo nem coragem de criticar seja quem for... e passaremos, sim, a sentir necessidade de amar toda a gente mesmo a que nos pareça com a vida mais errada, pelo reconhecimento das nossas tremendas fraquezas e do tremendo esforço necessário para as corrigir! 
Tanto que tenho(temos) de aprender ainda!...
Que bom seria, que neste início de ano fosse esta a nossa determinação!... Seria a melhor forma de, depois deste Natal de Jesus, nos encontrarmos a sério com Ele e regressarmos, de facto, por outro caminho!