domingo, 5 de julho de 2015
SEMPRE... A NOVIDADE!
Impressionante!
Impressionante mesmo! Ouvimos coisas maravilhosas onde menos esperamos!
Dada
a suma importância na vida pessoal e comunitária, tenho por hábito dar muita ênfase
à preparação da Eucaristia Dominical no referente a toda a Liturgia da Palavra
mas principalmente ao Evangelho.
Por
imposição de tarefas pessoais a fazer para um dos grupos onde estou inserida,
tive que escolher uma frase do Evangelho de Domingo, o que tive muita
dificuldade. E pensei para mim: “Que
quererá o Senhor dizer-me com esta partezinha do Evangelho, Mc 06, 01-06, que
eu não vejo por onde lhe pegar a sério para integrar na vida actual dos
cristãos?”E fiquei mais do que
atenta a tudo quanto me pudesse dizer algo, sem encontrar nada do que
pretendia. Hoje, em casa, depois da participação na Eucaristia, durante os
normais afazeres dominicais, liguei como de costume a TV 4 para prestar atenção
à Eucaristia que ali é transmitida aos domingos!
Foi
na Póvoa de Santo Adrião, em Odivelas!
Templo
repleto de pessoas alegres e interessadas!
O
celebrante, que nunca tinha visto antes, muito simples e com atitude de muito
recolhimento.
Os
cânticos muito bem entoados.
Uma
senhora ia dando explicações sucintas do cerimonial. Tudo muito bem, mas a
homilia não foi boa, foi óptima para me dar a resposta que procurava. Aqui vai
o que consegui interiorizar:
‘Jesus, em Nazaré, a Sua
cidade, que conhecia muito bem, no meio dos Seus, em dia de sábado, como normal
entre os judeus, vai à Sinagoga. Faz a leitura e começa a falar! Embasbacados,
os presentes, olhando-O como filho de Maria e carpinteiro como José e
enumerando o nome dos irmãos e irmãs a viver entre eles, questionam-se de onde
Lhe vem a sabedoria para dizer tais palavras e a força para realizar tantos
milagres que Lhe são atribuídos!
Jesus,
triste pelo comportamento dos Seus conterrâneos remata a sua incredulidade dizendo
que “um profeta nunca é bem
aceite na sua terra nem entre os seus amigos!’
E...
o mais importante para mim começa agora:
‘A cidade de Nazaré, bem conhecida
de Jesus, é cada um de nós! Cada um de nós a quem Jesus conhece muito bem,
porque vive connosco em todos os momentos da nossa vida! Mas a nós, talvez
tenha demorado muito tempo a interiorizar... e talvez muitos de nós ainda nem sequer
acreditemos nesta verdade, que Jesus nos conhece porque vive permanentemente connosco!
E
mesmo nos que acreditam... tantas infidelidades, descrenças, desamores,
preocupações desmedidas com grandezas materiais... que deixam Jesus triste como
ficou com os judeus da Sua terra!’
Disse
muitas coisas mais que se encaixavam maravilhosamente, mas fixei-me naquela
afirmação: “A cidade de Nazaré, bem conhecida
de Jesus, é cada um de nós!”Eu...
cidade de Jesus... nunca me tinha passado pela cabeça!
E
assim sendo, pois a explicação ajusta-se muitíssimo bem, que deverei fazer da
minha vida para que Jesus não fique triste comigo como ficou com aqueles judeus?
Sinceramente,
não sei muito bem! Mas... como Jesus é sempre novidade... tenho a certeza que esta
descoberta me fornecerá tarefa para o resto da vida!
Bom
final de domingo e boa semana!
sábado, 4 de julho de 2015
FEZ-ME PENSAR!...
Hoje,
ao chegar à igreja onde participei na Eucaristia embasbaquei!
Estranhei
a entrada vazia sem os placards habituais!
Entrei!
Os arranjos enormes, maravilhosos, poderia dizer mesmo que quase fenomenais!
Tudo
engalanado! Rosas colocadas no centro presas em bancos alternados com uns
longos e belos lacinhos!
Casamento!
Só podia ser!
Então
pensei no casamento que ali se iria celebrar, não natural nem civil, mas
Sacramento do Matrimónio, com tudo o que o Sacramento implica!
E
surgiu-me a pergunta: será que o cuidado com a espiritualidade matrimonial também
esteve bem presente na preparação deste ‘casamento’?
Como
não temos o direito de nos pormos a adivinhar o que vai na cabeça e vida dos
outros, de imediato tentei esquecer para quedar-me num assunto para mim bem
mais importante, o porquê de tantos jovens abandonarem a vontade de “casar pela Igreja” como vulgarmente se diz!
Recordei
de imediato o meu amiguinho Paulo, a viver com uma jovem maravilhosa, ambos de
parcos rendimentos, e que um dia, quando estavam à espera do seu primeiro filho,
me dizia:
Ó
ti Hermínia, eu bem queria casar, ir à igreja, fazer uma festinha, mas como? Nós
não temos dinheiro para nada. Casar e não fazer festa nenhuma... toda a gente
nos vai criticar. Vamos continuando assim... até ver!...
E
lá vão estando assim, juntos, com um lindo filho, ajudados pelos pais... a
lutar pela vida como se costuma dizer!
E
como estes... tantos... tantos outros casais!...
Tanto
trabalho a fazer para mudar mentalidades e interiorizar que o Matrimónio não é
festa, é compromisso, compromisso de um com o outro unidos pela bênção de Jesus
Cristo. E não para sermos felizes com a felicidade que o outro nos dá, mas para
sermos felizes com a alegria que sentimos ao fazer o outro feliz, isso sim! E caminhando
de mãos dadas, nas alegrias e tristezas fomes ou farturas, dificuldades ou
alegrias, confiando que Deus/Jesus/Espírito Santo, família divina, que nunca
falta a ninguém, estará sempre connosco.
E
há uma outra razão da não realização de muitos Sacramentos do Matrimónio, são as
separações frequentes das pessoas que os celebram!
Tenho
falado com pessoas casadas civilmente e em união de facto, que, ao falar-lhes
em “casar pela Igreja”, me respondem: “Conheço tantos casais que estiveram muito tempo
como nós estamos e entendiam-se bem e estavam bem, e quando casaram pela Igreja,
separaram-se logo. Não queremos que aconteça isso connosco!
E
por mais que tente explicar a estes jovens tantas coisas... não me ouvem. Ou melhor,
ouvem-me muito bem e ficam a pensar... não sei até quando.
Tanto
que há a fazer pela felicidade e bem-estar das famílias!... Tanto que há a
fazer!...
Que
o Sínodo de Outubro próximo nos traga algo de bom... que o Espírito Santo nos
ilumine, que Deus nos ajude!
sexta-feira, 3 de julho de 2015
A RIQUEZA DOS GRUPOS!
Ser
grupo é bem demais!
Quando
nos encontramos num grupo de amigos que partilham sentimentos e quereres semelhantes
aos nossos e onde a confiança é grande, todos saímos enriquecidos!
Olhar
e visitar os grandes edifícios a que chamamos igrejas é muito bom e salutar, são
grupos alargados, mas conforme nos diz tantas vezes o Santo Padre temos que
voltar às origens em que os cristãos se reuniam nas casas uns dos outros para
celebrar a Palavra e o Pão!
Nós,
pessoas humanas, não somos rituais! Somos seres únicos e irrepetíveis! E é a
particularidade de cada um, o que cada um sente e anseia, que dá riqueza e
sabor às celebrações ritualistas!
E
é bem claro que, nas grandes multidões, temos de ter rituais para nos
entendermos, mas é nos pequenos grupos onde temos interesses comuns e confiança
mútua para nos expressarmos e dialogarmos sobre o que nos aflige os pequenos
momentos de que a vida é feita que encontramos as maiores soluções para as
nossas vidas e para o nosso crescimento e aperfeiçoamento constante.
Precisamos
de rituais, sim, mas também da pertença a pequenos grupos para podermos crescer
cada vez mais como pessoas verdadeiramente humanas e cristãs.
Dar
nas vistas... de nada nos interessa! Mas o “crescer
para ser”tem que ser uma
constante na nossa vida, e isso faz-se mais num pequeno grupo consciente e
responsável, onde o conhecimento mútuo é grande e onde tudo é claro como um
espelho!
Que
seria de mim... sem os pequenos grupinhos onde estou inserida... sinceramente
não sei... mas não seria nada de bom com toda a certeza!
Precisamos
do toque do amigo ou amiga, do beijo quente, do sorriso franco e aberto, da
palavra reconfortante e adequada à ocasião, da oração de mãos dados e coração
em uníssono, do carinho desmedido do abraço afectuoso e fraternal... o que
raramente conseguimos entre as grandes ou pequenas multidões que nos apertam
mas nos dão muito pouco
E
porque não... pensarmos na formação normal de pequenos grupos de amigos para
crescermos juntos na amizade e riqueza do encontro?!...
Que
o Espírito Santo nos encaminhe e ajude a encontrar-nos, assim, como Deus quer e
nos apraz!
quarta-feira, 1 de julho de 2015
ANJOS DE DEUS!...
Deus
fez-se homem para nos ensinar a viver segundo o jeito de Jesus que é a vontade
de Deus!
Ao
longo da vida Deus vai-nos tocando das mais diversas formas e nas mais díspares
situações, principalmente quando nos sentimos sós e abandonados!
Faz
tempo, que nos apresentavam um Deus pronto a castigar, hoje, sabemo-l’O amor, carinho, ternura, compreensão, presença
contínua na nossa vida. Quer queiramos ou não Deus está sempre connosco, pois
somos obra Sua.
E
o que Deus quer de nós é que nos desejemos com Ele e O amemos no amor gratuito
aos nossos irmãos.
Dizer
que amamos a Deus porque procuramos igrejas e instituições, não quer dizer
nada. Não precisamos dizer que O amamos, mas provar que O amamos, que estamos
libertos de tudo quanto nos afasta do Amor aos irmãos.
Palavras...
leva-as o vento; as boas obras e atitudes nunca o vento as levará, serão elas a
verdadeira prova do nosso amor a Deus e aos irmãos.
Mas...
nunca conseguiremos amar se não fizermos tudo para conhecer o Amor, o Deus vivo
que a Palavra de Jesus nos mostra, e se não estivermos constantemente em
contacto com Ele através da oração, como faziam os primeiros cristãos, como
disse o Santo Padre na homilia do dia de São Pedro e São Paulo:
“ A comunidade era uma Igreja em oração: «Enquanto Pedro estava
encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele» (Act 12,
5). E, pensando em Roma, as catacumbas não eram lugares para escapar das
perseguições, mas principalmente lugares de oração, para santificar o domingo e
para elevar, do seio da terra, uma adoração a Deus que nunca esquece os seus
filhos.
A comunidade de Pedro e Paulo ensina-nos que uma Igreja em oração
é uma Igreja de pé, sólida, em caminho! Na verdade, um cristão que reza é um
cristão protegido, guardado e sustentado, mas sobretudo não está sozinho.
E a primeira leitura continua: «Diante da porta estavam sentinelas
de guarda à prisão. De repente apareceu o anjo do Senhor e a masmorra foi
inundada de luz. O anjo despertou Pedro, tocando-lhe no lado (…) e as correntes
caíram-lhe das mãos» (12, 6-7).
Pensamos porventura nas vezes sem conta que o Senhor respondeu à
nossa oração enviando-nos um Anjo? Aquele Anjo que, inesperadamente, vem ao
nosso encontro para nos salvar de situações difíceis? Para nos arrancar das
mãos da morte e do maligno; para nos apontar o caminho perdido; para reacender
em nós a chama da esperança; para nos fazer uma carícia; para consolar o nosso
coração dilacerado; para nos despertar do sono existencial; ou simplesmente
para nos dizer: «Não estás sozinho».
…
Nenhuma comunidade cristã pode prosseguir sem o apoio da oração
perseverante! A oração que é o encontro com Deus, com Deus que jamais desilude;
com o Deus fiel à sua palavra; com Deus que não abandona os seus filhos. Assim
Jesus nos punha a questão: «E Deus não fará justiça aos seus eleitos, que a Ele
clamam dia e noite?» (Lc 18, 7). Na oração, o crente exprime a sua fé, a sua
confiança, e Deus exprime a sua proximidade, inclusive através do dom dos
Anjos, os seus mensageiros.”
Quantos
mensageiros Deus nos põe no caminho! Mensageiros com palavras ou atitudes que nos
tocaram tanto que não mais esquecemos e nos vão acompanhando no decorrer de todos
os segundos.
Anjos
de Deus são todas as pessoas que estão ao nosso lado a ajudar-nos nas
necessidades e aflições, a mimar-nos nos momentos menos bons para podermos ir escalando
as montanhas da vida, atravessando o mar encapelado e passar para a outra
margem, a margem da alegria do encontro com Deus e os irmãos!
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