sexta-feira, 20 de setembro de 2019
ENCONTROS… SÃO DELICIOSOS!
Faz tempo que ando numa roda vida, sem tempo livre para fazer do que mais
gosto, de tal forma que às vezes vejo pessoas amigas ao longe e desvio-me por
falta de tempo útil para nos encontrarmos um pouquinho!
Será que isto é vida que Deus quer – me pergunto muitas vezes!
Gosto de partilhar algo do que faço e encontro e muito do que compreendo,
aceito, sei!
Tenho pessoas tão inseridas no meu coração que não posso passar sem as
lembrar ao Senhor, é o mínimo e o máximo que posso fazer!
Há tantas coisas a resolver, a desempeçar, a encontrar forma de ficarem
mais atraentes… ao que tento dar o meu melhor!
Até quando, Senhor, continuará esta correria desenfreada por não conseguir
fazer o que entendo que devo.
Reaver relacionamentos idos… distantes…
é tão bom! Traz lembranças, sonhos, enche o coração da vida! É por isso que vou
partilhar este texto do Apolonio que me diz muito:
«»
REAVIVAR OS
RELACIONAMENTOS PESSOAIS"
"Não quebrará o caniço rachado, nem
apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça." (Mt
12,20)
Não podemos deixar que a chama do amor
recíproco se apague. E cada um deve tomar a iniciativa sem esperar pelo outro.
Isto é, para que haja reciprocidade, devo pensar sempre em amar primeiro.
Devo olhar à minha volta e rever todos
os meus relacionamentos: aquele amigo que não encontro há muito tempo; aquele
parente com quem cortei a relação; aquele colega a quem trato com indiferença
desde o dia em que nos desentendemos; enfim, todos os relacionamentos que de
alguma maneira estão rompidos.
Reavivar cada um deles com a chama do
amor mútuo. Não esperar que o afeto volte a ser como antes, mas fazer pequenos
gestos de amor gratuitos, que funcionam como um sopro do amor divino que
reacende as chamas da amizade, eliminando as cinzas da indiferença, do
esquecimento, dos rancores.
Se a chama do amor de Deus arde em meu
peito, consigo reavivar todos os meus relacionamentos pessoais.
«»
Somos seres sociais por excelência! A
solidão não faz bem a ninguém! É certo que temos de ter tempo para estar sós,
para nos avaliarmos a nós mesmos, para falarmos a sós com o Senhor, para pormos a
nossa vida em dia!
Mas reviver amigos, falar com eles,
receber abraços e abraçar, partilhar pequeninas frases e gestos, lembrar
ocasiões boas ou nem tanto… tudo, com Deus Amor, ajuda a crescer!
Que aprendamos a aproveitar e distribuir
bem o tempo para que possamos aumentar o relacionamento com amigos e não só…
pois é uma forma de ser mais humano e fraterno!
Boa noite amigos e amigas!
Hermínia Nadais
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
GUERRA DE PAZ!
A maior parte das pessoas que conheço fogem das confusões. É natural! De
confusões ninguém gosta!
As confusões põem toda a gente baralhada, aflita, ninguém se entende, é uma
autêntica guerra fria!
Tenho pensado muito neste problemas relacionais que afligem a humanidade
que precisa de muita paz.
Politicamente, prepara-se a guerra para obter a paz! É o que o mundo nos
diz que façamos.
Mas… a paz é a ausência de guerra, de guerra de armas e de confusões, a paz
verdadeira é construída no interior de cada pessoa, na compreensão e atitudes
que tem na vida, na forma como se relaciona com as pessoas que consigo convivem
seja de que forma for!
Claro que a construção da paz precisa de guerra, mas uma guerra que se não
vê porque se trava dentro da própria pessoa consigo mesma! Essa é a verdadeira
guerra que necessitamos de travar.
Todos temos qualidades e defeitos, e tal como diz o ditado, crescerá em nós
aquela parte que melhor for alimentada.
Se me preocupo com o bem-estar de toda a gente, que toda a gente tenha o
que necessita, que haja compreensão entre todas as pessoas, se reconheço que
sozinha nada posso fazer mas coma força e ajuda de Deus serei capaz, sem sombra
de dúvida, serei uma pessoa de paz, ainda que tenha de correr e andar aflita a
paz interior habita-me, porque a procuro e promovo. «»
"SER ARTÍFICE DE
PAZ"
Para ser artífice de paz devo ter uma
mentalidade oposta àquela do mundo, onde muitos afirmam que se quisermos a paz,
devemos nos preparar para a guerra.
Se quero a paz, devo me preparar para a
paz, isto é, devo estar totalmente desarmado. Não somente das armas físicas,
mas também de minhas opiniões.
Devo estar munido de paciência, de
tolerância, de aceitação do outro; devo carregar meu coração somente com
perdão, misericórdia e muito amor.
Devo disparar palavras de ternura, de
afeto e de gentileza em todas as direções, para atingir o maior número de
pessoas ao meu redor.
Devo ter a estratégia do amor mútuo como
objetivo principal em todas as batalhas que devo enfrentar, para vencer o
egoísmo e o individualismo.
Ser artífice de paz é ser elo de
concórdia entre as pessoas e fazer de uma reconciliação um motivo de comunhão
fraterna.
Que a paz que nasce em meu coração
chegue ao coração de cada pessoa que eu encontrar neste dia.
«»
Este texto maravilhoso do Apolonio diz tudo quanto devemos fazer!
Leva tempo, dá muito trabalho interior, muita fadiga, muitas quedas e
ressurgimentos, mas é possível, posso garantir com verdade!
Quem se encontra em paz transmite paz, calma, compreensão, aceitação,
ajuda, presença, se não física, espiritual pois pede ao Senhor o bem para toda
a gente!
Fraternidade, ser fraterno é viver em paz e transmitir a paz por todos os
poros do corpo e com todas as forças da alma, com Deus/Jesus e o Espírito Santo
no comando das operações!
Senhor, ajudai-nos a procurar a paz por todos os meios que tens ao nosso
dispor! Que sempre sejais louvado, Amém!
Hermínia Nadais
sábado, 14 de setembro de 2019
MUITO INTERESSANTE
Há coisas que nos convém interiorizar o melhor que podermos!
Normalmente nos textos pequenos que saem de pessoas com uma vida interior,
de doação e compreensão muito forte, acabam por nos ensinar muitas coisas
inimagináveis, ou melhor dizendo, que não conseguíamos vê-las assim.
Falo por mim, claro!
Vamos meditar um pouco neste texto do Apolonio:
«»
"COMPARTILHAR BENS
MATERIAIS E TALENTOS"
Na partilha podemos dar e receber. E
ninguém é melhor ou maior do que os outros pelo fato de doar mais.
Diante de Deus têm o mesmo valor: tanto
o gesto humilde de quem coloca em comum a sua necessidade, quanto a
generosidade de quem doa o que possui.
Portanto, compartilhar não significa
apenas doar, mas também receber.
Da mesma forma acontece com a partilha
dos nossos talentos. Não há ninguém que seja totalmente desprovido de talentos.
Não só de talentos artísticos, mas de todo tipo de talento: a capacidade de
fazer trabalhos humildes de serviço aos outros, de organizar atividades na
comunidade; assim como oferecer as próprias aptidões em todos os campos.
O importante é que entendamos o sentido
da partilha como uma comunhão, onde todos têm algo para oferecer e para
receber.
A partilha é a nossa maior riqueza,
porque a quem dá será dado; quem pede, recebe; quem procura, encontra; para
quem bate, as portas se abrem. (Cf Lc 6,38 e 11,5-13)
«»
Não me canso de ler este texto, pela
singeleza como fala, pela verdade que tão bem explica, pela forma maravilhosa e
correcta como apela à partilha, como diz o que é a partilha, como coloca toda a
gente num lugar comum, sem grandes nem
pequenos, ricos ou pobres, mas simplesmente pessoas com bens ou dons para dar e
receber, partilhar!
Que bom seria que conseguíssemos viver
assim e levar o nosso meio ambiente a proceder do mesmo jeito.
Ninguém é tão pobre que não tenha nada
para dar… nem tão rico que não necessite de receber nada!
Isto chama-se fraternidade,
misericórdia, sei lá o quê!
Viver desta forma é ter a certeza que
estamos a viver ao jeito do nosso muito Querido Jesus de Nazaré!
Que Ele nos proteja
Hermínia Nadais
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
REALIDADES DIFÍCEIS DE ENTENDER!
Nos
tempos que correm… pensar em casamentos… é uma carga de trabalhos. Eu penso
mesmo que há muita gente por aí a viver em casal sem ter casado por isso mesmo.
É que para fazer um casamento com um fausto banquete, música, foguetes, e não
sei que mais, é preciso muito dinheiro, quando o Casamento/Matrimónio não tem
nada a ver com essas coisas, é simplesmente um compromisso de coração com
coração que Jesus, no Matrimónio, abençoa pela presença do Diácono ou Sacerdote!
O resto… são desvarios, alegrias que na grande maioria das vezes acabam em
tristezas de separações.
Isto
de fazer grandes bodas de casamentos já vem lá detrás… foi numa dessas bodas em
que faltou o vinho que Jesus fez o que dizem ser o Seu primeiro milagre, mudar
a água em Vinho nas Bodas de Caná!
É
que um Casamento/Matrimónio sem Jesus a unir e estar sempre com os nubentes,
não pode ir muito longe.
Um Casamento/Matrimónio não é uma procura de
felicidade pessoal mas o querer e procurar a todo o custo fazer o outro feliz!
Que é difícil, é! Mas que é possível, também é! Sós, não, mas unidos a Jesus. O Matrimónio é um Sacramento, um encontro profundo com Jesus, que tudo fará para que o Amor que une os noivos aumente cada vez mais e seja para toda a vida!
Que é difícil, é! Mas que é possível, também é! Sós, não, mas unidos a Jesus. O Matrimónio é um Sacramento, um encontro profundo com Jesus, que tudo fará para que o Amor que une os noivos aumente cada vez mais e seja para toda a vida!
Estou
para aqui a falar de Casamento e Matrimónio, porque me preocupa por demais.
Se
os Matrimónios e Casamentos fossem menos dispendiosos… talvez houvesse mais gente a procurá-los e a tentar
viver mais ao jeito de Jesus, ou melhor dito, com Jesus, um casamento/Matrimónio
vivido a três, para que os dois, homem e mulher, se descubram melhor para melhor
se aceitarem, entenderem, entregarem um ao outro para fazer o outro feliz num
Amor mútuo e gratuito!
Agora…
vejamos o que mais acontece por aí:
Casa, casar, matrimónio… são palavras que penso não poderem ser metidas num
mesmo saco!
Não sei se casar deriva de casa… mas talvez… e assim, casa com casar dá
casamento, casamento, união de pessoas para viverem em comum na mesma casa.
Neste contexto cabem as uniões de facto entre um homem e uma mulher, quer
tenham tido vida em comum com outras pessoas ou não; cabem as uniões
homossexuais entre dois homens ou duas mulheres; cabe tudo quanto se possa
imaginar que seja possível para se viver em comum numa casa, ou seja, dentro
das mesmas paredes e debaixo do mesmo tecto.
Será que é esta forma de vida que vai dar mais felicidade à humanidade?
Oxalá! Conheço casais que nada tiveram a ver com Matrimónio, vão às igrejas
nos casamentos, funerais, baptizados… e são exemplo de pessoas, um com o outro,
com os filhos, no trabalho, com os familiares, com os amigos, com quem
encontram nos caminhos!...
Talvez… quem sabe… as pessoas que frequentam os locais de culto tenham que
pensar melhor no que esse comportamento os deve levar a fazer!
Meu Deus! Desculpa-me a loucura deste desabafo, e protege toda a gente,
pois amas toda a gente sem distinção de raça, credo ou cor, pois, em e por Jesus
Cristo, És Pai de todos!
Que todos o compreendem e Te amem, Senhor, e aos irmãos, seja qual for a
vida que levarem!
Hermínia Nadais
terça-feira, 10 de setembro de 2019
O VALOR INCALCULÁVEL DO SILÊNCIO!
Há muita gente eu não consegue estar só, e então tem a televisão, o rádio,
o computador, o telemóvel… um sem número de coisas para passar o tempo e se
distrair!
Não podemos criticar quem gosta de tudo isto, eu também gosto, mas com uma
grande moderação! Ao ponto de meus filhos acharem mal eu estar tanto tempo sem
ruído, sozinha, numa casa enorme!
Todos gostamos de companhia, é um facto!
Mas quem está só… tem a companhia de Deus que nunca nos abandona, está bem
acompanhado; e quem está em silêncio, ouve-se a si mesmo, pensa no que deve
fazer e ser, e acima e antes de tudo fala com Deus… ou escuta o que Deus fala!
Esta teoria é minha, simplesmente minha!
Mas hoje, no Evangelizo, recebi este texto da Madre Teresa de Calcutá
(1910-1997)
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«»
«Não há amor maior»
«Não há amor maior»
Os contemplativos e os ascetas de
todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio e
na solidão dos desertos, das florestas e das montanhas. O próprio Jesus viveu
quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração
com o Pai, no silêncio da noite.
Nós também somos chamados a
retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com
Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos,
as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na sua
presença – silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.
Não podemos encontrar a Deus no
barulho e na agitação. Veja-se a natureza: as árvores, as flores e a erva dos
campos crescem em silêncio; as estrelas, a Lua e o Sol movem-se em silêncio. O
essencial não é o que nós dizemos, mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a
outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas
almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a sua voz:
Silêncio dos olhos.
Silêncio dos ouvidos.
Silêncio da boca.
Silêncio do espírito.
No silêncio do coração,
Deus falará.
«»
Achei importantíssimo este pequeno texto. A vida tem fases de crescimento, tem experiências que vamos fazendo e assimilando no nosso dia a dia… e neste momento da vida estou a interiorizar e praticar esta experiência de estar a sós com Deus para o escutar! Tem sido maravilhoso! Mas ainda há muito caminho a percorrer!
Achei importantíssimo este pequeno texto. A vida tem fases de crescimento, tem experiências que vamos fazendo e assimilando no nosso dia a dia… e neste momento da vida estou a interiorizar e praticar esta experiência de estar a sós com Deus para o escutar! Tem sido maravilhoso! Mas ainda há muito caminho a percorrer!
Obrigada, Madre Teresa, por vires assim,
ao nosso encontro, dizer-nos que continuemos a caminhada iniciada que é, de
facto, muito importante!
Orar… rezar… é muito bom… mas fazer
silêncio para escutar o Senhor… é o melhor que pode haver!
Boa noite… com muito silêncio!
Hermínia Nadais
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
O QUE PODERÁ PENSAR UMA PESSOA SEM FÉ!
Muita gente junta num enorme recinto, onde há estátuas de Santos, de Papas,
alguns Santuários ou Igrejas, tudo num aglomerado enorme.
Pessoas de muitas localidades portuguesas e estrangeiras, que não se percebe
o que dizem!
E todas… na busca da Mulher vestida de branco que apareceu aos três
pastorinhos pequenos em cima de uma azinheira!
A Mulher, Mãe de Jesus Cristo e por Ele de toda a Humanidade!
Em determinados horários, procissões enormes mas praticamente paradas
porque as pessoas pouco se podem movimentar. Os maravilhosos Cânticos ecoam no
espaço, agora, já não só em português mas em diversas línguas, recordando os
acontecimentos ali passados e levando os homens e mulheres a meditar, rezar,
orar, pedir e agradecer tantas dádivas que Deus vai concedendo a cada um ou
uma.
O ponto culminante destes ajuntamentos enormes é a Celebração da Eucaristia
que é o ouvir, escutar a partilha e meditação da Palavra de Deus, da afirmação
da fé cristã, de pedidos par toda a gente, da oferta da vida e missão de cada
um representada naquela hóstia e vinho que o cálice contém sobre os quais se lembra
ou repete a incruenta morte de Jesus por todos nós, Jesus que se nos oferece em
alimento para nos fortificar nos dolorosos caminhos que tenhamos de percorrer
na vida!
Que pensará uma pessoa sem fé, de tudo isto?
Não sei! Só Deus o sabe! Mas com Fé ou sem Fé, Fátima é altar do mundo,
para lá se encaminham pessoas sem conta de todos os lugares e continentes!
Para chegar ao Filho, temos a Mãe, atenta, que aproveita todas as ocasiões
para acariciar e levar as pessoas até Jesus!
Mas volto a questionar: - Que pensará de tudo isto uma pessoa sem fé?
Nas procissões e Celebração da Eucaristia há um sem número de pessoas
vestidas de branco, homens e mulheres, Acólitos, que servem o altar; muitos Sacerdotes
concelebrantes, Diáconos no exercício de suas funções, e ainda os mais
responsáveis pelo evento envergam vestes especiais a que chamam Paramentos, e
se forem Bispos ou Cardeais levam o Cajado correspondente e até a cabeça têm
coberta em determinadas ocasiões!
Que pensará, uma pessoa sem fé, perante tudo isto… que não acaba aqui!
A dado momento, começa a distribuição da Sagrada Comunhão, o Corpo de Cristo,
em que Sacerdotes, Diáconos ou pessoas preparadas para o efeito repartem o Pão
Sagrado, Jesus Cristo, por toda a gente, ansiosa pelo saborosíssimo alimento!
Recordo que num desses dias, tive a sorte de ter ficado do lado de fora,
onde a Sagrada Comunhão não chega, temos que ir à procura de local certo. E foi
o que fiz. Eu, e mais pessoas que estavam comigo!
Então, uma senhora, sentindo-se desassossegada com a nossa passagem diz com
o maior à vontade: ‘Estas pessoas parecem mesmo loucas, atravessam tudo para
chegar lá onde querem.’
Respondi muito calmamente: ‘ Loucas, sim, por amor de Jesus que não vem até
aqui, temos que O ir buscar!’
Ficou a olhar-nos… e a conversa terminou assim!
Mas… volto a questionar: ‘ O que poderá pensar uma pessoa sem fé de tudo
isto? Será que se deixará tocar por Jesus e começará a acreditar na Sua palavra
que é Ele mesmo, Ele é a Palavra e vida de Deus entre nós!
O coração queima, quando pensámos e sentimos isto profundamente.
Senhor, aumentai a nossa Fé!
Aumentai a Fé de toda a gente, Enchei toda a gente da doçura inconfundível
do Vossos AMOR!
Hermínia Nadais
domingo, 8 de setembro de 2019
NATIVIDADE DE MARIA!
Sim! Celebra-se hoje a Natividade de Maria, porque Ela nasceu, e tal como
com o Seu Querido e Amado Filho Jesus, naquele tempo não havia assentos de
nascimento, ou seja, nada ficava escrito acerca do nascimento das pessoas.
Depois… claro que para as pessoas mais importantes acabavam sempre por arranjar
um dia de nascimento. E o interessante é que, feitinhas as contas, nasciam com
os nove meses certinhos. Pensemos na nossa muito Querida Mãe Maria… de oito de
Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, até oito de Setembro, são nove
meses certinhos.
Tal como Jesus que, desde a Anunciação do Anjo festejada a 25 de Março, a
25 de Dezembro estão os nove meses certinhos!
Claro que se não sabe ao certo em que dia nasceram, mas nasceram por muito
Amor que deve ser por nós celebrado, pois esse Amor que tinham e têm abrange
toda a humanidade de todos os tempos.
Como Deus é grande! E como encaminha as coisas sempre à Sua maneira! È incrível,
mas é verdade!
Santos dos Santos, por Quem os santos chegam à santidade, quiseram nascer como
nós para nos ajudar a viver como Eles! A tentar viver ao jeito deles… assim
como «» Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301) monja beneditina Exercícios
VII, SC 127
Eis que os meus pecados me causam
vivo temor, que as minhas omissões me enchem de profunda vergonha, que a
dissipação da minha vida suscita em mim grande receio. Temo o exame futuro em
que terei de dar contas a Cristo, o homem nobre.
Se Ele quisesse exigir de mim o
tempo que me confiou em depósito, e a inteligência, esse talento que me confiou
para dar juros, eu ficaria sem resposta para Lhe dar. Que poderia eu fazer?
Para onde me voltaria? Não sei cultivar a terra; de mendigar, tenho vergonha
(cf Lc 16,3). Ó Ternura! Ternura! Abre a tua boca e que o teu doce conselho me
reconforte a alma. Pela tua graça, responde-me: que decidirás fazer-me nesta
conjuntura, Tu que, segundo o teu nome, és um coração verdadeiramente terno, e
sabes perfeitamente o que nesta conjuntura me convém. Pela tua graça, perdoa-me
e vem em meu socorro; não me olhes com indiferença nesta tribulação. Deixa-Te
comover pela pobreza do meu espírito e, com o coração tocado pela compaixão,
diz-me na tua bondade: «Façamos, tu e Eu, bolsa comum» (cf Prov 1,14).
Ó Ternura! Ternura! Não tens em
Ti tantas e tão belas riquezas, que o céu e a terra não chegam para contê-las?
Tu levaste o meu Jesus a dar a sua alma pela minha alma, a sua pela minha vida;
dessa maneira, tornaste meu tudo o que é seu e assim, pela sua abundância,
fizeste crescer os recursos do pobre. Pela tua graça, convoca a minha famélica
alma às tuas liberalidades, a fim de que eu viva plenamente das tuas riquezas
e, por Ti criada e por Ti alimentada, não fraqueje no serviço do Senhor, até
que, sob a sua orientação, regresse ao meu Deus e entregue o espírito Àquele
que mo deu (cf Ecle 12,7). «» Entregar o espírito
a quem no-lo deu é morrer, partir para a eternidade!
Os santos são importantes,
muito importantes, não para lhes fazermos estátuas para enfeitar altares ou
andores e lhes fazermos festas, mas muito mais para tentarmos saber algo sobre
as suas vidas para podermos aprender deles a viver o mais possível ao jeito de
Jesus!
Não sei mais que diga!
Que Maria Santíssima nos proteja e ajude a imitar as palavras,
gestos e atitudes de Jesus, amando desinteressadamente, por Ele, a toda a gente
em geral, porque o Amor com que Ele, Jesus, nos ama, é de todo especial!
Que sempre seja louvado!
Hermínia Nadais
sábado, 7 de setembro de 2019
E SEMPRE… AMOR!
Um dia, faz tempo, quando me disseram que o Amor me amava intensamente
fosse eu como fosse e fizesse o que fizesse, fiquei a pensar nessa beleza de
Amor total e gratuito sem qualquer peso ou medida. E aos poucos, a minha vida
foi-se transformando num constante Hino de Louvor ao Amor que me habita e faz
viver do Amor, em Amor e por Amor!
O Amor, eu não sei o que é o Amor! A Esperança diz-me que é a felicidade
suprema e eu acredito pela Fé incondicional que deposito no Amor.
Mas, o Amor, só olha para si em função do Outro, e quando por qualquer
razão o outro sofre ou é infeliz, o Amor sofre com esse outro, esteja onde
estiver.
E assim, o Amor é dor, amargura, sofrimento, cruz!
Não uma cruz detestada da qual se foge, mas uma cruz pesada e doce que
aperta fortemente o peito mas alivia o coração e aumenta a vontade e capacidade
de trabalho e doação.
O sono esvai-se. O silêncio atrai todos os sentidos, porque é no silêncio
que o Amor nos mostra o caminho a percorrer no cumprimento de Sua vontade. E acabamos
tão perdidos e imersos no Amor que os desejos de morte e de vida baralham os
sentimentos que não conseguem segurar as emoções.
É preciso continuar a viver para aumentar o Amor em nós e espalhar o mais
que se possa o Amor em quem nos rodeia, mas aqui, neste recanto maravilhoso
onde o Criador nos plantou, nunca conseguiremos ser plenamente saciados do
Amor, e a sede do Amor pleno vivido em plenitude e em segurança eterna faz
desejar a morte.
Que estranha esta vida… em que a vida e a morte se amam e desejam tanto!...
Hermínia Nadais
2012/12/20 – 12.10h
terça-feira, 3 de setembro de 2019
NUNCA É DEMAIS FALAR DE AMOR!
Falar, não de qualquer amor, mas do Amor
verdadeiro com que Deus nos ama e com que devemos amar-nos uns aos outros, ou
seja, amar-nos mutuamente!
O verdadeiro Amor tudo crê, tudo
suporta, tudo esquece, tudo compreende, tudo aceita ou leva a que possa ser
aceite, porque faz tudo pelo bem do outro ou outra com quem se vai cruzando nos
caminhos da vida no decorrer dos dias!
«»
"AMPARAR-NOS UNS AOS
OUTROS"
Qualquer grupo de pessoas, uma família,
um grupo de amigos ou equipe de trabalho, pode se tornar uma comunidade
fraterna se ali se vive o amor mútuo.
A família, em primeiro lugar, deve dar
testemunho de fraternidade, eliminando as más influências do individualismo e
do egoísmo.
Entre amigos não é diferente: devemos
viver uns pelos outros criando laços de amizade sincera e verdadeira, que fazem
cada um estar pronto a dar a vida no serviço aos demais.
Nas associações, nas comunidades de
nossas igrejas, no ambiente de trabalho, podemos levar o espírito de
fraternidade, que faz de todos uma coisa só, uma família, filhos de um único
Pai.
Amparar-nos mutuamente, confortar-nos
nos momentos difíceis, edificar-nos com palavras de encorajamento, de apoio, de
afeto fraterno.
Onde existe fraternidade, prevalece a
alegria.
Abraços
Apolonio
«»
Isto… não são brincadeiras, são
realidades experimentadas por muita gente… e que seria muito bom que fossem
experimentadas por toda a gente!
Amar… toda a gente ama! Mas como ama… e
o que ama… faz toda a diferença!
Aprendamos a amar como Deus nos ama, sem
peso nem medida! E isto não é brincadeira, é coisa séria! Ama-nos ao ponto de
nos levar a fazer o que é necessário de uma maneira simples… tão simples e
maravilhosa que acabamos por compreender que não tínhamos cabeça para proceder
assim, que ali esteve, de facto, a Mão Maravilhosa e amorosa de Deus!
São experiências inesquecíveis e que nos
levam a tentar tudo por tudo por sermos cada vez melhores, mais responsáveis,
mais amigos, mais… que nem sei explicar!
Que sempre seja louvado!
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
ESTE… ENCANTOU-ME!
Sim! Este texto meditativo recolhido de ‘Evangelizo’ encantou-me… graças ao
que o bom Deus tem feito por mim e comigo!
De arrogante quase 100%, de saber e fazer tudo melhor que todos… aos pouquinhos… fui entrando na ordem. Foram
muitas as recaídas, mas valeu a pena!
Não me envergonho do que digo, cada um é como é, mas ao verificar o que em
si está mal, tem que fazer tudo para se autocorrigir. Foi e é o que vou fazendo
todos os dias!
É uma forma de ser sempre criança como Jesus nos disse: ‘Se não vos
fizerdes como crianças não entrareis no reino dos céus’.
Tenho pensado nesta frase inúmeras vezes, aliás, trago-a bem presente nas
minhas atitudes de todos os momentos.
Do Beato Charles de Foucauld
1858-1916) eremita
e missionário no Saara, num retiro, Terra Santa, Quaresma de 1898
[Diz Cristo:] Vede a minha
dedicação aos homens para perceberdes como deve ser a vossa. Vede essa
humildade para bem do homem e aprendei a abaixar-vos para fazer o bem [...], a
tornar-vos pequenos para ganhar os outros, a não receardes descer, perder os
vossos direitos, para fazer o bem, a não acreditardes que, descendo, perdeis a
capacidade de fazer o bem. Pelo contrário, quando desceis, imitais-Me; ao
descer, empregais, por amor aos homens, o meio que Eu próprio empreguei; ao
descer, caminhais pelo meu caminho e, por conseguinte, na verdade; e estais na
melhor situação para ter a vida e a dar aos outros. [...] Eu ponho-Me ao nível
das criaturas pela minha encarnação, ao nível dos pecadores [...] pelo meu
batismo: descida, humildade. [...] Descei sempre, humilhai-vos sempre.
Que os que são os primeiros se
mantenham sempre no último lugar, pela sua humildade e a sua disposição de
espírito, em sentimento de descida e de serviço. Amor aos homens, humildade,
último lugar: no último lugar enquanto a vontade divina não vos chamar a outro,
porque nessa altura é preciso obedecer. Primeiro que tudo, a obediência, a
conformidade com a vontade de Deus. Quando estiverdes no primeiro lugar,
mantende-vos no último em espírito, pela humildade; ocupai-o em espírito de
serviço, sabendo que só estais nesse lugar para servir os outros e os conduzir
à salvação
É muito difícil saber ao certo o que fazer, saber como imitar o
comportamento de Jesus, mas é possível aproximarmo-nos o máximo com a Sua ajuda
e do Seu Espírito Santo!
Não tenho de que me queixar, tenho, sim, de agradecer!
No meio de todas as coisas menos
boas que acontecem na vida, é a presença de Jesus que nos suporta de pé e nos
ajuda a mudar, a amar como convém, a estar presente sempre que se pode, a ser
forte perante adversidades, tudo na busca da humildade que Jesus nos ensinou a
viver!
Por tudo quanto nos dá, por tudo quanto nos ensina e ajuda a ser, que Deus
seja louvado!
Hermínia Nadais
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