sexta-feira, 20 de setembro de 2019

ENCONTROS… SÃO DELICIOSOS!


Faz tempo que ando numa roda vida, sem tempo livre para fazer do que mais gosto, de tal forma que às vezes vejo pessoas amigas ao longe e desvio-me por falta de tempo útil para nos encontrarmos um pouquinho!
Será que isto é vida que Deus quer – me pergunto muitas vezes!
Gosto de partilhar algo do que faço e encontro e muito do que compreendo, aceito, sei!
Tenho pessoas tão inseridas no meu coração que não posso passar sem as lembrar ao Senhor, é o mínimo e o máximo que posso fazer!
Há tantas coisas a resolver, a desempeçar, a encontrar forma de ficarem mais atraentes… ao que tento dar o meu melhor!
Até quando, Senhor, continuará esta correria desenfreada por não conseguir fazer o que entendo que devo.
Reaver relacionamentos idos… distantes… é tão bom! Traz lembranças, sonhos, enche o coração da vida! É por isso que vou partilhar este texto do Apolonio que me diz muito:
«»
REAVIVAR OS RELACIONAMENTOS PESSOAIS"
"Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça." (Mt 12,20)
Não podemos deixar que a chama do amor recíproco se apague. E cada um deve tomar a iniciativa sem esperar pelo outro. Isto é, para que haja reciprocidade, devo pensar sempre em amar primeiro.
Devo olhar à minha volta e rever todos os meus relacionamentos: aquele amigo que não encontro há muito tempo; aquele parente com quem cortei a relação; aquele colega a quem trato com indiferença desde o dia em que nos desentendemos; enfim, todos os relacionamentos que de alguma maneira estão rompidos.
Reavivar cada um deles com a chama do amor mútuo. Não esperar que o afeto volte a ser como antes, mas fazer pequenos gestos de amor gratuitos, que funcionam como um sopro do amor divino que reacende as chamas da amizade, eliminando as cinzas da indiferença, do esquecimento, dos rancores.
Se a chama do amor de Deus arde em meu peito, consigo reavivar todos os meus relacionamentos pessoais.
«»
Somos seres sociais por excelência! A solidão não faz bem a ninguém! É certo que temos de ter tempo para estar sós, para nos avaliarmos a nós mesmos, para falarmos a sós com o Senhor, para pormos a nossa vida em dia!
Mas reviver amigos, falar com eles, receber abraços e abraçar, partilhar pequeninas frases e gestos, lembrar ocasiões boas ou nem tanto… tudo, com Deus Amor, ajuda a crescer!
Que aprendamos a aproveitar e distribuir bem o tempo para que possamos aumentar o relacionamento com amigos e não só… pois é uma forma de ser mais humano e fraterno!
Boa noite amigos e amigas!
Hermínia Nadais

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

GUERRA DE PAZ!


A maior parte das pessoas que conheço fogem das confusões. É natural! De confusões ninguém gosta!
As confusões põem toda a gente baralhada, aflita, ninguém se entende, é uma autêntica guerra fria!
Tenho pensado muito neste problemas relacionais que afligem a humanidade que precisa de muita paz.
Politicamente, prepara-se a guerra para obter a paz! É o que o mundo nos diz que façamos.
Mas… a paz é a ausência de guerra, de guerra de armas e de confusões, a paz verdadeira é construída no interior de cada pessoa, na compreensão e atitudes que tem na vida, na forma como se relaciona com as pessoas que consigo convivem seja de que forma for!
Claro que a construção da paz precisa de guerra, mas uma guerra que se não vê porque se trava dentro da própria pessoa consigo mesma! Essa é a verdadeira guerra que necessitamos de travar.
Todos temos qualidades e defeitos, e tal como diz o ditado, crescerá em nós aquela parte que melhor for alimentada.
Se me preocupo com o bem-estar de toda a gente, que toda a gente tenha o que necessita, que haja compreensão entre todas as pessoas, se reconheço que sozinha nada posso fazer mas coma força e ajuda de Deus serei capaz, sem sombra de dúvida, serei uma pessoa de paz, ainda que tenha de correr e andar aflita a paz interior habita-me, porque a procuro e promovo. «»
"SER ARTÍFICE DE PAZ"
Para ser artífice de paz devo ter uma mentalidade oposta àquela do mundo, onde muitos afirmam que se quisermos a paz, devemos nos preparar para a guerra.
Se quero a paz, devo me preparar para a paz, isto é, devo estar totalmente desarmado. Não somente das armas físicas, mas também de minhas opiniões.
Devo estar munido de paciência, de tolerância, de aceitação do outro; devo carregar meu coração somente com perdão, misericórdia e muito amor.
Devo disparar palavras de ternura, de afeto e de gentileza em todas as direções, para atingir o maior número de pessoas ao meu redor.
Devo ter a estratégia do amor mútuo como objetivo principal em todas as batalhas que devo enfrentar, para vencer o egoísmo e o individualismo.
Ser artífice de paz é ser elo de concórdia entre as pessoas e fazer de uma reconciliação um motivo de comunhão fraterna.
Que a paz que nasce em meu coração chegue ao coração de cada pessoa que eu encontrar neste dia.
«»
Este texto maravilhoso do Apolonio diz tudo quanto devemos fazer!
Leva tempo, dá muito trabalho interior, muita fadiga, muitas quedas e ressurgimentos, mas é possível, posso garantir com verdade!
Quem se encontra em paz transmite paz, calma, compreensão, aceitação, ajuda, presença, se não física, espiritual pois pede ao Senhor o bem para toda a gente!
Fraternidade, ser fraterno é viver em paz e transmitir a paz por todos os poros do corpo e com todas as forças da alma, com Deus/Jesus e o Espírito Santo no comando das operações!
Senhor, ajudai-nos a procurar a paz por todos os meios que tens ao nosso dispor! Que sempre sejais louvado, Amém!
Hermínia Nadais

sábado, 14 de setembro de 2019

MUITO INTERESSANTE


Há coisas que nos convém interiorizar o melhor que podermos!
Normalmente nos textos pequenos que saem de pessoas com uma vida interior, de doação e compreensão muito forte, acabam por nos ensinar muitas coisas inimagináveis, ou melhor dizendo, que não conseguíamos vê-las assim.
Falo por mim, claro!
Vamos meditar um pouco neste texto do Apolonio:
«»
"COMPARTILHAR BENS MATERIAIS E TALENTOS"
Na partilha podemos dar e receber. E ninguém é melhor ou maior do que os outros pelo fato de doar mais.
Diante de Deus têm o mesmo valor: tanto o gesto humilde de quem coloca em comum a sua necessidade, quanto a generosidade de quem doa o que possui.
Portanto, compartilhar não significa apenas doar, mas também receber.
Da mesma forma acontece com a partilha dos nossos talentos. Não há ninguém que seja totalmente desprovido de talentos. Não só de talentos artísticos, mas de todo tipo de talento: a capacidade de fazer trabalhos humildes de serviço aos outros, de organizar atividades na comunidade; assim como oferecer as próprias aptidões em todos os campos.
O importante é que entendamos o sentido da partilha como uma comunhão, onde todos têm algo para oferecer e para receber.
A partilha é a nossa maior riqueza, porque a quem dá será dado; quem pede, recebe; quem procura, encontra; para quem bate, as portas se abrem. (Cf Lc 6,38 e 11,5-13)
«»
Não me canso de ler este texto, pela singeleza como fala, pela verdade que tão bem explica, pela forma maravilhosa e correcta como apela à partilha, como diz o que é a partilha, como coloca toda a gente num lugar comum, sem grandes nem pequenos, ricos ou pobres, mas simplesmente pessoas com bens ou dons para dar e receber, partilhar!
Que bom seria que conseguíssemos viver assim e levar o nosso meio ambiente a proceder do mesmo jeito.
Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar… nem tão rico que não necessite de receber nada!
Isto chama-se fraternidade, misericórdia, sei lá o quê!
Viver desta forma é ter a certeza que estamos a viver ao jeito do nosso muito Querido Jesus de Nazaré!
Que Ele nos proteja
Hermínia Nadais

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

REALIDADES DIFÍCEIS DE ENTENDER!


Nos tempos que correm… pensar em casamentos… é uma carga de trabalhos. Eu penso mesmo que há muita gente por aí a viver em casal sem ter casado por isso mesmo. É que para fazer um casamento com um fausto banquete, música, foguetes, e não sei que mais, é preciso muito dinheiro, quando o Casamento/Matrimónio não tem nada a ver com essas coisas, é simplesmente um compromisso de coração com coração que Jesus, no Matrimónio, abençoa pela presença do Diácono ou Sacerdote! O resto… são desvarios, alegrias que na grande maioria das vezes acabam em tristezas de separações.
Isto de fazer grandes bodas de casamentos já vem lá detrás… foi numa dessas bodas em que faltou o vinho que Jesus fez o que dizem ser o Seu primeiro milagre, mudar a água em Vinho nas Bodas de Caná!
É que um Casamento/Matrimónio sem Jesus a unir e estar sempre com os nubentes, não pode ir muito longe.
 Um Casamento/Matrimónio não é uma procura de felicidade pessoal mas o querer e procurar a todo o custo fazer o outro feliz!
Que é difícil, é! Mas que é possível, também é! Sós, não, mas unidos a Jesus. O Matrimónio é um Sacramento, um encontro profundo com Jesus, que tudo fará para que o Amor que une os noivos aumente cada vez mais e seja para toda a vida!
Estou para aqui a falar de Casamento e Matrimónio, porque me preocupa por demais.
Se os Matrimónios e Casamentos fossem menos dispendiosos… talvez  houvesse mais gente a procurá-los e a tentar viver mais ao jeito de Jesus, ou melhor dito, com Jesus, um casamento/Matrimónio vivido a três, para que os dois, homem e mulher, se descubram melhor para melhor se aceitarem, entenderem, entregarem um ao outro para fazer o outro feliz num Amor mútuo e gratuito!
Agora… vejamos o que mais acontece por aí:
Casa, casar, matrimónio… são palavras que penso não poderem ser metidas num mesmo saco!
Não sei se casar deriva de casa… mas talvez… e assim, casa com casar dá casamento, casamento, união de pessoas para viverem em comum na mesma casa.
Neste contexto cabem as uniões de facto entre um homem e uma mulher, quer tenham tido vida em comum com outras pessoas ou não; cabem as uniões homossexuais entre dois homens ou duas mulheres; cabe tudo quanto se possa imaginar que seja possível para se viver em comum numa casa, ou seja, dentro das mesmas paredes e debaixo do mesmo tecto.
Será que é esta forma de vida que vai dar mais felicidade à humanidade?
Oxalá! Conheço casais que nada tiveram a ver com Matrimónio, vão às igrejas nos casamentos, funerais, baptizados… e são exemplo de pessoas, um com o outro, com os filhos, no trabalho, com os familiares, com os amigos, com quem encontram nos caminhos!...
Talvez… quem sabe… as pessoas que frequentam os locais de culto tenham que pensar melhor no que esse comportamento os deve levar a fazer!
Meu Deus! Desculpa-me a loucura deste desabafo, e protege toda a gente, pois amas toda a gente sem distinção de raça, credo ou cor, pois, em e por Jesus Cristo, És Pai de todos!
Que todos o compreendem e Te amem, Senhor, e aos irmãos, seja qual for a vida que levarem!
Hermínia Nadais

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O VALOR INCALCULÁVEL DO SILÊNCIO!

Há muita gente eu não consegue estar só, e então tem a televisão, o rádio, o computador, o telemóvel… um sem número de coisas para passar o tempo e se distrair!
Não podemos criticar quem gosta de tudo isto, eu também gosto, mas com uma grande moderação! Ao ponto de meus filhos acharem mal eu estar tanto tempo sem ruído, sozinha, numa casa enorme!
Todos gostamos de companhia, é um facto!
Mas quem está só… tem a companhia de Deus que nunca nos abandona, está bem acompanhado; e quem está em silêncio, ouve-se a si mesmo, pensa no que deve fazer e ser, e acima e antes de tudo fala com Deus… ou escuta o que Deus fala!
Esta teoria é minha, simplesmente minha!
Mas hoje, no Evangelizo, recebi este texto da Madre Teresa de Calcutá
 (1910-1997)
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«»
«Não há amor maior»
Os contemplativos e os ascetas de todos os tempos e de todas as religiões sempre procuraram a Deus no silêncio e na solidão dos desertos, das florestas e das montanhas. O próprio Jesus viveu quarenta dias em absoluta solidão, passando longas horas num coração a coração com o Pai, no silêncio da noite.
Nós também somos chamados a retirar-nos a espaços para um silêncio mais profundo, para um isolamento com Deus; a estar a sós com Ele, não com os nossos livros, os nossos pensamentos, as nossas recordações, mas num despojamento perfeito; a permanecer na sua presença – silenciosos, vazios, imóveis, expectantes.
Não podemos encontrar a Deus no barulho e na agitação. Veja-se a natureza: as árvores, as flores e a erva dos campos crescem em silêncio; as estrelas, a Lua e o Sol movem-se em silêncio. O essencial não é o que nós dizemos, mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros através de nós. Ele escuta-nos no silêncio; no silêncio fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de escutar a sua voz:
Silêncio dos olhos.
Silêncio dos ouvidos.
Silêncio da boca.
Silêncio do espírito.
No silêncio do coração,
Deus falará.
«»
Achei importantíssimo este pequeno texto. A vida tem fases de crescimento, tem experiências que vamos fazendo e assimilando no nosso dia a dia… e neste momento da vida estou a interiorizar e praticar esta experiência de estar a sós com Deus para o escutar! Tem sido maravilhoso! Mas ainda há muito caminho a percorrer!
Obrigada, Madre Teresa, por vires assim, ao nosso encontro, dizer-nos que continuemos a caminhada iniciada que é, de facto, muito importante!
Orar… rezar… é muito bom… mas fazer silêncio para escutar o Senhor… é o melhor que pode haver!
Boa noite… com muito silêncio!

Hermínia Nadais

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O QUE PODERÁ PENSAR UMA PESSOA SEM FÉ!



Muita gente junta num enorme recinto, onde há estátuas de Santos, de Papas, alguns Santuários ou Igrejas, tudo num aglomerado enorme.
Pessoas de muitas localidades portuguesas e estrangeiras, que não se percebe o que dizem!
E todas… na busca da Mulher vestida de branco que apareceu aos três pastorinhos pequenos em cima de uma azinheira!
A Mulher, Mãe de Jesus Cristo e por Ele de toda a Humanidade!
Em determinados horários, procissões enormes mas praticamente paradas porque as pessoas pouco se podem movimentar. Os maravilhosos Cânticos ecoam no espaço, agora, já não só em português mas em diversas línguas, recordando os acontecimentos ali passados e levando os homens e mulheres a meditar, rezar, orar, pedir e agradecer tantas dádivas que Deus vai concedendo a cada um ou uma.
O ponto culminante destes ajuntamentos enormes é a Celebração da Eucaristia que é o ouvir, escutar a partilha e meditação da Palavra de Deus, da afirmação da fé cristã, de pedidos par toda a gente, da oferta da vida e missão de cada um representada naquela hóstia e vinho que o cálice contém sobre os quais se lembra ou repete a incruenta morte de Jesus por todos nós, Jesus que se nos oferece em alimento para nos fortificar nos dolorosos caminhos que tenhamos de percorrer na vida!
Que pensará uma pessoa sem fé, de tudo isto?
Não sei! Só Deus o sabe! Mas com Fé ou sem Fé, Fátima é altar do mundo, para lá se encaminham pessoas sem conta de todos os lugares e continentes!
Para chegar ao Filho, temos a Mãe, atenta, que aproveita todas as ocasiões para acariciar e levar as pessoas até Jesus!
Mas volto a questionar: - Que pensará de tudo isto uma pessoa sem fé?
Nas procissões e Celebração da Eucaristia há um sem número de pessoas vestidas de branco, homens e mulheres, Acólitos, que servem o altar; muitos Sacerdotes concelebrantes, Diáconos no exercício de suas funções, e ainda os mais responsáveis pelo evento envergam vestes especiais a que chamam Paramentos, e se forem Bispos ou Cardeais levam o Cajado correspondente e até a cabeça têm coberta em determinadas ocasiões!
Que pensará, uma pessoa sem fé, perante tudo isto… que não acaba aqui!
A dado momento, começa a distribuição da Sagrada Comunhão, o Corpo de Cristo, em que Sacerdotes, Diáconos ou pessoas preparadas para o efeito repartem o Pão Sagrado, Jesus Cristo, por toda a gente, ansiosa pelo saborosíssimo alimento!
Recordo que num desses dias, tive a sorte de ter ficado do lado de fora, onde a Sagrada Comunhão não chega, temos que ir à procura de local certo. E foi o que fiz. Eu, e mais pessoas que estavam comigo!
Então, uma senhora, sentindo-se desassossegada com a nossa passagem diz com o maior à vontade: ‘Estas pessoas parecem mesmo loucas, atravessam tudo para chegar lá onde querem.’
Respondi muito calmamente: ‘ Loucas, sim, por amor de Jesus que não vem até aqui, temos que O ir buscar!’
Ficou a olhar-nos… e a conversa terminou assim!
Mas… volto a questionar: ‘ O que poderá pensar uma pessoa sem fé de tudo isto? Será que se deixará tocar por Jesus e começará a acreditar na Sua palavra que é Ele mesmo, Ele é a Palavra e vida de Deus entre nós!
O coração queima, quando pensámos e sentimos isto profundamente.
Senhor, aumentai a nossa Fé!
Aumentai a Fé de toda a gente, Enchei toda a gente da doçura inconfundível do Vossos AMOR!
Hermínia Nadais

domingo, 8 de setembro de 2019

NATIVIDADE DE MARIA!


Sim! Celebra-se hoje a Natividade de Maria, porque Ela nasceu, e tal como com o Seu Querido e Amado Filho Jesus, naquele tempo não havia assentos de nascimento, ou seja, nada ficava escrito acerca do nascimento das pessoas. Depois… claro que para as pessoas mais importantes acabavam sempre por arranjar um dia de nascimento. E o interessante é que, feitinhas as contas, nasciam com os nove meses certinhos. Pensemos na nossa muito Querida Mãe Maria… de oito de Dezembro, dia da Imaculada Conceição de Maria, até oito de Setembro, são nove meses certinhos.
Tal como Jesus que, desde a Anunciação do Anjo festejada a 25 de Março, a 25 de Dezembro estão os nove meses certinhos!
Claro que se não sabe ao certo em que dia nasceram, mas nasceram por muito Amor que deve ser por nós celebrado, pois esse Amor que tinham e têm abrange toda a humanidade de todos os tempos.
Como Deus é grande! E como encaminha as coisas sempre à Sua maneira! È incrível, mas é verdade!
Santos dos Santos, por Quem os santos chegam à santidade, quiseram nascer como nós para nos ajudar a viver como Eles! A tentar viver ao jeito deles… assim como «» Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301) monja beneditina Exercícios VII, SC 127
Eis que os meus pecados me causam vivo temor, que as minhas omissões me enchem de profunda vergonha, que a dissipação da minha vida suscita em mim grande receio. Temo o exame futuro em que terei de dar contas a Cristo, o homem nobre.
Se Ele quisesse exigir de mim o tempo que me confiou em depósito, e a inteligência, esse talento que me confiou para dar juros, eu ficaria sem resposta para Lhe dar. Que poderia eu fazer? Para onde me voltaria? Não sei cultivar a terra; de mendigar, tenho vergonha (cf Lc 16,3). Ó Ternura! Ternura! Abre a tua boca e que o teu doce conselho me reconforte a alma. Pela tua graça, responde-me: que decidirás fazer-me nesta conjuntura, Tu que, segundo o teu nome, és um coração verdadeiramente terno, e sabes perfeitamente o que nesta conjuntura me convém. Pela tua graça, perdoa-me e vem em meu socorro; não me olhes com indiferença nesta tribulação. Deixa-Te comover pela pobreza do meu espírito e, com o coração tocado pela compaixão, diz-me na tua bondade: «Façamos, tu e Eu, bolsa comum» (cf Prov 1,14).
Ó Ternura! Ternura! Não tens em Ti tantas e tão belas riquezas, que o céu e a terra não chegam para contê-las? Tu levaste o meu Jesus a dar a sua alma pela minha alma, a sua pela minha vida; dessa maneira, tornaste meu tudo o que é seu e assim, pela sua abundância, fizeste crescer os recursos do pobre. Pela tua graça, convoca a minha famélica alma às tuas liberalidades, a fim de que eu viva plenamente das tuas riquezas e, por Ti criada e por Ti alimentada, não fraqueje no serviço do Senhor, até que, sob a sua orientação, regresse ao meu Deus e entregue o espírito Àquele que mo deu (cf Ecle 12,7). «» Entregar o espírito a quem no-lo deu é morrer, partir para a eternidade!
Os santos são  importantes, muito importantes, não para lhes fazermos estátuas para enfeitar altares ou andores e lhes fazermos festas, mas muito mais para tentarmos saber algo sobre as suas vidas para podermos aprender deles a viver o mais possível ao jeito de Jesus!
Não sei mais que diga!
Que Maria Santíssima nos proteja e ajude a imitar as palavras, gestos e atitudes de Jesus, amando desinteressadamente, por Ele, a toda a gente em geral, porque o Amor com que Ele, Jesus, nos ama, é de todo especial!
Que sempre seja louvado!
Hermínia Nadais

sábado, 7 de setembro de 2019

E SEMPRE… AMOR!

Um dia, faz tempo, quando me disseram que o Amor me amava intensamente fosse eu como fosse e fizesse o que fizesse, fiquei a pensar nessa beleza de Amor total e gratuito sem qualquer peso ou medida. E aos poucos, a minha vida foi-se transformando num constante Hino de Louvor ao Amor que me habita e faz viver do Amor, em Amor e por Amor!
O Amor, eu não sei o que é o Amor! A Esperança diz-me que é a felicidade suprema e eu acredito pela Fé incondicional que deposito no Amor.
Mas, o Amor, só olha para si em função do Outro, e quando por qualquer razão o outro sofre ou é infeliz, o Amor sofre com esse outro, esteja onde estiver.
E assim, o Amor é dor, amargura, sofrimento, cruz!
Não uma cruz detestada da qual se foge, mas uma cruz pesada e doce que aperta fortemente o peito mas alivia o coração e aumenta a vontade e capacidade de trabalho e doação.
O sono esvai-se. O silêncio atrai todos os sentidos, porque é no silêncio que o Amor nos mostra o caminho a percorrer no cumprimento de Sua vontade. E acabamos tão perdidos e imersos no Amor que os desejos de morte e de vida baralham os sentimentos que não conseguem segurar as emoções.
É preciso continuar a viver para aumentar o Amor em nós e espalhar o mais que se possa o Amor em quem nos rodeia, mas aqui, neste recanto maravilhoso onde o Criador nos plantou, nunca conseguiremos ser plenamente saciados do Amor, e a sede do Amor pleno vivido em plenitude e em segurança eterna faz desejar a morte.
Que estranha esta vida… em que a vida e a morte se amam e desejam tanto!...
Hermínia Nadais
2012/12/20 – 12.10h

terça-feira, 3 de setembro de 2019

NUNCA É DEMAIS FALAR DE AMOR!


Falar, não de qualquer amor, mas do Amor verdadeiro com que Deus nos ama e com que devemos amar-nos uns aos outros, ou seja, amar-nos mutuamente!
O verdadeiro Amor tudo crê, tudo suporta, tudo esquece, tudo compreende, tudo aceita ou leva a que possa ser aceite, porque faz tudo pelo bem do outro ou outra com quem se vai cruzando nos caminhos da vida no decorrer dos dias!
«»
"AMPARAR-NOS UNS AOS OUTROS"
Qualquer grupo de pessoas, uma família, um grupo de amigos ou equipe de trabalho, pode se tornar uma comunidade fraterna se ali se vive o amor mútuo.
A família, em primeiro lugar, deve dar testemunho de fraternidade, eliminando as más influências do individualismo e do egoísmo.
Entre amigos não é diferente: devemos viver uns pelos outros criando laços de amizade sincera e verdadeira, que fazem cada um estar pronto a dar a vida no serviço aos demais.
Nas associações, nas comunidades de nossas igrejas, no ambiente de trabalho, podemos levar o espírito de fraternidade, que faz de todos uma coisa só, uma família, filhos de um único Pai.
Amparar-nos mutuamente, confortar-nos nos momentos difíceis, edificar-nos com palavras de encorajamento, de apoio, de afeto fraterno.
Onde existe fraternidade, prevalece a alegria.
Abraços
Apolonio
«»
Isto… não são brincadeiras, são realidades experimentadas por muita gente… e que seria muito bom que fossem experimentadas por toda a gente!
Amar… toda a gente ama! Mas como ama… e o que ama… faz toda a diferença!
Aprendamos a amar como Deus nos ama, sem peso nem medida! E isto não é brincadeira, é coisa séria! Ama-nos ao ponto de nos levar a fazer o que é necessário de uma maneira simples… tão simples e maravilhosa que acabamos por compreender que não tínhamos cabeça para proceder assim, que ali esteve, de facto, a Mão Maravilhosa e amorosa de Deus!
São experiências inesquecíveis e que nos levam a tentar tudo por tudo por sermos cada vez melhores, mais responsáveis, mais amigos, mais… que nem sei explicar!
Que sempre seja louvado!   

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

ESTE… ENCANTOU-ME!


Sim! Este texto meditativo recolhido de ‘Evangelizo’ encantou-me… graças ao que o bom Deus tem feito por mim e comigo!
De arrogante quase 100%, de saber e fazer tudo melhor que todos…  aos pouquinhos… fui entrando na ordem. Foram muitas as recaídas, mas valeu a pena!
Não me envergonho do que digo, cada um é como é, mas ao verificar o que em si está mal, tem que fazer tudo para se autocorrigir. Foi e é o que vou fazendo todos os dias!
É uma forma de ser sempre criança como Jesus nos disse: ‘Se não vos fizerdes como crianças não entrareis no reino dos céus’.
Tenho pensado nesta frase inúmeras vezes, aliás, trago-a bem presente nas minhas atitudes de todos os momentos.
Do Beato Charles de Foucauld
1858-1916) eremita e missionário no Saara, num retiro, Terra Santa, Quaresma de 1898
[Diz Cristo:] Vede a minha dedicação aos homens para perceberdes como deve ser a vossa. Vede essa humildade para bem do homem e aprendei a abaixar-vos para fazer o bem [...], a tornar-vos pequenos para ganhar os outros, a não receardes descer, perder os vossos direitos, para fazer o bem, a não acreditardes que, descendo, perdeis a capacidade de fazer o bem. Pelo contrário, quando desceis, imitais-Me; ao descer, empregais, por amor aos homens, o meio que Eu próprio empreguei; ao descer, caminhais pelo meu caminho e, por conseguinte, na verdade; e estais na melhor situação para ter a vida e a dar aos outros. [...] Eu ponho-Me ao nível das criaturas pela minha encarnação, ao nível dos pecadores [...] pelo meu batismo: descida, humildade. [...] Descei sempre, humilhai-vos sempre.
Que os que são os primeiros se mantenham sempre no último lugar, pela sua humildade e a sua disposição de espírito, em sentimento de descida e de serviço. Amor aos homens, humildade, último lugar: no último lugar enquanto a vontade divina não vos chamar a outro, porque nessa altura é preciso obedecer. Primeiro que tudo, a obediência, a conformidade com a vontade de Deus. Quando estiverdes no primeiro lugar, mantende-vos no último em espírito, pela humildade; ocupai-o em espírito de serviço, sabendo que só estais nesse lugar para servir os outros e os conduzir à salvação
É muito difícil saber ao certo o que fazer, saber como imitar o comportamento de Jesus, mas é possível aproximarmo-nos o máximo com a Sua ajuda e do Seu Espírito Santo!
Não tenho de que me queixar, tenho, sim, de agradecer!
 No meio de todas as coisas menos boas que acontecem na vida, é a presença de Jesus que nos suporta de pé e nos ajuda a mudar, a amar como convém, a estar presente sempre que se pode, a ser forte perante adversidades, tudo na busca da humildade que Jesus nos ensinou a viver!
Por tudo quanto nos dá, por tudo quanto nos ensina e ajuda a ser, que Deus seja louvado!
Hermínia Nadais