quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

AS CINCO CHAGAS DO SENHOR!

Hoje, sete de Fevereiro, liturgicamente, é um dia muito importante, pois é a celebração das Cinco chagas de Jesus Cristo!
Olhar a Jesus chagado por nós, é ganhar coragem e força para carregar com as dificuldades que se nos deparem na vida e O seguir!
Nunca será demais pensar nas Sagradas Chagas de Jesus Cristo, pois é o sangue delas que nos sustenta de pé!
Queixamo-nos tanto de tudo o que nos acontece... e não pensamos sequer que Jesus sofreu muito mais e nunca se queixou!
Às vezes sai-me da boca o ‘Pai, se Te for possível, afasta de mim este... (tantas coisas diferentes)’. Mas logo me saem da boca aquelas outras palavras de Jesus: ‘mas não se faça a minha vontade, mas sim a Tua!’
Acho maravilhoso este texto de
São Bernardo (1091-1153)
monge cisterciense, doutor da Igreja
2.º sermão para a festa de Santo André
«Oh cruz há tanto tempo desejada, oferecida agora às aspirações da minha alma, venho a ti com gozo e confiança. Recebeme com alegria, a mim, discípulo daquele que pendeu em teus braços.» Assim falava Santo André [segundo a tradição] vendo ao longe a cruz que fora erigida para o seu suplício. De onde vinham a este homem alegria e exaltação tão espantosas? De onde provinha tanta constância num ser tão frágil? De onde obtinha este homem uma alma tão espiritual, uma caridade tão fervorosa e uma vontade tão forte? Não julguemos que encontrava tão grande coragem em si próprio: era o dom perfeito que descia do Pai das luzes (Tg 1,17), daquele que é o único que opera maravilhas. Era o Espírito Santo que vinha em auxílio da sua fraqueza, e que espalhava no seu coração um amor forte como a morte, e mesmo mais forte do que a morte (Ct 8,6).
Queira Deus que também nós participemos hoje nesse Espírito! Porque se agora o esforço da conversão nos é penoso, se velar em oração nos aborrece, é unicamente devido à nossa indigência espiritual. Se o Espírito Santo estivesse connosco, viria seguramente ajudar-nos na nossa fraqueza. O que fez por santo André face à cruz e à morte, fá-lo-ia também por nós: retirando ao labor da conversão o seu carácter penoso, torná-lo-ia desejável e mesmo delicioso. […] Irmãos, procuremos este Espírito, envidemos todos os nossos esforços para O possuir, ou possuí-l'Omais plenamente se O tivermos já. Porque «se alguém não tem o espírito de Cristo, não Lhe pertence» (Rom 8,9). «Nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus» (1Cor 2,12). […] Devemos pois tomar a nossa cruz com santo André, ou antes, com aquele que ele seguiu, o Senhor, nosso Salvador. A causa da sua alegria era que, não só morria com Ele, mas como Ele, e que, unido tão intimamente à sua morte, reinaria com Ele. […] Porque a nossa salvação está nesta cruz.
Compreendo que não são minhas estas palavras, mas do Espírito Santo de Deus que, não obstante as minhas fragilidades e quedas me assiste constantemente.
Tempos houve em que me julgava forte... agora... graças ao bom Deus, reconheço-me fraca nas mãos do Senhor que me vai orientando na vida!
Que seria de mim sem Ele! Não consigo imaginar!
Ó Cruz, símbolo do sofrimento salvífico, que na tua haste vertical ligas o Céu à terra... e na haste horizontal ligas, ou queres ligar, os homens e mulheres entre si, que sejas o encanto da minha vida! Que nunca Te negue mas Te agarre com toda a minha força, mas Tua maior Glória, Senhor Jesus, e para poder estar mais unida a Ti na salvação e felicidade dos homens meus irmãos!
Que sempre sejas louvado!
HN

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS!


Esta frase é muito fácil de dizer... mas de praticar... não é tanto assim!
Temos a tendência de olhar as coisas e de as medir por nós mesmos, e como temos inúmeras falhas, acabamos por pensar que toda a gente é uma falhada.
Claro que defeitos... toda a gente tem! Mas não somos nós que os sabemos... nem o porquê da sua existência, a não ser que conheçamos muito bem a pessoa em causa, mas ainda assim, o´mais certo é errar.
Para não julgarmos ninguém temos que ter um grande grau de humildade, de paciência, de determinação... pureza de pensamento, aceitação do outro tal como ele é e não como o pensamos!
«»
"ELIMINAR TODO JULGAMENTO"
Julgar é ter a pretensão de saber a intenção do outro.
Julgar é interpretar as ações do outro pelo viés negativo, ou ainda, acreditar e difundir a maledicência proferida por outras pessoas.
O julgamento destrói a imagem do outro dentro de nós.
Mesmo quando o irmão erra, não cabe a nós julgá-lo e condená-lo. Às vezes devemos admoestar ou fazer uma denúncia porque todos nós somos vulneráveis e sujeitos ao erro, e o mesmo julgamento pode recair sobre nós.
Devemos substituir o julgamento pela misericórdia que justifica o outro em nosso coração.
No mundo de hoje temos tantos receios, tanta desconfiança, que esquecemos de amar.
Amemos além das aparências, isso recoloca a nós e aos outros diante da própria consciência.
Eliminemos todo julgamento, para nos vermos uns aos outros como Deus nos vê.
Abraços
Apolonio
«»
Belíssima esta meditação! Muito certa, muito coerente, muito verdadeira!
Mesmo depois de muito treino nesta maneira de ser e agir, ainda temos recaídas, ainda julgamos!
Muito delicada esta situação... é um trabalho para toda a vida, disso não tenho dúvidas, falo por mim, como é evidente... porque se bem se ler o que escrevi... estou a julgar, ainda que o não pareça.
Que o Espírito Santo nos oriente e guie todos os nossos passos, que bem necessitamos!
Continuação de boa semana!
HN

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

NA PAZ DO CORAÇÃO!



Na paz do coração, na paz de cada coração, está a paz das famílias, das sociedades, do mundo!
Urge aprender a viver em paz connosco mesmos, e quando sentirmos a enorme dificuldade que a princípio essa situação nos acarreta, invocaremos o Senhor Jesus e Sua Mãe para nos ajudarem, o Espírito Santo para nos fortalecer, Deus Pai para nos acolher.
Só com Deus connosco e bem dentro de nós, assumidamente, poderemos ser mensageiros de Paz, não da nossa paz, mas da Paz de Deus que está em nós!
«»
"BUSCAR E CONQUISTAR A PAZ"
Os conflitos surgem por causa das diferenças.
Se aproveitarmos as diferenças como enriquecimento recíproco, as transformaremos em ocasião para o diálogo, que não é um debate de ideias, mas um saber escutar e respeitar.
O diálogo contribui para a construção de um mundo onde a variedade é riqueza e onde as diferenças unem em vez de separar.
O espaço que o outro precisa para se exprimir está dentro de mim, porque nenhum direito que lhe seja conferido o fará exprimir-se livremente se eu não me colocar na disposição de uma escuta profunda e total. E isso só acontece se eu já tiver a paz em mim, se tiver a paz dentro do meu coração.
Portanto, a atitude de transformar o conflito em diálogo depende de mim.
Na família, no trabalho, em qualquer ambiente, devemos buscar e conquistar a paz.

Abraços
Apolonio
«»
Claro que os conflitos surgem por causa das diferenças... mas... que seria da nossa sociedade se todos fôssemos iguais, se pensássemos todos da mesma forma, se tivéssemos todos as mesmas ideólogas???
As diferenças não podem ser encaradas como algo de mau, mas de muito bom, pois são uma forma de aprendermos uns com os outros, de nos aperfeiçoarmos cada vez mais, de nos tornarmos mais fortes, unidos, coesos!...
Olhemos os outros com amor, como quem olha para algo que nos completa.
Porque... não tenhamos ilusões... nós, com as nossas diferenças, completamo-nos uns aos outros!
Por alguma razão fomos criados para viver em sociedade, pois só em sociedade nos completamos! Sociedade familiar, profissional, de grupos de amigos, de aldeias... vilas... cidades...
Que saibamos ouvir, escutar, interiorizar, compreender, e atuar!
Que o Senhor de toda a Paz nos ajude!
HN

domingo, 3 de fevereiro de 2019

O MÉDICO POR EXCELÊNCIA


Gostei tanto do que li que não consegui calar-me, apressei-me a partilhar.
O texto chegou-me através de “Evangelizo” e é da autoria de Santo Agostinho:
«»
Veio até nós um médico para nos restituir a saúde: Nosso Senhor, Jesus Cristo. Vendo a cegueira do nosso coração, prometeu-nos a luz que «os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu» (1Cor 2,9).
A humildade de Jesus Cristo é o remédio para o nosso orgulho. Não duvides nunca de quem te traz a cura e sê humilde, tu por quem Deus Se fez humilde. Com efeito, Ele bem sabia que o remédio da humildade seria a tua cura, porque conhece muito bem a enfermidade e sabe como se cura. Uma vez que não podias ser tu a visitar o Médico, foi o Médico que veio visitar-te. [...] Veio ver-te e veio em teu socorro porque sabe muito bem de que necessitas.
Deus veio na sua humildade para que o homem O pudesse imitar, pois se tivesse permanecido inacessível, como poderíamos nós imitá-l'O? E, sem O imitar, como poderíamos ser curados? Veio na humildade porque sabia muito bem qual o remédio que devia receitar: um pouco amargo, por certo, mas salutar. E tu? Continuas a duvidar d'Ele, de quem te oferece a sua taça, e murmuras: «Mas que Deus é este, Senhor? Nasceu, sofreu, foi coberto de escarros, coroado de espinhos, cravado numa cruz!» Miserável alma, que vês a humildade do Médico mas não o cancro do teu orgulho! E é por isso que a humildade não te agrada. [...]
Por vezes acontece aos doentes mentais baterem nos médicos; neste caso, porém, o Médico, que é misericordioso, não só não fica indignado com quem Lhe bate, como ainda cuida de o tratar. [...] O nosso Médico não teme ser atacado por pacientes dementes. Ele fez da sua morte o remédio para eles. Com efeito, Ele morreu e ressuscitou.
«»
Humildade... é o contrário de orgulho, arrogância... é contra o eu sou... eu sei... eu quero... frente a quem nos rodeia!
Eu sou o maior... eu sei tudo... o que eu quero tem que ser feito porque EU sou... o maior, mais esperto, mais inteligente, mais... mais... mais...
Claro que eu tenho que ser mais! O querer ser mais só é mau quando nos colocamos acima de algo ou alguém.
Se eu, para mim mesmo, quero ser o mais pequeno, porque tenho diante de mim as qualidades de quem me rodeia; quero ser o que quer aprender mais porque sabe muito mas compreende que o muito que sabe não é nada em relação com o que há para aprender; se eu quero ser uma pessoa mais digna e dignificante porque reconheço os seus erros e limitações... posso ser mais, tenho mesmo que ser mais!
O Médico Divino, Jesus Cristo, era o mais, o maior em tudo, e aceitou ser o mais pequeno para nos tornar maiores!
As Leituras Bíblicas de hoje são de encantar, e esta meditação enche-nos o coração!
Senhor! Que a humildade seja o nosso querer constante na busca do verdadeiro Amor, que és Tu, para a vida de toda a gente que amas e desejas muito feliz, junto de Ti!
Quando alguém morre, choremos de saudade, mas alegremo-nos porque o Céu vai-se enchendo, assim, de amigos nossos, que ficarão à nossa espera e a pedir a Deus por nós!
Não é isto a Comunicação dos Santos de que a Tua Palavra, Tu, nos falas, Senhor?
Que sempre sejas louvado!
Para toda a gente, um bom final de domingo e uma boa semana!
HN

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

MAS... ONDE ESTARÃO OS PERSEGUIDOS?


Como somos universalistas, e ainda bem, preocupamo-nos com as pessoas que de algum modo são perseguidas, pela sua raça, credo ou cor!
Claro que não podemos ficar indiferentes, são irmãos nossos que sofrem, o que, de modo algum, podemos permitir. E como nada mais podemos fazer, rezamos por eles, ou melhor dito, dizemos a Jesus/Deus que estamos com Ele na luta pela liberdade dessas pessoas que, por Ele e com Ele, amamos.
Mas... bem vistas as coisas... melhor pensadas e sentidas... onde estarão os perseguidos? Quem, realmente, será perseguido?
Todos nós, invariavelmente! Quando algo nos incita a sermos o que não devemos no nosso viver de cada momento.
Pode ser... é... uma perseguição invisível a quem quer eu seja... mas sensível à pessoa que luta pela dignidade em si e nos demais, e sente, no mais profundo do seu íntimo, que algo a desvia do caminho que, decididamente, quer seguir.
É então que surge o ‘Senhor, dá-me força... não me deixes cair!’
E se acaba por haver queda surge o ‘Senhor, desculpa, não sei como fiz isto, ajuda-me a superar as minhas fraquezas!’
Isto são perseguições que todos temos, sem dúvida! São perseguições para as quais devemos estar preparados, preparadas, porque, muitas vezes, partem de nós mesmos, do ‘ser humano’ que somos e como tal desejamos que tudo seja fácil... mesmo sabendo que não é... que para sermos o que devemos temos de lutar contra as nossas fragilidades... a que muitas vezes chamamos de demónio!
O maior demónio para nós... somos nós!
Esquisito... pois é! Andei muito tempo para descobrir isto, agora, que o descobri, afirmo-o, e partilho, pode ser que ajude alguém a fugir de si mesma para poder ser a pessoa que Deus sonhou e sonha para si própria.
Meus Deus! Pareço doida!  
Talvez... por Ti!...
«»
São Cirilo de Jerusalém (313-350)
bispo de Jerusalém, doutor da Igreja
18.ª Catequese aos Iluminandos, 23-25
A Igreja é chamada católica ou universal porque está espalhada por todo o mundo, de uma à outra extremidade da Terra, e porque ensina, universalmente e sem erro, toda a doutrina que os homens devem conhecer, sobre as coisas visíveis e invisíveis, celestes e terrenas. É chamada católica também porque conduz ao verdadeiro culto toda a classe de homens, autoridades e súbditos, doutos e incultos. É católica finalmente porque cura e sara todo o género de pecados, tanto os da alma como os do corpo, e possui todo o género de virtudes, qualquer que seja o seu nome, em obras e palavras, e os mais diversos dons espirituais.
Com toda a propriedade é chamada Igreja, quer dizer, assembleia convocada, porque convoca e reúne a todos na unidade, tal como o Senhor determina no Levítico: «Convoca toda a assembleia para a entrada da tenda da reunião» (8,3) [...]. E no Deuteronómio diz Deus a Moisés: «Convoca o povo para junto de Mim, a fim de ouvirem as minhas palavras» (4,10). [...] Também o salmista proclama: «Eu Te darei graças na solene assembleia, e Te louvarei no meio da multidão» (Sl 35,18) [...].
Mas foi a partir das nações gentias que o Salvador instituiu uma segunda assembleia, a nossa Santa Igreja dos cristãos, acerca da qual disse a Pedro: «Sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do abismo nada poderão contra ela» (Mt 16,18). [...] E quando a primeira assembleia, fundada na Judeia, foi destruída, multiplicaram-se por toda a Terra as Igrejas de Cristo. Delas falam os salmos, que dizem: «Aleluia! Cantai ao Senhor um cântico novo, louvai-O na assembleia dos fiéis!» (149,1). [...] E é a respeito desta nova Igreja Santa e Católica que Paulo escreve a Timóteo: «Quero que saibas como deves proceder na casa de Deus, esta Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade» (1Tm 3,15).
«»
A Igreja do Deus vivo não é de pedra, é de carne humana. Todos juntos, com Jesus Cristo, somos a Sua Igreja, um Corpo Místico, mas um Corpo, invisível mas sensível e real.
Vou acabar com as minhas loucuras de hoje!
Bom dia!
HN

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

(RE)NASCER NO AMOR!...


Fala-se por demais em amar e em amor, mas a maior parte das vezes não damos às palavras o seu verdadeiro significado o que retira delas todo o seu valor!
Amar é ser presente, escutar, compreender, exortar, viver e preocupar-se com a vida do outro sem se intrometer, dar e dar-se, entregar e entregar-se, é dar um sorriso, um bom dia, um olé, um estou aqui, do teu lado, para o que der, e vier.
É assim que Deus/Amor nos ama... e é assim que quer que nos amemos!
Claro que não somos capazes sozinhos, mas com Deus, bem ao jeito de Jesus!
Cada um ou uma de nós e Deus deve ser um só, assim do jeito de Jesus com o Pai.
Quando pensamos no amor entre os esposos não nos apercebemos que o Amor de Deus por nós é muito maior, e se não é Deus a unir os esposos, nada terá mais jeito.
Tudo pode parecer perdido, mas se nos voltarmos para Deus que nos espera de braços abertos, se guardarmos o nosso coração bem juntinho do coração de Deus, Ele nos trabalhará a Seu jeito e com o decorrer do tempo acabamos por compreender que renascemos no amor, no Amor verdadeiro porque no Amor de Deus!
Posso parecer louca... mas não! O que não sei é descrever melhor o que acontece comigo e com Deus... e o que pressinto e sinto profundamente que Deus vai fazendo comigo não obstante as minhas misérias e fraquezas que Ele compreende e aceita melhor do que eu.
«»
São Bernardo (1091-1153)
monge cisterciense, doutor da Igreja
Sermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos
«Beija-me com ósculos da tua boca» (Cant 1,2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. [...] Não seria possível encontrar palavras mais doces para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única até a carne que em conjunto constituem (Gn 2, 24). [...]
Se a palavra «amar» convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, é compreensível que se dê o nome de esposa à alma que ama a Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que lhe arde dentro. [...]
Sim, o seu amor é casto, pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não alguma coisa que Lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela não ama com um desejo pesado da carne, mas com pureza do espírito. O seu amor é ardente, pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a Terra? (Sl 103,32). E é a este que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. [...] Que força, a do amor! Que confiança e que liberdade no Espírito! Não há maneira mais clara de manifestar que «o amor perfeito afasta o temor» (1Jo 4, 18).
«»
Temor... de magoar o Senhor! Porque, aconteça o que acontecer, com Deus nunca estaremos sós. E como a vida não acaba aqui, quando para aqui acabar, poderemos sentir-nos em festa, porque na verdadeira felicidade sem fim que o Senhor Deus criou para nós junto d’Ele!
Que não a merecemos... é um facto! Mas que Ele no-la quer dar... é uma realidade!
Então... aproveitemo-la bem!
Boa noite, com Deus Amor!
HN

sábado, 26 de janeiro de 2019

PENSAR COM OS IRMÃOS... É BELO E BOM!


Gosto muito de dizer, pensar e fazer do ‘Natal’ todos os dias, pois sempre que há um (re) nascimento... é ‘Natal’!
E temos tantos (re)nascimentos...
Todas as vezes que damos conta das nossas quedas recordamos as nossas fragilidades e tentámos (re)agir, repetir o gesto de uma outra forma mais eficiente e agradável a nós mesmos, a Deus e aos homens;
ao olharmos os irmãos e irmãs, mais carinhosa e atentamente, procurando ser-lhes presente em todas as ocasiões; na partilha do que temos e somos com quem connosco se vai cruzando no decorrer dos dias... há sempre um renascimento, um procurar ser melhor, um melhorar dos nossos comportamentos menos bons transformando-os em comportamentos mais aceitáveis a uma vida mais digna como Jesus nos ensinou... e tudo isto é ‘Natal’!
Se pensarmos e agirmos desta forma... será, de facto, ‘Natal’ todos os dias... e nós seremos sempre ‘meninos’ na busca de uma melhor forma de ‘ser’ e  ‘estar’.
«»
São Leão Magno (?-c. 461) papa, doutor da Igreja
6.º sermão para o Natal
A majestade dos Filho de Deus não desprezou a infância. Mas a criança foi crescendo até à estatura do homem perfeito; seguidamente, quando realizou plenamente o triunfo da sua Paixão e ressurreição, todas as ações de condição humilde que fizera por amor a nós se tornaram passado. Contudo, a festa do seu nascimento recorda-nos os primeiros momentos de Jesus, nascido da Virgem Maria. E, quando adoramos o nascimento do nosso Salvador, celebramos a nossa própria origem.
Com efeito, o cristianismo inicia-se quando Cristo vem ao mundo: o aniversário da cabeça é o aniversário do corpo. Certamente que cada um dos que são chamados o é na sua vez, e que os filhos da Igreja aparecem em diferentes épocas. No entanto, assim como todos os fiéis, nascidos da fonte do batismo, foram crucificados com Cristo na sua Paixão, reanimados na sua ressurreição e se sentaram à direita do Pai na sua ascensão, assim também todos nasceram com Ele na sua natividade.
Todo o crente que renasce em Cristo após ter abandonado o caminho do pecado original, seja de que parte do mundo for, torna-se um homem novo pelo seu segundo nascimento. Já não pertence à descendência de seu pai pela carne, mas à estirpe do Salvador, porque este Se tornou Filho do homem para que nós possamos ser filhos de Deus.
«»
Pensar com os irmãos é belo e bom!
Quanto atrás referi... está nesta meditação maravilhosa que este grande Irmão Santo nos deixou!
Não sei mais que diga! Que a nossa vida seja sempre, ininterruptamente, um constante e maravilhoso (re)nascimento, para que sempre seja Natal... como a Trindade quer e nós desejamos!
Bom e santo fim de semana... renascendo a cada instante!
HN

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

‘SER’... OU ‘NÃO SER’!...


Ser... ou não ser... é uma questão que nos devemos colocar a nós mesmos, pois devemos ser e parecer o que somos e não o que parecemos ser, o que algumas vezes não acontece!
No meio de sofrimentos, desilusões, aflições, desesperos, acabamos por dizer palavras inconvenientes ou ter atitudes descabidas...
E quando damos conta das ações feitas... já não há nada a fazer! E ‘chorar sobre leite derramado’ não consegue colocar de novo o leite na vasilha.
Vem então a interiorização e reflexão, o arrependimento, a preocupação com o mal feito, e normalmente surge uma conversa inaudível e séria que nos leva a atitudes de mudanças interiores e exteriores: ´Ó Senhor, porque fiz isto? Porque disse aquilo? Onde estavas para me deixares proceder assim?
Senhor! O que queres com tudo isto?’
Perante situações destas, as pessoas que nos observam podem tirar as mais variadas ilações!
Se despertas das debilidades próprias e alheias... aceitam e compreendem os fracassos; se não... talvez nos critiquem e pensem de nós o pior, mas o mais deplorável é que, se o que dissemos e fizemos tinha a ver com alguém, esse alguém acabou denegrido por nossa causa... e para apagar aquela nódoa... teríamos de nos desdizer, o que, dada a realidade, não pode acontecer... porque... não mentimos... apenas... desabafamos!
Mas era escusado aquele desabafo que nos deixa numa tremenda confusão difícil de retirar da cabeça e do coração!
E quantas vezes isto acontece... quase sem nos darmos conta!
Então? Somos?... Mas somos... que pessoas?
Se não fosse a enorme confiança em Deus Amor que nunca nos desampara e está sempre pronto a socorrer-nos nas nossas fraquezas... não sei que seria de nós!...
Para cada um de nós... ‘Ser’... ou ‘Não Ser’... estará sempre na entrega e confiança que depositarmos em Deus Nosso Senhor que se nos apresentou, tal qual é, em Jesus Cristo, Amor, Dádiva, Entrega, Procura, Esperança. Caminho, Verdade, Vida!...
Que sempre seja louvado!
HN

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

BODAS... DE CANÁ!...


Caná! Casamento! Bodas! Água! Vinho! Milagre!
O Milagre da Vida! Da verdadeira Vida! Da vida com Deus bem ao jeito de Jesus, o convidado especial das bodas!
Não das Bodas de Caná, mas de todas as bodas de casamento!
Bodas de Casamento... sim... da união entre um homem e uma mulher... mas antes e acima de tudo da união de cada pessoa com Deus... de Deus com cada pessoa... e de Deus com todas as pessoas, com a Humanidade!
A Humanidade... aonde o Amor ainda é escasso... porque ainda não aprendeu a viver com Deus... bem ao jeito de Jesus!
Caná... é o lugar certo onde cada um de nós vive; Casamento, o encontro pessoal e profundo da pessoa com Deus, o maior Amor da vida, o verdadeiro Amor de todas as vidas, porque é somente Amor!
Bodas... a alegria do encontro com Deus, o encontro com Deus na Eucaristia onde Jesus renova a oferta do Calvário, muda o vinho, a água e o pão no Seu próprio corpo para o alimento das nossas almas, para a felicidade das nossas vidas!
A Água/a falta de Amor.... que Jesus transforma em Vinho, o vazio das nossas vidas a que Jesus oferece o Amor profundo que nos enche por completo o coração!
O Milagre... a mudança da água em vinho... na mesa da Eucaristia... no Altar das ofertas onde se opera a mudança... no Altar das ofertas onde depositamos as nossas debilidades e fracassos para que Jesus nos ajude a fortalecer as nossas atitudes para que o Verdadeiro Amor seja uma realidade nas nossas vidas!
Não! Não vou à missa por obrigação, mas por muito... muito Amor a Jesus e aos irmãos! Por muito Amor a Jesus para poder estar mais próxima d’Ele e poder recebê-l’O sacramentalmente no meu pobre coração, e por muito Amor aos irmãos para pedir a Jesus/Deus por eles e para aprender a ser mais próxima deles e mais entregue às suas necessidades ou alegrias.
As maravilhas das Bodas de Caná vão-se multiplicando no tempo, e mais se multiplicarão quando os homens e mulheres conseguirem aprender a olhar Deus como Pai que nunca nos abandona e a Jesus como um Amigo que nunca nos falha!
Leva tempo! Mas é a maior felicidade!
O trabalho que em nós desenvolve torna-nos mais humanos e cristãos, ou seja, mais parecidos com Jesus Cristo nas maneiras de pensar, de ser e de agir!
Não sei mais que dizer, pois é difícil escolher o quê de tantas coisas de que me fala o silencioso coração... que  aumentou de volume e quase não me cabe no peito!
Mas é tarde, e alguém está a precisar de mim para poder dormir em paz.
Boa noite e bom fim de semana recheadinho do vinho milagroso das Bodas de Caná, o Vinho Novo do Verdadeiro Amor!
HN

domingo, 13 de janeiro de 2019

BATISMO DE JESUS


Recordamos hoje a Celebração do Batismo de Jesus, por São João Batista, no Rio Jordão!
É a passagem de Tempo de Natal para o Tempo Comum em que, segundo cada evangelista, se vai revendo a cada dia o que Jesus foi fazendo nos três anos de pregação em que Se deu a conhecer aos Homens Seus irmãos como a Face do Verdadeiro Deus junto de nós!
É um dia muito importante, importantíssimo, em que, para justificar a Verdadeira Essência Divina de Jesus, os Evangelistas apresentam a oração de Jesus, a presença do Espirito Santo sob o aspeto corpóreo de uma Pomba e a Voz do Pai afirmando Jesus como Filho!
A Santíssima Trindade ali presente, um mistério, que continuará para sempre mistério até que sejamos chamados daqui para a presença de Deus no que chamamos de eternidade.
Há muitas coisas que eu não entendo... e talvez nunca consiga perceber!
As pessoas mais idosas veem o Batismo como muitíssimo importante na vida das pessoas, que a partir dali ficam integradas no Corpo Místico de Cristo!
E a primeira preocupação quando nasce uma criança é a celebração do seu Batismo.
Eu sou batizada, dou graças ao Senhor por isso, mas tenho a impressão que Deus não gosta mais de mim por eu ter sido batizada, mas porque sou um ser criado por Deus através da minha mãe e do meu pai.
Se, realmente, Deus tivesse tanta predileção pelos batizados... que seria daqueles que ainda O não conhecem porque ninguém lhes falou d’Ele?
Os Batizados em Jesus Cristo, são Cristãos, com o dever de tornar Jesus Cristo mais conhecido e amado através das suas atitudes mais do que por palavras.
Será que é isso que vamos fazendo?
Sinceramente, não sei! Estou a atravessar uma fase muito difícil, falta de oração, de meditação, de paciência, de  autonomia... de tantas coisas, Senhor!...
Depois de tão maravilhosas vivências, aprendizagens, estudos... nunca pensei, espiritualmente, recuar no tempo... mas é o que me parece!
Estradas tortuosas da vida, que temos de atravessar!
Que Deus nos ajude, e o início do Tempo Comum faça continuar a caminhada, não ao sabor dos ventos e das marés, mas como realmente convém.
Boa semana!
HN