segunda-feira, 26 de junho de 2017

NÓS… E OS NOSSOS PRÓXIMOS!...


Quando o tempo não nos dá tempo para muito do que desejamos… algo tem que ficar… e não é por opção, é por prioridades primárias…
Estranha maneira de escrever, mas é mesmo assim.
Para partilhar aqui alguma coisa, a noite vai ficar curta demais… mas tenho muitas saudades deste cantinho… muito silencioso… mas que me diz muito, muito mesmo!... É um bocado de mim!
E porque esta maneira de agir está muito bem impregnada na minha vida… aqui vai mais uma partilha de uma ‘senha’ do Apolonio:  
«»
"ASSUMIR COMO NOSSAS AS DIFICULDADES DO PRÓXIMO"
A gratuidade de nossos gestos revela o imenso amor de Deus por cada pessoa com quem nos relacionamos, porque todo amor gratuito vem de Deus e a Ele retorna através dos irmãos.
Não importa se quem ama tem ou não um referencial religioso, se ama com pureza de coração é porque a essência do divino, que está em todos nós, o impulsiona a fazer o bem.
Comigo acontece muitas vezes que assumindo como minhas as dificuldades do próximo, depois encontro as minhas resolvidas ou amenizadas.
O amor realiza o milagre da comunhão assim como o fenômeno de um líquido dentro de vasos comunicantes, ao ajudar alguém a resolver seus problemas, ao mesmo tempo estou resolvendo também os meus. Ou acontece que diante de uma grande dificuldade de um irmão, a minha dificuldade parece mínima.
É como se Deus me dissesse: Faz algo por mim no irmão que eu farei por ti.
«»
Então?... Quem gostar… se ainda não tentou… há que começar!
Eu gostei… tentei… comecei… estou a conseguir… e posso garantir que, de facto, quanto mais nos dedicarmos aos irmãos mais sentimos Deus na nossa vida de cada momento. E de tal forma… intensivamente… que nem dá para explicar, pois parece um sonho!
Que Deus nos proteja a todos, com as graças que mais necessitarmos.
HN

terça-feira, 20 de junho de 2017

DESILUSÃO… OU TALVEZ NÃO!

Tudo quanto se nos tem metido pelos olhos e os ouvidos adentro faz-nos doer demais o coração. E isto porque, além de sofrer com os que sofrem e de pedir ao Senhor por toda aquela gente que ajuda e é ajudada, que tenta minimizar o sofrimento alheio… dos que perderam tudo quanto tinham até os próprios familiares e amigos… pouco ou mesmo nada mais podemos fazer.
Desilusão… ou talvez não! A vida é mesmo assim!
Tenho a dizer que é muito agradável dar uma volta por aí e ver tudo verde e florido… mas saltam-nos à vista as inúmeras ervas rasteiras e ramos secos, uns sobre os outros, apinhados, cobrindo todo o espaço, matas, pinhais, eucaliptais…
Ainda há dias… passando na dita Nacional 236 (agora denominada estrada da morte), olhando um pouco em redor, fizemos este reparo.
E isto não acontece só por aquelas bandas, mas junto de cada um de nós ao longo de quase todo o País.
A debandada dos povos para as grandes vilas e cidades na procura de emprego… acabaram nisto.
Quando leccionava… dizia muitas vezes aos meus alunos que ‘doutores’ eram todas as pessoas, cada uma na sua arte e ofício.
Tratar dos campos e das florestas é uma arte, é um doutoramento sem ‘Universidade’… mas nem por isso deixa de ser doutoramento.
Eu chamava os meus alunos muitas vezes à atenção para o respeito pelas pessoas, que deve ser igual para o varredor de ruas e limpador de matas como para os professores, doutores, enfermeiros, engenheiros, padres…
A Humanidade é um imenso todo, onde cada um é muito importante para todos os outros, pois somos nós, todos juntos que nos completamos uns aos outros para formarmos a Humanidade.
Olhemo-nos assim… um entre outros, todos diferentes nos gostos e aptidões e iguais na doação e amor, pois é a única forma de o mundo começar a ser muito, muito melhor para todos nós que nele nos sentiremos muito mais realizados e felizes!
Que Deus nos ajude, pois bem o necessitamos!

HN

segunda-feira, 19 de junho de 2017

PROBLEMAS… DEUS ‘RESOLVE’

Hoje… no desenrolar ritmado dos minutos, encontrei alguém aflito… muito aflito… sem saber o que deveria fazer da vida… vida que eu não conheço… mas que, com toda a certeza, tem momentos bons e menos bons como qualquer outra. Mas… vida em que ainda se dá alguma ou muita atenção às línguas que falam de tudo e de nada sem saber muito bem como nem porquê.
Foi muito doloroso para mim, até porque dificuldades toda a gente tem, e muitas ou todas as vezes, se não é o colocar todos esses problemas nas mãos amorosas de Deus acabámos por nos ver perdidos na vida, sem saber como proceder.
Então… veja o que me saiu:
‘Errar é humano.’ ‘Problemas toda a gente tem.’ ‘É preciso ter confiança.’ ‘Se não é Deus a resolver os nossos problemas… nós não os conseguimos resolver mesmo. Confie no seu coração, confie em Deus e faça o que entender que está certo. Uma coisa lhe prometo: rezar a Deus por si.’
Chego a casa, e logo que posso ir ao computador dou com estas palavras do Apolonio:
«»
"INCENTIVAR QUEM SE ENCONTRA EM DIFICULDADES"
Muitas pessoas estão à espera de um incentivo, de um encorajamento para enfrentar e resolver seus problemas.
Podemos demonstrar que estamos juntos, que nos interessa o seu bem e o seu sucesso. Às vezes basta uma palavra de incentivo para dar coragem a quem se encontra sem estímulo para enfrentar as dificuldades.
Palavras positivas, afirmar que tudo se resolverá, prometer estar unidos em pensamentos e em orações pode dar segurança a quem está indeciso, a quem deve se submeter a um tratamento de risco, a quem vai fazer um concurso ou uma entrevista de emprego. São muitas as ocasiões onde podemos ajudar com um incentivo.
Demonstrar a nossa fé na Providência Divina pode ser a maior ajuda que podemos dar a quem se encontra em dificuldades.
Testemunhar a nossa confiança em quem conhece todas as nossas necessidades, em quem afirma que até os fios de cabelo de nossa cabeça estão contados e nada foge aos cuidados do seu infinito amor.
«»
Agora me pergunto: será que fiz o que devia? Será que a pessoa vai conseguir encaminhar-se pelo que lhe dará mais harmonia, paz e felicidade?
Não sei! Rezei por ela e rezarei… Deus fará o resto… pois, por certo, nada mais poderei fazer!
Boa semana para todos… a ajudar quem necessite… de alguma forma possível!

HN

quinta-feira, 15 de junho de 2017

QUINTA-FEIRA!...


Quinta-feira!...
Dia memorável! Quinta-feira Santa, instituição da Eucaristia; Quinta-feira da Ascensão, recorda o desaparecimento de Jesus visível entre os homens; Quinta-feira da Celebração do Sagrado Corpo e Sangue de Jesus Cristo, o Corpo de Deus incarnado.
São muitas celebrações festivas num mesmo dia da semana, e todas assentes na vida de Jesus e no Amor que nos consagra.
Há situações em que o coração, de tanto sentir, deixa as mãos sem jeito de escrever palavras.
Mas que nos não deixe sem jeito de olhar ao lado, para quem nos rodeia. Pois somos seres sociais que devemos viver em função dos outros para podermos ser realmente felizes.
A cada dia me aparece algo que, não sendo novo, me incentiva ao crescimento humano e cristão. Se não, vejamos:
«»
"DESCOBRIR O BEM QUE EXISTE NO OUTRO"
É mais evidente o defeito do outro que me incomoda do que todas as boas qualidades que ele possui.
Partindo do princípio que ninguém é exceção de regra, cada um de nós também tem defeitos e qualidades. Portanto, vejamos as qualidades do outro assim como gostaríamos que os outros vissem as nossas.
Isso acontece em casa, no trabalho, na comunidade e entre amigos.
Se nos acostumamos a ver o bem que existe nas pessoas, descobrimos um outro mundo ao nosso redor que pode passar despercebido se o nosso olhar não se educa ao bem.
Certa vez me deram informações muito negativas de uma pessoa com quem eu deveria conviver e trabalhar.
Resolvi cancelar do meu coração todas essas informações e ver a pessoa com olhos novos, também porque eu não a conhecia. Descobri uma pessoa amável, inteligente, solidária com quem sofre, amiga sincera, coerente com a verdade, sensível ao bem. Diante dessa descoberta, os seus defeitos eram irrelevantes.
O bem neutraliza o mal dentro e fora de nós.
Abraços
Apolonio
«»
É com estas e outras que vamos crescendo e colocando em prática tudo aquilo que o nosso Bom Jesus tão carinhosa e abnegadamente nos veio ensinar.
Que este dia de tanto AMOR nos tenha trazido imensas felicidades… com Jesus.
HN

terça-feira, 13 de junho de 2017

SANTO ANTÓNIO


O primeiro dos Santos Populares! Uma das alegrias de muitas povoações, portuguesas e não só!
Santo António, de origem portuguesa, é um santo universal!
Chamam-no Santo Casamenteiro, não percebo muito bem porquê. Nas aldeias onde há a produção de animais, dizem-no protector dos animais. E onde as suas
Quando penso neste Santo único e irrepetível como qualquer outro, surgem-me os inúmeros milagres que fazia já em vida, principalmente aquela pregação aos peixes que o ouviram atentos e entusiasmados.
Realmente… também os peixes são criaturas de Deus e mais perfeitas do que nós, pois, unidos em cardume ou separados, não saem das regras para que foram criados como nós tantas vezes saímos.
Talvez… por terem mais objectivos comuns do que nós. Na ideia do Apolonio…
«»
Teoricamente o que nos une são os objetivos comuns, os temperamentos com afinidade recíproca, os laços afetivos e/ou familiares.
Hoje eu gostaria de falar sobre algo que pode tornar-se um forte motivo de união se nos amamos, são as diferenças.
Iguais se atraem e diferentes se repelem. Essa lei é válida também para quem vive a unidade, onde a diferença é um ponto de equilíbrio. O respeito mútuo, a aceitação da diversidade como elemento fundamental para o enriquecimento de ambas as partes, faz com que o vínculo de unidade seja ainda mais visível.
A unidade não é uniformidade, é a visão do todo com a valorização do particular, é a afirmação de toda  a singular diferença em função do todo feito um.
Só visualiza a unidade quem é consciente do seu valor, mas se perde no valor do outro.
Podemos ter em vista a diferença como um elemento que pode nos unir.
«»
Unir pelas diferenças, para tornar um todo único, cada qual com as capacidades que tem postas ao serviço de todos.
De f acto, era assim que devíamos viver!
Os Santos designados Populares também foram diferentes nos seus carismas.
Tentemos ser um pouco como eles… diferentes… e unidos numa forte vontade de viver no Amor de Deus!

HN

segunda-feira, 12 de junho de 2017

NÃO COMPREENDO!

Também não é para eu compreender, é para tentar ir compreendendo!
Estamos no mês dos Santos Populares, dos Santos que moram mais directamente no coração do povo, o que faz parte de uma mais ou menos maravilhosa religiosidade popular. É assim como que uma mistura em que o sagrado e o profano vão interagindo um com o outro, pois normalmente nas festas há sempre uma parte religiosa e outra profana, sendo que nestas a profana é muito mais intensa do que a religiosa.
Estas festas estão ligadas a muita folia, marchas, balões, fogos de artifício, e comes e bebes cheios de tradição, em que as fêveras e a sardinha assada ocupam os primeiros lugares.
Nunca me entusiasmei muito com elas, não sei porquê. Talvez… porque os meus pais também não lhes davam muita importância… a não ser com os cuidados a ter com a noite de São João em que os jovens costumavam mudar de sítio os vasos de manjericos ou outros enfeites ou utensílios… que depois tínhamos de ir buscar onde lhes apetecesse deixá-los, o que não era nada agradável.
Ser alegre é muito bom! Uma alegria sã é a cura para muitos males tanto do corpo como do coração.
Mas para os males do coração… há uma cura muito mais significativa.
Se não, vamos ler o que nos diz o Apolonio:
«»
"OUVIR O PRÓXIMO COM O CORAÇÃO ABERTO"
Abrir o coração para escutar significa desprender-se de toda e qualquer ideia preconcebida, de qualquer preconceito e de todo tipo de julgamento.
Ouvir tudo sem precipitar-se em dar respostas ou em contradizer o interlocutor. Fazer um vazio por amor e acolher o outro por inteiro.
Fazendo assim teremos a oportunidade de conhecer profundamente a outra pessoa, de saber de seus anseios e de suas aspirações, de descobrir os seus valores e suas potencialidades. Só depois de ouvi-la profundamente podemos acrescentar a nossa contribuição para que o entendimento seja completo, dirimindo dúvidas, eliminando mal entendidos ou interpretações precipitadas.
Ficaremos surpresos de ver quanto o amor pode nos unir, quantas coisas podemos fazer pelos outros e quanto podemos aprender com todos.
Abrir o coração ao novo, ao inédito, ao desconhecido e precioso dom que o próximo pode representar para nós.
«»
Os comportamentos acima mencionados são muito importantes para as festas populares… onde muitas vezes nos parece que os amigos se comportam de forma esquisita porque não nos damos o tempo necessário para a plena compreensão das suas atitudes.
Urge tentarmos, o mais possível, compreender quem connosco convive, para que a paz possa reinar cada vez mais no coração das vidas.

HN 

domingo, 11 de junho de 2017

TRINDADE SANTÍSSIMA!

Trindade Santíssima, Deus uno e trino, um só Deus (uno) em três pessoas divinas distintas, Pai, Filho e Espírito Santo (Deus trino).
Santíssima Trindade… expressão nunca falada no Antigo ou Primeiro Testamento, vem a lume na Anunciação do Anjo a Nossa Senhora em que lhe é dito que ela, Maria, será Mãe do Filho de Deus por obra do Espírito Santo.
Maria… como nós filha do Pai… vai ser Mãe do Filho… e Esposa do Espírito Santo.
Sinceramente… se a Santíssima Trindade é um mistério incompreensível… o mistério da maternidade de Maria… também o é!
Os mistérios são para acreditar sem compreender!
Há muitas coisas incompreensíveis em que apenas nos resta acreditar.
A vida de Jesus… tão silenciosa durante tantos anos, aparece visivelmente diante de nós pouco tempo antes da Sua morte, para O descobrirmos na grandeza dos gestos mais do que nas belas e maravilhosas palavras, ou então, na verdade dos gestos em relação à clareza das palavras.
Hoje… à luz duma reflexão do Apolonio, vamos aprender a ver como:
«»
"CUIDAR DOS MAIS FRACOS"
Devemos olhar o exemplo de Jesus para entender essa frase. Ele se dirigiu a todos, mas tinha uma preferência especial pelos mais fracos: as crianças, as viúvas, os marginalizados, os pobres, os doentes e os pecadores. Estes últimos porque os considerava doentes no espírito. "Os sadios não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores." (Marcos 2,17)
Que nesse dia o nosso cuidado seja para os fracos, para qualquer pessoa que de alguma maneira necessite de nossa ajuda.
Não hesitemos também nós em pedir ajuda se nos sentimos fracos. A nossa fortaleza está na vida junto com os irmãos, onde não nos sentimos sozinhos e onde a força que nos conduz ao êxito dos projetos é a unidade.
Juntos somos fortes, porque se nos amamos Deus está entre nós.
«»
Trindade Santíssima, vela por nós, desejosos de fazermos a Tua vontade antes mesmo do nosso próprio querer!
Ajuda-nos a viver contigo e por Ti… em união com todos os nossos irmãos!

Que sempre sejas louvado!

sábado, 10 de junho de 2017

SANTÍSSIMA TRINDADE

Pai, Filho e Espírito Santo. Finalmente, depois de todas as vivências do Advento e Natal e da Quaresma e Páscoa, e antes da celebração do Santíssimo Corpo de Cristo, é-nos posto diante dos olhos o Sagrado Mistério da Santíssima Trindade que nos foi apresentado por Jesus.
Santo Atanásio diz:
«»
Cristo é a imagem de Deus invisível; nele temos a redenção e a remissão dos pecados (Col 1,14.15)
Dado que os homens se tornaram insensatos e que o engano dos demónios lançou sobre eles uma sombra que escondeu o conhecimento do verdadeiro Deus, o que haveria Deus de fazer? Calar-Se perante uma situação destas? Aceitar que os homens se extraviassem e não O conhecessem? [...] Deus não podia permitir que as suas criaturas se extraviassem para longe dele e fossem sujeitas ao nada, sobretudo se este extravio se tornasse para eles causa de ruína e perdição, quando os seres que participaram na imagem de Deus (Gn 1,26) não devem perecer. Que é pois necessário que Deus faça? Que fazer, senão renovar neles a sua imagem, a fim de que os homens possam de novo conhecê-lo?
Mas como fazer isto, a não ser pela presença da imagem do próprio Deus (Col 1,15), o nosso Salvador Jesus Cristo? Tal não é realizável pelos homens, porque eles não são a imagem, mas criados segundo a imagem; também não é realizável pelos anjos, porque nem eles são imagens. Foi por isso que o Verbo de Deus, Ele que é a imagem do Pai, veio até nós, a fim de estar em condições de restaurar a imagem no fundo do ser dos homens. Por outro lado, tal não poderia produzir-se se a morte e a degradação que a segue não fossem destruídas. Foi por isso que Ele tomou um corpo mortal, a fim de poder destruir a morte e restaurar os homens, feitos à imagem de Deus. Assim, pois, a imagem do Pai, o seu santíssimo Filho, veio até nós para renovar o homem feito à sua semelhança e para vir ao encontro dele, que estava perdido, oferecendo-lhe a remissão dos seus pecados, como Ele próprio disse: «Eu vim procurar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10).
«»
E foi Jesus, que nos manifestou a  Trindade: ‘Vim do Pai, Sou Filho igual ao Pai, e vou enviar-vos o Espírito Santo para que compreendais e recordeis tudo quanto vos disse e façais tudo quanto é necessário!’
E agora… enquanto o coração pula… a cabeça não sabe bem o que pensar e dos dedos não saem palavras!
Que Deus/Trindade seja louvado!

HN

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O DONO DA VINHA!

Tantas vezes ouvimos este termo… ‘O dono da vinha’ e que a vinha do Senhor somos todos nós! Este texto, encheu-me o coração.
Dada a importância que lhe dei, guardei-o para mim, mas decidi partilhar.
É de Santa Catarina de Sena:
«»
O dono da vinha
[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe]: «Toda a criatura dotada de razão possui em si uma vinha, que é a vinha da alma. A vontade, pelo livre arbítrio, é o obreiro dessa vinha durante o tempo da vida; passado esse tempo, já ela não pode ali fazer mais nenhum trabalho, bom ou mau, mas durante a vida pode cultivar a sua vinha, para a qual Eu a enviei. Esse obreiro da alma recebeu de Mim uma força tal, que não há demónio ou criatura alguma que lha possa tirar, se a estes se opuser. Foi no batismo que recebeu essa força e ao mesmo tempo o gládio do amor pela virtude e do ódio ao pecado. Foi por esse amor e esse ódio, pelo amor por vós e pelo ódio ao pecado, que morreu o meu Filho unigénito, por vós derramando todo o seu sangue. E é este amor pela virtude e este ódio ao pecado, que encontrais no santo batismo, que vos dá vida pela força do seu sangue [...].
«Arrancai pois os espinhos dos pecados mortais e plantai as virtudes [...], praticai a contrição, tende desgosto pelo pecado e amor à virtude; recebereis então os frutos do sangue do meu Filho. Não podereis recebê-los se não vos dispuserdes a tornar-vos bons ramos, unidos ao tronco da videira, o meu Filho, que disse: "Eu sou a videira verdadeira, o meu pai é o agricultor, e vós, os ramos" (Jo 15,1.5).
«Esta é a verdade. Sou Eu o verdadeiro agricultor, pois toda a coisa que possui ser veio e vem de Mim. O meu poder é insondável e pelo meu poder e a minha força governo todo o universo, pois nada é feito nem ordenado sem ser por Mim. Sim, sou o agricultor; fui Eu quem plantou a verdadeira videira, o meu Filho unigénito, na terra da vossa humanidade, para que vós, que sois ramos, unidos a esta videira, deis fruto».
«»
Nunca li nenhum texto assim.
Que faço parte da vinha do Senhor, é um facto por mim conhecido faz muito tempo; mas eu própria ser ‘uma vinha’, não, nunca tinha lido ou ouvido semelhante coisa.
Sinceramente, não sei que fazer. Acho que é muita responsabilidade para mim e para cada um ou uma de nós!
Depois de muito meditar até já vou compreendo. Os cachos da vinha que eu sou podem nascer dos rebentos que eu própria tenho, ou seja, das boas qualidades que possuo, que poderão ser os ramos de onde surgirá a realização de boas acções.
As minhas más acções poderão ser os ramos secos que só servem para queimar.
Sinceramente… ainda não consegui arranjar forma de tratar muito bem desta vinha.
O Espírito Santo me continuará a ajudar!
Que nos conceda a todos e todas sermos, todos e cada um, uma boa vinha do Senhor, cheia de Graça e de Verdade!

HN

terça-feira, 6 de junho de 2017

DIFÍCIL… OU TALVEZ NÃO!

Claro! Pensamos que distribuir alegria para quem está alegre é fácil… mas quando se atravessa um período de agruras e incertezas, contrariedades e confusões… isto de manter o sorriso nos rostos é algo difícil… mas não de todo impossível!
Até porque a nossa tristeza ou amargura, além de não dar alegria e boa disposição a ninguém, também não a dá a nós que nos sentimos, sim, aborrecidos pelo nosso estado de espírito que ninguém tem necessidade de saber… a não ser que se trate de pessoas muito íntimas que na partilha aturada de situações menos boas ou muito boas nos possam ajudar!
Posso estar à vontade neste campo… pois já passei por tudo, essa aprendizagem já esteve muitas vezes na minha agenda de trabalho pessoal.
Mas… vamos ver o que a esta parte nos diz o Apolónio:
«»
"SER DISTRIBUIDOR DE ALEGRIA"
Quem distribui alegria, distribui paz, serenidade, entusiasmo, leveza.
A alegria não é o riso e a gargalhada, é algo interior que nos dá a certeza de sermos amados, que desperta a confiança e a fé no amor.
A alegria não é o simples divertimento, é um estado de espírito que provem da promessa de Jesus quando disse que a nossa tristeza se transformaria em alegria e que ninguém a poderia tirar do nosso coração. (Cf João 16, 20-23)
É a descoberta de Deus em nossa vida, da sua presença em nosso coração e em meio a nós.
Com a nossa vida podemos ser distribuidores dessa alegria verdadeira, testemunhando que somos pessoas alegres, felizes, plenas do amor de Deus.
Distribuir alegria é partilhar o pão, é saciar a sede e a fome de justiça, é visitar um doente, é estar ao lado de quem sofre, é acolher bem, é escutar, é dar a própria vida por amor dos irmãos.
«»
Pois!... É que distribuir alegria dependerá muito pouco de nos sentirmos alegres ou tristes, mas da forma como nos relacionamos com quem nos rodeia, da forma como nos damos e ajudamos a quem de nós necessite.
E a esta parte… não tenho muito de que me queixar, pois do que mais gosto mesmo… é de distribuir muita… muita alegria!

HN

segunda-feira, 5 de junho de 2017

DONS DE DEUS SOMOS TODOS NÓS!

Dons de Deus somos todos nós! Dons de Deus para nós mesmos, para quem nos rodeia e para o mundo em geral.
Quantas aprendizagens vamos fazendo a cada dia, com as pessoas e sítios mais improváveis!... É só parar um pouquinho para pensar.
Por alguma razão fomos criados para viver em sociedade! Pois a viver sozinhos… a vida perderia o seu maior sentido.  
Muitas vezes nem sequer pensamos no bem que as outras pessoas nos fazem, ainda que esse bem venha disfarçado de chatices e aborrecimentos.
Hoje… ao olhar para traz… reconheço que fui ajudada pelas pessoas que sempre me apoiaram e também pelas que não gostavam do que eu fazia ou queria.
Tudo me ajudou a ser o que hoje sou!
Gostei muito esta meditação do Apolonio que vem a propósito:
«»

"VER CADA IRMÃO COMO UM DOM"
Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.(Rom 8,28)
É fácil entender que o irmão é um dom quando ele nos faz o bem, quando ele nos doa tudo o que tem de bom. Mas, quando ele nos faz um mal, como pode ser um dom?
Se um irmão te faz sofrer de alguma maneira, esse sofrimento é uma cruz e a cruz é motivo de santificação, isso é um dom.
Isso não nos impede de denunciar e de nos defender de injustiças, mas nos faz aproveitar todos os momentos de nossa vida colhendo o positivo que existe em tudo.
A vida em si é sempre um dom, nos momentos alegres e nos momentos tristes e tudo coopera para nosso bem se entendermos que o amor de Deus cobre tudo.
O amor de Deus sublima o martírio, a perseguição, a incompreensão e a condenação injusta. Por esse ponto de vista o irmão é sempre um dom para nós.
«»
Concordo plenamente com tudo quanto diz o Apolonio, mas principalmente com as duas últimas frases que sinto bem cravadas na pele.
Que Deus seja sempre louvado por tanto que nos ajuda e protege.

HN

sábado, 3 de junho de 2017

CONTEMPLAR A GLÓRIA DE DEUS!


A Glória de Deus… incompreensível… mas sensível ao coração!
Faz tempo que ao ouvir, ler ou pensar na palavra ‘glória’ imaginava Jesus/Deus num Ser grande e maravilhoso num sítio muito lindo e muito rico, rodeado de honras e de serviçais para Lhes fazerem toda a vontade!
Hoje… com Deus/Jesus, tudo continua na mesma, como sempre foi, mas na minha cabeça, no meu coração, na minha vida, no meu pensar, sentir e agir… tudo mudou!
E quando me surge a frase – contemplar a glória de Deus fico muito baralhada, porque só ‘vejo’ simplicidade e amor misericordioso e bom. Essa… é a Glória do Deus/Jesus em Quem, aos pouquinhos pequeninos, fui aprendendo a acreditar.
Santo Ireneu diz-nos:
«»
«Para que Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste.»
No princípio, não foi porque precisasse do homem que Deus modelou Adão, mas para ter alguém em quem depositar os seus benefícios. Porque, não só antes de Adão mas mesmo antes de toda a criação, já o Verbo glorificava o Pai, permanecendo nele, e era glorificado pelo Pai, tal como Ele próprio disse: «Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha em Ti antes que houvesse mundo». Também não foi porque tivesse necessidade do nosso serviço que Ele nos ordenou que O seguíssemos, mas para nos obter a salvação. Porque seguir o Salvador é participar da salvação, tal como seguir a luz é tomar parte da luz.
Quando os homens estão na luz, não são eles que iluminam a luz e a fazem resplandecer, antes são iluminados e tornados resplandecentes por ela; longe de lhe acrescentar o que quer que seja, eles beneficiam da luz e por ela são iluminados. O mesmo acontece com o serviço prestado a Deus; o nosso serviço não acrescenta nada a Deus, porque Deus não precisa do serviço dos homens; mas, àqueles que O servem e O seguem, Deus dá a vida, a incorruptibilidade e a glória eterna. [...]
Se Deus solicita o serviço dos homens, é para poder, Ele que é bom e misericordioso, conceder os seus benefícios aos que perseveram no seu serviço. Porque, se Deus não precisa de nada, o homem precisa da comunhão de Deus. A glória do homem é perseverar no serviço de Deus. É por isso que o Senhor dizia aos seus discípulos: «Não fostes vós que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi a vós» (Jo 15,16). Indicava assim que não eram eles que O glorificavam, seguindo-O, mas que, por terem seguido o Filho de Deus, eram glorificados por Ele. «Pai, quero que onde Eu estiver eles estejam também comigo, para contemplarem a minha glória» (Jo 17,24).
«»
Belíssimas estas explicações! Talvez há um tempo atrás eu não as compreendesse nem aceitasse… mas hoje… acho-as óptimas para nos encaminhar cada vez mais para Deus… servindo… e amando!
Um bom final-de-semana de  Pentecostes, com o Espírito Santo de Deus a iluminar-nos a vida!

HN

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ESTAR NO AMOR!

Amor! Palavra linda e recheada de sentido… mas que muitas vezes é distorcida!
Estar no amor é estar em Deus porque Deus é Amor!
Deus, Pai Amoroso e bom, que se não cansa de velar pelos seus filhos que somos todos nós!
Felicidade a nossa, por ter tão esmerado Pai… Comum… de todos nós! Que sendo tantos, todos somos tratados com tanto carinho e ternura como se fôssemos um só!
Hoje, apetecia-me escrever sobre AMOR sem parar, mas vou dar espaço ao Apolonio:
«»
"ESTAR NO AMOR EM TODOS OS MOMENTOS"
Se estamos no amor a todo momento, temos sempre luz para iluminar nossas decisões, para dissipar os temores, para esclarecer as dúvidas. Temos o discernimento para agir segundo a justiça e levamos essa luz a todos os lugares. Somos luz para o mundo.
Se vivemos no amor quando sofremos, descobrimos a potência do amor que vai além da dor.
Se estamos no amor quando nos alegramos, entendemos o valor do amor que se faz partilha e comunhão.
Se estamos no amor quando morremos a nós mesmos, descobrimos a eternidade dentro de nós.
​Se estamos no amor em todos os momentos, estamos sempre em Deus. E então, não mais estaremos no amor, mas seremos o amor.
«»
Belíssima esta mensagem! Tão bela que não dá para entender. Bela e verdadeira! Eu sinto-o. Eu sinto a verdade desta meditação na minha vida!
Pode parecer esquisito, mas sinto! Levou muito tempo a sentir, mas sinto!
Muitas vezes confundimos o verdadeiro amor que é presença e doação!
Façamo-nos presentes a quem nos rodeia ajudando no que podermos para que sejam felizes, pois isso é viver no amor!
Que o Espírito Santo de Deus nos ajude!
Bom fim de semana de Pentecostes!

HN

quinta-feira, 1 de junho de 2017

SUBIDA… OU DESCIDA

Falar de subida ou descida, a esta parte, acaba por ser quase o mesmo, ou seja, acaba numa junção entre Deus e o Homem e entre o Homem e Deus, nunca por mérito do Homem mas por obra e graça do Espírito Santo de Deus!
Diz-nos o Beato Jonh Henry Newman, fundador do Oratório em Inglaterra:
«»
«A vossa vida está escondida com Cristo em Deus» (Col 3,3)
Cristo, que prometera tornar todos os seus discípulos um só em Deus com Ele, que prometera que estaríamos em Deus e Deus em nós, realizou essa promessa; de um modo misterioso, Ele realizou esta grande obra, este privilégio espantoso. E tê-lo-á feito subindo para o Pai: a sua ascensão corporal foi a sua descida espiritual, a sua assunção da nossa natureza até Deus foi ao mesmo tempo a descida de Deus até nós. Podemos dizer que verdadeiramente, embora em sentido escondido, Ele nos transportou até Deus e trouxe Deus até nós, segundo o ponto de vista que adoptarmos. 
Assim pois, quando S. Paulo diz: «a vossa vida está escondida com Cristo em Deus» (Col 3,3), podemos perceber que quer dizer-nos que o princípio da nossa existência já não é uma origem mortal e terrena, tal como a de Adão depois da queda, mas que nós somos batizados e escondidos de novo na glória de Deus, nessa luz pura da sua presença que tínhamos perdido a seguir à queda de Adão. Somos verdadeiramente recriados, transformados, espiritualizados, glorificados na natureza divina. Por Cristo recebemos, como por um canal, a verdadeira presença de Deus, dentro e fora de nós; somos impregnados de santidade e de imortalidade. 
E é esta a nossa justificação: a nossa subida por Cristo até Deus ou a descida de Deus por Cristo até nós, podemos dizer de uma maneira ou da outra. [...] Nós estamos nele, e Ele está em nós; Cristo é «o único mediador» (1Tim 2,5), «o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14,6), que une a Terra ao Céu. E é esta a nossa verdadeira justificação – não apenas o perdão ou o favor, não apenas uma santificação interior, [...] mas a morada em nós de nosso Senhor glorificado. Tal é o grande dom de Deus.
«»
A vida e morte de Jesus deu uma enorme grandeza à Humanidade!
Grandeza difícil de compreender e de aceitar, que terá de ser compreendida e aceite aos pouquinhos conforme o desenvolvimento da fé de cada um!
Que o Espírito Santo nos ajude a aceitarmos uns aos outros tal qual somos, pois é disso que necessitamos para nos podermos sentir minimamente realizados e felizes.

HN

quarta-feira, 31 de maio de 2017

ESPÍRITO DE LUZ E DE VERDADE!

Todas estas e inúmeras outras fazem parte das invocações do Espírito Santo que, em época de Pentecostes, faz sempre bem recordar.
Meditemos neste texto de São Gregório de Nazianzo:
«»
«Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena»
Ao longo dos tempos, duas grandes revoluções abalaram a Terra; são elas os dois Testamentos. Com uma, os homens passaram da idolatria à Lei; com a outra, passaram da Lei ao Evangelho. Um terceiro acontecimento fora previsto: aquele que nos há de fazer subir às alturas, onde já não haverá movimento nem agitação. Ora, aqueles dois Testamentos apresentaram o mesmo carácter [...]: não transformaram tudo de forma repentina, desde o primeiro impulso do seu movimento [...]. Assim foi para não nos violentar, mas nos persuadir. Porque o que é imposto pela força não perdura no tempo [...].
O Antigo Testamento manifestou o Pai de forma clara, de forma obscura o Filho. O Novo Testamento revelou o Filho e insinuou a divindade do Espírito. Hoje, o Espírito vive entre nós, e dá-Se a conhecer mais claramente. Teria sido arriscado, num tempo em que a divindade do Pai não estava ainda reconhecida, pregar abertamente o Filho; ou, enquanto a divindade do Filho não estivesse admitida, impor [...] o Santo Espírito. Pois, tal como quem traz o estômago demasiado cheio ou como quem, com olhos ainda fracos, fixa de frente o sol, os crentes poderiam perder aquilo para que tinham forças. O esplendor da Trindade haveria portanto de resplandecer por sucessivos desenvolvimentos ou, como diz David, por graduais peregrinações (Sl 83,6) e por uma progressão de glória em glória [...].
Acrescentarei ainda esta consideração: o Salvador sabia certas coisas que estimava não poderem estar ao alcance dos discípulos, apesar de todos os ensinamentos que estes já tinham recebido. Pelas razões acima ditas, Ele mantinha essas coisas guardadas. E repetia-lhes que o Espírito, quando viesse, tudo haveria de lhes ensinar.
«»
Este texto mostra claramente a Sabedoria de Deus e a paciência e cuidado que vai tendo com o Homem ao longo dos tempos!
DEUS! Maravilha das maravilhas! Amor dos amores! Realmente, não há palavras que O definam!
Que sempre seja louvado!

HN

terça-feira, 30 de maio de 2017

FALAR DE PENTECOSTES!


Falar de Pentecostes, é falar o Espírito Santo de Deus que Jesus nos deixou ao ir para o Pai.
A Igreja que Ele mesmo fundou, foi e é obra do Espírito Santo. A nossa vida é obra do Espírito Santo.
Nada se poderá fazer de bom neste mundo lindo onde vivemos sem a intervenção do Espírito Santo.
E o interessante é que pedimos muitas vezes ajudas a Deus Pai, a Maria, a Jesus, e mesmo aos Seus Santos, mas do Santo dos Santos, o Espírito Santo que a todos santifica esquecemos muitas vezes. Ou então, quando nos lembramos de O invocar… já Ele tem feito muitas maravilhas em nós.
Vamos ver o que nos diz São Cirilo de Jerusalém, numa das suas catequeses baptismais:
«»
«É o Espírito que vivifica» (2Cor 3,6)
«A água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente de água a jorrar para a vida eterna» (Jo 4,14). É uma água completamente nova, viva, que jorra para aqueles que são dignos dela. Por que razão é o dom do Espírito apelidado de «água»? Porque a água está na base de tudo; porque a água produz a vegetação e a vida; porque a água desce do céu sob a forma de chuva; porque, caindo sob uma única forma, ela atua de maneira multiforme. [...] Ela é uma coisa na palmeira e outra na vinha, mas dá-se inteiramente a todos. Tem apenas uma maneira de ser e não é diferente de si mesma. A chuva não se transforma quando cai aqui ou ali mas, ao adaptar-se à constituição dos seres que a recebem, produz em cada um deles aquilo que lhe convém.
O Espírito Santo atua assim: apesar de ser único, simples e indivisível, «Ele distribui os seus dons a cada um conforme entende» (1Cor 1211). Da mesma maneira que a lenha seca, associada à água, produz rebentos, a alma que vivia no pecado, mas que a penitência torna capaz de receber o Espírito Santo, produz frutos de justiça. Embora o Espírito seja simples, é Ele que, por ordem de Deus e em nome de Cristo, anima numerosas virtudes.
Ele utiliza a língua deste ao serviço da sabedoria; ilumina pela profecia a alma daquele; dá a um terceiro o poder de expulsar os demónios; dá a outro ainda o de interpretar as divinas Escrituras. Fortifica a castidade de um, ensina a outro a arte da esmola, ensina àqueloutro o jejum e a ascese, a um quarto ensina a desprezar os interesses do corpo, prepara outro ainda para o martírio. Diferente nos diferentes homens, Ele não é diferente de Si mesmo, tal como está escrito: «Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para proveito comum» (1Cor 12,7).
«»
Maravilha de texto! Maravilhosa meditação!
Que nos ajude a todos a sermos, de facto, um dom para todos os que connosco convivem e para todos os que, por alguma razão, de nós se aproximarem!
HN


segunda-feira, 29 de maio de 2017

VISÃO MARAVILHOSA!

Faz muito tempo que luto por uma vivência plena da Positividade! Mas faz sempre muito bem aprender mais, interiorizar outras formas de viver, ver e de pensar a vida. 
A esta parte… aqui está uma visão maravilhosa da vida, ou seja, da forma de encarar a nossa maneira de viver.
«»

"DESCOBRIR O POSITIVO EM CADA DIFICULDADE"
Se tivermos uma visão otimista da vida, descobriremos sempre o positivo que existe nos acontecimentos, sejam eles bons ou ruins. Mesmo que o positivo seja apenas exercitar a paciência ou encarar aquela dificuldade como um aprendizado.
O que faz uma situação ser positiva ou negativa é a nossa postura diante dela.
Na dificuldade aprendemos a ser humildes, a valorizar a ajuda do outro e a saber esperar o tempo certo de cada coisa.
Na dificuldade aprendemos a ser perseverantes, a ter iniciativas e criatividade, a procurar uma alternativa e desenvolvermos a capacidade da resiliência, isto é, saber voltar atrás e recomeçar.
Enfim, uma visão otimista da vida nos impulsiona para frente sem perder de vista a meta final, estabelecida pelo amor e pela fé.
Abraços 
Apolonio
«»
Nesta semana de vivência da Ascensão e da preparação de Pentecostes, aprender mais o optimismo será uma enorme bênção!
Uma boa semana para todos e todas!

HN 

domingo, 28 de maio de 2017

CUMPRIR A VONTADE DE PAI!

Há palavras, ensinamentos, testemunhos, que nos enchem de todo o coração, e de tal forma, que ficamos mesmo sem mais palavras!!!
Se não, vejamos o que nos diz São Cipriano, no comentário do dia de um EVQ:
«»
«O servo não é mais do que o seu senhor»
O que Cristo fez e ensinou foi a vontade de Deus: a humildade na conduta, a firmeza na fé, a contenção nas palavras, a justiça nas ações, a misericórdia nas obras, a retidão nos costumes; ser incapaz de fazer o mal, mas poder tolerá-lo quando se é vítima dele; manter a paz com os irmãos; querer ao Senhor de todo o coração; amar nele o Pai e temer a Deus; não pôr nada à frente de Cristo, pois Ele próprio nada pôs à nossa frente; ligarmo-nos inabalavelmente ao seu amor; abraçar com força e confiança a própria cruz; quando for preciso, lutar pelo seu nome e pela sua honra, mostrar constância na nossa profissão de fé; sob tortura, mostrar essa confiança que sustenta o nosso combate e, na morte, essa perseverança que nos faz alcançar a coroa. Querer ser herdeiro com Cristo, é nisso que consiste obedecer aos preceitos de Deus. É nisso que consiste cumprir a vontade do Pai.
«»
Cumprir a vontade de Pai! Tantos conselhos para seguir uma só orientação que Jesus nos deu: “Cumprir a vontade do Pai”.
Cumprir… como Ele próprio cumpria!
A vontade do Pai, que é Amor, é amar ao jeito de Jesus.
Por mas que falemos em amor, nunca diremos o Amor que realmente não se diz, vive-se… ou não se vive!
Então… vivamos o Amor… e ajudemos toda a gente a viver o Amor… e seremos imensamente felizes!

HN