quarta-feira, 13 de março de 2019

SER TESTEMNHO!


Ser testemunho... e que testemunho devemos ser?
Testemunhar... neste caso... é viver!
A testemunha do Evangelho nunca o será pregando... pois ‘palavras leva-as o vento’... mas vivendo... colocando na vida, aos pouquinhos, tudo quanto teremos ou gostaremos de dizer!
De fato, é assim que devemos ser! Pessoas que vivem o Evangelho em todos os segundos da vida! É por isso que nunca por nunca nos poderemos pensar de bonzinhos... porque para levar uma vida assim, bem ao jeito de Jesus, teremos sempre falhas, muitas falhas, das mais variadas espécies!
O discípulo tem de ser o mais possível parecido com o mestre, e para o sermos, de verdade, temos mesmo de, como Ele sempre fez...
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"TESTEMUNHAR CONCRETAMENTE O EVANGELHO"
As palavras do Evangelho devem se tornar vida em nossa vida. São verdades que se demonstram na prática evidente do quotidiano e em todas as realidades da vida. Isso não é apenas um elemento ligado à religião, é uma prática que deve traduzir-se em um estilo de vida, em atitudes concretas, e que deve influenciar o nosso agir em todos os ambientes.
Durante a Segunda Grande Guerra, Chiara Lubich dizia às suas primeiras companheiras que deveriam viver de tal modo o Evangelho que, se as bombas destruíssem todos os Evangelhos escritos, deveria ser possível reescrevê-los apenas observando como elas viviam.
Cada palavra do Evangelho causa um efeito em nós. E pouco a pouco, revestidos da Palavra que é o próprio Jesus, devemos chegar ao ponto de poder dizer: "Não sou mais eu que vivo, é Cristo que vive em mim." (Gl 2,20)
Abraços
Apolonio
É impressionante que, neste Tempo Quaresmal, parece que tudo nos conduz ao caminho para Deus!
Chegam-nos textos, como este, que são verdadeiras maravilhas!
O Evangelho é Palavra de Verdade, de Caminho, de Vida!
E é na vida que tem de ser visível e sensível na realidade, tal como aconteceu com Jesus, o Verbo ou Palavra Encarnada!
Em que situações eu tropeçarei mais para que o Evangelho para mim seja vida?
Sem sombra para dúvidas, é nisto que terei, que teremos de pensar, para podermos agir como convém de modo a sermos cada vez mais parecidos com o Mestre Jesus, e com Ele e por Ele podermos ser Discípulos Missionários nos nossos ambientes!
Que o Senhor seja louvado!
Boa noite!
HN

terça-feira, 12 de março de 2019

E AQUI TEMOS A ‘SANTA PACIÊNCIA’



Aqui temos o valor incomensurável da virtude da paciência.
Pelo facto, e pelo tanto que me diz, hoje, ao ler esta senha do dia, não resisti a partilhar!
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"SER PACIENTE"
Virtude difícil de adquirir e tão fácil de perder...
Quando a perdemos faltamos com a caridade e perdemos a paz. E é uma grande perda, pois nunca a perdemos sozinha, vai-se com ela a clareza dos fatos e a lucidez da razão.
Se a caridade é a mãe de todas as virtudes, a paciência é a sustentação de todas elas.
Ter paciência com a ignorância para ter pressa em ensinar.
Ser paciente no falar para ter pressa em escutar.
Ter paciência com a ofensa para ter pressa em perdoar.
Ser paciente em saber perder para ter pressa em saber viver.
Abraços
Apolonio
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Custou-me imenso, mas consegui ser, na normalidade, minimamente paciente. E quando sinto que estou a perder o controle em alguma situação, se não de outra forma, interiormente, peço logo paciência.
Sinto, de fato, que a paciência é uma arma invencível para vencer e ultrapassar tudo quanto é mau... e uma bengala inquebrável para nos sustentar na ardente prática do bem, com amor, determinação, clareza, lucidez, entrega... sei lá que mais!
O meu texto de hoje é pequeno de tamanho... mas grande de conteúdo!
Boa tarde e continuação de boa semana... com muita paciência!
HN

domingo, 10 de março de 2019

PALAVRAS DE SABEDORIA!


Quando se fala de Quaresma afloram-se-nos logo à memória as palavras penitência, oração, jejum. Jejum com que se inicia logo no seu primeiro dia, Quarta-feira de Cinzas! Jejum e abstinência, moderação de quantidade e qualidade de alimentos.
A esta parte, muito se tem dito, mas é um tema difícil de se considerar compreendido como deve ser.
Se pensarmos muito bem nas duas palavras, abstinência e jejum, elas vão de encontro a um sem número de questões que nos devemos por a nós mesmos, em todos os momentos da vida!
Jejuar ou abster-se de alimentos, além de nos fazer recordar as pessoas que passam fome e muitas outras privações a quem devemos proteger e amparar ainda que só com a oração, tem de nos levar a outros tipos de abstinência e jejum, não de alimentos, mas de comportamentos menos razoáveis ou mesmo maus.
Senão... vejamos:
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São João Paulo II (1920-2005) papa
Angelus de 10 de março de 1996
Entre as práticas penitenciais que a Igreja nos propõe, sobretudo neste tempo de Quaresma, encontra-se o jejum. Ele comporta uma sobriedade especial em relação aos alimentos, salvaguardando as necessidades do nosso organismo. Trata-se de uma forma tradicional de penitência, que não perdeu nada do seu significado e que talvez se deva mesmo redescobrir, especialmente naquelas partes do mundo e naqueles meios onde, não só o alimento abunda, mas se encontram por vezes doenças devidas à sobrealimentação.
O jejum penitencial é evidentemente muito diferente dos regimes alimentares terapêuticos. Mas, à sua maneira, pode ver-se nele como que uma terapia da alma. Com efeito, praticado em sinal de conversão, facilita o esforço interior para nos pormos à escuta de Deus. Jejuar é reafirmar a si mesmo o que Jesus replicou a Satanás que O tentava após quarenta dias de jejum no deserto: «Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4,4). Hoje, especialmente nas sociedades de bem-estar, há dificuldade em compreender o sentido desta palavra evangélica. A sociedade de consumo, em vez de solucionar as nossas necessidades, cria necessidades sempre novas, gerando mesmo um ativismo desmesurado. [...] Entre outras significações, o jejum penitencial tem precisamente por objetivo ajudar-nos a reencontrar a interioridade.
O esforço de moderação nos alimentos estende-se a outras coisas, estas não necessárias, e traz um grande auxílio à vida do espírito. Sobriedade, recolhimento e oração caminham lado a lado. Pode fazer-se uma oportuna aplicação deste princípio no que toca ao uso dos meios de comunicação de massa. Eles têm uma utilidade indiscutível, mas não devem tornar-se os «senhores» da nossa vida. Em quantas famílias a televisão parece substituir, mais do que facilitar, o diálogo entre as pessoas! Um certo «jejum», também neste domínio, pode ser salutar, quer para consagrar mais tempo à reflexão e à oração, quer para cultivar as relações humanas. 
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Palavras de Sabedoria que São João Paulo II... há 27 anos, nos dizia e que são atualíssimas nos dias de hoje!
O termos cuidado coma alimentação, é muito bom, e o pensarmos partilhar com quem necessita, também o é. Mas... de que nos adiantará deixar de comer... se continuarmos errados em tantas situações?
Então... aproveitemos este tempo propício, com leituras bíblicas apropriadas, com chamadas de atenção constantes à nossa conversão ou mudança de atitudes de vida, e esforcemo-nos por corrigir os nossos defeitos e desenvolver as qualidades... sem a pretensão de mudar tudo de uma vez, mas uma coisinha hoje... outra daqui a uns dias... outra mais além!
E olhemo-nos... sim... mas não só a nós!
Olhemos também quem nos rodeia, com olhos de ver, cabeça de pensar, e coração de sentir, não para criticar... mas para podermos ver-nos nas quedas dos outros e podermos corrigir as nossas quedas... e para observar as suas boas ações e tentar imitá-las!
Não podemos esquecer que somos bênçãos de Deus uns para os outros! E quando conseguirmos proceder assim, muitas coisas se hão-de mudar para melhor!
Aproveitemos este tempo de graça,  o mundo necessita!
Santa Quaresma para todos!
HN

quarta-feira, 6 de março de 2019

E É MAIS UM TEMPO FORTE!


Sim! É mais um tempo forte de mudança, de aperfeiçoamento, de dádiva, de partilha, de entrega, de conversão!
Mas para que assim seja, temos de abrir o coração à Verdade, ao Caminho, à Vida, no Coração, Palavras e gestos de Jesus Cristo que os escritores sagrados nos deixaram para meditar, interiorizar, vivenciar nos segundos dos dias que nos for dado viver neste mundo maravilhoso onde fomos colocados... para nele peregrinar como Jesus peregrinou, numa entrega total ao Pai e aos irmãos.
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São Pedro Crisólogo (c. 406-450)
bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 8; CCL 24, 59; PL 52, 208
Meus irmãos, começamos hoje a grande viagem da Quaresma. Levemos, pois, no navio todas as nossas provisões de alimento e bebida, colocando sobre elas a misericórdia abundante de que teremos necessidade. Porque o nosso jejum terá fome, o nosso jejum terá sede se não se alimentar de bondade, se não se dessedentar com misericórdia. O nosso jejum terá frio, o nosso jejum desfalecerá se o velo da esmola não o cobrir, se a capa da compaixão não o envolver.
Irmãos, a misericórdia está para o jejum como a primavera está para os solos: a suave brisa primaveril faz florescer os rebentos nas planícies; a misericórdia do jejum faz brotar as nossas sementes até à floração, fá-las encherem-se de frutos até à colheita celeste. A bondade está para o jejum como o óleo está para o candeeiro: tal como a matéria gorda do óleo alimenta a luz do candeeiro, e com tão pouco alimento o faz brilhar para o conforto de toda a noite, assim a bondade faz o jejum resplandecer, emitindo raios até atingir o brilho pleno da continência. A esmola está para o jejum como o sol está para o dia: o esplendor do sol aumenta o brilho do dia, dissipa a obscuridade das nuvens; a esmola que acompanha o jejum santifica a santidade do mesmo jejum e, graças à luz da bondade, remove dos nossos desejos tudo o que poderia ser mortífero. Em suma, a generosidade está para o jejum como o corpo está para a alma: quando a alma se retira do corpo, traz-lhe a morte; se a generosidade se afastar do jejum, é a morte deste.
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Ainda se fala muito no jejum quaresmal, na privação de alimento e determinados tipos de alimentação!
Que temos de ser regrados em tudo, é um facto, um modo de ser que temos de treinar. Mas... o verdadeiro jejum quaresmal tem mais a ver com comportamentos do que com comidas e bebidas.
Que interessa privar-nos de alimentos e não repartir proventos por quem deles necessita... não ser presente a quem precisa de nós... não ser compreensivo com quem connosco se vai cruzando nos caminhos da vida?!
Pensemos a sério no que deveremos fazer para que sejamos melhores pessoas em todos os sentidos!
Para todos, uma boa e santa Quaresma!
HN

terça-feira, 5 de março de 2019

PALAVRAS INCANSÁVEIS


Há palavras que chamo de incansáveis, pois por mais que as pronuncie sempre me apetece dizê-las mais vezes, são todas aquelas que se relacionam com amor: amo, amar, amado, amarei, amareis, amarás...
É que onde há Amor verdadeiro, tudo está bem, ainda que entre lágrimas e suspiros.
Quem não gosta de mimo, de carinho, de acolhimento, de ternura, de meiguice nos gesto e palavras?
Claro que toda a gente gosta!...
Então... é preciso...
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"AMAR CADA PESSOA COMO DESEJA SER AMADA"
Em outras palavras, essa é a mesma estratégia usada pelo apóstolo Paulo, o "Fazer-se um". (Cf. 1Cor 9,19-23)
Amar o outro como ele gostaria de ser amado, como ele precisa ser amado naquele momento.
Podemos "fazer-nos um" com o próximo em tudo, exceto no pecado.
Devemos dar o testemunho da verdade e, algumas vezes, amar significa dizer "Não", significa ir contra a corrente do mundo.
O interesse do próximo que devemos assumir como próprio é aquele que lhe faz bem, que o eleva à condição de filho de Deus, que o faz ser uma pessoa melhor e que lhe traz a verdadeira felicidade.
A necessidade do outro é minha, porque nós somos uma coisa só, porque o outro está em mim e eu nele e porque Deus está em todos nós.
Abraços
Apolonio
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Deus está em todos nós! Todos... todos nós!
Uma grande verdade que tarde descobri, mas que muito bem me está a fazer!
Foi a descoberta desta verdade que me levou a dar uma reviravolta à minha maneira de ser e estar.
Não penso mais como anteriormente pensava! Não falo mais como anteriormente falava! As minhas atitudes mudaram 99,9 por cento!
Claro que a perfeição humana não existe, pelo menos comigo não existe mesmo, mas podemos, aos pouquinhos, com avanços e recuos, procurar ser sempre um pouquinho melhores.
E não julguemos as pessoas por aquilo que nos parecem, porque nem sempre o que parece... é!
Gostaria de me explicar melhor, mas por hoje, fico-me por aqui, não estou com condições de o fazer como devo, as minhas desculpas!
Boa noite... e uma Santa Quaresma que amanhã começa para todos nós. Que a saibamos e possamos viver como a todos convém!
HN

segunda-feira, 4 de março de 2019

ASPIRAR À PERFEIÇÃO


Na Liturgia Diária estamos a meditar no Livro do Bem Sirá ou Sabedoria, que nos apresenta as mais maravilhosas formas de atuar na vida. Algo de extraordinário!
Ler de qualquer forma os livros Sagrados não adianta muito, pois são tão profundos que se não consegue retirar deles o verdadeiro sumo que contém. É preciso ler devagarinho, voltar a ler, procurar o que está escrito a respeito da leitura, observar o que na leitura nos diz respeito, interiorizar o que fazer e tentar a todo o custo melhorar o que estiver menos bem.
Menos bem, digo eu! Isso de descobrir o que está menos bem exige muita profundidade para conseguir olhar o mais íntimo de nós mesmos, muita humildade para o poder aceitar e muita coragem para o poder modificar ou ter outras atitudes na vida.
Os frutos das plantas são saborosos, uns mais que outros, e cada planta tem seus frutos específicos.
As atitudes de cada homem e de cada mulher também são específicas cada qual em si mesma ou em si mesmo, são como frutos agradáveis a Deus e a quem connosco convive.
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São Francisco de Sales (1567-1622)
bispo de Genebra, doutor da Igreja
Introdução à vida devota, I, cap. 3
Na criação, Deus mandou que as plantas dessem os seus frutos, cada uma «segundo as suas espécies» (Gn 1,11); da mesma maneira, ordenou aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada um segundo a sua qualidade e vocação. A devoção, a vida cristã, deve ser exercida de formas diferentes pelo fidalgo, pelo artesão, pelo criado, pelo príncipe, pela viúva, pela jovem e pela mulher casada; e também é preciso acomodar a prática da devoção às forças, às atividades e aos deveres específicos de cada um. [...] E se o bispo preferisse ser solitário como os monges? E se os casados não quisessem trabalhar como os capuchinhos, se o artesão estivesse todo o dia na igreja como o religioso, e o religioso constantemente exposto a todo o tipo de encontros para o serviço do próximo como o bispo? Tal não seria ridículo, desregrado e insuportável? Este erro, no entanto, é muito frequente. [...]
A devoção, quando é verdadeira, em nada prejudica; pelo contrário, tudo aperfeiçoa. [...] «A abelha», diz Aristóteles, «tira o mel das flores sem as estragar», deixando-as inteiras e frescas como as encontrou. A verdadeira devoção faz ainda melhor, pois, não só não prejudica nenhum tipo de vocação nem atividade, como, pelo contrário, as honra e embeleza. [...] Com ela, o cuidado da família torna-se mais pacífico, o amor do marido e da mulher mais sincero, o serviço do príncipe mais fiel, e todos os tipos de ocupação mais suaves e amáveis.
Não é só um erro, é também uma heresia querer banir a devoção das companhias de soldados, das lojas dos artesãos, da corte dos príncipes, dos lares dos casais. [...] Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à perfeição.
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Há quantos anos este texto foi escrito... e continua atual!...
Há pessoas admiráveis... capazes de arranjar forma de explicar o que para nós é inexplicável.
Este texto que me chegou através de ‘Evangelizo’ é de uma dessas pessoas que nos ensinam imenso!
Quando era jovem pensava que a perfeição estava num convento... hoje vejo o quanto estava errada!
O caminho da perfeição está onde um homem ou uma mulher estiverem! Está no Amor que cada um ou uma de nós coloca nos hábitos que contrai e no que faz e diz... que é sempre fruto do que, no mais profundo do seu ‘ser’, pensa e sente!
Aspirar à perfeição é querer ser cada vez melhor, pessoa mais humana e, consequentemente, mais cristã, certa de que Jesus Cristo foi o Homem mais Humano que existiu desde todos os tempos e nunca ninguém conseguirá ser mais Humano do que Ele foi e é, pois continua vivo numa outra dimensão para a qual também somos chamados, porque depois da partida a nossa vida continua na eternidade, não acaba aqui.
Momentos como este em que me dedico a registar aprendizagens tão gratificantes, são, para mim, momentos de maravilhosa sabedoria... são um pouquinho da Sabedoria do Senhor a trabalhar em mim e comigo!
Que sempre seja louvado!
HN

sábado, 2 de março de 2019

MUITAS VERDADES JUNTAS!


Faz muito tempo que me convenci que a vida é uma escola tão importante e segura que sempre tem algo de novo para nos ensinar!
A Fé em Deus por Jesus Cristo foi-me apresentada a partir do seio de minha mãe, pois se os bebés já escutam antes de nascer, com toda a certeza que assim ouvi os meus pais e avós rezarem muitas vezes, depois em bebé... e em criança já rezava com eles... pedindo-lhes a bênção no final das orações!
Diziam-me inúmeras vezes que era preciso rezar, e que ao Domingo e Dias Santificados devíamos fazer tudo para ir à Missa, que agora se diz participar na Eucaristia!
O tempo foi passando... e a minha vida passando no tempo que, graças ao bom Deus, sempre consegui aproveitar minimamente.
Hoje... setentona... olho estas raízes que, muito embora pouco me digam... foram as que me deram o que necessitava para ser hoje o que sou!
Hoje... olhei para trás... e prendi-me neste texto que quero partilhar:
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São João da Cruz (1542-1591)
carmelita descalço, doutor da Igreja
A Subida ao Monte Carmelo, II, 3
Dizem os teólogos que a fé é um hábito da alma ao mesmo tempo seguro e obscuro. É obscuro porque nos propõe verdades reveladas sobre o próprio Deus que ultrapassam qualquer luz natural e excedem toda a compreensão humana, seja ela qual for. Daí decorre que essa luz excessiva dada pela fé se transforma para a alma em profundas trevas. Como sabemos, qualquer força superior supera e enfraquece outra que lhe seja inferior; deste modo, o sol eclipsa todas as outras luzes, a ponto de, quando ele resplandece, todas as outras não parecerem propriamente luzes. Para além do mais, quando está no zénite, o seu brilho ultrapassa por completo a nossa capacidade visual, ofuscando-nos em vez de nos permitir ver, por se tornar excessivo e desproporcionado à nossa visão. O mesmo se passa com a luz da fé, que pelo seu prodigioso excesso abate e enfraquece a luz do intelecto.
Tomemos outro exemplo: suponhamos uma pessoa cega de nascença, que, por isso mesmo, não conhece as cores. Ao esforçarmo-nos por fazer-lhe compreender o branco ou o amarelo, bem podemos dar explicação atrás de explicação que ela não retirará delas qualquer conhecimento direto, porque nunca viu as cores; a única coisa que reterá no espírito será o seu nome, através do ouvido. O mesmo se passa com a fé em relação à alma: a fé diz-nos coisas que nunca vimos e a respeito das quais não possuímos a mais pequena réstia de conhecimento natural; mas retemo-las através do ouvido, crendo no que nos é ensinado e deixando que se ofusque em nós a luz natural. Com efeito, como nos diz São Paulo, «a fé surge da pregação» (Rom 10,17). É como se nos dissesse: a fé não é uma ciência que reconhecemos pelos sentidos, mas um consentimento da alma que entra em nós pelo ouvido. Torna-se então evidente que a fé é para a alma uma noite escuríssima, mas é precisamente com a sua escuridão que ilumina: quanto mais a mergulha nas trevas, mais faz brilhar para ela a sua luz. Assim sendo, é ofuscando que ela alumia, segundo as palavras de Isaías: «Se não acreditardes, não compreendereis» (7,9).
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Muitas verdades juntas! Verdades em que acredito e sinto no mais fundo do meu coração e entendimento, mas não sei explicar!
E quanto mais me esforço por compreender, mais baralhada me sinto! Deus é luz... porque com Ele e n’Ele vemos tudo com mais clareza, aceitamos tudo com mais resignação, olhamos tudo com mais carinho e atenção, praticamos a capacidade de compreender e aceitar, de perdoar, esquecer, amar!
Que seria de mim sem todas estas capacidades desenvolvidas... que seria de mim sem a ajuda de Deus que mas ajudou a desenvolver com o exemplo e palavras de Jesus que procuro avidamente integrar nas minhas atitudes de todos os segundos!
Não andes de olhos vendados para não caíres a nenhuma cova e levares os outros contigo; não olhes para o cisco do olho do irmão... antes... olha-te interiormente e tira a trave que tens no teu olho; verifica se és árvore que dá bom ou mau fruto... porque é pelo fruto que seremos conhecidos!
Que Deus nos ajude! Boa noite! Bom Domingo!
HN

sábado, 23 de fevereiro de 2019

‘BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO’


         É difícil a pureza do coração perante tantas incertezas da vida!
São tantas... tantas... são tantas as incertezas da vida que, por mais que se fale delas... nunca as esgotaremos!
O desenrolar dos dias assim nos vai dizendo, em todos os seus segundos!
Somos pequenos, ansiamos crescer... e quando crescemos valorizamos o nosso ser pequeninos!...
Mas o crescimento não é só o que se vê com os olhos, há crescimentos muito mais importantes que só se vislumbram com os olhos do coração!
De qualquer forma e em qualquer circunstância, nada é capaz de nos afastar das incertezas!
Muito natural, pois o único tempo que podemos dominar é o ‘agora’, uma vez que o passado não volta e o futuro não nos pertence!
E há tantas coisas... inúmeras coisas com que vivemos e acabamos por nunca compreender cabalmente.
A vida, toda ela, é um sonho! Um sonho de Deus... ou melhor dito... uma realidade de Deus e um sonho do Homem.
Digo uma realidade de Deus porque Ele supera tudo quanto somos e queremos, porque nos conhece melhor do que nós mesmos, e por isso, só Ele sabe do que, nas nossas fraquezas e misérias, seremos capazes! Só Ele é o verdadeiro Senhor dos nossos sonhos... que só com Ele se tornarão realidades!
A vida é assim como um mar... ora revolto... ora calmo... mas muito difícil de lhe prever as suas mudanças inesperadas!
Os estudos ajudam, são conhecimento da Natureza das coisas, mas ainda assim há surpresas... muitas surpresas... e algumas bem desagradáveis.
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São Gregório de Nissa (c. 335-395)
monge, bispo
A impressão que se tem quando se olha a imensidão do mar é a mesma que o meu espírito sente quando, do alto das palavras escarpadas do Senhor, como do cimo de uma falésia, contemplo o seu abismo infinito. […] A minha alma sente vertigens diante destas palavras do Senhor: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). Deus oferece-Se ao olhar daqueles que têm o coração puro. Ora, «ninguém jamais viu a Deus» (Jo 1,18), diz São João. E São Paulo confirma esta ideia, ao falar daquele «a quem nenhum homem viu, nem pode ver» (1Tim 6,16). Deus é o rochedo abrupto e afilado, que não oferece o menor amparo à imaginação. Também Moisés Lhe chamava inacessível […], pondo na boca de Deus as seguintes palavras: «O homem não pode contemplar-Me e continuar a viver» (Ex 33,20). Quer dizer que a vida eterna é a visão de Deus, e que estes pilares da fé nos afirmam que tal é impossível? […]
Mas o Senhor estimula a nossa esperança, e deu-nos uma prova na pessoa de Pedro, tornando firmes as águas sob os pés deste discípulo que estava prestes a afogar-se (Mt 14,30). A mão do Verbo estender-se-á igualmente para nós, que estamos submersos nestes abismos, para nos devolver as forças. Ficaremos então mais seguros, porque seremos firmemente dirigidos pela mão do Verbo.
«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus»: semelhante promessa ultrapassa as nossas maiores alegrias; após tal felicidade, que mais podemos desejar? […] Aquele que vê a Deus possui, por via dessa visão, todos os bens imagináveis: uma vida sem fim, uma incorruptibilidade perpétua, uma alegria inesgotável, um poder invencível, delícias eternas, a luz verdadeira, as doces palavras do Espírito, uma glória incomparável, uma satisfação ininterrupta, enfim, todos os bens. Que tal beatitude seja para nós uma fonte de esperança!
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Fonte de esperança... nas incertezas da vida... como forma discreta de purificar o coração!
Purificar o coração nos sofrimentos, físicos, morais, espirituais... qual deles o melhor ou pior!...
Que o Deus da vida nos ajude em todas as nossas (in)certezas!
Boa noite... Bom Domingo... Boa semana... com o coração puro!
HN

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

SEREMOS EMPENHADOS?


Talvez sim... e talvez nem tanto!
Até porque temos de ter consciência do que queremos fazer para nos podermos empenhar a sério seja no que for!
Muitas vezes esquecemos que a vida é curta... e tem que ser muito bem aproveitada!
Esquecemos que cada segundo não se repete... e que há muitos segundos na vida... mas é num segundo que ela se pode perder!
Podemos ter tudo em demasia, e não termos uma vida como deve ser, se na vida nos faltar o Amor verdadeiro, ablativo, justo!
E temos de ter consciência de que não fomos criados para o isolamento, mas para a união, para viver em comunhão/comum(união)
Fala-se muito em caridade, e muitas vezes pensa-se que caridade é dar algo a quem tem menos do que nós... o que muitas vezes não é verdade! Dar... nem sempre é caridade! Muitas vezes é orgulho de poder ser mais do que os outros!
Resumindo, a caridade, muito mais do que dar, é dar-se!
Dar-se sem esperar nada em troca!
Dar-se numa palavra amiga, num gesto carinhoso, num olhar compassivo e misericordioso, numa quantidade de gestos que enchem corações e mudam vidas!
Dar-se, em tudo e a todos, com muito amor e dedicação, sempre, sem parar!
Porque...
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"A CARIDADE RECÍPROCA REQUER EMPENHO"
A caridade não é um sentimento, é ação concreta. Requer empenho da parte de todos, embora cada um deva agir como se tudo dependesse somente dele.
Cada pessoa envolvida deve tomar a iniciativa para amar em primeiro lugar sem pretender a retribuição do outro. A reciprocidade desse amor torna-se uma sublime competição onde todos são vencedores.
A caridade não é um afeto, é um amor que não faz distinções, é serviço e doação.
A caridade recíproca requer um empenho constante. O seu lema é: "Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim." (Jo 13,1)
A caridade não julga, mas a sua vivência sonda as consciências.
A caridade recíproca nos faz crescer juntos; ajuda-nos com a correção fraterna, com o reconhecimento das qualidades, fazendo-nos trilhar o caminho de uma santidade coletiva.
Abraços
Apolonio
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Meditação maravilhosa! Nós não crescemos por sermos ou sabermos mais do que os demais, mas por nos unirmos aos demais, nas alegrias e tristezas, nos estudos e meditações, nos trabalhos e distrações, nas súplicas, agradecimentos, orações, para com eles partilharmos a vida e aprendermos com eles.
Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar... nem tão rico que não necessite de coisa alguma!
Fomos criados para viver em comunhão, cada qual partilhando o que tem e é, com o maior empenho, para da comunhão - comum(união) podermos retirar o nosso maior e melhor crescimento pessoal e social!
HN

sábado, 16 de fevereiro de 2019

SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS!...



Pois! Andei um montão de tempo a interiorizar, a aprender e a utilizar na vida esta frase, saída do mais fundo do coração: “Seja feita a vontade de Deus!”
E continuo... e continuarei a dizê-la... porque, para mim, ‘seja feita a vontade de Deus!’
Agora... em que situações se poderá usar esta frase... é outra coisa muito diferente! Temos que analisar muito bem todos os contextos! Conhecendo Deus como conhecemos... não podemos dizer barbaridades!
E porque se dizem muitas coisas que não estão de acordo com o que de Deus conhecemos... o que será, de facto, a vontade de Deus?
Vamos analisar um trabalho que me chegou por email faz muito tempo:
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Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais", diz Papa Francisco
Um homem que está lá para abrir muitos “segredos ” antigos na Igreja Católica é o Papa Francisco. Algumas das crenças que são realizadas na igreja, mas que são contra a natureza amorosa de Deus, estão sendo revistas pelo papa, que foi recentemente nomeado o "homem do ano ‘ pela revista TIME.
Em suas últimas revelações, o Papa Francisco disse:

”Por meio da humildade, da introspeção e contemplação orante, ganhamos uma nova compreensão de certos dogmas.
A igreja já não acredita  num inferno literal, onde as pessoas sofrem. Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de Deus. Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus nos procura, não para condenar, mas para abraçar. Como a história de Adão e Eva, nós vemos o inferno como um artifício literário. O inferno é só uma metáfora da alma exilada (ou isolada), que, como todas as almas em última análise, estão unidos no amor com DEUS.“
Num discurso poderoso que está repercutindo em todo o mundo, o Papa Francisco declarou:
”Todas as religiões são verdadeiras, porque elas são verdadeiras nos corações de todos aqueles que acreditam neles. No passado, a igreja considerava muitas coisas como pecado que hoje já não são julgadas dessa maneira. Deus como um pai amoroso, nunca condena seus filhos. A nossa igreja é grande o suficiente para heterossexuais e homossexuais, por pró-vida e pró-escolha! Para os conservadores e liberais, até mesmo os comunistas são bem-vindos a se juntarem a nós. Todos nós amando e adorando o mesmo Deus. “Nos últimos seis meses, os cardeais, bispos e teólogos católicos têm debatido na Cidade do Vaticano, sobre o futuro da Igreja e da redefinição das doutrinas católicas e seus dogmas.”
O catolicismo é uma religião agora, “moderna e razoável, que passou por mudanças evolutivas.
Hora de deixar toda intolerância. Devemos reconhecer que a verdade religiosa evolui e muda. A verdade não é absoluta ou imutável. Mesmo ateus reconhecem o divino. Através de atos de amor e caridade um ateu reconhece Deus, bem como, redime a sua alma, tornando-se um participante ativo na redenção da humanidade. “
”DEUS está mudando e evoluindo como nós, porque Deus habita em nós e em nossos corações. Quando espalharmos o amor e bondade no mundo, nós reconheceremos nossa divindade. A bíblia é um livro sagrado bonito, mas como todas as grandes obras antigas, tem passagens que estão desatualizadas. Algumas passagens chamam mesmo para intolerância ou julgamento. É o tempo de ver estes versos como interpolações posteriores, contra a mensagem do amor e da verdade. Com base na nossa nova compreensão, vamos começar a ordenar mulheres como cardeais, bispos e sacerdotes. No futuro, é minha esperança de que, um dia, um papa feminino não permita que qualquer porta que está aberta para um homem, seja fechada para uma mulher."
Alguns cardeais da Igreja Católica são contra as recentes declarações do Papa Francisco.
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Gostei demais deste trabalho! Obrigada Senhor pelo Papa Francisco ser como é!
Agora... tenhamos santa paciência e cuidado com o que afirmamos em muitas circunstâncias!
 Deus não nos quer doentes, a sofrer, nem quer que aconteçam coisas más a nada nem a ninguém!
Se Deus é Pai... quer o melhor para nós! Se muitas vezes isso não acontece, é pelas nossas fraquezas e debilidades e não por vontade de Deus!
Deus respeita a Natureza que criou! Que faz milagres... faz! Quando muito bem entende! Mas os Seus maiores milagres são feitos no coração das pessoas, na vida interior que nos leva a uma mudança de vida para melhor! E muitas vezes é no meio de grandes tribulações que acabamos por descobrir o melhor da vida... o Amor incomensurável de Deus que nos protege e habita, incondicionalmente!
Quando algo de mal acontece... não digamos ‘é a vontade de Deus’, porque Deus não quer o mal de ninguém!
‘Seja feita a vontade de Deus’... está muito bem! Mas... ‘é a vontade de Deus...’ pode não estar bem! Deus respeita as leis da Natureza... mas não quer o mal para ninguém!
Que Deus seja louvado!
HN