domingo, 12 de julho de 2015

PROCURAR LEVEZA DE VIDA!




O Evangelho de hoje, Mc 06, 07-13, dá muito... muito que pensar e agir! Por mais que me esforce, não consigo retirar dele todo o discernimento e tranquilidade, pois sempre me deixa insegura!
Jesus manda os discípulos dois a dois... com o mínimo indispensável para poderem ir, caminhar, ser caminhantes na vida!
Quando carregamos fardos pesados e nos falam em leveza sentimo-nos um tanto aliviados! E porque, normalmente, toda a gente tem consigo pesos desnecessários, ninguém quer, toda a gente foge de carregar pesos! Disto, ninguém duvida!
Mas Jesus quer-nos falar de pesos especiais, de maus feitios, maus gostos, maus quereres, maus desejos...
Perante estas vontades de Jesus, e certos de que nos ama desmedidamente, assim como somos, com defeitos e qualidades, será caso para nos questionarmos a sério sobre quais serão os nossos maiores pesos, ou seja, o que, de facto, nos impede mais de sermos como Jesus deseja!
Recuando no tempo alguns longos anos e avaliando o mais profundamente possível o desenrolar da vida neste que considero um sério tempo de graça... confesso que nunca imaginai antes saber o que agora sei nem algum dia vir a viver como agora vivo nem vir ser o que agora me sinto!...
A graça de Deus e a fé em Deus são enormes dons de Deus, cada vez tenho mais certezas! Quem me dera ter a possibilidade de fazer sentir a quem comigo convive das mais diversas formas, os meus sentimentos mais profundos de gratidão para com Deus que me vai colocando ao lado de tantos irmãos e irmãs maravilhosas para crescermos juntos naquele amor e solidariedade que nos faz cada vez mais fraternos livres e felizes!
A vida tem prioridades que nos levam, impreterivelmente, a fazer escolhas que doem, pois em muitas situações temos de decidir o que será melhor fazer para o bem comum quando, para podermos estar num certo local agradável, temos que deixar outro que, muito embora de forma diferente, nos seria muito agradável também!
Viver de forma leve, poderá ser também... num determinado momento, sentir-se capacitado(a) para fazer uma escolha sem se sentir depois interiormente ferido demais pela escolha feita, certos de que nunca poderemos fazer boas opções sem uma ajuda muito especial de Deus através de um dialogo profundo e profícuo, numa vida em que se dê tal valor à oração que o trabalho seja transformado numa oração permanente!
Terei que continuar a semana a pensar nesta partezinha do Evangelho que tem muito, muito, para nos ajudar a crescer e a viver de forma cada vez mais leve.
Que o Espírito Santo nos ajude!  

sexta-feira, 10 de julho de 2015

NO FINAL DE UM ENCONTRO!...

Sim! No final de um encontro que se esperava fosse de algumas pessoas e que acabou por um número muito reduzido de participantes!
Depois, claro, as questões que se levantam acabam por não poder ter a solução que lhe desejaríamos dar!
São muitas as situações difíceis para ajudar a resolver... e há tão pouca gente livre para o fazer!...
É que para sairmos de nós mesmos e de tudo o que preenche a nossa vida, as nossas coisinhas, as nossas amizades, os nossos gostos pessoais e da nossa família, é preciso que o amor preencha realmente os nossos corações!
Não um amor qualquer, mas o amor caridade, aquele que se dá sem peso nem medida e sem esperar nada em troca!
Mas... isto de amar e esperar ser amado como acontece com as famílias principalmente entre o homem e a mulher, o casal, pode trazer muitos dissabores! Para nos sentimos realmente felizes e realizados, não podemos esperar nada em troca do amor que damos ao nosso semelhante, ainda que entre o casal, entre o marido e a mulher).
O esperar ser feliz com o outro ou outra, é a razão de muitas famílias desfeitas, é o esperar a correspondência do amor tributado que tarda em chegar e às vezes nunca mais chega, e a desilusão mata, não podemos ter dúvidas!
Hoje, não me quero alongar mais, mas que isto é um tema para me por a pensar durante muito tempo até conseguir agir não sei muito bem como, lá isso é! Assim Deus me/nos ajude!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

PEDI AO SENHOR DA MESSE...



Senhor da messe, o Senhor do mundo, Deus/Jesus!
De facto, os operários são sempre poucos! E cada vez mais temos a certeza de que todos nós somos, ou temos de ser, operários, cada um à sua maneira e com os defeitos e qualidades de que é portador, no dia-a-dia da vida, espalhando amor, dedicação, carinho, ternura, afecto, compreensão, agasalho, pão e paz!
Não basta ser bonzinhoou boazinhaé preciso fazer algo, ainda que poucochinho, aproveitando tudo o que estiver ao nosso alcance!
Gostei bastante desta meditação de São Vicente de Paulo:
“«Pedi ao senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe»
Muitos são os que, por terem o exterior bem cuidado e o interior cheio de grandes sentimentos de Deus, se ficam por aí [...], contentando-se com as doces conversas que mantêm com Deus na oração. [...] Não nos enganemos: é nosso dever passar aos actos. E isso é de tal modo verdade, que o apóstolo São João nos declara que nada, além das nossas obras, nos acompanha para a outra vida (Ap 14,13). Tenhamos pois atenção a isto; tanto mais que, neste século, há muitos que parecem virtuosos, e que na verdade o são, mas que pendem mais para uma via mole e adocicada do que para uma devoção laboriosa e sólida.
A Igreja é comparada a uma grande ceifa que precisa de trabalhadores, mas de trabalhadores que trabalhem. Não há nada mais conforme com o Evangelho do que, por um lado, reunir luzes e forças na oração, na leitura e na solidão, e depois ir partilhar com os homens esse alimento espiritual. É fazer como fez Nosso Senhor, e depois dele, os apóstolos; é juntar a acção de Marta com a de Maria; é imitar a pomba que digere até meio a comida que apanhou, e depois a vai metendo no bico das crias para as alimentar. É assim que devemos fazer, é assim que devemos testemunhar a Deus, pelas nossas obras, quanto O amamos. É nosso dever passar aos actos.”

É nosso dever passar aos actos. Faço minhas as palavras de São Vicente de Paulo. Sei que é difícil, e muitas vezes não sabemos muito bem por onde começar nem como agir, mas pelo menos temos de fazer um pequeno esforço!
Que o Espírito Santo nos fortaleça!
Assim creio, que Deus me(nos) ajude!

terça-feira, 7 de julho de 2015

QUAIS SERÃO OS NOSSOS TESOUROS?!...

Tesouros, quem não os quer? E dependendo do que queiramos chamar tesouros, cada um tem os seus. Ou melhor dizendo, cada um procura angariar para si tudo o que entende por tesouros.
Há dias, numa das suas homilias, o Papa Francisco dizia:
O que salva o coração de um homem é administrar a riqueza que tem "para o bem comum"?
E assim sendo, deveremos ter muito cuidado com os tesouros que pretendemos. E o Santo Padre continua:
As riquezas acumuladas para si estão na origem das guerras, das famílias desfeitas e da perda de dignidade. A luta cotidiana" é, ao invés, administrar as riquezas da terra "para o bem comum".
“As riquezas não são "como uma estátua", paradas, que não exercem influência na vida de uma pessoa. “As riquezas tendem a crescer, a movimentar, a ocupar lugar na vida e no coração do homem”.
“E se é o acúmulo a impulsionar o homem, as riquezas acabarão por invadir o coração, tornando-o corrupto". O que salva o coração do homem é administrar a riqueza que tem "para o bem comum".
E recorda o que Jesus disse: “Onde está o teu tesouro, aí estará também teu coração”. “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”. Na raiz do acúmulo “há a necessidade de segurança”. Mas o risco de se tornar escravos é alto.
"No final, essas riquezas não dão a segurança para sempre. Pelo contrário, levam embora a sua dignidade. E isso também nas famílias: há tantas que estão divididas. Também na raiz das guerras há esta ambição, que destrói e corrompe. Neste mundo, neste momento, há tantas guerras por avidez de poder, de riquezas. Pode-se pensar na guerra em nosso coração”.
A ganância "avança”, depois, “vem a vaidade – acreditar ser importante, poderoso - e, por fim, o orgulho”. E a partir dali “todos os vícios”. São degraus, mas o primeiro é este: “ganância, vontade de acumular riqueza".
"Acumular é uma característica do homem" e "fazer as coisas e dominar o mundo é também sua missão". "Esta é a luta de todos os dias: como gerenciar bem as riquezas da terra para que sejam orientadas ao céu e se tornem riquezas do Céu".
E em relação ao homem diz ainda que Deus
"O faz administrador dessas riquezas para o bem comum e para o bem de todos, não para seu próprio bem”. “E não é fácil tornar-se um administrador honesto porque existe sempre a tentação da ganância, de se tornar importante. O mundo nos ensina isso e nos leva para esta estrada. Pensar nos outros, pensar que aquilo que tenho está a serviço dos outros e que nada que possuo levarei comigo. Mas se uso o que o Senhor me deu para o bem comum, como administrador, isso me santifica, me fará santo”.
“Muitas vezes ouvimos "tantas desculpas" das pessoas que passam a vida acumulando riquezas. Por isso, devemos nos questionar: "Onde está o seu tesouro? Nas riquezas ou na administração, neste serviço pelo bem comum?"
“Muitos tranquilizam a própria consciência com a esmola e dão o que sobra”.  Isso “não é ser bom administrador”. Administrar a riqueza é um “despojar-se continuamente do próprio interesse e não pensar que essas riquezas nos darão a salvação”. “Acumular sim, tudo bem; tesouros sim, tudo bem, mas os que têm preço na ‘bolsa do Céu’”.
São muito belas estas palavras e muito elucidativas, se todos pensássemos e reagíssemos assim, o mundo seria bem diferente, com paz, harmonia e pão para toda a gente.
Tesouros na terra, se não forem para fazer as pessoas felizes, para que nos poderão servir, se quando partimos desta terra não levamos nada de cá connosco, a não ser as boas obras de amor, dedicação, partilha, carinho e ternura que tivermos dedicado a todas pessoas e mesmo à natureza em geral, pois amar a natureza, a nossa casa comum, também é amar a Deus que a criou e a toda a humanidade que precisa dela para viver.
Que Deus nos ajude!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

MARIA, A MÃE MARIA!



Inúmeras vezes a minha casa tem sido visitada pela imagem do Apostolado do Oratório, mas da última vez deixou-me perplexa. Aqueles olhos estavam estranhos, muito estranhos, pareciam olhar-me profundamente enternecidos e procurar os meus para me dizer alguma coisa.  
Olhei-a mais atentamente que o costume, procurando decifrar o que me quereria dizer!
Estupidez minha, pensei! E chegada a hora de a levar para a próxima casa, como de costume, encostei-a muito a mim a entoar quase balbuciando o canto do Avé de Fátima imaginando uma pequena procissão a acompanhar o evento.
A imagem ficou lá, está claro, mas aquele olhar continuou comigo! E eu a tentar descobrir o que fazer.
Mas... isto é de doidos, pensei eu. E continuei a minha vida habitual.
Hoje, na Eucaristia, a lembrança daquele olhar voltou a importunar-me.
Então lembrei que há dias dei uma enorme risada quando ouvi uma explicação sobre o Rosário, agora aumentado para quatro terços, e que para continuar terços teriam de aumentar a cada terço Pai nossos e Avé-Marias ou não poderia chamar-se mais terço, mas quarto. Um quarto do Rosário!
Na altura em que ouvi mais ou menos isto, ri de verdade! Mas... fui interiorizando!
O Rosário em vez de três terços se passar a quatro terços está matematicamente continua certo.
Até porque agora já é descabido ligar o Rosário à leitura dos Salmos pois só não lê os Salmos quem não quer, eles estão à mão de toda a gente.
Mas... enquanto os Pai nossos e as Avé Marias são orações simples que toda a gente compreende, a maior parte dos Salmos não podem ser lidos tendo em conta as frases e palavras que se lêem tal como se lêem, escritos há muito tempo... são deveras difíceis de interpretar e compreender. Eu andei muito tempo a ler e meditar nos salmos e a vê-los somente com os olhos da cara, sem interiormente perceber nada do que lia, graças ao bom Deus que tudo mudou.
Depois, as meditações dos mistérios podem não passar de pequenas evocações, mas lembram a vida de Jesus e a história da Salvação. E ainda que possam querer colocar algumas reticências, Maria pediu em Fátima, considerada Altar do Mundo, a recitação do terço. E há mais aparições onde o terço foi pedido.
Agora, na vida prática, diz-se que por Maria se chega a Jesus, que Ela é como que uma escada para chegar até Ele.
Nisso, eu acredito plenamente. Pode não ser com todas as pessoas, mas com muitas pessoas de certeza que é.
Na minha meninice, adolescência, juventude e princípio de idade madura, sempre esteve Deus na minha vida, mas um Deus no Céu e um Jesus que veio ao mundo de uma forma muito estranha e morreu de uma forma mais estranha ainda e que também foi para o céu.
E fui vivendo no horror pelo pecado e no medo do inferno, coisas que não compreendia muito bem.
Meus pais rezavam o terço todos os dias, e foi com a ideia que fiquei, rezar o terço todos os dias.
Com o rodar do tempo, a vida foi-me trazendo as mais variadas e enormes aflições e chatices, inúmeras coisas para resolver.
Confesso que me voltava muitas vezes para Maria, e em vez de um terço diário, rezava muitos terços, muitos, a pedir uma e outra coisa. Na altura eu só sabia pedir.
Mas foi assim, agarrada a Maria, que uma tarde tive um encontro profundo com Jesus quando, numa confissão onde não me deixaram recitar pecados, um jovem sacerdote me disse que Jesus me amava assim como eu era, e se eu já tinha confessado os pecados não necessitava de os enumerar outra vez porque Jesus perdoa e esquece, não é como nós que estamos sempre a lembrar a mesma coisa.
Foi nessa tarde que nasci de novo, que a minha vida começou a mudar, que Jesus tem feito de mim muita coisa boa e não sei o mais que ainda poderá vir a fazer, Ele o sabe.
Mas quando olho para a minha vida passada, está lá, realmente, Maria, de uma forma muito forte e expressiva!
Hoje, sem perder o amor e dedicação a Maria, mãe de Jesus que Jesus nos deu por mãe, Jesus está, de facto em primeiríssimo plano.
E tenho a certeza que Maria, a mãe Maria, está muito feliz, porque nada mais quer do que levar todos os homens e mulheres até Jesus!
Mamãe Maria, será esta confissão que o Teu doce olhar queria que eu fizesse? Se o era, ou se o é, tudo bem. Se não, que o Espírito Santo me ilumine para que o Teu Filho Jesus seja cada vez mais querido, amado e servido!
Protege-nos, mãe Maria!