quinta-feira, 4 de abril de 2013
TREVAS E LUZ!
São as trevas e a luz que nos acompanham
a existência!
Toda a nossa vida é uma alternância constante
de entusiasmos e alegrias com desilusões e tristezas, de trabalho com descanso,
de encontros com desencontros, de crescer com diminuir, de sono com vigília, de
noite com dia, de trevas com luz!
A Humanidade foi criada para um
constante crescimento: “Crescei, multiplicai-vos e dominai a terra!”
E para velar pelo aproveitamento de
toda a restante criação tendo em vista a maior glória de Deus e proveito
próprio, pois quando o Homem glorifica a Deus, como parte integrante d’Esse
mesmo Deus acaba por, de qualquer modo, se glorificar a si mesmo, o Homem, por
obra e graça da Luz do Espírito Santo de Deus tem de se esforçar por aproveitar
tudo quanto o rodeia para tornar o mundo numa enorme casa mais atraente e
acolhedora para toda a Humanidade.
Mas quando uma luz começa a brilhar muito
fortemente, os olhos não aguentam e acabam por perder a visão.
Assim sendo, a Luz que cada homem e
mulher vai recebendo de Deus para o/a levar ao crescimento de uma vida em Deus
e para Deus, tem de ser bem doseada, ou seja, com aprendizagens e vivências muito
bem repartidas e orientadas.
As palavras de São Paulo não podem
ser esquecidas quando refere que “uma criança toma o alimento de criança e um
adulto o alimento de adulto”!
Na passagem das trevas à luz o
crescimento humano tem de ser constante, mas doseado, ordenado e organizado!
As trevas são a falta do
conhecimento da verdade, e essa verdade chama-se Jesus Cristo!
Quando Jesus Cristo nasceu diz São
João que “a Luz brilhou nas trevas mas as trevas não A receberam”!
Ainda hoje as trevas têm dificuldade
em reconhecer, interiorizar, estudar, meditar e aceitar viver seguindo a Luz,
Jesus Cristo!
O “Eis a Luz de Cristo” da Páscoa da
Ressurreição tem de guiar-nos os passos durante todo o Tempo Pascal, pois, de
contrário, as vivências Quaresmais perderiam o verdadeiro sentido!
Hoje… quero descer às trevas da
minha vida, às minhas asneiras, resmunguices e faltas de coerência de atitudes,
às vezes em que se misturam em mim sentimentos da alegria e revolta, de aflição
e sossego, de um mal-estar aflitivo com uma paz repousante… que muitas vezes
nem sequer dá para entender!
Hoje… quero rever os meus propósitos
de emenda de vida e começar de lançar planos de recuperação adequados para que
as minhas trevas vão clareando cada vez mais e melhor à luz da Páscoa de Jesus
Cristo!
Hoje… quero decidir partir confiante
ao encontro da Luz, sem desfalecer!
Que Deus me(nos) ajude!
quarta-feira, 3 de abril de 2013
"FOI PARA A LIBERDADE QUE DEUS NOS CRIOU"!
Foi para a liberdade que Deus nos
criou!... Liberdade é felicidade!... Ora, se Deus nos criou para a felicidade,
temos de fazer tudo para sermos livres!
Tempo Pascal é tempo de liberdade!
Não daquela liberdade que aniquila,
mas da liberdade que exalta e enaltece!
Daquela liberdade que retira a
pessoa de tudo quanto é mal e mau seja para quem for!
Daquela liberdade que não prende a
vida de ninguém, muito pelo contrário, ajuda os outros a crescer como pessoas,
ou melhor, faz tudo para que todos aprendam a ser livres e consigam viver a crescer,
continuamente, na verdadeira liberdade!
Páscoa, é liberdade! Aleluia, é
liberdade! Vencer o mal é liberdade! Vencer a morte é liberdade!
Cristo venceu o mal, o pecado, a
morte!
E quando, apercebendo-se do
sofrimento por que iria passar se dirige ao Pai: “Pai, afasta de mim este
cálice” Ele era livre de escolher aceitar ou não aceitar a morte física por que
passou… mas a Sua infinita liberdade de Filho do Pai e igual ao Pai fá-lo continuar:
“Mas… se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a Tua vontade!”
A vontade do Pai era a d’Ele!
Ele fez tudo quanto devia fazer!
Ele é o verdadeiro modelo de
liberdade!
Liberdade assumida e responsável!
Tão responsável que é difícil de
compreender.
Se fomos criados para a liberdade,
porque é que me sinto uma pessoa amarrada a tantos preconceitos, hábitos e tradições
que nada têm de dignificante?
Se fomos criados para a liberdade,
porque sinto tantas amarras na minha vida, tantos medos de críticas, de
dissabores, do ridículo, de parecer realmente aquilo que sou… ou que não sou?
Se fomos criados para a liberdade, porque
não consigo ser, realmente, uma pessoa livre?
Talvez… porque ainda não saiba convenientemente
que para lutar pela liberdade da vida tenho que aceitar a morte… a morte de
muitas coisas erradas que faço e das quais tenho de me ir desprendendo, aos
poucos, sem desfalecer… a cair e
levantar… tal como Jesus Cristo no caminho do Calvário.
Talvez… porque ainda não me tenha
decidido, tal como Jesus Cristo decidiu, a seguir a vontade do Pai!
E qual é a vontade do Pai para mim?
Sei que é amar, mas nunca sei ao
certo o verdadeiro caminho do amor! Parece um absurdo, mas é a realidade!
Face a tantas situações que se me
deparam, tenho dificuldade em saber o que fazer.
A vontade do Pai para mim, é o que
irei tentando descobrir, aos poucos, nos dias de vida terrena que ainda me
restam!
Senhor, que eu consiga, de facto,
fazer minimamente o que desejas!
terça-feira, 2 de abril de 2013
OBRIGADA, AMIGAS!
Prestando muita atenção à mudança
interior, o dia decorreu calmamente! Mas a noite, Senhor, foi de trabalho
intenso! Muito intenso mesmo!
Obrigada! Soube muito bem, e tudo
acabou bem como sempre acontece quando estás acima de tudo e em primeiríssimo lugar!
Hoje, tenho mais à flor do
pensamento e do coração duas amigas, Tuas, minhas, e de toda a gente!
Graças ao cuidado desvelado de uma,
e para afagar o intenso sofrimento da outra, nesta vida terrena em que o partir
dos entes queridos deixa imensas saudades, torturas e dores… dei comigo num
primoroso recanto repleto de história e de encanto adornado pelas cores e
perfumes primaveris orando-Te e cantando-Te entre um aglomerado de “anjos” que,
nas asas leves e doces do AMOR, me fizeram viver um bocadinho de “céu”!
Por momentos esqueci esta vida!
Alguns dos trabalhos que tinha a fazer saíram atrasados! E fiquei triste quando
dei pela minha falta a um compromisso onde tudo faria para poder estar!
Pois é, Senhor! Aconteceu! Faltei!
Mas ainda bem que esqueci! Foi por
uma boa causa… e Tu sabias bem disso!
As coisas deste mundo, há sempre
quem as faça pelo que têm de ser colocadas no sítio certo, e Tu sabes muito bem
que é coisa que eu não sei fazer.
Mas Tu também sabes que eu não gosto
de faltar seja ao que for! Palavra é palavra! E tenho de ser coerente!
Mas há situações em que Tu tomas a
iniciativa… diriges-me os passos… e acabo por nada mais poder fazer do que
pedir-Te que ajudes as pessoas a quem falto sem querer… nada mais posso fazer
do que pedir-Te que estejas perto delas e as guies como fazes a mim!
Obrigado, Senhor! Obrigado por tudo
quanto pões diante dos meus olhos e por tudo o que o meu coração sente!
Hoje, perante a dor amarga da morte…
vi o encanto da Tua vida na vida dos seres que tão primorosamente criaste e
olhas tão desveladamente!
Sim, meu Querido! Tenho a certeza
que, em semelhante situação, ter a coragem de rezar… cantar… falar… deixar sair
dos olhos aquele brilho incomparável e preciso para tornar o ambiente tão leve
e acolhedor, com uma atitude tão serena, calma, concentrada, confiante e
encantadora… são atitudes só mesmo de quem vive muito intimamente ligado a Ti!
Ai amiga! Se querias dar um aspeto
mais leve aos momentos frios da morte… conseguiste, como ninguém!
Em pleno Tempo Pascal, conseguiste
que todos à tua volta pudessem pensar que, contra todas as intempéries que
possam surgir, é preciso um esforço contínuo para ressuscitar, ressurgir,
levantar, sair da sombra do desespero que gera a morte e entrar numa atmosfera
de confiança geradora da verdadeira vida impregnada de luz, tranquilidade,
serenidade, altruísmo e paz interior!
Obrigado, Senhor, por estas amigas…
maravilhosos exemplos a seguir… e por todas as outras pessoas que tornaram os
momentos tão acolhedores!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
PÁSCOA – passagem
A Páscoa é passagem, a passagem da
morte à vida!
Mas… a Páscoa é vida, porque a vida é
uma passagem!
Uma passagem por este mundo de beleza
que, se nos encanta por demais… também nos enche de confusão!
E porque não conseguimos viver como
convém na confusão… ficamos desorientados com facilidade!
Por isso, a beleza do mundo se
transforma em aspereza e muitas vezes nos desencanta e desencaminha!
Depois do tempo de reflexão
quaresmal, há que fazer caminho de Páscoa, de passagem, de crescimento através
de uma vida interior mais profundamente cuidada!
A reflexão leva a ver o que está mais
certo ou errado na nossa vida para podermos decidir por onde começar a modificar
a nossa maneira de ser, para, assim, pelo menos tentarmos viver mais de acordo com
a vontade de Deus que é amá-l’O acima de tudo e amar a todos os homens e
mulheres como irmãos.
Esta… é a passagem da morte à vida
que o Senhor me(nos) pede neste momento.
Com todo o egocentrismo que me(nos)
envolve, já é difícil descobrir e assumir os defeitos a corrigir… mas a tarefa
da correção… é muito mais difícil ainda!
Difícil e morosa! Não se consegue
modificar um comportamento de um dia para o outro, pois se há momentos em que
parece que já conseguimos superar o defeito, as recaídas surgem a cada momento.
Mas mesmo aí, sem que tivesse tido
qualquer defeito, Jesus Cristo é o Caminho!
Na rota do Calvário, cansado, sofrido
e extenuado, caiu várias vezes, mas nunca ficou por terra, sempre se levantou,
até chegar ao local onde devia e o deitaram para o crucificar!
Com este comportamento Ele
exorta-me(nos) a não desanimar e a ir sempre em frente!
Até nas nossas recaídas no mal Jesus
Cristo é o exemplo a seguir!
Por mais continuadas que sejam as
quedas… nunca podemos desanimar! Temos de nos levantar sempre ou tentar
levantar porque, quando tentamos levantar-nos, tal como fez com o Filho Pródigo,
o Pai Misericordioso está atento e ansioso por deitar-nos a mão, abraçar-nos, acarinhar-nos
e dar-nos tudo o que nos for necessário para que possamos ser o que Ele deseja que
sejamos!
Mas… temos que querer… desejar… tentar…
sair de nós mesmos… partir ao encontro!
Que o Espírito Santo me(nos) ajude!
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