domingo, 17 de dezembro de 2017

TUDO ÀS CLARAS


Fala-se por demais em FAMÍLIA! Família, como célula da sociedade! E assim é! A Família, ainda que pequena, é a maior e melhor célula da sociedade, de qualquer sociedade.
Sempre dei a maior importância à Família, mas com o tempo, cada vez lhe dou mais valor!
A Família é a sociedade das sociedades, a mais necessária e urgente, a mais perfeita das sociedades. Por isso tem havido tanta dificuldade em constituir famílias e em manter famílias constituídas.
E porquê? Pelas mais variadas razões. Temos de ter muito cuidado quando falamos no que nos parecem desvarios das famílias, ou melhor dito, desvarios de membros das famílias.
Podemos pensar que é fácil viver em Família, mas não é! Não é nada fácil! Pelo contrário, é difícil… é muito difícil… pois é ali que temos de encarar de frente as nossas maiores dificuldades e as dificuldades de todas as pessoas que connosco formam a Família!
Na Família não pode haver máscaras… aquelas máscaras que muitas vezes nos apresentam à sociedade global como pessoas impecáveis… mas máscaras que a família reconhece muito bem… quantas vezes mais e melhor que as pessoas, membros da Família, que as usam, na enorme maioria dos casos, muito inocentemente!...
Quando convivemos tão intimamente uns com os outros como acontece na Família, fica ‘tudo às claras’, ou seja, tudo o que eu sou, externa e internamente, acaba por ser nitidamente reconhecido pelos demais membros da Família, que nos acompanham todos os passos, todas as atitudes, palavras, desejos, hábitos queridos ou não, que reconhecem os nossos nervosismos, cuidados desleixados ou exagerados, e tantas vezes desregrados, por querer ou sem querer… mas coisas que na realidade acontecem e são sempre reconhecidos por todos e todas.
Numa Família tem de haver um auto conhecimento muito profundo. Cada membro da Família deve reconhecer-se e aceitar-se como é, com os seus próprios defeitos e qualidades, o que consegue ou não consegue fazer; depois, deve ter o conhecimento o mais profundo possível dos restantes membros da Família, com seus bons ou menos bons hábitos e atitudes, jeitos e modos se ser e estar, acrescido de uma vontade forte de aceitação,  compreensão, ajuda!
Na Família, mais do que em outro qualquer tipo de relacionamento, é urgente o auto conhecimento e o conhecimento mútuo assente numa vontade forte de compreensão, ajuda, aceitação das debilidades.
Tantas pessoas maravilhosas que não conseguem segurar de pé a sua Família!... E não devemos criticar ninguém, há situações assim, muitas vezes enganos de juventude que mais tarde se têm de pagar muito caro.
O Amor Conjugal e Familiar não é uma obra feita, consumada, mas um caminho onde a caminhada se vai fazendo em todos os segundos dos dias.
Sozinhos… direi que não!!! É tão difícil que ninguém conseguiria.
Mas… quando uma família é constituída, terá de ser sempre a três: homem e mulher entremeados pelo Senhor Jesus a uni-los a ajuda-los aos dois.
Só assim se poderá constituir uma Família sólida porque o Deus Amor, se escutado e aceitado, manterá a tão querida união.

“Na convivência em família, o que mais percebemos nos outros são os defeitos, e estes nos levam a julgamentos que desgastam a delicada engrenagem dos relacionamentos.
Devemos manter essa engrenagem bem lubrificada com o óleo de um amor misericordioso, amor de perdão irrestrito e de recomeços, assim como Deus faz com cada um de nós.
Se fizermos um pacto explícito com as pessoas com quem convivemos na família, isto é, um pacto de ver-nos novos a cada dia, sem resquícios do dia anterior, teremos entre nós um amor recíproco vigoroso.
Tendo um relacionamento sincero com todos, os afetos também serão renovados e nossas famílias se tornarão verdadeiras obras-primas aos olhos de Deus.
Abraços
Apolonio”

Recomeçar… não digo todos os dias, mas todos os momentos dos dias.
Recomeçar sempre, no Amor, com Deus Amor.
Hoje… primeiro dia da Novena de Natal. ‘Vem, Senhor Jesus habitar no coração de todos os homens e mulheres! Faz com que todos os homens e mulheres Te vejam e sintam, ainda que escondido entre muitas coisas desnecessárias, no mais fundo do coração.
Bom final de Advento para um Feliz Natal

HN

sábado, 16 de dezembro de 2017

SER… OU NÃO SER!

Quando uma pessoa é… de uma certa forma… é mesmo… da forma que é!
E só deixará de o ser se tiver a coragem e determinação de se olhar interiormente… muitas e aturadas vezes… e, aos pouquinhos, começar a converter a situação, com avanços e recuos. Muitos avanços e recuos. Muitos mesmo. E muitas reviravoltas interiores.
Claro que não é qualquer pessoa que o consegue… e então… quando o tempo vai passando e os anos vão carregando… a pessoa já não consegue mascarar a situação, tudo o que vemos, de defeito… passa a feitio.
Não há maldade, não há desfaçatez, não há nada.
Seres humanos. Somos seres humanos. Família Humana. Seres sociais. E com necessidade de socialização, de partilha, de falar, de dizer, de ser ouvidos e de ouvir.
E é assim que aprendemos. Que vamos aprendendo… e tentando sonhar… porque, de facto, só o sonho comanda a vida.
Vida… a compartilhar.
“A consciência de que somos membros da única família humana nos dá a sensibilidade de ver cada pessoa como um irmão ou irmã.
A consciência de que somos filhos de um único Pai leva-nos a partilhar a nossa vida com todos, pois o bem-estar do outro me diz respeito e vice-versa.
Partilhar as suas alegrias e as suas dores, viver com ele a sua vida,
tendo o coração aberto para que o outro também possa viver a nossa vida.
Esse modo de partilhar é uma verdadeira comunhão. Olhando-nos assim unidos, Deus vem habitar entre nós.
A dor torna-se mais suportável quando compartilhada e a alegria torna-se mais intensa porque se multiplica nos corações.
Apolonio”
A alegria torna-se mais intensa, quando algo que nos preocupa pode ser compartilhado.
Ser… ou não ser… sempre dependerá de nós, do esforço que fizermos por nos tornarmos melhores a cada dia e em todos os emaranhados da vida.
Advento… tempo de Alegria. De preparação, de espera. De partilha, de amor!
Amemos! Sejamos nós… em mudança para melhor! Que Deus nos ajude!

HN

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SEM PRECONCEITOS

Fala-se por demais em viver sem preconceitos – pré(conceitos), ou seja, não fazer, antecipadamente, nenhuma ideia acerca de ninguém, seja esse alguém quem for.
Dado que temos a tendência de, ao deparar com as pessoas, prestar logo atenção especial ao tipo de roupa, corte e cor dos cabelos, feições do rosto, modo de falar, de andar, de vestir, de gesticular, de olhar… e por aí adiante, é um nunca mais acabar… viver sem pré(conceitos) é difícil por demais.
O tempo acabará por nos dizer uma verdade maior acerca de quem vemos, aproximadamente, pois o que as pessoas são na realidade nunca o poderemos saber, não nos pertence sabê-lo, pois ainda que a aproximação social seja permanente e frutuosa, o íntimo das pessoas é delas e de Deus com elas.
E é com isto que temos de aprender a viver… sem pré(conceitos)… sem ideias nitidamente formadas acerca de ninguém, mas reforçando a sociabilização e amizade.
Diz-nos o Apolonio que…
“Existem vários modos para renovar os relacionamentos.
Antes de tudo não deixar de cultivá-los agora, no momento presente, pois eles não se sustentam por muito tempo com coisas do passado.
Esquecer os pequenos ressentimentos e perdoá-los reciprocamente.
Aumentar cada dia o empenho para fazer crescer o amor entre nós.
Estar disposto a acolher o outro como ele é, amando-o de modo incondicional.
Não pretender nem mesmo uma resposta correspondente ao amor doado.
E, por fim, evitar qualquer tipo de julgamento que venha a romper, dentro de nós, o relacionamento com o outro.”
E já que estamos no Advento, tempo de nos recompormos na espera de uma vida mais de acordo com o Menino Deus que esperamos nasça mais robustamente em cada coração, vamos 
"ESTAR ATENTOS A QUEM ESTÁ AO NOSSO LADO" que, no dizer do nosso amigo…
“Dar atenção a alguém é ser paciente, não se irritar, acreditar nas capacidades do outro, não guardar rancor, desculpar, sofrer com ele, alegrar-se com a justiça e a verdade e fazer de tudo para que o bem triunfe.
Estar atento ao outro é amar concretamente, sem resquícios de egoísmo.
Hoje, todas as pessoas que estiverem ao nosso lado deverão sentir-se acolhidas com exclusividade. Todas sem exceção, mas uma por vez. Assim, conseguiremos amar a todas.
Ofereçamos a elas a atenção que gostaríamos de receber. Veremos que isso nos deixa todos mais felizes.”
Ser mais felizes neste Natal é o que todos e todas desejamos, sem pré(conceitos).
Que Deus nos ajude e Maria Santíssima não nos desampare.

HN

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

AMOR… SEM TRÉGUAS

Claro que é isto que o Advento nos propõe! Amar… sem tréguas! Amar sem parar! Amar, indefinidamente, a toda a gente, seja como for e faça o que fizer… pois quanto mais desvarios as pessoas praticarem mais pobres são, ainda que o dinheiro lhes saia de todas as partes do corpo.
A riqueza maior não é dinheiro e haveres, é amar sem peso nem medida, é ter o coração bem recheado de amor.
Viver em Amor não é circunstancial, é uma regra de vida, uma atitude de todos os segundos.
Jesus veio passar uma vida humana entre nós para nos ensinar estas verdades.
E há muita gente que AMA, com Deus e por Deus, e com muitas graças a Deus.
Falando de Amor, o Apolonio diz:
«»
O amor é sempre sóbrio e vigilante.
Se formos vigilantes em amar, teremos muitas surpresas boas nesta vida e a melhor de todas na vida eterna.
Devemos amar quando tudo vai bem e devemos amar quando tudo vai mal, também. Fomos feitos para amar, somos feitos de amor, por isso amamos na alegria e mais ainda na dor.
O amor não cessa, não pára, é constante. Em qualquer situação ele pode estar presente.
Tudo passa: o encanto, a beleza, as paixões e as ideias, mas um ato praticado por amor permanece em eterno.
Quem ama sem tréguas não se deixa mudar pelas circunstâncias, porque possui uma força capaz de transformar o mundo.
O amor é a linfa que leva vida e vigor aos corações.
«»
Jesus, Amor, Filho de Deus Amor, veio ensinar-nos a amar.
Não podemos falar de Natal de Jesus sem falar de Amor.
Crentes em Jesus… ou não crentes… promovem campanhas de Amor nesta época propícia.
E pelo que podemos observar… parte dessas campanhas vão-se repetindo ao longo do ano.
Não tenhamos dúvidas, é a isto que se chama Natal, o verdadeiro Natal, o Amor de Jesus em acção no coração dos homens e mulheres.
Nesta 4ª feira da segunda semana do Advento… treinemos o Amor.
Pode parecer difícil, mas com Deus Amor torna-se possível e é a maior felicidade que nos pode acontecer.

HN

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

NUNCA É DEMAIS FALAR DE MISERICÓRDIA

Felizes os misericordiosos porque alcançarão misericórdia – diz-nos, algures, Jesus.
E… o que é ser misericordioso?
Sim! Porque têm-se rompido os dedos de escrever sobre misericórdia e com toda a certeza que ainda não sabemos bem o que é, ou melhor dito, não sabemos como a pôr em prática, como ser, de facto, misericordiosos.
Misericórdia e Amor são atitudes de mãos dadas e tão entrelaçadas entre si que desligadas não conseguem sobreviver; se há Misericórdia… é porque se vive em Amor; e se há Amor, impreterivelmente, tem que haver Misericórdia, a misericórdia é como que uma consequência do Amor.
Eu… e o outro ou outra… têm que estar fundidos no meu coração, de tal modo, que os problemas dos outros me preocupem com se fossem meus.
Parece descabido, mas não é!
Tentar estar ao lado de quem nos rodeia, tem que fazer parte da nossa maneira de ser e de viver.
Vamos tentar inteirar-nos destas realidades nas palavras do Apolonio:
«»
"ASSUMIR COMO PRÓPRIAS AS NECESSIDADES DO OUTRO"
Quando existe o amor recíproco, assumo, como meu, tudo aquilo que diz respeito ao outro. As suas alegrias e dores, as suas conquistas e fracassos, as suas dúvidas e angústias, assim como o seu sucesso.
A comunhão é a marca daqueles que se amam. Ela transborda e vai muito além do círculo familiar e das amizades. Chega também ao sofredor anônimo, ao indigente marginalizado e ao desconhecido que carece de ajuda.
Assumir as necessidades do irmão nos ajuda a evoluir individualmente e coletivamente, pois o amor é a característica do povo de Deus e da mais alta civilização.
Creio em uma nova humanidade que se difunde sem fazer alarde, mas que está renovando todo o tecido social. Nós somos parte dela.
"COLOCAR OS NOSSOS TALENTOS A SERVIÇO DOS OUTROS"
Tudo o que podemos fazer pelos outros são talentos que nos foram confiados por Deus. Nós temos o dever de colocá-los em comum para o bem de todos.
Isso vai desde a competência profissional aos dotes artísticos; desde os dons espirituais à herança cultural; desde o serviço humanitário aos bens materiais. São muitos os talentos que podemos fazer frutificar para o bem dos outros.
O talento colocado em comum se multiplica, o que fica escondido ou é usado de forma egoísta em favor de si mesmo tende a morrer e desaparece. Jesus afirmou claramente: "Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem, será tirado até o que tem." (Mt 13,12)
«»
Amar… não é uma situação… é um estado de vida.
Ou amo… e faço tudo o que posso por quem me rodeia… ou não amo e existo só para mim, egoística, e amarguradamente, porque não fui criada para mim mas, misericordiosamente, para os outros… uma boa receita para a preparação deste Natal.
A continuação de boa semana.

HN

domingo, 10 de dezembro de 2017

FIEL… ACOLHEDOR!

Fiel e acolhedor foi sempre e sempre é e será o Senhor Jesus para todos nós!
Contudo, a Igreja chama-nos a ser fiéis e acolhedores… mas de quem?
A quem será que deveremos ser fiéis e acolher?
Tratando-se do Advento, espera e preparação para o Natal, pode dar a impressão que devemos preparar-nos para acolher Jesus!
Claro que também! Jesus é e será sempre o nº 1 no nosso acolhimento. Mas… à medida em que nos vamos familiarizando com Ele, vamo-nos apercebendo que o Jesus vagueia por aí connosco pelas estradas e caminhos da vida em todas as pessoas que connosco se cruzam, às quais devemos todo o nosso bem-querer e acolhimento. É isso que Jesus quer de nós, que O acolhamos na pessoa de todos os nossos irmãos.
Certinhos… ou tortinhos… devemos acolher amorosamente a todos, porque, lá bem no fundo de todos eles… ou elas… habita Jesus.
Fomos habituados a um Jesus/Deus que só proibia e castigava… mas aos pouquinhos os olhos e o coração foram-se abrindo e foi-nos surgindo um Jesus/Deus que não nos quer parados nem indiferentes, que perdoa e envia, que compreende e ajuda, que está ao nosso lado na caminhada para nos dar força e coragem nas aflições e determinações.
Jesus Palavra de Deus não exige nada, ou melhor, exige muito, exige Amor Verdadeiro.
Diz o Apolonio:
«»
No nosso imaginário, fazer a vontade de Deus, às vezes, está associado a uma lista de proibições, ou de regras a seguir, ou ainda, de resignação diante de situações de dor e sofrimento. 
Na verdade, a vontade de Deus se pode resumir em uma só coisa: amar. Dessa forma ela pode ser incorporada em todas as situações, a vontade de Deus pode tornar-se vida.
Ele quer que eu ame na condição de filho, de pai, de mãe,  de esposo ou esposa, de amigo, de cidadão. Amar que significa fazer o bem, servir o outro, perdoar, "fazer-se um" com todos.
Posso ter limitações em tudo: na saúde, no físico, na formação, na condição econômica. Só não posso ter limitações no amor.
Devo amar sempre. E como o amor é luz, aprenderei sempre mais a viver a vontade de Deus.
«»
Uma boa forma de viver o Advento!… treinar o Amor.
Não é fácil, mas é possível!
E muda a vida do avesso, dando uma leveza enorme e uma enorme satisfação e paz!
Mas… ainda no dizer do Apolonio -
«»
Viver pelos outros não é uma ação que tem início e fim. É uma orientação de vida com base no amor ao próximo. 
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos." (Jo 15,13)
Quando ouvimos alguém dizer: "Tenho um grande amor por você" ou "Eu te amo", na maior parte das vezes, a pessoa está apenas querendo expressar um sentimento. Ter amor pelo outro não é somente isso. Ter amor pelos outros é oferecer gratuitamente a minha disponibilidade em servir, em escutar ou em assistir nas dificuldades. É fazer-me presente na vida do irmão,  vivendo-a junto com ele. Nos momentos bons, de alegria. E nos momentos ruins, de dor e sofrimento.
Viver pelos outros é partilhar os próprios talentos, os bens materiais e, sobretudo, os bens espirituais.
Tudo o que sou e tudo o que tenho deve ser partilhado com todos. Isso é viver pelos outros.
«»
Será que já aprendemos a viver pelos outros… ou ainda andamos agarrados ao nosso ‘umbigo’?
Espero que não!!!
Boa semana, amando como Jesus amor, amando bem ao jeito de Jesus… assim como a MÃE Maria, Fiel e Acolhedora.

HN

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

SALVÉ, Ó VIRGEM MARIA!

Dezembro… dia 8!
Salve! Virgem Maria! Mãe de Jesus e nossa Mãe!
Por seres a nossa muito querida Mãe do Céu, foi neste Teu dia que se começou a celebrar o ‘Dia da Mãe’ da terra!
Um dia muito especial. Para todas as mães e todos os filhos e filhas.
Actualmente, Mãe, só as pessoas mais idosas associam este Teu dia ao Dia das Mães, celebrado em Maio, um dos meses Teus predilectos.
No dia de hoje celebra-se a maior festa do Advento, o tempo da preparação e espera do Teu Jesus, nascido Homem faz tempo, mas que sempre quer nascer cada vez mais e melhor em todos os corações.
Não sei, Mãe Querida, que pensar! Se Jesus quer nascer em todos os corações… ou se, por já estar em todos os corações escondido no meio de confusões e desatinos, deseja, sim, que as pessoas tomem cada vez mais consciência desta realidade e O queiram sentir bem lá no fundo, viver do Seu jeito e de O mostrar ao mundo tal como Ele é e deseja que sejamos!
Sim! Mostrar Jesus na vida com as atitudes da vida! Este… é o verdadeiro Natal que desejamos agora, na Festa do Natal de Jesus, Amor, Misericórdia e Perdão.
Sem estas três dimensões de Jesus levadas bem a sério, nunca O poderemos mostrar ao mundo como convém.
Amor recíproco, AMOR Verdadeiro que se dá sem nada esperar em troca… como diz o Apolonio:
 «»
O amor recíproco colocado acima de todas as outras coisas torna-se um distintivo. As pessoas o percebem, pois ao amor ninguém fica indiferente.
O amor não é um conceito ou um princípio, é um estilo de vida.
Presente na família torna-se mais forte que os laços sanguíneos; entre os membros de uma equipe de trabalho torna-se sinônimo de eficiência e sucesso; vivido na comunidade torna-se um testemunho mais forte que as palavras. Enfim, em qualquer ambiente onde é colocado em prática reina a harmonia, a paz, a alegria, a luz e a plenitude da vida.
No amor mútuo não há troca, há comunhão; não há domínio nem submissão, pois é o ápice da igualdade; não há divisões, há somente fraternidade.
«»
AMOR! O Teu Querido Filho, Mãe Santíssima, e Filho do Deus Amor e Amor como o Pai, nada mais nos pede além de Amor!
Salvé ó Virgem Maria!
Ensina-nos a dizer sim ao que Deus nos vai sugerindo, tal como tão decididamente deste; ensina-nos a desprender-nos das coisas materiais… a partilhar… a ser solidários e atentos e quem de nós necessite; ensina-nos a Amar do Teu jeito e do jeito de Jesus, Amém!

HN

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ESTILOS DE VIDA

Já falei muitas vezes de estilos de vida, mas desta forma, não!
Vamos ver:
«»
"O AMOR RECÍPROCO ACIMA DE TUDO"
O amor recíproco colocado acima de todas as outras coisas torna-se um distintivo. As pessoas o percebem, pois ao amor ninguém fica indiferente.
O amor não é um conceito ou um princípio, é um estilo de vida.
Presente na família torna-se mais forte que os laços sanguíneos; entre os membros de uma equipe de trabalho torna-se sinônimo de eficiência e sucesso; vivido na comunidade torna-se um testemunho mais forte que as palavras. Enfim, em qualquer ambiente onde é colocado em prática reina a harmonia, a paz, a alegria, a luz e a plenitude da vida.
No amor mútuo não há troca, há comunhão; não há domínio nem submissão, pois é o ápice da igualdade; não há divisões, há somente fraternidade.
Abraços
Apolonio
«»
A vida é uma caminhada… com momentos bons e menos bons! E é com os momentos ou acontecimentos mais desagradáveis que aprendemos mais.
Ninguém tem necessidade de mudar se tudo estiver bem, mas se algo está errado e necessita de ser corrigido.
Ao longo da vida, os meus avanços e recuos atitudes memoráveis e para esquecer, têm-me ensinado inúmeras coisas… ao ponto de poder dizer que este pequeno texto é, de facto, muito verdadeiro… sinto-o na minha vida, nas atitudes que vou tomando, nas minha quedas e ressurgimentos.
Advento, espera, mudança!
Que dera que conseguíssemos compreender o que será melhor mudar nas nossas lides quotidianas!
Como tudo seria diferente!
Meus amores!
O amor, para se aprender, tem que se viver; ou melhor ainda: o amor não se aprende, vive-se… ou não se vive! Treina-se… ou deixa-se que se esgote.
Deus é amor… e a única forma de caminhar para Ele é AMAR!
No Advento, aprendamos a AMAR a Palavra do AMOR que é Jesus!
Chega, por agora… de contrário, se o coração começa a dizer o que sente não saímos mais destes belíssimos estilos de vida!...
Boa noite! Bom dia!

HN

domingo, 3 de dezembro de 2017

'ESTAI VIGILANTES!'

Claro que devemos estar vigilantes em todos os momentos da vida, e ainda assim, sob vigilância apertada, só Deus sabe o que vai por aí, quantas asneiras escusadas, quantos fracassos desnecessários, quantas faltas de fé e esperança, de presença e de amor…
Uma boa forma de nos podermos manter humildes e cuidadosos com ‘a caminhada’ que não é nada fácil.
E então, o Pai, que nos conhece melhor do que nós próprios e quer que o tempo escolhido para festejar o Aniversário do nascimento de Filho Jesus sirva para fazer nascer para uma vida nova, mais humana e consequentemente mais cristã, o maior número de irmãos.
Há frases excelentes saídas da boca do Papa Francisco, mas que de momento me não vêem à memória, tenho de as interiorizar melhor.
Mas… vejam-me se esta não é uma maravilhosa forma de viver a vida para fazer o que Deus quer de nós neste tempo de Advento, vigiando:
«»
Bom dia !
03 de dezembro de 2017
"VIVER A PALAVRA DE DEUS COM DOCILIDADE"
Docilidade pode ser sinônimo de aceitação e de obediência. Pode ser uma adesão total e concordância plena.
Viver a Palavra de Deus é sinônimo de prática quotidiana, de testemunho verdadeiro, de esforço e perseverança.
A Palavra de Deus é vida nova, é transformação. Cada um de nós é uma Palavra pronunciada por Deus desde sempre. Ele espera de nós uma resposta na liberdade, sem opressão e sem imposição.
A Palavra de Deus é a Sua presença entre nós. Ela é luz, força e alimento para a alma.
Viver a Palavra de Deus com humildade liberta-nos do mal e nos faz vitoriosos nas tentações.
Coloquemos a vida da Palavra em primeiro lugar e veremos que não nos faltará o pão de cada dia.
"Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus." (Mt 4,4 e Dt 8,3)
Abraços
Apolonio
«»
Viver da Palavra é viver segundo o que Jesus Cristo disse e exemplificou, o Menino do Presépio, que quer nascer de uma vez por todas em todos os corações.
Ui! Eu disse nascer em todos os corações… mas Jesus já está em todos os corações porque Jesus é Deus e todos nós somos obra de Deus e casa de Deus… o que é preciso é que todos os homens e mulheres consigam descobrir esta verdade e procurem Deus dentro de si mesmos, lá bem no fundo, debaixo de tudo o que Deus não gosta e nós fazemos.
Que descobrir Jesus no coração seja cada vez mais a tarefa de todos nós no nosso Advento… e depois de O descobrir… ficar bem vigilantes para nunca mais O perdermos de vista.

HN

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

CUIDAR DA HUMILDADE!

Quando oiço, leio ou medito sobre a humildade, normalmente, vejo-me humilde! Mas há momentos em que a forma como me comporto me deixa muito a desejar.
Será que, de facto, sou humilde como desejo? Sinceramente, não sei!
Há situações que sim… mas ainda há situações dúbias que duvido mesmo que chegam negativas!...
Falar de humildade é simples, viver na humildade não é tanto assim!
Não é que me julgue mais do que ninguém! Não é que me falte a disposição, vontade, ânimo para estar perto de quem necessita! Nada disso. Mas… às vezes… as contradições são tão visíveis e sensíveis que me atrevo a tentar desfazê-las com quem de direito, fico chocada e tento ausentar-me ou ausento-me mesmo, com vontade de estar perto.
Dói-me… mas aguento a dor na vontade de conseguir alguma correcção.
Meu Deus! Será que estou a fazer o que desejas?
O Apolonio diz:
«»

"COLOCAR A HUMILDADE COMO BASE DE TODAS AS NOSSAS AÇÕES"
Quanto mais somos qualificados, mais podemos servir.
Ser humilde é deixar que Deus faça em mim maravilhas de modo que eu seja um instrumento do bem para as pessoas que encontro.
As minhas capacidades têm um valor maior se colocadas a serviço do outro, pois ser humilde não é negar a si mesmo, mas é, mesmo sendo "grande", ser o servo de todos.
O verdadeiro mestre compartilha todos os seus conhecimentos e se alegra ao ver um discípulo seu fazer coisas maiores e melhores que ele.
Se colocarmos amor em tudo o que fizermos, faremos coisas grandes, tendo como base a humildade.
"Quem crê em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai." (Jo 14,12)

«»
Eu não quero obras grandes… mas a maior perfeição nas pequenas atitudes.
Como estou atrasada na minha caminhada para o Senhor!
Humildade… e sabedoria!
Eu necessito muito!  Dá-me, Senhor! Ajuda-me a encontrar o caminho certo para fazer o que necessito e tu desejas!
Obrigada!

HN

terça-feira, 28 de novembro de 2017

BELÍSSIMO!...

Não sei começar! Talvez… pelo que me encheu o coração por demais.
Vamos ver! É de São Paciano de Barcelona, de um sermão sobre o Baptismo:
 «»
Viver é Cristo
Assim, irmãos caríssimos, nunca mais morreremos. Ainda que este nosso corpo se dissolva, viveremos em Cristo, como Ele próprio diz: «Aquele que acredita em Mim, ainda que morra, viverá» (Jo 11,25). Temos a certeza, fundada no testemunho do Senhor, de que Abraão, Isaac e Jacob e todos os santos de Deus estão vivos. É o próprio Senhor que diz a respeito deles: «para Ele todos estão vivos, porque [Deus ] não é um Deus de mortos, mas de vivos»; e, falando de si próprio, o próprio Apóstolo afirma: «para mim, viver é Cristo e morrer, um lucro. [...] Tenho o desejo de partir e estar com Cristo» (Fil 1,21-23). [...]
É esta a nossa fé, irmãos caríssimos. De resto, «se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens» (1Cor 15,19). A nossa vida terrena, como vós mesmos podeis observar, é semelhante à dos animais, das feras e das aves. O que é próprio do homem, o que Cristo nos deu pelo seu Espírito, é a vida eterna, desde que deixemos de pecar. Porque, assim como a morte vem por causa do pecado, assim nos livramos dela por meio da santidade; portanto, a vida perde-se com o pecado e salva-se com a santidade. «É que o salário do pecado é a morte; ao passo que o dom gratuito que vem de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rom 6,23).
«»
Se dúvidas houver… esta pequenina meditação pode desfazê-las… a partir das Palavras de Jesus Palavra de Deus!
Então… mas o que é a vida?
Sinceramente… não sei! A vida é assim como uma aventura iniciada no ventre materno… e continuada neste mundo lindo… sem sabermos ao certo quando irá continuar numa  outra etapa a que chamamos eternidade.
Então… e a morte… o que é a morte?
Como posso saber o que é a morte… se chamamos de morte à entrada naquela etapa que Jesus diz ser a verdadeira vida? E choramos, lamentamos, ficamos desfeitos com a partida dos nossos queridos?
O melhor é partir para uma outra questão referente ao pecado! O que é o pecado… se o salário do pecado é a morte?
O pecado… é a coisa mais horrível que nos pode acontecer… e não a tal morte que nos leva deste mundo!…
A coisa mais horrenda que nos pode acontecer é a morte com que o pecado nos mata… donde se conclui que o pecado é, de facto uma coisa horrível!...
O que chamamos de pecado é sempre des(amor), ou seja não amor, uma negação do amor, uma negação de Deus porque Deus é AMOR!
Meu Deus! Tanta coisa dita… e tudo por dizer!
Que sempre sejas louvado!

HN

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DAR… OU DAR-SE!

Sim! Dar ou dar-se, tudo é dádiva, entrega de algo a alguém. Mas, com uma grande diferença. Quando damos, é algo que está fora de nós, material; quando nos damos, tem a ver com algo que faz parte de nós, imaterial. Podemos não ter dinheiro ou outros bens ao jeito de nos podermos desfazer deles por nos fazerem falta… mas… carinho, dedicação, ternura, atenção, experiência, oração, amor… se forem parte integrante de nós… estarão sempre prontos a ser partilhados, em abundância.
E assim, evidenciaremos um velho ditado: ‘ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar’.
Por muitos haveres materiais que tenhamos poderá haver algo que possamos desejar ainda… mas por muito pouco imaterial que possuamos sempre teremos um pouquinho à disposição de partilhar, e quanto mais partilharmos, mais nos será dado.
Para chegarmos, realmente, a sentir esta conclusão presente na vida de todos os dias, precisamos de muito treino, de muitos avanços e recuos, de muitas tempestades e bonanças, de muita, muita oração e meditação.
Achei deveras importante o comentário retirado de São João Crisóstomo pela equipa do Evangelho Quotidiano referente à passagem evangélica do dia de hoje, Lc 21, 1-4, a viúva que,  ofertando uma moeda, deu todo o que tinha:
 «»
«Na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver».
Dou-te a conhecer os cinco caminhos da conversão: o primeiro é o arrependimento pelos nossos pecados; depois, o perdão concedido às ofensas do próximo; o terceiro consiste na oração; o quarto, na esmola; o quinto, na humildade. Não fiques, pois, inativo, mas toma cada dia todos estes caminhos. São caminhos fáceis e não podes apresentar como pretexto a tua miséria.
Pois, mesmo que vivas na maior pobreza, podes abandonar a cólera, praticar a humildade, rezar assiduamente e arrepender-te dos teus pecados [...]. Uma vez que estejas no caminho da conversão, dá o que possuis. Nem a pobreza nos impede de cumprir este mandamento: vemo-lo na viúva que deu as duas moedas que tinha.
Esta é a maneira de curarmos as nossas feridas: apliquemos, pois, estes remédios. Tendo retomado a saúde da alma, aproximar-nos-emos da mesa santa e, com muita glória, iremos ao encontro do Rei da glória, Cristo. Ganhemos os bens eternos pela graça, a misericórdia e a bondade de Jesus Cristo Nosso Senhor.
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São deveras maravilhosos estes caminhos que não necessitam de dinheiro, terras, estudos, grandezas nem belezas que se vejam com os olhos e se palpem com as mãos, mas nos ajudam a ser muito ricos, daquela riqueza que quanto mais a partilharmos maior se tornará sem acabar nunca mais.
Dar é muito gratificante… mas dar-se… é o melhor que pudemos fazer na vida.
Boa semana, dando-nos, bem ao jeito de nosso Senhor Jesus Cristo Rei de Amor e Misericórdia!

HN

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

QUE É, DE FACTO, A JERUSALÉM DE JESUS?

QUE É, DE FACTO, A JERUSALÉM DE JESUS?
Orígenes diz, acerca do Evangelho de Lc 19, 41-44:
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«Ao ver a cidade, [Jesus] chorou sobre ela»
Quando se aproximou de Jerusalém e a viu, o nosso Senhor e Salvador chorou sobre ela: «Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz! Mas não. Está escondido a teus olhos. Dias virão para ti, em que os teus inimigos te rodearão de trincheiras» [...]. Alguém poderá dizer: «O sentido destas palavras é claro; com efeito, elas realizaram-se a propósito de Jerusalém: o exército romano cercou-a e devastou-a até à exterminação e virá o tempo em que dela não restará pedra sobre pedra.»
Não o nego, Jerusalém foi destruída por causa da sua cegueira, mas pergunto: aquele choro não diria respeito à nossa própria Jerusalém? Porque nós somos a Jerusalém sobre a qual Jesus chorou, nós que estamos convencidos de ter um olhar tão penetrante. Se, depois de ter sido instruído nos mistérios da verdade, depois de ter recebido a palavra do Evangelho e o ensinamento da Igreja [...], um de nós peca, esse provocará lamentações e choros; e não se chora sobre um pagão, mas sobre aquele que, depois de ter feito parte de Jerusalém, dela saíu.      
Sobre a nossa Jerusalém derramam-se lágrimas porque, em razão dos seus pecados, os inimigos vão rodeá-la, quer dizer, as forças adversas, os espíritos maus elevarão à sua volta uma barricada, sitiá-la-ão e «não deixarão [...] pedra sobre pedra». [...]. Eis pois a Jerusalém sobre a qual se derramam lágrimas.
«»
Tanta verdade junta, Senhor!
Claro que quando Jesus chorou sobre Jerusalém… não tinha nada a ver com a cidade mas com as pessoas que nela habitavam.
Que nós… cada um ou uma de nós… é a Jerusalém de Jesus, por quem Jesus chorou e continua a chorar, é um facto.
Então… para que chore um pouco menos… tenhamos a coragem de estar mais atentos ao que nos vai dizendo no decorrer dos segundos… de modo a ouvir e interiorizar de tal forma a Sua Palavra que a nossa vida passe a ser cada vez mais Palavra de Deus… pois com avanços e recuos quedas e ressurgimentos, mas vivida o mais possível de acordo com a Sua vontade.
Que Deus seja louvado!
Bom fim de semana!

HN