segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Desejos...
Hoje… terminada a época natalícia com o batismo de Jesus,
fui rever uma mensagem que recebi, me marcou imenso e passo a resumir:
“No ano 2013 desejo
que as pessoas não peçam a paz a Deus e aos santos mas que a construam… que sejam
justas elas próprias e deixem de exigir justiça aos outros… que sejam solidárias
por dever e não por caridadezinha para obter benesses de Deus e agradecimentos
dos homens… que em vez de pedir pão ao céu através de rezas todos tenham
trabalho e trabalhem a sério para ganhar o pão de cada dia… que reduzam as
greves que tanto mal fazem à nossa economia… que façam aos outros só o que
gostariam de ter para elas próprias… que cultivem o amor ao próximo sem
exceções… que os crentes deixem de fazer negócios com Deus e com os santos
pensando obter do céu aquilo que só depende do aproveitamento das capacidades
que Deus lhes confiou… que os católicos deixem os preconceitos bárbaros e "beatices"
hipócritas e se formem tomando gosto pelo estudo da Sagrada Escritura, pois só
através dela chegarão à piedade e à vivência da verdadeira fé neste ano a ela
dedicado…e que não tenham dúvidas de que, se cada um não se melhorar a si mesmo, tudo ficará na mesma!”
Tantas verdades juntas… fizeram-me pensar muito… e vou
continuar a rever a minha vida!
Claro que vou continuar a pedir a Deus a Paz e o amor
entre os homens… e tantas coisas mais… mas vou esforçar-me por fazer o mais
que puder pelo meu crescimento como pessoa e pelo bem da sociedade, pois Deus é Pai e não quer filhos preguiçosos…
Eu vou ser uma pessoa menos preguiçosa!
Que Deus me (nos) ajude!
domingo, 13 de janeiro de 2013
Queremos Paz!...
Todos queremos Paz!
A
crise é inimiga da Paz... ou talvez não!
A crise provoca solidariedade! E quem sabe, na busca de soluções, venha a ser um bom instrumentos de união e caminho para a paz!
Hoje…
quero pensar um pouco na possibilidade da paz, que não é um sonho nem uma
utopia, mas o resultado de uma luta que envolve cada pessoa em particular e cada família, comunidade
religiosa, civil, educativa e cultural, pois todas as pessoas são chamadas a trabalhar
para a implementação da paz.
Os
obreiros da paz são todos os que amam, defendem e promovem a vida em todas as
suas etapas e em cada uma das suas dimensões: pessoal, comunitária e
transcendente.
Quem deseja a paz tem que fazer tudo o que estiver ao seu
alcance para evitar atentados e crimes contra a vida! É na família que têm de nascer
e crescer os obreiros da paz, os futuros promotores duma cultura de vida e de
amor.
Quando
se fala de paz inclui a paz com Deus, tentando viver segundo a sua vontade; a
paz interior, vivida em cada pessoa consigo mesma; e a paz exterior, mantendo
boas relações com o próximo e com toda a criação!
A
verdadeira paz envolve integralmente o ser humano e supõe o empenhamento da
pessoa inteira, com todo o querer da sua vontade e sentir do seu coração na
construção duma boa convivência baseada na verdade, liberdade, amor e justiça
social.
Só
assim o homem pode vencer a negação da paz, o que chamam de pecado, em todas as suas formas:
egoísmo, violência, desejo de poder, de domínio, de intolerância, de ódio e de
estruturas sociais injustas.
Na
“tarefa imensa de educar para a paz, estão envolvidas de modo particular as
comunidades dos crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade
através da nova evangelização, que tem como pontos de apoio a conversão à
verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral
das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da
paz, comprometendo-os na comunhão e na superação da injustiça”.
Tanto
na família como nas estruturas sociais há necessidade de propor e promover uma
pedagogia de paz, que requer uma vida interior rica de referências morais
claras e válidas e atitudes e estilos de vida adequados ao bem comum.
Senhor!
Será
que tenho promovido a paz nos meus pensamentos, palavras, gestos e atitudes?
Será
que tenho criado em mim e à minha volta mentalidade e cultura de paz, num
ambiente de respeito, honestidade e cordialidade?
Nem
sempre, Senhor!
Para
que a paz reine no mundo e se conquiste a cada dia um interminável “Natal”,
ajuda-me, Senhor, a promover a paz em mim mesmo e à minha volta!
sábado, 12 de janeiro de 2013
Para vencer a crise... começar por mim!
Sinto-me uma pessoa preocupada, mas com uma certa paz e alguma lucidez!
Aos meus olhos, como aos da maior parte das pessoas, as coisas não estão bem para ninguém, nem com jeito de ficarem bem se não começar a haver união entre as pessoas, que se criticam mutuamente e se agridem verbalmente em vez de congregarem esforços no sentido de arranjar soluções para sair da crise instalada!
Bem no fundo... ninguém sabe o que fazer! As pessoas culpam-se umas às outras quando, no final, cada pessoa tem a sua quota parte de culpa, pois há desvarios praticados por uma enormidade de pessoas.
Às vezes ponho-me a pensar em toda esta confusão e penso no que quererá dizer tudo isso!
Deus é Pai!... E Pai amoroso e dedicado!... Os filhos são livres de fazerem o que entenderem, o bem ou o mal... e essa liberdade torna-os escravos dos seus próprios vícios! Daí todos estes desvarios!
Perdeu-se o conceito de "liberdade", que não é fazer o que se quer... mas o que se deve!
Quanto me tem custado a conquista de alguma liberdade!... Mas ainda tenho amarras que bastem, para mim, para dar e para vender!
Tenho parado para pensar, e vou chegando a algumas conclusões!
Afinal, se não houvessem problemas... não havia a busca de soluções e a vida nunca seria igual!
Ter problemas faz sofrer, é certo! Mas são os problemas que mais nos fazem crescer!
Não consigo pensar noutra coisa além das monstruosidades que se vêem e ouvem! E olho para mim e vejo-me também como um monstro que tem de mudar muitos comportamentos para viver como deve!
Para ajudar a vencer a crise tenho que começar por mim!
E já pensei como! Descobrir o meu maior desvario para começar a corrigi-lo... e rezar muito pelos nossos governantes, pelos que com eles trabalham mais diretamente, e pelo povo, para que ele seja compreensivo, ativo, e reze também!
Todos precisamos de enxergar o que precisamos de fazer!
Que Deus nos ajude!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Crise... ou crises!...
Crise... ou crises... não sei! Mas sei que tenho comigo várias crises!
Hoje dei comigo a pensar na tragédia portuguesa, ou melhor, do povo português, de que faço parte e é parte integrante da minha vida!
Nunca fui pessoa agarrada ao dinheiro e contento-me com muito pouco... mas sonho com algo para partilhar com quem necessita, já que os que nadam em haveres e com contas bancárias bem recheadas ainda querem é mais... e não se apercebem disso, das asneiras que constantemente andam a fazer!
Pobres, coitados! Deve ser uma tristeza passar a vida agarrados ao ter... quando o que é necessário é que sejam pessoas como devem, amando e interessando-se pelo próximo como consigo mesmos, pois foi para isso que todos fomos criados!
Tal como hoje me escreveu um amigo, todas as crises económico-financeiras e não sei quantas mais, estão assentes na enorme crise de valores humanos e cristãos!
Perante tanta trapalhada que vejo e oiço todos os dias, até fartar, resta-me rezar o mais que puder por essa gente toda, e pedir a toda a gente de fé que reze também, para ver se aparece alguma luz no fundo do túnel e algum português corajoso que a consiga de lá tirar e pô-la a iluminar a todos quantos têm a possibilidade de nos presentear com uma vida melhor e consequente felicidade que daí deriva... que se deseja universal!
Que Deus me ajude... e a todos nós!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Com Jesus...
Num dia carregado de emoções e de trabalho... ocorre-me pensar um pouco na bondade do Senhor que me protege em cada segundo de todos os meus dias... e de tal forma me aconchega... que quando me armo em criança estouvada e não dou ouvidos às Suas inspirações algo corre mesmo mal, e quando algo começa a correr menos bem tenho que ver nesse acontecimento como que um aviso a dizer que não vá por ali!
E quando as dificuldades apertam o peito, fazem bater mais forte o coração e enchem os olhos de lágrimas ao ver-me num barco sem leme, uma pessoa cheia de ambições, gostos e vontades que se esvaem a cada instante pela imposição solene do cumprimento do dever e me parece que tudo está perdido... surgem-me as mais agradáveis surpresas, de mansinho... como que num mimo e aconchego que se dá a uma criança quando faz alguma coisa muito bem feita!
Muitas vezes dou comigo a pensar:
- Para quê tanta preocupação com tão grande, compreensivo, meigo, carinhoso e misericordioso companheiro de viagem?!...
- Para quê tanta preocupação com tão grande, compreensivo, meigo, carinhoso e misericordioso companheiro de viagem?!...
Que Ele seja louvado!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
A crise familiar
Hoje, pensando bem nos filhos… netos… e por aí fora… a minha
convicção diz-me que de nada vale dizer que a família está a atravessar uma
época de crise, mas tudo será levado a bom termo se fizermos o que podermos
para acabar com a crise familiar, a começar pela nossa família!
Precisamos de nos esforçar! Eu preciso de me esforçar!
A declaração dos direitos do Homem e das Crianças… muito embora
tenha minorado muito sofrimento humano, ainda nos deixa muito caminho para
andar!
Atualmente, a crise económica provoca um sem número de outras crises,
mas obriga-nos a ter inúmeros cuidados para conseguir um caminho que nos leve a
ultrapassar as dificuldades que nos surjam, e isso é muito positivo! Porém, há
um tipo de crise que deveria acabar de uma vez, a crise educativa, que no meio
de todas estas confusões, acaba por se tornar cada vez mais intensa.
Os inumeráveis divórcios, provocam a existência de famílias com
estruturas muito diversificadas; a segurança e educação familiar torna-se
precária; o desemprego causa um sem número de tensões familiares pela falta de sobrevivência
condigna; pela crise orçamental, os Governos cortam na Educação; os meios de
comunicação social são muitas vezes mal aproveitados, pois em vez de se apelar
para os programas que dignifiquem as relações humanas acabam por fazer o
contrário, de implementar o que é indigno ao ser humano; nas várias confissões
religiosas, na enorme maioria das vezes, as palavras não condizem com as
atitudes e dão cabo que qualquer crença que segure bem de pé e com coragem para
ir em frente a necessidade que o homem tem de se encontrar com Deus/Amor para o
que foi criado; e tantas… tantas coisas mais!
Senhor! Faz com que, por Ti e Contigo, tenhamos força de enfrentar
tantas dificuldades familiares e de ajudar as famílias com quem convivemos a
ultrapassá-las também, para que às famílias humanas nada falte e os seus membros sejam como um jardim
verdejante e florido em tempo de Primavera!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Como vemos os nossos filhos?
Hoje… parei para pensar!
Antes der ser o indefinível, o maior e mais sublime Homem de todos
os homens, Jesus Cristo foi Menino como qualquer outro bebé, nascido de uma
mulher e numa família normal para a época, Mulher que agora vemos a maior e
mais sublime de todas as mulheres… e família a que muito carinhosa e
reconhecidamente chamamos de Sagrada Família de Nazaré, porque foi em Nazaré
que esta Família viveu a maior parte da Sua vida!
Jesus, o Menino Jesus, com toda a realidade humana e mística que O
envolve, foi um filho desejado, querido, amado, protegido, educado, encaminhado,
compreendido...
Podemos ver a grandeza daquela família no sim de Maria, na
confiança e aceitação de José, na obediência às leis sociais partindo para
Belém em resposta a um pedido de recenseamento, no aceitar as condições precárias
do nascimento de Jesus, na apresentação de Jesus no Templo e purificação de
Maria conforme ordenava a Lei Mosaica, na fuga ao perigo da ordem de Herodes buscando
desesperadamente o Egito para livrar Jesus pequenino do assassinato cruel que tiveram
todos aqueles meninos inocentes da cidade, na primorosa educação pessoal e social
de Jesus que fez com que Ele, na visita ao Templo, aos doze anos de idade, já mantivesse
um diálogo cheio de sabedoria e convicção, firme e seguro com os Doutores da
Lei, no Jesus ter aprendido com o pai José a profissão de carpintaria, pois
chamavam-no carpinteiro filho do José Carpinteiro, no carinho desvelado pela
mãe principalmente depois da morte do pai José… na força e coragem como
enfrentou a vida pública onde proclamou corajosamente a Palavra do Pai contra
tudo quanto fosse incorreto e desumano… que O levou à morte!
Se Jesus quis nascer como qualquer um de nós… como qualquer um de
nós teve que ir aprendendo quem era e o que queria da vida ao longo da própria
vida, com a educação dos pais que O levaram a uma oração constante e constantes
idas às Sinagogas orar e estudar as escrituras e à sublimação das atitudes e
conhecimento das leis e vivências sociais da época.
Jesus, foi um Homem do Seu tempo! E como tal, trazia consigo uma
missão enormíssima… tão grande que modificou para sempre a vida do mundo! Mas fez
tudo de uma forma simples e discreta.
Quase nada se sabe de muitos anos da vida de Jesus! Mas foi no
silêncio desses anos que Ele se autodescobriu na oração, estudo das Escrituras,
de Si mesmo e das intempéries e sabores da vida, no seio da Sua família e na convivência
com familiares e amigos… sei lá que mais!
Lembro Sua Mãe nas Bodas de Caná – “Filho, não têm vinho!” E “Mulher,
que tenho a ver com isso? Ainda não chegou a minha hora!” E a conclusão: “Fazei
tudo o que meu filho vos disser!”
Que atenção a tudo, que certezas, que confiança, que
solicitude!...
Quereremos mais do que isto para constatarmos a forma como os Pais
terrenos de Jesus o amavam, acompanhavam e olhavam?
E nós (eu) como vemos os nossos filhos?
Quem dera que os víssemos e sentíssemos como José e Maria sentiam
Jesus!
Mamãe Maria e Papai José, juntos com o Pai Supremo de todos nós e
de Jesus que cuidastes com tanto carinho, desvelo e ternura, ajudai-nos a ver e
cuidar dos nossos filhos como cuidastes do vosso!
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