«A Escada Santa», 30, 6-9.22.16
sexta-feira, 19 de abril de 2019
QUINTA FEIRA SANTA!
Como tudo...única e
irrepetível!
Ao longo da vida, só me lembra
uma outra Quinta Feira Santa com um pouquinho mais de intensidade... ou talvez
não... pois para quem tem o coração partido em pedaços como eu tenho, sentir-me
muito bem dentro do Santuário e durante toda a celebração foi bom demais.
Poder receber Jesus sob as duas
espécies pela minha própria mão foi algo delicioso.
Aquele Santuário todo
modificado com um mais que maravilhoso altar improvisado a parti-lo ao meio,
uma ‘mesa’ onde nós próprios nos fomos servir da mais bela e deliciosa refeição
foi algo de encantar! Os cânticos e textos lidos nos momentos especiais pareciam
um coro muito bem afinado e enternecedor!
Os momentos de silêncio frente
ao Santíssimo exposto encheram por demais o coração, que chegou a casa tão
cheio que teve de deitar cá para fora o que lhe vai lá por dentro. E para
terminar... este texto de Evangelizo, que vem mesmo a calhar.
«»
São João Clímaco (c. 575-c. 650) monge do Monte Sinai
«A Escada Santa», 30, 6-9.22.16
«A Escada Santa», 30, 6-9.22.16
Deus é amor (1Jo 4,8). E quem
empreendesse defini-l'O seria como um cego que pretendesse contar os grãos de
areia de uma praia.
Quanto à sua natureza, o amor é
uma semelhança com Deus, na medida em que é possível os mortais assemelharem-se
a Ele; quanto à sua atividade, é uma embriaguez da alma; quanto à sua virtude
própria, é a fonte da fé, um abismo de paciência, um oceano de humildade.
A caridade é, antes de mais, a
rejeição de qualquer pensamento de inimizade, porque a caridade não pensa mal.
A caridade, a impassibilidade e a adoção filial distinguem-se apenas pelo nome.
Tal como a luz, o fogo e a chama concorrem para um único efeito, o mesmo
acontece com estas três realidades.
A sensibilidade profunda daquele
que tem uma união perfeita com Deus é por Ele iniciada no mistério das suas
palavras; sem esta união, contudo, é difícil falar de Deus.
Se o rosto de um ser amado produz
em todo o nosso ser uma alteração manifesta que nos torna felizes, alegres e despreocupados,
o que não fará a face do Senhor numa alma pura, quando nela vier repousar.
«»
Jesus, de fato, só pode ser
Amor! Amor em excesso! Um excesso de Amor de tal ordem que faz tudo pelo ser
amado, ou seja, por qualquer ser humano, criança, jovem, bebé, homem ou mulher.
Então... resta-nos ter em nós
estas certezas... e ainda que tenhamos feito asneiras muito grandes aceitar ser
ajudado, porque é isso que Deus nos faz para nos fazer felizes.
Jesus, morreu, para nos fazer
felizes!
Que sempre seja louvado!
Bom Tríduo Pascal!
HN
quinta-feira, 18 de abril de 2019
DAR A VIDA POR AMOR!
Às vezes, perco-me com o que
leio!
São tantas as ideias que me vão
chegando que acabam por me baralhar a cabeça, a sorte é que não baralham o
coração. E quando o coração ama o melhor que sabe e pode, fraquezas todos as
temos, mas o Amor, que é Deus Misericordioso e bom, cura tudo, esquece tudo, perdoa tudo, ama o pecador, ama
o ou a que erra, odeia simplesmente o erro e tenta retirar o erro da vida do
errado ou da errada.
Que bom, ter Deus por Pai! Que
bom termos um pai assim!
Se toda a gente assim pensasse,
como o mundo seria diferente!
Haveria muito mais humildade e
paciência, transparência nas atitudes, presença nas dificuldades de todos,
compreensão nas quedas e luta por ressurgimentos.
Coloquemos os nossos olhos em
Jesus Cristo, Filho do Pai Eterno e eterno como o Pai cujo intenso Amor entre
os dois é o Espírito Santo que está presente em todas as vidas para as ajudar a
vencer o mal.
A época é propícia. Não
desperdicemos tempo, porque é uma maravilhosa dádiva de Deus. Muitos e muitas
ainda queriam andar por este mundo e Deus já os levou para Si. Preparemo-nos
para esse grande dia com os olhos postos em Jesus.
«»
São Romano o Melodista (?-c. 560), compositor
de hinos
Hino 32
No Céu, sentado no teu trono,
cá em baixo sentado num burrinho, Cristo, Tu que és Deus, acolhias os louvores
dos anjos e os hinos das crianças que Te cantavam: «Bendito sejas, Tu que vens
chamar Adão». [...]
Eis o nosso Rei, manso e
pacífico, montado num jumentinho, com pressa de sofrer a sua Paixão e limpar os
nossos pecados. O Verbo, Sabedoria de Deus, vem montado num animal para salvar
os seres dotados de razão. E pudemos contemplar, sentado no dorso de um
burrico, Aquele que conduz os Querubins e que no passado fez subir Elias num
carro de fogo, Aquele que, «sendo rico, se fez pobre» voluntariamente (2Cor
8,9), Aquele que, escolhendo a fraqueza, dá força a quantos clamam: «Bendito
sejas, Tu que vens chamar Adão». [...]
Tu manifestas a tua força
escolhendo a indigência. [...] As vestes dos discípulos eram a marca da
indigência, mas proporcional ao teu poder era o hino das crianças e a afluência
da multidão que bradava: «Hossana – quer dizer: Salva-nos, Tu que estás no mais
alto dos Céus. Salva, ó Altíssimo, os humildes. Tem piedade de nós, por atenção
às nossas palmas; os ramos que se agitam moverão o teu coração, Tu que vens
chamar Adão». [...]
Ó criatura da minha mão,
respondeu o Criador [...], eis que vim Eu próprio. Não será a Lei a salvar-te,
pois não foi ela que te criou, nem os profetas, que eram criaturas como tu. Só
Eu posso libertar-te da tua dívida. Eu fui vendido por ti, para te libertar;
fui crucificado por causa de ti, para que possas escapar à morte; morro, e
ensino-te a clamar: «Bendito sejas, Tu que vens chamar Adão».
Amei assim os anjos? Não, és
tu, o miserável, que me és querido. Escondi a minha glória e eu, o Rico, fiz-Me
pobre deliberadamente, por teu amor. Por ti, sofri a fome, a sede, a fadiga.
Percorri montanhas, ravinas e vales à tua procura, ovelha perdida; tomei o nome
de cordeiro para te trazer de volta, atraído pela minha voz de pastor, e quero
dar a minha vida por ti, para te arrancar das garras do lobo. Tudo isto suporto
para que possas bradar: «Bendito sejas, Tu que vens chamar Adão».
«»
Tenho imensa pena de que estas
palavras não corram o mundo todo, casa a casa, pessoa a pessoa.
O ‘Adão’ somos cada um de nós!
Escutemos a voz de Jesus que
nestes dias nos vai falar bem mais alto aos ouvidos e bem mais profunda e
meigamente ao coração.
Confiar em Jesus Cristo é ir
aprendendo a ser nova criatura, a procurar olhar a vida... as vidas com os seus
olhos de Amor e Misericórdia... o que nos faz muito bem!
Louvado sejas para sempre Jesus
Cristo Senhor, Amém!
HN
terça-feira, 16 de abril de 2019
SEMANA MAIOR, PORQUE DE MAIS AMOR!
Se a semana tem o mesmo número
de dias que as demais, só poderá ser maior pelo amor desmedido que Cristo nos
vai comunicando e ajudando a que entre nós haja também cada vez mais e maior
Amor.
Se o tempo quaresmal já toca
bem fundo o coração, a Semana Maior com a vivência do Tríduo Pascal trespassa o
coração para chegar ao mais profundo das entranhas!
Quanto mais falarmos e vivermos
o Amor, mais sentiremos necessidade de amar. E encontramos sempre, ainda que
nos acontecimentos mais disparatados, razões para amar. A isto chama-se...
«»
"AMAR SEM MEDIDAS"
Jesus amou até o fim. O seu amor, que
chegou ao cume, foi um amor extremo. Por isso Ele foi capaz de vencer até mesmo
a morte e ressuscitou vitorioso.
Nada pode nos deter se amarmos. Nenhuma
barreira será intransponível, nenhum obstáculo insuperável, nenhum lugar será
longe demais e não haverá sofrimento sem fim, porque o Amor vence tudo.
Não devemos pôr limites ao amor,
sobretudo não limitá-lo aos afetos humanos.
Os afetos são apenas vernizes, que se
desgastam com o tempo. O amor verdadeiro se renova em Deus a cada instante.
Quem ama até o fim, ama sem medidas.
Aliás, ama com a medida extrema, maior que todos os sentimentos, pois está
pronto a dar vida por amor ao irmão.
Abraços
Apolonio
«»
A medida do Amor é Amar sem
medida! Assim... como Jesus nos amou! Assim como o Pai nos ama! Vemo-lo
claramente na parábola do Filho Pródigo, em que esperou ansiosamente o filho
perdido, o mais novo, e foi ao encontro do filho ‘sempre certinho’, o mais
velho, cheio de ciúmes do irmão.
Este comportamento do Pai de
todos nós diz-nos claramente que não critiquemos ninguém, antes, amemos toda a
gente como Ele nos Amou e Ama, o comportamento de Jesus, o Filho, é o exemplo
desse Amor misericordioso, compassivo e junto. A justiça de Deus, é dar o
perdão aos homens. Aceitemos o perdão que Deus nos quer dar, e seremos,
realmente, felizes, na paz do coração neste mundo, e junto d’Ele na outra vida,
na eternidade!
Aproveitemos bem o tempo, pois
não sabemos quando seremos chamados a partir.
Que Deus nos ajude!
Boa Semana Santa e bom Tríduo
Pascal!
Louvado sejas Senhor nosso Deus!
HN
segunda-feira, 15 de abril de 2019
AS APRENDIZAGENS DA VIDA... SUCEDEM-SE!
Sim! As aprendizagens da vida
sucedem-se sempre... ininterruptamente, muitas vezes sem que disso nos
apercebamos.
Hoje... o dia foi longo...
dolorido... e, aconselhada por minha filha, acabei por ir dormir... e depois, com
o bendito telefone, brinquei, no jogo de cartas.
Durante todo esse tempo me
perguntei porquê... pois este não é o meu jeito de gastar o precioso tempo que
me vai sendo dado por Deus tão carinhosamente.
E quando decidi voltar para a
cama, olhei o computador... triste... abandonado... e vim fazer-lhe um pouco de
companhia.
Tinha por aqui muitas mensagens
de gente amiga e emails maravilhosos que recebo diariamente e me têm ajudado
muito a crescer e, contra todas as contrariedades e confusões, com Fé em Deus e
muita Esperança, a tocar a vida para a frente no sentido de tentar espalhar cada
vez mais carinho, atenção e Amor!
Repartir! O meu lema é muito
esse, repartir o que me faz vibrar o coração e mover a vida!
Há tanta gente a precisar
mais de consolo do que eu!... Tenho de pensar em tudo e em todos, de contrário,
que fiquei aqui a fazer, nesta vida terrena, mais tempo do que AQUELE MARAVILHOSO
ALGUÈM com quem partilhei a vida?
Que quererá Deus de mim?
Pensei que sabia... mas... ando à procura... espero que me não deixe perder por
caminhos errados!
«»
«»
"SER SENSÍVEL ÀS
NECESSIDADES DE QUEM PASSA AO NOSSO LADO"
A melhor estratégia para desenvolvermos
em nós a sensibilidade às necessidades do outro é o "fazer-se um".
Isto é, colocar-se em seu lugar, ver o problema a partir de sua perspetiva.
Isso nos leva a fazer pelo outro o que gostaríamos que fosse feito a nós se
estivéssemos na mesma situação.
Pouco a pouco nos tornamos mais
sensíveis, e ver as necessidades de quem passa ao nosso lado se torna uma coisa
habitual.
De fato, quando estamos habituados a
ajudar o próximo, alguma vez que não o fazemos, a consciência imediatamente nos
acusa. Muitas vezes, ainda em tempo de reparar o erro.
Quando passamos a ver a vida a partir da
perspetiva do outro, o mundo à nossa volta se transforma em um lugar mais
próximo e mais parecido com o Paraíso, onde o amor mútuo é a única lei.
Abraços
Apolonio
«»
Tornar o mundo num lugar mais
próximo e parecido com o paraíso...
Sim! Tornar-nos mais próximos
uns dos outros, nos cuidados e ajudas que devemos prestar-nos mutuamente!
Amor mútuo!... Será que estou a
viver em Amor mútuo?
A mim, Amor mútuo não me falta,
não me tem faltado! Minha família nuclear e alargada tem-me dado todo o apoio,
os amigos também!
Os dias continuam a passar,
embora me pareçam longos, passam velozes como dantes! Neste preciso momento me
questiono: ‘Que andarei a fazer dos meus segundos? Onde estão os meus momentos
de meditação, oração, trabalho para a comunidade? Por onde anda o meu cuidado
desvelado por toda a gente que me rodeia mais ao largo... e a quem reconheço
tanto sofrimento? Será que as benditas das mágoas... das saudades... vão
remediar algo do que tenho necessidade de fazer... ou deixar-me prostrada sobre
mim mesma como um trapo humano que só servirá para por no lixo? Não pode ser!
Não pode mesmo!...
Não! Não é isso que Deus quer
de mim... nem é isso que quer de mim o Amor lindo que aqui me deixou e continua
comigo, mas na vida eterna para onde todos iremos, um dia!’
Senhor Jesus! Te entrego os
meus desânimos, para que mos transformes em vontade forte como sempre me deste,
pois sabes melhor do que eu que sem Ti nada sou! Mostra-me o que fazer dos meus
dias, em todos os seus momentos! Faz-me crescer no Amor, na compreensão, na
aceitação, na entrega como sempre desejei e tanto me ajudaste!
Que quem me ler... desculpe os
meus desabafos... mas não me suporto mais como estou... tenho que voltar a ser
pelo menos um pouco do que antes era!
Boa noite de Semana Santa para
um bom Tríduo Pascal!
HN
domingo, 14 de abril de 2019
NADA... DE NOVO!...
No fim de um dia calmo uma
noite a mais... sem nada de novo para dizer!
Por entre os verdes dos campos,
o azul do céu, o cinzento das nuvens e alguns salpicos de humanidade espalhados
aqui e além, os segundos se foram passando, aos pouquinhos!
E quando pensamos que a
estabilidade se vai achegando... há sempre algo que as forças do mal conseguem
levar para a frente de modo a deixarem-nos sem palavras capazes a sair-nos da
boca.
Então... nada como dar uma
olhadinha por aí além, nestes novos meios de comunicação que vão enriquecendo a
mente de quem os procura para esse efeito, e aproveitando o inicio de mais uma
Semana Maior ou Semana Santa, pararmos um pouco para meditar:
«»
"SABER CAPTAR O
POSITIVO DE CADA UM"
Todas as pessoas, sem exceção, são
criaturas de Deus e dentro de cada uma existe uma centelha do bem e da bondade
de Deus. Bastaria termos consciência desse fato, para aprendermos a captar o
positivo de cada um que cruza o nosso caminho.
O ambiente hostil, as dificuldades da
vida, o mal que existe no mundo, podem tentar apagar essa marca indelével de
Deus em nós, mas não conseguem.
Mesmo na pessoa mais embrutecida que
exista, se a olharmos com o olhar misericordioso de Deus, conseguiremos captar
algo de positivo, como uma pequena chama que ainda fumega em seu íntimo e que
pode se reacender.
O fogo abrasador do amor que arde em
nosso peito é capaz de captar o positivo e reacendê-lo nos corações.
"Fogo eu vim trazer sobre a terra,
e como gostaria que já estivesse aceso!" (Lc 12,49)
Abraços
Apolonio
«»
Sim! O Senhor Jesus veio incendiar o
mundo com o Fogo do Amor... que das mais diversas formas vai ardendo em todos
os corações!
Mas... a palavra ‘amor’ de tão
pronunciada inconsequentemente de formas inaceitáveis, leva a que a vivência do
Verdadeiro Amor, assente na vontade expressa de Deus, seja muitas vezes trocada,
dilacerando corações e vidas que, quando se apercebem do mal feito, já não encontram
forma de sair dele.
O texto atrás descrito ajuda-nos a
descobrir o bem que há em todas as pessoas, por forma a que sejamos capazes de usar
com elas o perdão e a misericórdia que Deus usa para connosco.
Este é um ponto alto da Quaresma... e do
Tríduo Pascal que se avizinha!
Não avaliemos as pessoas por uma queda,
por grande que seja, mas pelo imenso Amor que Deus nutre por todos nós,
principalmente pelos que mais necessitam de compreensão, aceitação, perdão,
reconciliação!
Confiante de que a força do bem irá
vencer... que Deus nos ajude a todos e nos mostre com clareza, força de vontade
e grande querer o melhor caminho a seguir, o caminho do bem!
Que sempre seja louvado!
HN
CRISTO... O PEDAGOGO DE TODAS AS VIDAS!
Muitas vezes, indiretamente! Mas,
de facto, Jesus Cristo é o pedagogo de todas as vidas, sem exceção! Cristo é
Palavra de Deus encarnada e Deus como o Pai. Deus encarnado, mas Deus! E nada acontece
sem que a mão de Deus esteja por perto, sem que Deus deixe que aconteça!
Muitas vezes nos perguntamos
porquê, porque acontece isto... ou aquilo... ou aqueloutro! Ficamos perplexos e
sem perceber... mas Deus sabe porquê! Sabe porquê, e como encaminhar as coisas
pelo melhor para todos, ainda que o não pensemos. Deus só quer o bem dos homens
e mulheres que ama tão intensamente que nem sequer poderemos calcular o amor
que nos tem.
Basta sabermos que a Sua Justiça
é Perdão e Misericórdia! E se é Perdão e Misericórdia, só ficará afastado de Deus
quem não aceitar a Sua Misericórdia e o Seu Perdão! E esta forma de pensar e
crer, dá-nos uma imensa paz em relação a quem parte antes de nós para a
eternidade. A Saudade fica, e dói demais, mas é a saudade e a esperança de um dia
os reunirmos de novo junto do Eterno Pai que nos mantém de pé.
«»
Sem São
Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso
Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que
crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças
somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens
diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz
o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus
discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe
que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes». «Apresentaram
a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos
afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: "Deixai vir a
Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de
Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se
não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino dos Céus»
(Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a
simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que
aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e
puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele
convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o
Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o
dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a
distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso
Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma
criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele
um alvo da sua ternura.
«»
Eterno Pai... para quem seremos
sempre crianças, ávidas de saber, de crescer, de descobrir cada vez mais e
melhor o Amor desmedido que tem por todos nós!
E para aprender a bem viver,
nada melhor do que aproveitar as doçuras ou asperezas da vida que Deus vai
acompanhando carinhosamente, assim o queiramos e nos esforcemos por isso!
Jesus Cristo, pedagogo de todas
as vida... que sempre seja louvado!
HN
sexta-feira, 12 de abril de 2019
POBRES... DE ESPÍRITO!
Fala-se muito em pobreza... mas
talvez não tanto nem como se deveria falar!
Há pessoas que odeiam ou olham
mal para outras por terem mais bens materiais do que elas!
Um puro engano! Uma ilusão! Uma
loucura!
Ricos ou pobres, temos de
aprender a viver apenas com o necessário, pois quem aprende a viver com pouco,
é feliz com pouco porque pouco lhe basta!
Depois... há uma outra situação
muito importante que anda muitas vezes esquecida, é que a grandeza das pessoas
não tem nada a ver com a riqueza que possuem, mas com a forma como administram essas
riquezas!
Desde sempre ouve ricos e
pobres, materialmente falando, e muitos pobres com ideias de ricos e muitos
ricos com ideias de pobres.
Pareço louca, mas não o estou! Os
pobres com ideias de ricos são aqueles que, possuindo um poucochinho, se
vangloriam do pouco que têm vivendo muitas vezes além das suas posses para
mostrar que, realmente, são ricos, enquanto há verdadeiramente ricos que, sem
se vangloriarem das suas riquezas, vivem com o necessário e se preocupam com
quem tem menos do que eles, ajudando-os, partilhando o que lhes sobra,
ensinando-os a trabalhar com honestidade e a utilizar bem os dividendos que
conseguem usufruir.
Vamos ver o que nos diz a
meditação seguinte:
«»
São Leão Magno (?-c. 461) papa, doutor da Igreja
Sermão 95, 2-3: PL 54, 461-462
Sermão 95, 2-3: PL 54, 461-462
Quando Jesus declara:
«Bem-aventurados os pobres em espírito» (Mt 5,3), está a mostrar-nos que o
Reino dos Céus será dado mais à humildade do coração que à ausência de riquezas.
Mas não há dúvida de que os pobres obtêm mais facilmente este bem do que os
ricos, porque a pobreza de uns fá-los tender mais para a bondade e a riqueza
dos outros condu-los mais à arrogância. Contudo, há muitos ricos que possuem
este espírito que coloca a abundância ao serviço, não do seu prestígio, mas das
obras de benevolência; para esses, o maior ganho consiste em gastarem os seus
bens a aliviar a miséria e a dor de outros. Assim pois, a humildade de coração
não é distribuída de forma igual pelos homens de todas as condições; os homens
podem ter as mesmas disposições sem ter a mesma fortuna. Independentemente da
desigualdade dos seus bens terrenos, não há distância entre aqueles que são
iguais ao nível dos bens espirituais. Feliz, pois, a pobreza que não deseja
aumentar as suas riquezas neste mundo, mas aspira a enriquecer com os bens
celestes.
«»
O pobre de espírito sabe que os
bens deste mundo para nada lhes irão servir, pois uma vez passados à vida
eterna, deixam cá todos esses bens que possuem, pois os únicos que nos
acompanharão sempre são o desprendimento das coisas do mundo e o apego à
assistência a quem necessita de algo que possuímos, que pode ser dinheiro ou
outros bens, mas apenas carinho, consolo, atenção, compreensão, acompanhamento,
um sorriso, uma palavra de conforto... tudo quanto se possa chamar atos de Caridade
e Amor, pois foi para isso que fomos criados!
Que o Espírito Santo nos ajude
a sermos ricos de Amor Verdadeiro, que tudo supera e tudo suporta, Amém!
HN
sexta-feira, 5 de abril de 2019
A ADMIRÁVEL GRANDEZA DE JESUS CRISTO!
Nascido... tendo pais terrenos Maria...
e José... frequentava a sinagoga para aprender a lei... orava e rezava com seus
pais... tornou-se carpinteiro como José... foi discípulo e João Batista... ou batizado
por ele, e quando este, por defender o que era justo, foi terrivelmente decapitado
na prisão, iniciou a Sua vida Pública, ou seja, iniciou a Missão recebida do
Pai para por a claro todo o Antigo Testamento e viver e pregar abertamente o
Amor que Ele e Seu Pai Deus são de verdade, Amor tão profundo entre eles que se
chama, que é, o Espírito Santo de Deus!
A Trindade Santíssima, Pai, Filho e
Espírito Santo, três pessoas distintas num único Deus verdadeiro!
E não adianta tentar compreender, é um
Mistério tão profundo que só pode ser aceite, de modo espiritual, no mais
íntimo do coração, pelo dom da Fé.
Podemos querer, desejar o dom da Fé, e procurá-lo
avidamente, mas é de todo invisível aos olhos e tão insensível aos nossos
sentidos corporais que só Deus no-lo pode dar!
Então, se sentimos que temos fé,
agradeçamos a Deus... e nunca por nunca digamos uma palavra de desapreço por
quem não tem, pois se é um dom de Deus, peçamos a Deus que dê o dom da fé a toda
a gente e não critiquemos os comportamentos de ninguém, que demonstre não ter
fé.
Jesus Cristo não criticou ninguém
abertamente! O maior de todos os homens, o Homem/Deus, pela Sua compreensão,
aceitação, entrega, sensatez, amizade, dedicação, paciência, a Sua humildade
era tanta que vivia como o mais pequeno de todos! E é assim que nos ensina a
viver:
«»
São Cipriano (c. 200-258) /bispo de Cartago e mártir
«Os benefícios da paciência», 7
«Os benefícios da paciência», 7
Irmãos bem-amados, Jesus Cristo,
Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras;
também a demonstrou com os seus atos. [...] Na hora da Paixão e da cruz,
quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa
suportada, a ponto de ser cuspido, Ele que, com a sua própria saliva, tinha
aberto os olhos a um cego (Jo 9,6) [...]; viu-Se coroado de espinhos, Ele que
coroa os mártires com flores eternas; bateram-Lhe na face com as palmas das
mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; foi despojado das
suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; foi alimentado com fel,
Ele que dá o alimento celeste; foi dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber
o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a
própria inocência e a justiça, foi contado entre os malfeitores; falsos
testemunhos esmagaram a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz foi submetido a
julgamento; a Palavra de Deus foi conduzida ao sacrifício, calando-Se. A
seguir, quando os astros se eclipsaram, quando os elementos se perturbaram,
quando a terra tremeu, [...] Ele não falou, não Se mexeu, não revelou a sua
majestade. Tudo suportou até ao fim com constância inesgotável, para que a
paciência completa e perfeita tivesse o seu auge em Cristo.
E, depois de tudo isto, acolherá
os seus carrascos, se se converterem e se se voltarem para Ele: graças à sua
paciência [...], não fecha a sua Igreja a ninguém. Aos adversários e aos
blasfemos, eternos inimigos do seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se
se arrependerem das suas faltas, mas recompensa-os com o Reino dos Céus. Seria
possível indicar alguém mais paciente, mais benevolente? A mesma pessoa que
derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a
paciência de Cristo, e se não fosse tão grande, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.
«»
Tantos exemplos nos dá o Senhor Jesus! Quantas
vezes nos revoltamos por coisas tão pequenas! Tantas vezes dizemos não desculpar
ofensas tão insignificantes... quando Jesus desculpou tudo, perdoou tudo... o
que era realmente de uma atrocidade sem par!
Esta é a enorme grandeza de Jesus! A Sua enorme humidade que O levava ao perdão
de todas as ofensas, à misericórdia com toda a gente, à aceitação deliberada de
tudo quanto fosse Fraternidade, Aceitação, Amor, Misericórdia, Perdão!
Que nos ajude a sermos humildes,
reconhecendo as nossas próprias faltas, os nossos inúmeros defeitos, antes de
olharmos os defeitos dos outros para podermos aprender a usar de misericórdia com
toda a gente como Ele nos exemplificou!
Que sempre seja louvado!
HN
quinta-feira, 4 de abril de 2019
“PALAVRAS... LEVA-AS O VENTO!”
Conheço este ditado popular
desde que me conheço... e acho-o profundamente verdadeiro. Razão porque cada
vez tenho mais cuidado com o que digo, porque uma boa atitude vale por mais de
mil palavras!
Ao partilhar seja o que for,
tenho sempre o cuidado de não ir além do que me preenche o coração da vida.
Muito pelo contrário! Posso encontrar ideias e comportamentos muito bons para
por em ação, mas se ainda os não tiver adaptado a mim e vividos como meus, acho
melhor esperar. A falta de coerência entre as palavras e as atitudes são um dos
maiores males que afligem a nossa sociedade, que queremos ver cada vez mais
realizada, compreensiva, fraterna, feliz!
Para adquirir um comportamento
saudável para o corpo e espírito... é um trabalho difícil e moroso, demorado,
com muitas quedas e ressurgimentos.
Este pequenino texto que se
segue é de Chiara Lubich. Quanto tempo levou... para que o possa, agora,
partilhar:
«»
"O perdão não é esquecimento (…), não é fraqueza, (…) não consiste em
afirmar que não tem importância aquilo que é grave, ou dizer que é bom aquilo
que é mau, (…) não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez,
portanto de liberdade, que consiste em acolher o irmão tal como ele é, apesar
do mal que nos fez, assim como Deus acolhe a nós, pecadores, apesar dos nossos
defeitos. O perdão consiste em não revidar a ofensa com a ofensa, mas em fazer
o que diz Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”.
«»
Quantos começos... tive que
fazer!...
E sabem porquê? Perdoar é amar!
Vamos ver:
«»
Anúncio e serviço: são duas ações que
não podem ser praticadas separadamente, para quem quer ser emissário do amor.
Foi o exemplo que Jesus nos deixou antes
de nos enviar em missão como anunciadores do amor.
O seu ensinamento tem autoridade porque
vem depois do exemplo: amai-vos como eu vos amei; não vim para ser servido, mas
para servir; se eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés..., etc.
Sejamos anunciadores do amor
primeiramente com gestos concretos, depois com palavras.
Agir antes de falar faz com que o nosso
testemunho seja verdadeiro. Aliás, serão os outros que darão testemunho sobre o
nosso amor e será o próprio Deus que testemunhará a nosso favor.
Abraços
Apolo
«»
Deus não quer mentiras, mas
verdades, por isso nos deu como exemplo Jesus, Caminho, Verdade e Vida... todo expresso
em gestos... antes de o ser por palavras.
Aliás, Jesus, que é a Palavra
de Deus encarnada, antes e acima de tudo, mostrou-nos uma vida em Deus e com Deus,
por gestos concretos executados na vida!
Então... seguir Jesus... também
passa pelo dizer Jesus com palavras... mas só depois de O mostrar pelas nossas
atitudes e gestos!
A Quaresma é um tempo forte de conversão,
de mudança, que o Espírito Santo nos fortaleça para a aproveitarmos bem, para o
bem de todos!
HN
quarta-feira, 3 de abril de 2019
AS TENTAÇÕES!...
É impressionante como,
prestando atenção às Leituras Bíblicas e ao que delas se vai dizendo através
dos tempos, não obstante os inúmeros anos passados, vamos dando conta da
interligação existente entre elas e de como se encaixam perfeitamente. O
primeiro domingo da Quaresma falou-nos das tentações de Jesus no Deserto. Vamos
prestar atenção a este texto retirado de ‘Evangelizo’:
«»
São Gregório Magno (c. 540-604)papa,
doutor da Igreja
Catequeses sobre o Evangelho, nº 16
Catequeses sobre o Evangelho, nº 16
O demónio atacou o primeiro
homem, nosso pai, com uma tripla tentação: tentou-o pela gula, pela vaidade e
pela avidez; esta tentativa de sedução resultou, pois o homem, ao dar o seu
consentimento, ficou submetido ao demónio. Tentou-o pela gula, mostrando-lhe na
árvore o fruto proibido e convidando-o a comê-lo; tentou-o pela vaidade,
dizendo-lhe: «Sereis como deuses»; tentou-o enfim pela avidez, ao dizer-lhe:
«Conhecereis o bem e o mal» (Gn 3,5). Porque ser ávido não é apenas desejar o
dinheiro, mas também qualquer situação vantajosa; é desejar qualquer situação
elevada para além do razoável. [...]
O demónio foi vencido por Cristo,
que O tentou de um modo semelhante àquele pelo qual tinha vencido o primeiro
homem. Como da primeira vez, tentou-O pela gula: «Ordena a estas pedras que se
transformem em pães»; pela vaidade: «Se és o Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo»;
e pelo desejo intenso de uma situação confortável, mostrando-Lhe todos os
reinos do mundo e dizendo-Lhe: «Dar-Te-ei tudo isto se, prostrado a meus pés,
me adorares». [...]
Notemos o seguinte no episódio
das tentações do Senhor: tentado pelo demónio, Ele ripostou com textos da
Sagrada Escritura. Poderia ter lançado o seu tentador no abismo; mas não
recorreu ao seu infinito poder, limitando-Se a pôr em primeiro lugar os
preceitos da Sagrada Escritura. Deste modo, mostrou-nos como podemos suportar
as provas, para que, quando os maus nos fazem sofrer, recorramos à boa doutrina
e não à vingança. Comparai a paciência de Deus com a nossa impaciência: nós,
quando recebemos injúrias ou sofremos uma ofensa, na nossa fúria, vingamo-nos
ou ameaçamos fazê-lo; o Senhor, pelo contrário, suporta os ataques do demónio e
responde-lhe com palavras de paz.
«»
Então! Que tal a descrição? Que
tal o comportamento humano com toda a sua fraqueza? Como ripostou Jesus com todo
o Seu conhecimento e com toda a Sua Força? Até com o diabo usou de paciência e
bondade, chamando-o à atenção sem o magoar!
Como estamos... como estou...
com o comportamento distante d’Esse Jesus que digo que Amo! Tanto que tenho de
aprender, de treinar, de praticar, de fazer, para tratar com delicadeza e de
forma adequada à mudança de atitudes das pessoas com quem convivo... com quem
convivemos!
Já tantas Quaresmas passaram por
mim, e em nenhuma consegui fazer de mim o que devia ter feito. A teimosia
humana, a fraqueza humana, o desleixo humano, o deixa correr... é mesmo muito
grande! Que o Espírito Santo nos fortaleça e o Senhor nos ajude com a Sua graça
e Misericórdia, para aprendermos a vencer s tentações sem ameaças ou vinganças
mas com dedicação, entrega, carinho, amor!
Boa noite!
HN
segunda-feira, 1 de abril de 2019
QUE TIPO DE VINHA SEREMOS NÓS?
Sinceramente... na realidade...
será difícil compreender que tipo de vinha somos! Que queremos ser um vinha
boa, com produção ativa de bons cachos de uvas, é um facto incontestável. Mas que
as nossas fraquezas nos acompanham os momentos e muitas vezes nos fazem cair, e
aparecem agraços, também não o podemos negar!
Então... tomemos a vida como um
combate, connosco mesmos, no sentido de conseguirmos fazer o que devemos e não
o que nos possa apetecer em determinadas ocasiões.
Nós, Igreja católica atuante no
mundo, somos a vinha do Senhor! Somos a Casa de Israel! Somos a tão falada
Jerusalém!
Somos... tantas coisas que
ainda desconhecemos e vamos descobrindo dia após dia, assim o queiramos e façamos
por isso.
Temos que ter muito cuidado com
todas as nossas atitudes, pois serão elas os cachos bons ou maus que vamos
produzindo. Temos a certeza de que, se o quisermos, se o desejarmos
ardentemente, o Espírito do Senhor estará sempre connosco para nos ajudar. Então,
tentemos a todo o custo ser terra boa, oferecendo frutos de doçura, de
paciência, de mansidão, de entrega, de atenção e presença, e não terra ingrata,
pessoas insensíveis e desconetadas da vida como aquelas que feriram de espinhos
a cabeça de Jesus.
‘Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais
espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a
palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do
semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha
sido semeado (Mt 13,7). [...] Velai portanto para que a vossa vinha não dê
espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de
vinho. Todo aquele que faz a vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e
não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas
distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os
cardos da avareza.’
Que tipo de vinha seremos nós? Talvez...
ainda tenhamos muito que aprender, que treinar, para podermos ser uma boa vinha
espalhando frutos de fraternidade, prudência e caridade entre os nossos irmãos!
Que o Senhor nos ajude é do que
mais necessitamos!
HN
Subscrever:
Mensagens (Atom)










