O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
domingo, 14 de abril de 2019
CRISTO... O PEDAGOGO DE TODAS AS VIDAS!
Muitas vezes, indiretamente! Mas,
de facto, Jesus Cristo é o pedagogo de todas as vidas, sem exceção! Cristo é
Palavra de Deus encarnada e Deus como o Pai. Deus encarnado, mas Deus! E nada acontece
sem que a mão de Deus esteja por perto, sem que Deus deixe que aconteça!
Muitas vezes nos perguntamos
porquê, porque acontece isto... ou aquilo... ou aqueloutro! Ficamos perplexos e
sem perceber... mas Deus sabe porquê! Sabe porquê, e como encaminhar as coisas
pelo melhor para todos, ainda que o não pensemos. Deus só quer o bem dos homens
e mulheres que ama tão intensamente que nem sequer poderemos calcular o amor
que nos tem.
Basta sabermos que a Sua Justiça
é Perdão e Misericórdia! E se é Perdão e Misericórdia, só ficará afastado de Deus
quem não aceitar a Sua Misericórdia e o Seu Perdão! E esta forma de pensar e
crer, dá-nos uma imensa paz em relação a quem parte antes de nós para a
eternidade. A Saudade fica, e dói demais, mas é a saudade e a esperança de um dia
os reunirmos de novo junto do Eterno Pai que nos mantém de pé.
«»
Sem São
Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso
Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que
crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças
somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens
diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz
o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus
discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe
que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes». «Apresentaram
a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos
afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: "Deixai vir a
Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de
Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se
não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino dos Céus»
(Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a
simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que
aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e
puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele
convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o
Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o
dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a
distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso
Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma
criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele
um alvo da sua ternura.
«»
Eterno Pai... para quem seremos
sempre crianças, ávidas de saber, de crescer, de descobrir cada vez mais e
melhor o Amor desmedido que tem por todos nós!
E para aprender a bem viver,
nada melhor do que aproveitar as doçuras ou asperezas da vida que Deus vai
acompanhando carinhosamente, assim o queiramos e nos esforcemos por isso!
Jesus Cristo, pedagogo de todas
as vida... que sempre seja louvado!
HN
sexta-feira, 12 de abril de 2019
POBRES... DE ESPÍRITO!
Fala-se muito em pobreza... mas
talvez não tanto nem como se deveria falar!
Há pessoas que odeiam ou olham
mal para outras por terem mais bens materiais do que elas!
Um puro engano! Uma ilusão! Uma
loucura!
Ricos ou pobres, temos de
aprender a viver apenas com o necessário, pois quem aprende a viver com pouco,
é feliz com pouco porque pouco lhe basta!
Depois... há uma outra situação
muito importante que anda muitas vezes esquecida, é que a grandeza das pessoas
não tem nada a ver com a riqueza que possuem, mas com a forma como administram essas
riquezas!
Desde sempre ouve ricos e
pobres, materialmente falando, e muitos pobres com ideias de ricos e muitos
ricos com ideias de pobres.
Pareço louca, mas não o estou! Os
pobres com ideias de ricos são aqueles que, possuindo um poucochinho, se
vangloriam do pouco que têm vivendo muitas vezes além das suas posses para
mostrar que, realmente, são ricos, enquanto há verdadeiramente ricos que, sem
se vangloriarem das suas riquezas, vivem com o necessário e se preocupam com
quem tem menos do que eles, ajudando-os, partilhando o que lhes sobra,
ensinando-os a trabalhar com honestidade e a utilizar bem os dividendos que
conseguem usufruir.
Vamos ver o que nos diz a
meditação seguinte:
«»
São Leão Magno (?-c. 461) papa, doutor da Igreja
Sermão 95, 2-3: PL 54, 461-462
Sermão 95, 2-3: PL 54, 461-462
Quando Jesus declara:
«Bem-aventurados os pobres em espírito» (Mt 5,3), está a mostrar-nos que o
Reino dos Céus será dado mais à humildade do coração que à ausência de riquezas.
Mas não há dúvida de que os pobres obtêm mais facilmente este bem do que os
ricos, porque a pobreza de uns fá-los tender mais para a bondade e a riqueza
dos outros condu-los mais à arrogância. Contudo, há muitos ricos que possuem
este espírito que coloca a abundância ao serviço, não do seu prestígio, mas das
obras de benevolência; para esses, o maior ganho consiste em gastarem os seus
bens a aliviar a miséria e a dor de outros. Assim pois, a humildade de coração
não é distribuída de forma igual pelos homens de todas as condições; os homens
podem ter as mesmas disposições sem ter a mesma fortuna. Independentemente da
desigualdade dos seus bens terrenos, não há distância entre aqueles que são
iguais ao nível dos bens espirituais. Feliz, pois, a pobreza que não deseja
aumentar as suas riquezas neste mundo, mas aspira a enriquecer com os bens
celestes.
«»
O pobre de espírito sabe que os
bens deste mundo para nada lhes irão servir, pois uma vez passados à vida
eterna, deixam cá todos esses bens que possuem, pois os únicos que nos
acompanharão sempre são o desprendimento das coisas do mundo e o apego à
assistência a quem necessita de algo que possuímos, que pode ser dinheiro ou
outros bens, mas apenas carinho, consolo, atenção, compreensão, acompanhamento,
um sorriso, uma palavra de conforto... tudo quanto se possa chamar atos de Caridade
e Amor, pois foi para isso que fomos criados!
Que o Espírito Santo nos ajude
a sermos ricos de Amor Verdadeiro, que tudo supera e tudo suporta, Amém!
HN
sexta-feira, 5 de abril de 2019
A ADMIRÁVEL GRANDEZA DE JESUS CRISTO!
Nascido... tendo pais terrenos Maria...
e José... frequentava a sinagoga para aprender a lei... orava e rezava com seus
pais... tornou-se carpinteiro como José... foi discípulo e João Batista... ou batizado
por ele, e quando este, por defender o que era justo, foi terrivelmente decapitado
na prisão, iniciou a Sua vida Pública, ou seja, iniciou a Missão recebida do
Pai para por a claro todo o Antigo Testamento e viver e pregar abertamente o
Amor que Ele e Seu Pai Deus são de verdade, Amor tão profundo entre eles que se
chama, que é, o Espírito Santo de Deus!
A Trindade Santíssima, Pai, Filho e
Espírito Santo, três pessoas distintas num único Deus verdadeiro!
E não adianta tentar compreender, é um
Mistério tão profundo que só pode ser aceite, de modo espiritual, no mais
íntimo do coração, pelo dom da Fé.
Podemos querer, desejar o dom da Fé, e procurá-lo
avidamente, mas é de todo invisível aos olhos e tão insensível aos nossos
sentidos corporais que só Deus no-lo pode dar!
Então, se sentimos que temos fé,
agradeçamos a Deus... e nunca por nunca digamos uma palavra de desapreço por
quem não tem, pois se é um dom de Deus, peçamos a Deus que dê o dom da fé a toda
a gente e não critiquemos os comportamentos de ninguém, que demonstre não ter
fé.
Jesus Cristo não criticou ninguém
abertamente! O maior de todos os homens, o Homem/Deus, pela Sua compreensão,
aceitação, entrega, sensatez, amizade, dedicação, paciência, a Sua humildade
era tanta que vivia como o mais pequeno de todos! E é assim que nos ensina a
viver:
«»
São Cipriano (c. 200-258) /bispo de Cartago e mártir
«Os benefícios da paciência», 7
«Os benefícios da paciência», 7
Irmãos bem-amados, Jesus Cristo,
Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras;
também a demonstrou com os seus atos. [...] Na hora da Paixão e da cruz,
quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa
suportada, a ponto de ser cuspido, Ele que, com a sua própria saliva, tinha
aberto os olhos a um cego (Jo 9,6) [...]; viu-Se coroado de espinhos, Ele que
coroa os mártires com flores eternas; bateram-Lhe na face com as palmas das
mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; foi despojado das
suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; foi alimentado com fel,
Ele que dá o alimento celeste; foi dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber
o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a
própria inocência e a justiça, foi contado entre os malfeitores; falsos
testemunhos esmagaram a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz foi submetido a
julgamento; a Palavra de Deus foi conduzida ao sacrifício, calando-Se. A
seguir, quando os astros se eclipsaram, quando os elementos se perturbaram,
quando a terra tremeu, [...] Ele não falou, não Se mexeu, não revelou a sua
majestade. Tudo suportou até ao fim com constância inesgotável, para que a
paciência completa e perfeita tivesse o seu auge em Cristo.
E, depois de tudo isto, acolherá
os seus carrascos, se se converterem e se se voltarem para Ele: graças à sua
paciência [...], não fecha a sua Igreja a ninguém. Aos adversários e aos
blasfemos, eternos inimigos do seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se
se arrependerem das suas faltas, mas recompensa-os com o Reino dos Céus. Seria
possível indicar alguém mais paciente, mais benevolente? A mesma pessoa que
derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a
paciência de Cristo, e se não fosse tão grande, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.
«»
Tantos exemplos nos dá o Senhor Jesus! Quantas
vezes nos revoltamos por coisas tão pequenas! Tantas vezes dizemos não desculpar
ofensas tão insignificantes... quando Jesus desculpou tudo, perdoou tudo... o
que era realmente de uma atrocidade sem par!
Esta é a enorme grandeza de Jesus! A Sua enorme humidade que O levava ao perdão
de todas as ofensas, à misericórdia com toda a gente, à aceitação deliberada de
tudo quanto fosse Fraternidade, Aceitação, Amor, Misericórdia, Perdão!
Que nos ajude a sermos humildes,
reconhecendo as nossas próprias faltas, os nossos inúmeros defeitos, antes de
olharmos os defeitos dos outros para podermos aprender a usar de misericórdia com
toda a gente como Ele nos exemplificou!
Que sempre seja louvado!
HN
quinta-feira, 4 de abril de 2019
“PALAVRAS... LEVA-AS O VENTO!”
Conheço este ditado popular
desde que me conheço... e acho-o profundamente verdadeiro. Razão porque cada
vez tenho mais cuidado com o que digo, porque uma boa atitude vale por mais de
mil palavras!
Ao partilhar seja o que for,
tenho sempre o cuidado de não ir além do que me preenche o coração da vida.
Muito pelo contrário! Posso encontrar ideias e comportamentos muito bons para
por em ação, mas se ainda os não tiver adaptado a mim e vividos como meus, acho
melhor esperar. A falta de coerência entre as palavras e as atitudes são um dos
maiores males que afligem a nossa sociedade, que queremos ver cada vez mais
realizada, compreensiva, fraterna, feliz!
Para adquirir um comportamento
saudável para o corpo e espírito... é um trabalho difícil e moroso, demorado,
com muitas quedas e ressurgimentos.
Este pequenino texto que se
segue é de Chiara Lubich. Quanto tempo levou... para que o possa, agora,
partilhar:
«»
"O perdão não é esquecimento (…), não é fraqueza, (…) não consiste em
afirmar que não tem importância aquilo que é grave, ou dizer que é bom aquilo
que é mau, (…) não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez,
portanto de liberdade, que consiste em acolher o irmão tal como ele é, apesar
do mal que nos fez, assim como Deus acolhe a nós, pecadores, apesar dos nossos
defeitos. O perdão consiste em não revidar a ofensa com a ofensa, mas em fazer
o que diz Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”.
«»
Quantos começos... tive que
fazer!...
E sabem porquê? Perdoar é amar!
Vamos ver:
«»
Anúncio e serviço: são duas ações que
não podem ser praticadas separadamente, para quem quer ser emissário do amor.
Foi o exemplo que Jesus nos deixou antes
de nos enviar em missão como anunciadores do amor.
O seu ensinamento tem autoridade porque
vem depois do exemplo: amai-vos como eu vos amei; não vim para ser servido, mas
para servir; se eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés..., etc.
Sejamos anunciadores do amor
primeiramente com gestos concretos, depois com palavras.
Agir antes de falar faz com que o nosso
testemunho seja verdadeiro. Aliás, serão os outros que darão testemunho sobre o
nosso amor e será o próprio Deus que testemunhará a nosso favor.
Abraços
Apolo
«»
Deus não quer mentiras, mas
verdades, por isso nos deu como exemplo Jesus, Caminho, Verdade e Vida... todo expresso
em gestos... antes de o ser por palavras.
Aliás, Jesus, que é a Palavra
de Deus encarnada, antes e acima de tudo, mostrou-nos uma vida em Deus e com Deus,
por gestos concretos executados na vida!
Então... seguir Jesus... também
passa pelo dizer Jesus com palavras... mas só depois de O mostrar pelas nossas
atitudes e gestos!
A Quaresma é um tempo forte de conversão,
de mudança, que o Espírito Santo nos fortaleça para a aproveitarmos bem, para o
bem de todos!
HN
quarta-feira, 3 de abril de 2019
AS TENTAÇÕES!...
É impressionante como,
prestando atenção às Leituras Bíblicas e ao que delas se vai dizendo através
dos tempos, não obstante os inúmeros anos passados, vamos dando conta da
interligação existente entre elas e de como se encaixam perfeitamente. O
primeiro domingo da Quaresma falou-nos das tentações de Jesus no Deserto. Vamos
prestar atenção a este texto retirado de ‘Evangelizo’:
«»
São Gregório Magno (c. 540-604)papa,
doutor da Igreja
Catequeses sobre o Evangelho, nº 16
Catequeses sobre o Evangelho, nº 16
O demónio atacou o primeiro
homem, nosso pai, com uma tripla tentação: tentou-o pela gula, pela vaidade e
pela avidez; esta tentativa de sedução resultou, pois o homem, ao dar o seu
consentimento, ficou submetido ao demónio. Tentou-o pela gula, mostrando-lhe na
árvore o fruto proibido e convidando-o a comê-lo; tentou-o pela vaidade,
dizendo-lhe: «Sereis como deuses»; tentou-o enfim pela avidez, ao dizer-lhe:
«Conhecereis o bem e o mal» (Gn 3,5). Porque ser ávido não é apenas desejar o
dinheiro, mas também qualquer situação vantajosa; é desejar qualquer situação
elevada para além do razoável. [...]
O demónio foi vencido por Cristo,
que O tentou de um modo semelhante àquele pelo qual tinha vencido o primeiro
homem. Como da primeira vez, tentou-O pela gula: «Ordena a estas pedras que se
transformem em pães»; pela vaidade: «Se és o Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo»;
e pelo desejo intenso de uma situação confortável, mostrando-Lhe todos os
reinos do mundo e dizendo-Lhe: «Dar-Te-ei tudo isto se, prostrado a meus pés,
me adorares». [...]
Notemos o seguinte no episódio
das tentações do Senhor: tentado pelo demónio, Ele ripostou com textos da
Sagrada Escritura. Poderia ter lançado o seu tentador no abismo; mas não
recorreu ao seu infinito poder, limitando-Se a pôr em primeiro lugar os
preceitos da Sagrada Escritura. Deste modo, mostrou-nos como podemos suportar
as provas, para que, quando os maus nos fazem sofrer, recorramos à boa doutrina
e não à vingança. Comparai a paciência de Deus com a nossa impaciência: nós,
quando recebemos injúrias ou sofremos uma ofensa, na nossa fúria, vingamo-nos
ou ameaçamos fazê-lo; o Senhor, pelo contrário, suporta os ataques do demónio e
responde-lhe com palavras de paz.
«»
Então! Que tal a descrição? Que
tal o comportamento humano com toda a sua fraqueza? Como ripostou Jesus com todo
o Seu conhecimento e com toda a Sua Força? Até com o diabo usou de paciência e
bondade, chamando-o à atenção sem o magoar!
Como estamos... como estou...
com o comportamento distante d’Esse Jesus que digo que Amo! Tanto que tenho de
aprender, de treinar, de praticar, de fazer, para tratar com delicadeza e de
forma adequada à mudança de atitudes das pessoas com quem convivo... com quem
convivemos!
Já tantas Quaresmas passaram por
mim, e em nenhuma consegui fazer de mim o que devia ter feito. A teimosia
humana, a fraqueza humana, o desleixo humano, o deixa correr... é mesmo muito
grande! Que o Espírito Santo nos fortaleça e o Senhor nos ajude com a Sua graça
e Misericórdia, para aprendermos a vencer s tentações sem ameaças ou vinganças
mas com dedicação, entrega, carinho, amor!
Boa noite!
HN
segunda-feira, 1 de abril de 2019
QUE TIPO DE VINHA SEREMOS NÓS?
Sinceramente... na realidade...
será difícil compreender que tipo de vinha somos! Que queremos ser um vinha
boa, com produção ativa de bons cachos de uvas, é um facto incontestável. Mas que
as nossas fraquezas nos acompanham os momentos e muitas vezes nos fazem cair, e
aparecem agraços, também não o podemos negar!
Então... tomemos a vida como um
combate, connosco mesmos, no sentido de conseguirmos fazer o que devemos e não
o que nos possa apetecer em determinadas ocasiões.
Nós, Igreja católica atuante no
mundo, somos a vinha do Senhor! Somos a Casa de Israel! Somos a tão falada
Jerusalém!
Somos... tantas coisas que
ainda desconhecemos e vamos descobrindo dia após dia, assim o queiramos e façamos
por isso.
Temos que ter muito cuidado com
todas as nossas atitudes, pois serão elas os cachos bons ou maus que vamos
produzindo. Temos a certeza de que, se o quisermos, se o desejarmos
ardentemente, o Espírito do Senhor estará sempre connosco para nos ajudar. Então,
tentemos a todo o custo ser terra boa, oferecendo frutos de doçura, de
paciência, de mansidão, de entrega, de atenção e presença, e não terra ingrata,
pessoas insensíveis e desconetadas da vida como aquelas que feriram de espinhos
a cabeça de Jesus.
‘Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais
espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a
palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do
semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha
sido semeado (Mt 13,7). [...] Velai portanto para que a vossa vinha não dê
espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de
vinho. Todo aquele que faz a vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e
não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas
distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os
cardos da avareza.’
Que tipo de vinha seremos nós? Talvez...
ainda tenhamos muito que aprender, que treinar, para podermos ser uma boa vinha
espalhando frutos de fraternidade, prudência e caridade entre os nossos irmãos!
Que o Senhor nos ajude é do que
mais necessitamos!
HN
domingo, 31 de março de 2019
CONDUZIR-NOS A NÓS MESMOS COMO CRIANÇAS!
Todos nós, adultos conscientes
e responsáveis, sabemos a dificuldade que existe em conduzir as crianças a um
bom crescimento total. Além de uma grande preparação psicopedagógica é preciso
um esforço muito aturado para levar a cabo essa enorme missão. Que o digam os
pais e mães, os avós, hoje muito presentes na ajuda aos filhos na educação dos
netos, os responsáveis e trabalhadores nas creches e infantários, os professores
em geral, padres, catequistas, dirigentes dos Escuteiros e de outros grupos destinados
ao desenvolvimento infantojuvenil. A esperança de um mundo melhor, mais humano
e fraterno, começa aqui!
Mas... quantos conhecimentos,
quanta dedicação quanta ternura e carinho, quanta certeza e segurança, quanto
amor necessitam as crianças e jovens para poderem alcançar o seu pleno desenvolvimento.
E todos estes requisitos educacionais
não são de agora, são de sempre. Muitas vezes ouvimos críticas aos jovens... quando
os criticados deveriam ser os seus educadores... o os educadores dos seus
educadores! Digo isto porque tenho a certeza de que ninguém poderá dar o que não
tem, e a total valorização da criança em si mesma, a aprender durante várias
gerações antes do seu nascimento, é tarefa que ainda está muito longe do fim!
O velho ditado: ‘Filho és, pai
serás, como fizeres assim acharás’ não tem só a ver com castigos de comportamentos
errados dos filhos, mas antes e acima de tudo do mau exemplo dos pais, da má
forma que os pais têm de conduzir os filhos na sua infância e adolescência, muitas
vezes inconscientemente.
Mas... não culpemos as
crianças! Não as critiquemos pelos seus erros! Antes... analisemos os seus
comportamentos, os seus desejos de aprender, de crescer, os esforços por
conseguirem alcançar êxitos nas suas conquistas, nos seus empreendimentos, na
vontade e por vezes teimosia que demonstram em querer a todo o custo aprender
tantas coisas que necessitam!
Esta... deve ser a nossa
postura diante das crianças, pois é-nos
sugerido que nos façamos com
elas!
«»
São Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso
Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que
crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças
somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens
diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz
o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus
discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe
que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes».
«Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os
discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes:
"Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas
é o reino de Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras
dizendo: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no
reino dos Céus» (Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos
que imitemos a simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que
aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e
puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele
convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o
Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o
dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a
distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso
Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma
criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele
um alvo da sua ternura.
«»
Nós... eternas crianças de
Deus! E somo-lo, de verdade!
Quanto mais nos esforçamos por
conhecer Deus, mais predicados encontramos em Deus, e mais reconhecemos que, de facto, não nos é
possível reconhecer Deus tal qual é... assim como as crianças se vão
descobrindo e crescendo ao longo da vida, as criança de Deus, criaturas
humanas, passarão a vida inteira procurando Deus que só conhecerão em pleno na
eternidade para o que foram criadas.
Boa noite e boa semana... humildes
com crianças!
HN
sábado, 30 de março de 2019
TIRANIA PIEDOSA...
Nunca na vida me tinha passado
pela cabeça tal coisa, tal expressão que São João Clímaco disse, há tantos anos: ‘A oração é uma tirania piedosa que é exercida
sobre Deus!’
Gosto imenso de seguir no dia a
dia a Liturgia Diária! Quando posso, vou ao Secretariado Nacional da Liturgia
para pensar um pouco nos textos que explicam o sentido das passagens bíblicas,
Leituras e Evangelho, que me chegam diariamente por Evangelizo que traz, no
final, uma meditação alusiva. Pode parecer estranho, mas tenho aprendido muito
com esta forma de estar que me ensina muito a ser melhor pessoa e a ver melhor
tudo quanto me rodeia. As duas formas de procura completam-se mutuamente e dão uma
riqueza de conhecimentos impagável, que muitas vezes, quando me toca demais,
acabo por partilhar. Aqui vai a que recebi hoje:
«»
São João Clímaco (c. 575-c. 650) monge do Monte Sinai
«A escada santa»
«A escada santa»
Que o tecido da tua oração só
tenha uma cor. O publicano e o filho pródigo foram reconciliados com Deus com
uma só palavra. Quando rezas, não procures palavras complicadas, porque o
balbuciar simples das crianças tem muitas vezes tocado o seu Pai dos Céus. Não
procures falar muito quando rezas, não vá o teu espírito distrair-se à procura
das palavras. Uma só palavra do publicano apaziguou a Deus e um só brado de fé
salvou o ladrão. Não raro, a loquacidade na oração dispersa o espírito e
enche-o de imagens, ao passo que a repetição da mesma palavra serve para o
recolher. Se uma palavra da tua oração te enche de suavidade ou de compunção,
permanece nela, porque o teu anjo da guarda está aí, rezando contigo.
Pede com aflição, procura com a
obediência, bate com paciência. Porque aquele que assim pede, recebe; aquele
que procura, encontra; e àquele que bate, abrir-se-á.
Quem ergue sem descanso o bastão
da oração não vacilará. E, mesmo que caia, a sua queda não será definitiva.
Porque a oração é uma tirania piedosa que é exercida sobre Deus.
«»
Chamar a oração de tirania
sobre Deus, é novo para mim... a frase!... A forma de orar ou rezar
apresentada, aos pouquinhos, fui-a descobrindo! É assim mesmo, penso como o
autor do texto.
E sobre a frase... aquela frase
que tanto me tocou... acho que também é corretíssima, pois muitas vezes estou a
pedir a Deus alguma coisa que desejo muito e acabo por me calar e entretanto
pensar ou dizer: ‘Senhor, desculpa, Tu é que sabes o que é melhor!’ E neste
contexto, acabo sem pedir nada mesmo!
Agora... depois desta frase...
que vou fazer? Como vou rezar? Fazer tirania com Deus? Ou dizer-Lhe que faça o
que entender melhor?
Bem! Se Deus é pai bondoso,
justo/misericordioso e bom, ainda que exerçamos sobre ele a ‘tirania piedosa da
oração’, nunca deixará que algo de mau nos aconteça.
Que sempre seja louvado!
Boa fim de semana, sob a
infinita Misericórdia de Deus!
HN
quinta-feira, 28 de março de 2019
MISERICÓRDIA HUMANA... MISERICÓRDIA DIVINA
Gostei demais desta explicação.
São realidades deveras conhecidas, que eu já sabia e vivia, mas estão escritas
de uma forma maravilhosa. Li, reli, voltei a ler, e decidi partilhar:
«»
São Cesário de Arles (470-543) monge, bispo
Sermão 25 (trad. breviário)
Sermão 25 (trad. breviário)
O que é a misericórdia humana? É
a que atende às misérias dos pobres. E o que é a misericórdia divina? É a que
te concede o perdão dos teus pecados. [...]
Neste mundo, Deus tem frio e fome
na pessoa de todos os pobres, como Ele mesmo disse (Mt 25,40). [...] Que
espécie de gente somos nós? Quando Deus dá, queremos receber; mas quando pede,
não queremos dar. Quando um pobre tem fome, é Cristo que passa necessidade,
como Ele próprio disse: «Tive fome e não Me destes de comer» (v. 42). Não
desprezes, portanto, a miséria dos pobres, se queres esperar confiadamente o
perdão dos pecados. [...] Ele restitui no Céu o que recebe cá na Terra.
Pergunto-vos, irmãos: que quereis
ou que buscais quando vindes à igreja? Certamente quereis e buscais a
misericórdia. Dai, portanto, a misericórdia terrena e recebereis a misericórdia
celeste. O pobre pede-te a ti, e tu pedes a Deus; ele pede um pouco de pão, tu
pedes a vida eterna. [...] Portanto, quando vierdes à igreja dai esmolas para
os pobres, pouco ou muito, segundo as vossas possibilidades.
«»
Dai esmolas segundo as vossas
possibilidades! Dar esmolas... que tipo de esmolas? As esmolas não são só de dinheiro
e haveres, às vezes essas esmolas até são as mais fáceis de dar.
Há tanto tipo de carências que
necessitam de ajuda, de muita ajuda, e muitas vezes em pessoas difíceis de
interpelar.
É muito difícil ver Cristo no
irmão! Principalmente quando esse irmão não nos é muito familiar... nos é antagónico,
não nos liga, não se relaciona connosco, ou então se tem mau comportamento! Mas
Jesus não nos diz nada sobre quem ou como é o irmão! O irmão é o que está ao
nosso lado, seja quem for e tenha o comportamento que tiver! E é a esse irmão que
devemos ser presentes tal como Jesus o é connosco.
Claro que falar desta maneira é
ser muito positivo, pois nunca conseguiremos proceder como Jesus, mas do Seu
jeito, o melhor que soubermos e pudermos!
Agora, temos de prestar muita
atenção ao tipo de pobrezas que temos ao nosso lado, para podermos minimizá-las,
pois é isto que o Senhor Jesus nos pede!
Que a Quaresma que vamos
trilhando nos leve até onde devemos chegar!
Que Deus nos ajude a ser
misericordiosos, pois é de misericórdia que mais necessitamos e que o mundo
mais precisa. Boa noite!
HN
quarta-feira, 27 de março de 2019
MENSAGEIROS DE PAZ
Como filhos amados de Deus, Mensageiros de
paz é o que todos somos chamados a ser! Mensageiros da paz de Deus, o único que
nos pode conceder a verdadeira Paz!
Mas para sermos mensageiros de Paz,
teremos de ter, em nós mesmos, no mais íntimo do nosso ser, boas sementes de
paz, que possam vir a produzir árvores mais ou menos frondosas, mas que
transmitam paz, que sejam produtoras de paz!
Quando falo em sementes... todos temos
sementes... todos nascemos com sementes... as nossas tendências naturais,
muitas vezes estranhas e indesejáveis... que têm de ser muito trabalhadas para
produzirem só os frutos que devem produzir.
É por esta razão que temos de nos
aceitar mutuamente, ainda que as pessoas não sejam do jeito que deviam, pois
com toda a certeza que nasceram com maus feitios e não tiveram ninguém que as
ajudasse a descobri-los, a aceitá-los, a tentar modificá-los, a olhar toda a vida
com coração para sentir e olhos para ver.
Somos seres sociais por excelência, a
nossa primeira sociedade é a família!... E por incrível que possa parecer, é
onde se encontram as maiores falhas neste modo de ser, de estar, de educar.
Como é que um pai, ou uma mãe, vai
descobrir e ajudar a modificar os maus feitios do filho ou filha, se não
consegue admitir os seus próprios maus feitios nem modificá-los? Onde pensamos
que está a razão de tantos lares desfeitos, de tanta quantidade de divórcios
como nunca antes algum dia terá acontecido?
Não tenho qualquer dúvida de que a razão
está nas pessoas não conseguirem descobrir-se a si mesmas de modo a aceitar as
suas próprias fragilidades e defeitos para poderem aceitar as fragilidades e
defeitos do seu cônjuge.
Quando casam... tudo são rosas... mas
quando começam a aparecer os espinhos de cada um... não encontram forma de
dialogar, pois cada um se julga mais perfeito que o outro ou outra, mais digno
que o outro ou outra, com mais razões do que o outro ou outra... e antes de
tudo o mais não conseguem entender que quando nos unimos, assim, a alguém... é
para fazermos esse alguém feliz e não para sermos felizes com esse alguém.
Eu não falei em casamento, sacramento,
nem nada disso. Falei em união, pois no próprio Sacramento do Matrimónio
instituído pela Igreja Católica, o Sacerdote ou Diácono que presidem à
cerimónia são apenas testemunhas, e como ministros sagrados dão a bênção de
Deus, os ministros do Sacramento são os nubentes! Isto leva-me a crer que,
mesmo sem ser no Sacramento do Matrimónio, todo aquele que se entrega em união
esponsal é responsável por essa união, e deve lutar por ela até ao fim,
tentando fazer feliz a pessoa a quem se juntou para viver em união plena.
Que tipo de exemplo estamos a dar aos
nossos filhos? Exemplos de encontro, partilha, entendimento e paz... ou uma
vida de luta constante e constante infelicidade?
Há um velho ditado que diz: “boca que se
beijou nunca se odiou!” Será... que a vida em comum não deixou mesmo nada de
bom... ou só pensamos no mal e esquecemos o bem? Esse modo de proceder é de
ódio, não é de paz! O modo de proceder que leve à paz é precisamente o
contrário, é pensar no bem... e esquecer o mal!
Já que me desviei para o tema ‘casamento’...
quero deitar cá para fora uma coisa que me indigna por demais. Porque razão, o
casamento tem de ser uma festa enorme, cheia de coisas e coisinhas... que
desesperam toda a gente que tem de as pagar...e que desviam tantos jovens do
casamento... por não terem posses para essas coisinhas e coisas... se o
casamento em si mesmo é a coisa mais fácil da vida, é dar um sim mútuo, e
receber visivelmente a bênção de Deus se for dado na igreja, ou de forma invisível
se for dado num outro qualquer lado.
O Deus que fui descobrindo, aos
pouquinhos, está presente em todas as vidas... que sejamos capazes de o sentir,
ver, e viver!
Senhor! Sabes a minha imensa preocupação
pela falta de paz interior e exterior do mundo onde vivemos! Por favor! Dá-nos
a Tua Paz! Ensina-nos a encontrá-la em todos os afazeres da vida e momentos dos
dias!
Que sempre sejas louvado! Amém!
HN
segunda-feira, 25 de março de 2019
PEDIR AO SENHOR O DOM DA MISERICÓRDIA
“Sede misericordiosos como
vosso Pai é misericordioso!”
Estas palavras de Jesus,
Palavra e vida de Deus, devem fazer-nos pensar muito e dar muitos passos em
frente para nos unirmos a todos os nossos irmãos!
Ninguém poderá ser misericordioso
sem experimentar o quanto é bom termos, perante os nossos maus comportamentos,
em vez de ralhos e maus-tratos, a compreensão, a mansidão, a paciência, a calma,
a temperança... a misericórdia!
E este tipo de misericórdia,
vem de Deus, porque Deus não tem corpo e faz-se representar junto de nós através
das pessoas com quem convivemos.
Quando lemos, pensamos ou
ouvimos esta frase de Jesus, “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”,
pensamos logo no perdão dos pecados que Deus oferece a quem se arrepende do que
fez e Lhe vai pedir perdão no Sacramento da Reconciliação, onde Deus perdoa...
e esquece... todo o mal que tivermos praticado.
Mas... não nos podemos ficar por
aqui. Temos de agir com os nossos irmãos como Deus age connosco!
E isso leva-nos a pensar nas
nossas práticas comuns, no que fazemos uns com os outros, como olhámos aqueles
cujos comportamentos não nos agradam, e como perdoamos e esquecemos as ofensas
que recebemos.
Pedir perdão ao Senhor pode ser
ou não ser fácil, depende da formação interior da pessoa e da forma como encara
a vida, mas com as pessoas que nos rodeiam e com quem nos cruzamos nos caminhos
da vida, temos de ter coragem de pedir desculpa ou perdão... e de compreender e
desculpar as fraquezas alheias... é a única forma de viver em paz e
tranquilidade e de nos levar ao encontro de quem erra sem preconceitos nem
pretensões, harmonizando os corações e pacificando os ambientes, enchendo-os do
verdadeiro amor.
Não tenhamos dúvidas! A exclusão
e rejeição social existe, a começar pelas mais pequenas coisas!
Nem sequer precisamos de pensar
nas instituições e nos seus inúmeros requisitos... basta termos em conta a forma
como nos olhamos e aceitamos mutuamente, nas nossas amizades, nas relações de
trabalho, nos ambientes que frequentamos.
Se treinarmos amar o próximo...
não podemos esquecer que tudo precisa de treino... começaremos a amar a todos
sem exceção preferindo os rejeitados e excluídos e os que mais necessitem de
nós, do nosso amor, carinho, ajuda, atenção.
Ajudar, prestar atenção a
pessoas com problemas, traz resultados surpreendentes. Muitas vezes as pessoas
têm problemas porque nunca ninguém lhes deu atenção para as levar a resolvê-los
com convém.
Que o Senhor nos dê o dom da
misericórdia, pois será uma enorme saída do mundo em crise!
Que Deus nos ajude a aprender a
bem viver!
Boa noite!
HN
domingo, 24 de março de 2019
COMUNIDADE NA UNIDADE!
Fala-se muto em unidade e
comunhão, mas muito pouco se aprendeu e viveu ainda para que este objetivo, que
interessa a todos, atinja o seu fim desejado.
Somos iguais em essência... e
diferentes nas nossas qualidades, limitações, defeitos... que devem ser causa
de união e riqueza para todos, pois podemos aprender uns com os outros
aceitando-nos reciprocamente numa partilha compreensiva, amistosa, fraternal, o
que só poderá ser possível, se cada um, na maior humildade, tiver o
conhecimento o mais exato que puder das suas próprias limitações, fraquezas,
debilidades, qualidades!
Só poderemos ter
relacionamentos saudáveis e equilibrados se nos reconhecermos incompletos e
capazes de nos completarmos num relacionamento sincero e numa interligação
reciproca com quem connosco partilha os mesmos ambientes, o que leva a uma
verdadeira realização pessoal e comunitária.
Há uma outra ação muito significativa
nos relacionamentos: é o reconhecimento dos nossos erros e o pedir perdão pelo
mal cometido, pois é muito libertador, é como querer recomeçar de novo a
corrigir o errado e a refazer a amizade. E mesmo que nos sintamos ofendidos por
alguém, o pedir desculpas aumenta-nos a humildade e une-nos mais às pessoas,
que muitas vezes são julgadas por nós que não temos conhecimento exato das
razões que as levaram a proceder assim, ou seja, julgamos apenas pelas
aparências, o que não é nada razoável.
Ter humildade capaz de pedir perdão,
reforça as relações trazendo benefícios para todos.
Uma outra forma de nos
mantermos unidos e alegres é recordar os bons momentos, e se não formos capazes
de esquecer ressentimentos respondamos ao mal com o bem, pois amor gera amor,
aceitação, atenção, reciprocidade.
A forma como Jesus nos ensinou
e demostrou a vivência do amor leva-nos a aceitar-nos reciprocamente no diálogo
tolerante, caminho propício à comunhão na unidade.
Amar, de verdade, leva-nos ao
encontro dos outros.
E não podemos esquecer nunca
que a grande dificuldade nos relacionamentos muitas vezes está em colocarmos as
culpas nos outros... o que às vezes não é tanto assim... pelo que basta um
pequenino passo nosso para destruir barreiras e fazer cm que o problema
desapareça.
Não proceder deste modo é jogar
fora muitas oportunidades de fazer união!
Formar comunidade... viver em
comunidade... é deixar de olhar muito para o passado ou futuro e ver com olhar
de amor, compaixão, carinho, acolhimento, fraternidade, quem está ao nosso
lado, quem quer que seja e qualquer que seja a ocasião.
Que Deus Pai, Filho e Espírito
Santo, Eterna e indefinível Comunidade de Amor, nos ajude a vivermos sempre
numa harmoniosa e santa comunidade!
Boa semana!
HN
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