domingo, 14 de abril de 2019

CRISTO... O PEDAGOGO DE TODAS AS VIDAS!


 
Muitas vezes, indiretamente! Mas, de facto, Jesus Cristo é o pedagogo de todas as vidas, sem exceção! Cristo é Palavra de Deus encarnada e Deus como o Pai. Deus encarnado, mas Deus! E nada acontece sem que a mão de Deus esteja por perto, sem que Deus deixe que aconteça!
Muitas vezes nos perguntamos porquê, porque acontece isto... ou aquilo... ou aqueloutro! Ficamos perplexos e sem perceber... mas Deus sabe porquê! Sabe porquê, e como encaminhar as coisas pelo melhor para todos, ainda que o não pensemos. Deus só quer o bem dos homens e mulheres que ama tão intensamente que nem sequer poderemos calcular o amor que nos tem.
Basta sabermos que a Sua Justiça é Perdão e Misericórdia! E se é Perdão e Misericórdia, só ficará afastado de Deus quem não aceitar a Sua Misericórdia e o Seu Perdão! E esta forma de pensar e crer, dá-nos uma imensa paz em relação a quem parte antes de nós para a eternidade. A Saudade fica, e dói demais, mas é a saudade e a esperança de um dia os reunirmos de novo junto do Eterno Pai que nos mantém de pé.
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 Sem São Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes». «Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: "Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino dos Céus» (Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele um alvo da sua ternura.
«»
Eterno Pai... para quem seremos sempre crianças, ávidas de saber, de crescer, de descobrir cada vez mais e melhor o Amor desmedido que tem por todos nós!
E para aprender a bem viver, nada melhor do que aproveitar as doçuras ou asperezas da vida que Deus vai acompanhando carinhosamente, assim o queiramos e nos esforcemos por isso!
Jesus Cristo, pedagogo de todas as vida... que sempre seja louvado!
HN

sexta-feira, 12 de abril de 2019

POBRES... DE ESPÍRITO!


Fala-se muito em pobreza... mas talvez não tanto nem como se deveria falar!
Há pessoas que odeiam ou olham mal para outras por terem mais bens materiais do que elas!
Um puro engano! Uma ilusão! Uma loucura!
Ricos ou pobres, temos de aprender a viver apenas com o necessário, pois quem aprende a viver com pouco, é feliz com pouco porque pouco lhe basta!
Depois... há uma outra situação muito importante que anda muitas vezes esquecida, é que a grandeza das pessoas não tem nada a ver com a riqueza que possuem, mas com a forma como administram essas riquezas!
Desde sempre ouve ricos e pobres, materialmente falando, e muitos pobres com ideias de ricos e muitos ricos com ideias de pobres.
Pareço louca, mas não o estou! Os pobres com ideias de ricos são aqueles que, possuindo um poucochinho, se vangloriam do pouco que têm vivendo muitas vezes além das suas posses para mostrar que, realmente, são ricos, enquanto há verdadeiramente ricos que, sem se vangloriarem das suas riquezas, vivem com o necessário e se preocupam com quem tem menos do que eles, ajudando-os, partilhando o que lhes sobra, ensinando-os a trabalhar com honestidade e a utilizar bem os dividendos que conseguem usufruir.
Vamos ver o que nos diz a meditação seguinte:
«»
São Leão Magno (?-c. 461) papa, doutor da Igreja
Sermão 95, 2-3: PL 54, 461-462
Quando Jesus declara: «Bem-aventurados os pobres em espírito» (Mt 5,3), está a mostrar-nos que o Reino dos Céus será dado mais à humildade do coração que à ausência de riquezas. Mas não há dúvida de que os pobres obtêm mais facilmente este bem do que os ricos, porque a pobreza de uns fá-los tender mais para a bondade e a riqueza dos outros condu-los mais à arrogância. Contudo, há muitos ricos que possuem este espírito que coloca a abundância ao serviço, não do seu prestígio, mas das obras de benevolência; para esses, o maior ganho consiste em gastarem os seus bens a aliviar a miséria e a dor de outros. Assim pois, a humildade de coração não é distribuída de forma igual pelos homens de todas as condições; os homens podem ter as mesmas disposições sem ter a mesma fortuna. Independentemente da desigualdade dos seus bens terrenos, não há distância entre aqueles que são iguais ao nível dos bens espirituais. Feliz, pois, a pobreza que não deseja aumentar as suas riquezas neste mundo, mas aspira a enriquecer com os bens celestes.
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O pobre de espírito sabe que os bens deste mundo para nada lhes irão servir, pois uma vez passados à vida eterna, deixam cá todos esses bens que possuem, pois os únicos que nos acompanharão sempre são o desprendimento das coisas do mundo e o apego à assistência a quem necessita de algo que possuímos, que pode ser dinheiro ou outros bens, mas apenas carinho, consolo, atenção, compreensão, acompanhamento, um sorriso, uma palavra de conforto... tudo quanto se possa chamar atos de Caridade e Amor, pois foi para isso que fomos criados!
Que o Espírito Santo nos ajude a sermos ricos de Amor Verdadeiro, que tudo supera e tudo suporta, Amém!
HN

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A ADMIRÁVEL GRANDEZA DE JESUS CRISTO!


Nascido... tendo pais terrenos Maria... e José... frequentava a sinagoga para aprender a lei... orava e rezava com seus pais... tornou-se carpinteiro como José... foi discípulo e João Batista... ou batizado por ele, e quando este, por defender o que era justo, foi terrivelmente decapitado na prisão, iniciou a Sua vida Pública, ou seja, iniciou a Missão recebida do Pai para por a claro todo o Antigo Testamento e viver e pregar abertamente o Amor que Ele e Seu Pai Deus são de verdade, Amor tão profundo entre eles que se chama, que é, o Espírito Santo de Deus!
A Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas distintas num único Deus verdadeiro!
E não adianta tentar compreender, é um Mistério tão profundo que só pode ser aceite, de modo espiritual, no mais íntimo do coração, pelo dom da Fé.
Podemos querer, desejar o dom da Fé, e procurá-lo avidamente, mas é de todo invisível aos olhos e tão insensível aos nossos sentidos corporais que só Deus no-lo pode dar!
Então, se sentimos que temos fé, agradeçamos a Deus... e nunca por nunca digamos uma palavra de desapreço por quem não tem, pois se é um dom de Deus, peçamos a Deus que dê o dom da fé a toda a gente e não critiquemos os comportamentos de ninguém, que demonstre não ter fé.
Jesus Cristo não criticou ninguém abertamente! O maior de todos os homens, o Homem/Deus, pela Sua compreensão, aceitação, entrega, sensatez, amizade, dedicação, paciência, a Sua humildade era tanta que vivia como o mais pequeno de todos! E é assim que nos ensina a viver:
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São Cipriano (c. 200-258) /bispo de Cartago e mártir
«Os benefícios da paciência», 7
Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou com os seus atos. [...] Na hora da Paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, a ponto de ser cuspido, Ele que, com a sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9,6) [...]; viu-Se coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; bateram-Lhe na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; foi despojado das suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; foi alimentado com fel, Ele que dá o alimento celeste; foi dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a própria inocência e a justiça, foi contado entre os malfeitores; falsos testemunhos esmagaram a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz foi submetido a julgamento; a Palavra de Deus foi conduzida ao sacrifício, calando-Se. A seguir, quando os astros se eclipsaram, quando os elementos se perturbaram, quando a terra tremeu, [...] Ele não falou, não Se mexeu, não revelou a sua majestade. Tudo suportou até ao fim com constância inesgotável, para que a paciência completa e perfeita tivesse o seu auge em Cristo.
E, depois de tudo isto, acolherá os seus carrascos, se se converterem e se se voltarem para Ele: graças à sua paciência [...], não fecha a sua Igreja a ninguém. Aos adversários e aos blasfemos, eternos inimigos do seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se se arrependerem das suas faltas, mas recompensa-os com o Reino dos Céus. Seria possível indicar alguém mais paciente, mais benevolente? A mesma pessoa que derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a paciência de Cristo, e se não fosse tão grande, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.
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Tantos exemplos nos dá o Senhor Jesus! Quantas vezes nos revoltamos por coisas tão pequenas! Tantas vezes dizemos não desculpar ofensas tão insignificantes... quando Jesus desculpou tudo, perdoou tudo... o que era realmente de uma atrocidade sem par!
Esta é a enorme grandeza de Jesus!  A Sua enorme humidade que O levava ao perdão de todas as ofensas, à misericórdia com toda a gente, à aceitação deliberada de tudo quanto fosse Fraternidade, Aceitação, Amor, Misericórdia, Perdão!
Que nos ajude a sermos humildes, reconhecendo as nossas próprias faltas, os nossos inúmeros defeitos, antes de olharmos os defeitos dos outros para podermos aprender a usar de misericórdia com toda a gente como Ele nos exemplificou!
Que sempre seja louvado!
HN

quinta-feira, 4 de abril de 2019

“PALAVRAS... LEVA-AS O VENTO!”


Conheço este ditado popular desde que me conheço... e acho-o profundamente verdadeiro. Razão porque cada vez tenho mais cuidado com o que digo, porque uma boa atitude vale por mais de mil palavras!
Ao partilhar seja o que for, tenho sempre o cuidado de não ir além do que me preenche o coração da vida. Muito pelo contrário! Posso encontrar ideias e comportamentos muito bons para por em ação, mas se ainda os não tiver adaptado a mim e vividos como meus, acho melhor esperar. A falta de coerência entre as palavras e as atitudes são um dos maiores males que afligem a nossa sociedade, que queremos ver cada vez mais realizada, compreensiva, fraterna, feliz!
Para adquirir um comportamento saudável para o corpo e espírito... é um trabalho difícil e moroso, demorado, com muitas quedas e ressurgimentos.
Este pequenino texto que se segue é de Chiara Lubich. Quanto tempo levou... para que o possa, agora, partilhar:
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 "O perdão não é esquecimento (…), não é fraqueza, (…) não consiste em afirmar que não tem importância aquilo que é grave, ou dizer que é bom aquilo que é mau, (…) não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez, portanto de liberdade, que consiste em acolher o irmão tal como ele é, apesar do mal que nos fez, assim como Deus acolhe a nós, pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não revidar a ofensa com a ofensa, mas em fazer o que diz Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”. 
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Quantos começos... tive que fazer!...
E sabem porquê? Perdoar é amar!
Vamos ver:
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Anúncio e serviço: são duas ações que não podem ser praticadas separadamente, para quem quer ser emissário do amor.
Foi o exemplo que Jesus nos deixou antes de nos enviar em missão como anunciadores do amor.
O seu ensinamento tem autoridade porque vem depois do exemplo: amai-vos como eu vos amei; não vim para ser servido, mas para servir; se eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés..., etc.
Sejamos anunciadores do amor primeiramente com gestos concretos, depois com palavras.
Agir antes de falar faz com que o nosso testemunho seja verdadeiro. Aliás, serão os outros que darão testemunho sobre o nosso amor e será o próprio Deus que testemunhará a nosso favor.
Abraços
Apolo
«»
Deus não quer mentiras, mas verdades, por isso nos deu como exemplo Jesus, Caminho, Verdade e Vida... todo expresso em gestos... antes de o ser por palavras.
Aliás, Jesus, que é a Palavra de Deus encarnada, antes e acima de tudo, mostrou-nos uma vida em Deus e com Deus, por gestos concretos executados na vida!
Então... seguir Jesus... também passa pelo dizer Jesus com palavras... mas só depois de O mostrar pelas nossas atitudes e gestos!
A Quaresma é um tempo forte de conversão, de mudança, que o Espírito Santo nos fortaleça para a aproveitarmos bem, para o bem de todos!
HN

quarta-feira, 3 de abril de 2019

AS TENTAÇÕES!...


É impressionante como, prestando atenção às Leituras Bíblicas e ao que delas se vai dizendo através dos tempos, não obstante os inúmeros anos passados, vamos dando conta da interligação existente entre elas e de como se encaixam perfeitamente. O primeiro domingo da Quaresma falou-nos das tentações de Jesus no Deserto. Vamos prestar atenção a este texto retirado de ‘Evangelizo’:
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São Gregório Magno (c. 540-604)papa, doutor da Igreja
Catequeses sobre o Evangelho, nº 16
O demónio atacou o primeiro homem, nosso pai, com uma tripla tentação: tentou-o pela gula, pela vaidade e pela avidez; esta tentativa de sedução resultou, pois o homem, ao dar o seu consentimento, ficou submetido ao demónio. Tentou-o pela gula, mostrando-lhe na árvore o fruto proibido e convidando-o a comê-lo; tentou-o pela vaidade, dizendo-lhe: «Sereis como deuses»; tentou-o enfim pela avidez, ao dizer-lhe: «Conhecereis o bem e o mal» (Gn 3,5). Porque ser ávido não é apenas desejar o dinheiro, mas também qualquer situação vantajosa; é desejar qualquer situação elevada para além do razoável. [...]
O demónio foi vencido por Cristo, que O tentou de um modo semelhante àquele pelo qual tinha vencido o primeiro homem. Como da primeira vez, tentou-O pela gula: «Ordena a estas pedras que se transformem em pães»; pela vaidade: «Se és o Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo»; e pelo desejo intenso de uma situação confortável, mostrando-Lhe todos os reinos do mundo e dizendo-Lhe: «Dar-Te-ei tudo isto se, prostrado a meus pés, me adorares». [...]
Notemos o seguinte no episódio das tentações do Senhor: tentado pelo demónio, Ele ripostou com textos da Sagrada Escritura. Poderia ter lançado o seu tentador no abismo; mas não recorreu ao seu infinito poder, limitando-Se a pôr em primeiro lugar os preceitos da Sagrada Escritura. Deste modo, mostrou-nos como podemos suportar as provas, para que, quando os maus nos fazem sofrer, recorramos à boa doutrina e não à vingança. Comparai a paciência de Deus com a nossa impaciência: nós, quando recebemos injúrias ou sofremos uma ofensa, na nossa fúria, vingamo-nos ou ameaçamos fazê-lo; o Senhor, pelo contrário, suporta os ataques do demónio e responde-lhe com palavras de paz.
«»
Então! Que tal a descrição? Que tal o comportamento humano com toda a sua fraqueza? Como ripostou Jesus com todo o Seu conhecimento e com toda a Sua Força? Até com o diabo usou de paciência e bondade, chamando-o à atenção sem o magoar!
Como estamos... como estou... com o comportamento distante d’Esse Jesus que digo que Amo! Tanto que tenho de aprender, de treinar, de praticar, de fazer, para tratar com delicadeza e de forma adequada à mudança de atitudes das pessoas com quem convivo... com quem convivemos!
Já tantas Quaresmas passaram por mim, e em nenhuma consegui fazer de mim o que devia ter feito. A teimosia humana, a fraqueza humana, o desleixo humano, o deixa correr... é mesmo muito grande! Que o Espírito Santo nos fortaleça e o Senhor nos ajude com a Sua graça e Misericórdia, para aprendermos a vencer s tentações sem ameaças ou vinganças mas com dedicação, entrega, carinho, amor!
Boa noite!
HN

segunda-feira, 1 de abril de 2019

QUE TIPO DE VINHA SEREMOS NÓS?


Sinceramente... na realidade... será difícil compreender que tipo de vinha somos! Que queremos ser um vinha boa, com produção ativa de bons cachos de uvas, é um facto incontestável. Mas que as nossas fraquezas nos acompanham os momentos e muitas vezes nos fazem cair, e aparecem agraços, também não o podemos negar!
Então... tomemos a vida como um combate, connosco mesmos, no sentido de conseguirmos fazer o que devemos e não o que nos possa apetecer em determinadas ocasiões.
Nós, Igreja católica atuante no mundo, somos a vinha do Senhor! Somos a Casa de Israel! Somos a tão falada Jerusalém!
Somos... tantas coisas que ainda desconhecemos e vamos descobrindo dia após dia, assim o queiramos e façamos por isso.
Temos que ter muito cuidado com todas as nossas atitudes, pois serão elas os cachos bons ou maus que vamos produzindo. Temos a certeza de que, se o quisermos, se o desejarmos ardentemente, o Espírito do Senhor estará sempre connosco para nos ajudar. Então, tentemos a todo o custo ser terra boa, oferecendo frutos de doçura, de paciência, de mansidão, de entrega, de atenção e presença, e não terra ingrata, pessoas insensíveis e desconetadas da vida como aquelas que feriram de espinhos a cabeça de Jesus.
‘Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha sido semeado (Mt 13,7). [...] Velai portanto para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz a vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza.’
Que tipo de vinha seremos nós? Talvez... ainda tenhamos muito que aprender, que treinar, para podermos ser uma boa vinha espalhando frutos de fraternidade, prudência e caridade entre os nossos irmãos!
Que o Senhor nos ajude é do que mais necessitamos!
HN

domingo, 31 de março de 2019

CONDUZIR-NOS A NÓS MESMOS COMO CRIANÇAS!


Todos nós, adultos conscientes e responsáveis, sabemos a dificuldade que existe em conduzir as crianças a um bom crescimento total. Além de uma grande preparação psicopedagógica é preciso um esforço muito aturado para levar a cabo essa enorme missão. Que o digam os pais e mães, os avós, hoje muito presentes na ajuda aos filhos na educação dos netos, os responsáveis e trabalhadores nas creches e infantários, os professores em geral, padres, catequistas, dirigentes dos Escuteiros e de outros grupos destinados ao desenvolvimento infantojuvenil. A esperança de um mundo melhor, mais humano e fraterno, começa aqui!
Mas... quantos conhecimentos, quanta dedicação quanta ternura e carinho, quanta certeza e segurança, quanto amor necessitam as crianças e jovens para poderem alcançar o seu pleno desenvolvimento.
E todos estes requisitos educacionais não são de agora, são de sempre. Muitas vezes ouvimos críticas aos jovens... quando os criticados deveriam ser os seus educadores... o os educadores dos seus educadores! Digo isto porque tenho a certeza de que ninguém poderá dar o que não tem, e a total valorização da criança em si mesma, a aprender durante várias gerações antes do seu nascimento, é tarefa que ainda está muito longe do fim!
O velho ditado: ‘Filho és, pai serás, como fizeres assim acharás’ não tem só a ver com castigos de comportamentos errados dos filhos, mas antes e acima de tudo do mau exemplo dos pais, da má forma que os pais têm de conduzir os filhos na sua infância e adolescência, muitas vezes inconscientemente.
Mas... não culpemos as crianças! Não as critiquemos pelos seus erros! Antes... analisemos os seus comportamentos, os seus desejos de aprender, de crescer, os esforços por conseguirem alcançar êxitos nas suas conquistas, nos seus empreendimentos, na vontade e por vezes teimosia que demonstram em querer a todo o custo aprender tantas coisas que necessitam!  
Esta... deve ser a nossa postura diante das crianças, pois é-nos
sugerido que nos façamos com elas!
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São Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes». «Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: "Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino dos Céus» (Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele um alvo da sua ternura.
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Nós... eternas crianças de Deus! E somo-lo, de verdade!
Quanto mais nos esforçamos por conhecer Deus, mais predicados encontramos em Deus,  e mais reconhecemos que, de facto, não nos é possível reconhecer Deus tal qual é... assim como as crianças se vão descobrindo e crescendo ao longo da vida, as criança de Deus, criaturas humanas, passarão a vida inteira procurando Deus que só conhecerão em pleno na eternidade para o que foram criadas.
Boa noite e boa semana... humildes com crianças!
HN

sábado, 30 de março de 2019

TIRANIA PIEDOSA...


Nunca na vida me tinha passado pela cabeça tal coisa, tal expressão que São João Clímaco disse, há tantos anos: ‘A oração é uma tirania piedosa que é exercida sobre Deus!’
Gosto imenso de seguir no dia a dia a Liturgia Diária! Quando posso, vou ao Secretariado Nacional da Liturgia para pensar um pouco nos textos que explicam o sentido das passagens bíblicas, Leituras e Evangelho, que me chegam diariamente por Evangelizo que traz, no final, uma meditação alusiva. Pode parecer estranho, mas tenho aprendido muito com esta forma de estar que me ensina muito a ser melhor pessoa e a ver melhor tudo quanto me rodeia. As duas formas de procura completam-se mutuamente e dão uma riqueza de conhecimentos impagável, que muitas vezes, quando me toca demais, acabo por partilhar. Aqui vai a que recebi hoje:
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São João Clímaco (c. 575-c. 650) monge do Monte Sinai
«A escada santa»
Que o tecido da tua oração só tenha uma cor. O publicano e o filho pródigo foram reconciliados com Deus com uma só palavra. Quando rezas, não procures palavras complicadas, porque o balbuciar simples das crianças tem muitas vezes tocado o seu Pai dos Céus. Não procures falar muito quando rezas, não vá o teu espírito distrair-se à procura das palavras. Uma só palavra do publicano apaziguou a Deus e um só brado de fé salvou o ladrão. Não raro, a loquacidade na oração dispersa o espírito e enche-o de imagens, ao passo que a repetição da mesma palavra serve para o recolher. Se uma palavra da tua oração te enche de suavidade ou de compunção, permanece nela, porque o teu anjo da guarda está aí, rezando contigo.
Pede com aflição, procura com a obediência, bate com paciência. Porque aquele que assim pede, recebe; aquele que procura, encontra; e àquele que bate, abrir-se-á.
Quem ergue sem descanso o bastão da oração não vacilará. E, mesmo que caia, a sua queda não será definitiva. Porque a oração é uma tirania piedosa que é exercida sobre Deus.
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Chamar a oração de tirania sobre Deus, é novo para mim... a frase!... A forma de orar ou rezar apresentada, aos pouquinhos, fui-a descobrindo! É assim mesmo, penso como o autor do texto.
E sobre a frase... aquela frase que tanto me tocou... acho que também é corretíssima, pois muitas vezes estou a pedir a Deus alguma coisa que desejo muito e acabo por me calar e entretanto pensar ou dizer: ‘Senhor, desculpa, Tu é que sabes o que é melhor!’ E neste contexto, acabo sem pedir nada mesmo!
Agora... depois desta frase... que vou fazer? Como vou rezar? Fazer tirania com Deus? Ou dizer-Lhe que faça o que entender melhor?
Bem! Se Deus é pai bondoso, justo/misericordioso e bom, ainda que exerçamos sobre ele a ‘tirania piedosa da oração’, nunca deixará que algo de mau nos aconteça.
Que sempre seja louvado!
Boa fim de semana, sob a infinita Misericórdia de Deus!
HN   

quinta-feira, 28 de março de 2019

MISERICÓRDIA HUMANA... MISERICÓRDIA DIVINA


Gostei demais desta explicação. São realidades deveras conhecidas, que eu já sabia e vivia, mas estão escritas de uma forma maravilhosa. Li, reli, voltei a ler, e decidi partilhar:
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São Cesário de Arles (470-543) monge, bispo
Sermão 25 (trad. breviário)
O que é a misericórdia humana? É a que atende às misérias dos pobres. E o que é a misericórdia divina? É a que te concede o perdão dos teus pecados. [...]
Neste mundo, Deus tem frio e fome na pessoa de todos os pobres, como Ele mesmo disse (Mt 25,40). [...] Que espécie de gente somos nós? Quando Deus dá, queremos receber; mas quando pede, não queremos dar. Quando um pobre tem fome, é Cristo que passa necessidade, como Ele próprio disse: «Tive fome e não Me destes de comer» (v. 42). Não desprezes, portanto, a miséria dos pobres, se queres esperar confiadamente o perdão dos pecados. [...] Ele restitui no Céu o que recebe cá na Terra.
Pergunto-vos, irmãos: que quereis ou que buscais quando vindes à igreja? Certamente quereis e buscais a misericórdia. Dai, portanto, a misericórdia terrena e recebereis a misericórdia celeste. O pobre pede-te a ti, e tu pedes a Deus; ele pede um pouco de pão, tu pedes a vida eterna. [...] Portanto, quando vierdes à igreja dai esmolas para os pobres, pouco ou muito, segundo as vossas possibilidades.
«»
Dai esmolas segundo as vossas possibilidades! Dar esmolas... que tipo de esmolas? As esmolas não são só de dinheiro e haveres, às vezes essas esmolas até são as mais fáceis de dar.
Há tanto tipo de carências que necessitam de ajuda, de muita ajuda, e muitas vezes em pessoas difíceis de interpelar.
É muito difícil ver Cristo no irmão! Principalmente quando esse irmão não nos é muito familiar... nos é antagónico, não nos liga, não se relaciona connosco, ou então se tem mau comportamento! Mas Jesus não nos diz nada sobre quem ou como é o irmão! O irmão é o que está ao nosso lado, seja quem for e tenha o comportamento que tiver! E é a esse irmão que devemos ser presentes tal como Jesus o é connosco.
Claro que falar desta maneira é ser muito positivo, pois nunca conseguiremos proceder como Jesus, mas do Seu jeito, o melhor que soubermos e pudermos!
Agora, temos de prestar muita atenção ao tipo de pobrezas que temos ao nosso lado, para podermos minimizá-las, pois é isto que o Senhor Jesus nos pede!
Que a Quaresma que vamos trilhando nos leve até onde devemos chegar!
Que Deus nos ajude a ser misericordiosos, pois é de misericórdia que mais necessitamos e que o mundo mais precisa. Boa noite!
HN

quarta-feira, 27 de março de 2019

MENSAGEIROS DE PAZ


Como filhos amados de Deus, Mensageiros de paz é o que todos somos chamados a ser! Mensageiros da paz de Deus, o único que nos pode conceder a verdadeira Paz!
Mas para sermos mensageiros de Paz, teremos de ter, em nós mesmos, no mais íntimo do nosso ser, boas sementes de paz, que possam vir a produzir árvores mais ou menos frondosas, mas que transmitam paz, que sejam produtoras de paz!
Quando falo em sementes... todos temos sementes... todos nascemos com sementes... as nossas tendências naturais, muitas vezes estranhas e indesejáveis... que têm de ser muito trabalhadas para produzirem só os frutos que devem produzir.
É por esta razão que temos de nos aceitar mutuamente, ainda que as pessoas não sejam do jeito que deviam, pois com toda a certeza que nasceram com maus feitios e não tiveram ninguém que as ajudasse a descobri-los, a aceitá-los, a tentar modificá-los, a olhar toda a vida com coração para sentir e olhos para ver.
Somos seres sociais por excelência, a nossa primeira sociedade é a família!... E por incrível que possa parecer, é onde se encontram as maiores falhas neste modo de ser, de estar, de educar.
Como é que um pai, ou uma mãe, vai descobrir e ajudar a modificar os maus feitios do filho ou filha, se não consegue admitir os seus próprios maus feitios nem modificá-los? Onde pensamos que está a razão de tantos lares desfeitos, de tanta quantidade de divórcios como nunca antes algum dia terá acontecido?
Não tenho qualquer dúvida de que a razão está nas pessoas não conseguirem descobrir-se a si mesmas de modo a aceitar as suas próprias fragilidades e defeitos para poderem aceitar as fragilidades e defeitos do seu cônjuge.
Quando casam... tudo são rosas... mas quando começam a aparecer os espinhos de cada um... não encontram forma de dialogar, pois cada um se julga mais perfeito que o outro ou outra, mais digno que o outro ou outra, com mais razões do que o outro ou outra... e antes de tudo o mais não conseguem entender que quando nos unimos, assim, a alguém... é para fazermos esse alguém feliz e não para sermos felizes com esse alguém.
Eu não falei em casamento, sacramento, nem nada disso. Falei em união, pois no próprio Sacramento do Matrimónio instituído pela Igreja Católica, o Sacerdote ou Diácono que presidem à cerimónia são apenas testemunhas, e como ministros sagrados dão a bênção de Deus, os ministros do Sacramento são os nubentes! Isto leva-me a crer que, mesmo sem ser no Sacramento do Matrimónio, todo aquele que se entrega em união esponsal é responsável por essa união, e deve lutar por ela até ao fim, tentando fazer feliz a pessoa a quem se juntou para viver em união plena.
Que tipo de exemplo estamos a dar aos nossos filhos? Exemplos de encontro, partilha, entendimento e paz... ou uma vida de luta constante e constante infelicidade?
Há um velho ditado que diz: “boca que se beijou nunca se odiou!” Será... que a vida em comum não deixou mesmo nada de bom... ou só pensamos no mal e esquecemos o bem? Esse modo de proceder é de ódio, não é de paz! O modo de proceder que leve à paz é precisamente o contrário, é pensar no bem... e esquecer o mal!
Já que me desviei para o tema ‘casamento’... quero deitar cá para fora uma coisa que me indigna por demais. Porque razão, o casamento tem de ser uma festa enorme, cheia de coisas e coisinhas... que desesperam toda a gente que tem de as pagar...e que desviam tantos jovens do casamento... por não terem posses para essas coisinhas e coisas... se o casamento em si mesmo é a coisa mais fácil da vida, é dar um sim mútuo, e receber visivelmente a bênção de Deus se for dado na igreja, ou de forma invisível se for dado num outro qualquer lado.
O Deus que fui descobrindo, aos pouquinhos, está presente em todas as vidas... que sejamos capazes de o sentir, ver, e viver!
Senhor! Sabes a minha imensa preocupação pela falta de paz interior e exterior do mundo onde vivemos! Por favor! Dá-nos a Tua Paz! Ensina-nos a encontrá-la em todos os afazeres da vida e momentos dos dias!
Que sempre sejas louvado! Amém!
HN

segunda-feira, 25 de março de 2019

PEDIR AO SENHOR O DOM DA MISERICÓRDIA


“Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso!”
Estas palavras de Jesus, Palavra e vida de Deus, devem fazer-nos pensar muito e dar muitos passos em frente para nos unirmos a todos os nossos irmãos!
Ninguém poderá ser misericordioso sem experimentar o quanto é bom termos, perante os nossos maus comportamentos, em vez de ralhos e maus-tratos, a compreensão, a mansidão, a paciência, a calma, a temperança... a misericórdia!
E este tipo de misericórdia, vem de Deus, porque Deus não tem corpo e faz-se representar junto de nós através das pessoas com quem convivemos.
Quando lemos, pensamos ou ouvimos esta frase de Jesus, “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”, pensamos logo no perdão dos pecados que Deus oferece a quem se arrepende do que fez e Lhe vai pedir perdão no Sacramento da Reconciliação, onde Deus perdoa... e esquece... todo o mal que tivermos praticado.
Mas... não nos podemos ficar por aqui. Temos de agir com os nossos irmãos como Deus age connosco!
E isso leva-nos a pensar nas nossas práticas comuns, no que fazemos uns com os outros, como olhámos aqueles cujos comportamentos não nos agradam, e como perdoamos e esquecemos as ofensas que recebemos.
Pedir perdão ao Senhor pode ser ou não ser fácil, depende da formação interior da pessoa e da forma como encara a vida, mas com as pessoas que nos rodeiam e com quem nos cruzamos nos caminhos da vida, temos de ter coragem de pedir desculpa ou perdão... e de compreender e desculpar as fraquezas alheias... é a única forma de viver em paz e tranquilidade e de nos levar ao encontro de quem erra sem preconceitos nem pretensões, harmonizando os corações e pacificando os ambientes, enchendo-os do verdadeiro amor.
Não tenhamos dúvidas! A exclusão e rejeição social existe, a começar pelas mais pequenas coisas!
Nem sequer precisamos de pensar nas instituições e nos seus inúmeros requisitos... basta termos em conta a forma como nos olhamos e aceitamos mutuamente, nas nossas amizades, nas relações de trabalho, nos ambientes que frequentamos.
Se treinarmos amar o próximo... não podemos esquecer que tudo precisa de treino... começaremos a amar a todos sem exceção preferindo os rejeitados e excluídos e os que mais necessitem de nós, do nosso amor, carinho, ajuda, atenção.
Ajudar, prestar atenção a pessoas com problemas, traz resultados surpreendentes. Muitas vezes as pessoas têm problemas porque nunca ninguém lhes deu atenção para as levar a resolvê-los com convém.
Que o Senhor nos dê o dom da misericórdia, pois será uma enorme saída do mundo em crise!
Que Deus nos ajude a aprender a bem viver!
Boa noite!
HN

domingo, 24 de março de 2019

COMUNIDADE NA UNIDADE!


Fala-se muto em unidade e comunhão, mas muito pouco se aprendeu e viveu ainda para que este objetivo, que interessa a todos, atinja o seu fim desejado.
Somos iguais em essência... e diferentes nas nossas qualidades, limitações, defeitos... que devem ser causa de união e riqueza para todos, pois podemos aprender uns com os outros aceitando-nos reciprocamente numa partilha compreensiva, amistosa, fraternal, o que só poderá ser possível, se cada um, na maior humildade, tiver o conhecimento o mais exato que puder das suas próprias limitações, fraquezas, debilidades, qualidades!
Só poderemos ter relacionamentos saudáveis e equilibrados se nos reconhecermos incompletos e capazes de nos completarmos num relacionamento sincero e numa interligação reciproca com quem connosco partilha os mesmos ambientes, o que leva a uma verdadeira realização pessoal e comunitária.
Há uma outra ação muito significativa nos relacionamentos: é o reconhecimento dos nossos erros e o pedir perdão pelo mal cometido, pois é muito libertador, é como querer recomeçar de novo a corrigir o errado e a refazer a amizade. E mesmo que nos sintamos ofendidos por alguém, o pedir desculpas aumenta-nos a humildade e une-nos mais às pessoas, que muitas vezes são julgadas por nós que não temos conhecimento exato das razões que as levaram a proceder assim, ou seja, julgamos apenas pelas aparências, o que não é nada razoável.  
Ter humildade capaz de pedir perdão, reforça as relações trazendo benefícios para todos.
Uma outra forma de nos mantermos unidos e alegres é recordar os bons momentos, e se não formos capazes de esquecer ressentimentos respondamos ao mal com o bem, pois amor gera amor, aceitação, atenção, reciprocidade.
A forma como Jesus nos ensinou e demostrou a vivência do amor leva-nos a aceitar-nos reciprocamente no diálogo tolerante, caminho propício à comunhão na unidade.
Amar, de verdade, leva-nos ao encontro dos outros.
E não podemos esquecer nunca que a grande dificuldade nos relacionamentos muitas vezes está em colocarmos as culpas nos outros... o que às vezes não é tanto assim... pelo que basta um pequenino passo nosso para destruir barreiras e fazer cm que o problema desapareça.
Não proceder deste modo é jogar fora muitas oportunidades de fazer união!
Formar comunidade... viver em comunidade... é deixar de olhar muito para o passado ou futuro e ver com olhar de amor, compaixão, carinho, acolhimento, fraternidade, quem está ao nosso lado, quem quer que seja e qualquer que seja a ocasião.
Que Deus Pai, Filho e Espírito Santo, Eterna e indefinível Comunidade de Amor, nos ajude a vivermos sempre numa harmoniosa e santa comunidade!
Boa semana!
HN