terça-feira, 16 de abril de 2019

SEMANA MAIOR, PORQUE DE MAIS AMOR!



Se a semana tem o mesmo número de dias que as demais, só poderá ser maior pelo amor desmedido que Cristo nos vai comunicando e ajudando a que entre nós haja também cada vez mais e maior Amor.
Se o tempo quaresmal já toca bem fundo o coração, a Semana Maior com a vivência do Tríduo Pascal trespassa o coração para chegar ao mais profundo das entranhas!
Quanto mais falarmos e vivermos o Amor, mais sentiremos necessidade de amar. E encontramos sempre, ainda que nos acontecimentos mais disparatados, razões para amar. A isto chama-se...
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"AMAR SEM MEDIDAS"
Jesus amou até o fim. O seu amor, que chegou ao cume, foi um amor extremo. Por isso Ele foi capaz de vencer até mesmo a morte e ressuscitou vitorioso.
Nada pode nos deter se amarmos. Nenhuma barreira será intransponível, nenhum obstáculo insuperável, nenhum lugar será longe demais e não haverá sofrimento sem fim, porque o Amor vence tudo.
Não devemos pôr limites ao amor, sobretudo não limitá-lo aos afetos humanos.
Os afetos são apenas vernizes, que se desgastam com o tempo. O amor verdadeiro se renova em Deus a cada instante.
Quem ama até o fim, ama sem medidas. Aliás, ama com a medida extrema, maior que todos os sentimentos, pois está pronto a dar vida por amor ao irmão.
Abraços
Apolonio
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A medida do Amor é Amar sem medida! Assim... como Jesus nos amou! Assim como o Pai nos ama! Vemo-lo claramente na parábola do Filho Pródigo, em que esperou ansiosamente o filho perdido, o mais novo, e foi ao encontro do filho ‘sempre certinho’, o mais velho, cheio de ciúmes do irmão.
Este comportamento do Pai de todos nós diz-nos claramente que não critiquemos ninguém, antes, amemos toda a gente como Ele nos Amou e Ama, o comportamento de Jesus, o Filho, é o exemplo desse Amor misericordioso, compassivo e junto. A justiça de Deus, é dar o perdão aos homens. Aceitemos o perdão que Deus nos quer dar, e seremos, realmente, felizes, na paz do coração neste mundo, e junto d’Ele na outra vida, na eternidade!
Aproveitemos bem o tempo, pois não sabemos quando seremos chamados a partir.
Que Deus nos ajude!
Boa Semana Santa e bom Tríduo Pascal!
Louvado sejas Senhor nosso Deus!
HN

segunda-feira, 15 de abril de 2019

AS APRENDIZAGENS DA VIDA... SUCEDEM-SE!


Sim! As aprendizagens da vida sucedem-se sempre... ininterruptamente, muitas vezes sem que disso nos apercebamos.
Hoje... o dia foi longo... dolorido... e, aconselhada por minha filha, acabei por ir dormir... e depois, com o bendito telefone, brinquei, no jogo de cartas.
Durante todo esse tempo me perguntei porquê... pois este não é o meu jeito de gastar o precioso tempo que me vai sendo dado por Deus tão carinhosamente.
E quando decidi voltar para a cama, olhei o computador... triste... abandonado... e vim fazer-lhe um pouco de companhia.
Tinha por aqui muitas mensagens de gente amiga e emails maravilhosos que recebo diariamente e me têm ajudado muito a crescer e, contra todas as contrariedades e confusões, com Fé em Deus e muita Esperança, a tocar a vida para a frente no sentido de tentar espalhar cada vez mais carinho, atenção e Amor!
Repartir! O meu lema é muito esse, repartir o que me faz vibrar o coração e mover a vida!
Há tanta gente a precisar mais de consolo do que eu!... Tenho de pensar em tudo e em todos, de contrário, que fiquei aqui a fazer, nesta vida terrena, mais tempo do que AQUELE MARAVILHOSO ALGUÈM com quem partilhei a vida?
Que quererá Deus de mim? Pensei que sabia... mas... ando à procura... espero que me não deixe perder por caminhos errados! 
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"SER SENSÍVEL ÀS NECESSIDADES DE QUEM PASSA AO NOSSO LADO"
A melhor estratégia para desenvolvermos em nós a sensibilidade às necessidades do outro é o "fazer-se um". Isto é, colocar-se em seu lugar, ver o problema a partir de sua perspetiva. Isso nos leva a fazer pelo outro o que gostaríamos que fosse feito a nós se estivéssemos na mesma situação.
Pouco a pouco nos tornamos mais sensíveis, e ver as necessidades de quem passa ao nosso lado se torna uma coisa habitual.
De fato, quando estamos habituados a ajudar o próximo, alguma vez que não o fazemos, a consciência imediatamente nos acusa. Muitas vezes, ainda em tempo de reparar o erro.
Quando passamos a ver a vida a partir da perspetiva do outro, o mundo à nossa volta se transforma em um lugar mais próximo e mais parecido com o Paraíso, onde o amor mútuo é a única lei.
Abraços
Apolonio
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Tornar o mundo num lugar mais próximo e parecido com o paraíso...
Sim! Tornar-nos mais próximos uns dos outros, nos cuidados e ajudas que devemos prestar-nos mutuamente!
Amor mútuo!... Será que estou a viver em Amor mútuo?
A mim, Amor mútuo não me falta, não me tem faltado! Minha família nuclear e alargada tem-me dado todo o apoio, os amigos também!
Os dias continuam a passar, embora me pareçam longos, passam velozes como dantes! Neste preciso momento me questiono: ‘Que andarei a fazer dos meus segundos? Onde estão os meus momentos de meditação, oração, trabalho para a comunidade? Por onde anda o meu cuidado desvelado por toda a gente que me rodeia mais ao largo... e a quem reconheço tanto sofrimento? Será que as benditas das mágoas... das saudades... vão remediar algo do que tenho necessidade de fazer... ou deixar-me prostrada sobre mim mesma como um trapo humano que só servirá para por no lixo? Não pode ser! Não pode mesmo!...
Não! Não é isso que Deus quer de mim... nem é isso que quer de mim o Amor lindo que aqui me deixou e continua comigo, mas na vida eterna para onde todos iremos, um dia!’
Senhor Jesus! Te entrego os meus desânimos, para que mos transformes em vontade forte como sempre me deste, pois sabes melhor do que eu que sem Ti nada sou! Mostra-me o que fazer dos meus dias, em todos os seus momentos! Faz-me crescer no Amor, na compreensão, na aceitação, na entrega como sempre desejei e tanto me ajudaste!
Que quem me ler... desculpe os meus desabafos... mas não me suporto mais como estou... tenho que voltar a ser pelo menos um pouco do que antes era!
Boa noite de Semana Santa para um bom Tríduo Pascal!
HN

domingo, 14 de abril de 2019

NADA... DE NOVO!...


     
No fim de um dia calmo uma noite a mais... sem nada de novo para dizer!
Por entre os verdes dos campos, o azul do céu, o cinzento das nuvens e alguns salpicos de humanidade espalhados aqui e além, os segundos se foram passando, aos pouquinhos!
E quando pensamos que a estabilidade se vai achegando... há sempre algo que as forças do mal conseguem levar para a frente de modo a deixarem-nos sem palavras capazes a sair-nos da boca.
Então... nada como dar uma olhadinha por aí além, nestes novos meios de comunicação que vão enriquecendo a mente de quem os procura para esse efeito, e aproveitando o inicio de mais uma Semana Maior ou Semana Santa, pararmos um pouco para meditar:
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"SABER CAPTAR O POSITIVO DE CADA UM"
Todas as pessoas, sem exceção, são criaturas de Deus e dentro de cada uma existe uma centelha do bem e da bondade de Deus. Bastaria termos consciência desse fato, para aprendermos a captar o positivo de cada um que cruza o nosso caminho.
O ambiente hostil, as dificuldades da vida, o mal que existe no mundo, podem tentar apagar essa marca indelével de Deus em nós, mas não conseguem.
Mesmo na pessoa mais embrutecida que exista, se a olharmos com o olhar misericordioso de Deus, conseguiremos captar algo de positivo, como uma pequena chama que ainda fumega em seu íntimo e que pode se reacender.
O fogo abrasador do amor que arde em nosso peito é capaz de captar o positivo e reacendê-lo nos corações.
"Fogo eu vim trazer sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso!" (Lc 12,49)
Abraços
Apolonio
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Sim! O Senhor Jesus veio incendiar o mundo com o Fogo do Amor... que das mais diversas formas vai ardendo em todos os corações!
Mas... a palavra ‘amor’ de tão pronunciada inconsequentemente de formas inaceitáveis, leva a que a vivência do Verdadeiro Amor, assente na vontade expressa de Deus, seja muitas vezes trocada, dilacerando corações e vidas que, quando se apercebem do mal feito, já não encontram forma de sair dele.
O texto atrás descrito ajuda-nos a descobrir o bem que há em todas as pessoas, por forma a que sejamos capazes de usar com elas o perdão e a misericórdia que Deus usa para connosco.
Este é um ponto alto da Quaresma... e do Tríduo Pascal que se avizinha!
Não avaliemos as pessoas por uma queda, por grande que seja, mas pelo imenso Amor que Deus nutre por todos nós, principalmente pelos que mais necessitam de compreensão, aceitação, perdão, reconciliação!
Confiante de que a força do bem irá vencer... que Deus nos ajude a todos e nos mostre com clareza, força de vontade e grande querer o melhor caminho a seguir, o caminho do bem!
Que sempre seja louvado!
HN

CRISTO... O PEDAGOGO DE TODAS AS VIDAS!


 
Muitas vezes, indiretamente! Mas, de facto, Jesus Cristo é o pedagogo de todas as vidas, sem exceção! Cristo é Palavra de Deus encarnada e Deus como o Pai. Deus encarnado, mas Deus! E nada acontece sem que a mão de Deus esteja por perto, sem que Deus deixe que aconteça!
Muitas vezes nos perguntamos porquê, porque acontece isto... ou aquilo... ou aqueloutro! Ficamos perplexos e sem perceber... mas Deus sabe porquê! Sabe porquê, e como encaminhar as coisas pelo melhor para todos, ainda que o não pensemos. Deus só quer o bem dos homens e mulheres que ama tão intensamente que nem sequer poderemos calcular o amor que nos tem.
Basta sabermos que a Sua Justiça é Perdão e Misericórdia! E se é Perdão e Misericórdia, só ficará afastado de Deus quem não aceitar a Sua Misericórdia e o Seu Perdão! E esta forma de pensar e crer, dá-nos uma imensa paz em relação a quem parte antes de nós para a eternidade. A Saudade fica, e dói demais, mas é a saudade e a esperança de um dia os reunirmos de novo junto do Eterno Pai que nos mantém de pé.
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 Sem São Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes». «Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: "Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino dos Céus» (Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele um alvo da sua ternura.
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Eterno Pai... para quem seremos sempre crianças, ávidas de saber, de crescer, de descobrir cada vez mais e melhor o Amor desmedido que tem por todos nós!
E para aprender a bem viver, nada melhor do que aproveitar as doçuras ou asperezas da vida que Deus vai acompanhando carinhosamente, assim o queiramos e nos esforcemos por isso!
Jesus Cristo, pedagogo de todas as vida... que sempre seja louvado!
HN

sexta-feira, 12 de abril de 2019

POBRES... DE ESPÍRITO!


Fala-se muito em pobreza... mas talvez não tanto nem como se deveria falar!
Há pessoas que odeiam ou olham mal para outras por terem mais bens materiais do que elas!
Um puro engano! Uma ilusão! Uma loucura!
Ricos ou pobres, temos de aprender a viver apenas com o necessário, pois quem aprende a viver com pouco, é feliz com pouco porque pouco lhe basta!
Depois... há uma outra situação muito importante que anda muitas vezes esquecida, é que a grandeza das pessoas não tem nada a ver com a riqueza que possuem, mas com a forma como administram essas riquezas!
Desde sempre ouve ricos e pobres, materialmente falando, e muitos pobres com ideias de ricos e muitos ricos com ideias de pobres.
Pareço louca, mas não o estou! Os pobres com ideias de ricos são aqueles que, possuindo um poucochinho, se vangloriam do pouco que têm vivendo muitas vezes além das suas posses para mostrar que, realmente, são ricos, enquanto há verdadeiramente ricos que, sem se vangloriarem das suas riquezas, vivem com o necessário e se preocupam com quem tem menos do que eles, ajudando-os, partilhando o que lhes sobra, ensinando-os a trabalhar com honestidade e a utilizar bem os dividendos que conseguem usufruir.
Vamos ver o que nos diz a meditação seguinte:
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São Leão Magno (?-c. 461) papa, doutor da Igreja
Sermão 95, 2-3: PL 54, 461-462
Quando Jesus declara: «Bem-aventurados os pobres em espírito» (Mt 5,3), está a mostrar-nos que o Reino dos Céus será dado mais à humildade do coração que à ausência de riquezas. Mas não há dúvida de que os pobres obtêm mais facilmente este bem do que os ricos, porque a pobreza de uns fá-los tender mais para a bondade e a riqueza dos outros condu-los mais à arrogância. Contudo, há muitos ricos que possuem este espírito que coloca a abundância ao serviço, não do seu prestígio, mas das obras de benevolência; para esses, o maior ganho consiste em gastarem os seus bens a aliviar a miséria e a dor de outros. Assim pois, a humildade de coração não é distribuída de forma igual pelos homens de todas as condições; os homens podem ter as mesmas disposições sem ter a mesma fortuna. Independentemente da desigualdade dos seus bens terrenos, não há distância entre aqueles que são iguais ao nível dos bens espirituais. Feliz, pois, a pobreza que não deseja aumentar as suas riquezas neste mundo, mas aspira a enriquecer com os bens celestes.
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O pobre de espírito sabe que os bens deste mundo para nada lhes irão servir, pois uma vez passados à vida eterna, deixam cá todos esses bens que possuem, pois os únicos que nos acompanharão sempre são o desprendimento das coisas do mundo e o apego à assistência a quem necessita de algo que possuímos, que pode ser dinheiro ou outros bens, mas apenas carinho, consolo, atenção, compreensão, acompanhamento, um sorriso, uma palavra de conforto... tudo quanto se possa chamar atos de Caridade e Amor, pois foi para isso que fomos criados!
Que o Espírito Santo nos ajude a sermos ricos de Amor Verdadeiro, que tudo supera e tudo suporta, Amém!
HN

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A ADMIRÁVEL GRANDEZA DE JESUS CRISTO!


Nascido... tendo pais terrenos Maria... e José... frequentava a sinagoga para aprender a lei... orava e rezava com seus pais... tornou-se carpinteiro como José... foi discípulo e João Batista... ou batizado por ele, e quando este, por defender o que era justo, foi terrivelmente decapitado na prisão, iniciou a Sua vida Pública, ou seja, iniciou a Missão recebida do Pai para por a claro todo o Antigo Testamento e viver e pregar abertamente o Amor que Ele e Seu Pai Deus são de verdade, Amor tão profundo entre eles que se chama, que é, o Espírito Santo de Deus!
A Trindade Santíssima, Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas distintas num único Deus verdadeiro!
E não adianta tentar compreender, é um Mistério tão profundo que só pode ser aceite, de modo espiritual, no mais íntimo do coração, pelo dom da Fé.
Podemos querer, desejar o dom da Fé, e procurá-lo avidamente, mas é de todo invisível aos olhos e tão insensível aos nossos sentidos corporais que só Deus no-lo pode dar!
Então, se sentimos que temos fé, agradeçamos a Deus... e nunca por nunca digamos uma palavra de desapreço por quem não tem, pois se é um dom de Deus, peçamos a Deus que dê o dom da fé a toda a gente e não critiquemos os comportamentos de ninguém, que demonstre não ter fé.
Jesus Cristo não criticou ninguém abertamente! O maior de todos os homens, o Homem/Deus, pela Sua compreensão, aceitação, entrega, sensatez, amizade, dedicação, paciência, a Sua humildade era tanta que vivia como o mais pequeno de todos! E é assim que nos ensina a viver:
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São Cipriano (c. 200-258) /bispo de Cartago e mártir
«Os benefícios da paciência», 7
Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou com os seus atos. [...] Na hora da Paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, a ponto de ser cuspido, Ele que, com a sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9,6) [...]; viu-Se coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; bateram-Lhe na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; foi despojado das suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; foi alimentado com fel, Ele que dá o alimento celeste; foi dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a própria inocência e a justiça, foi contado entre os malfeitores; falsos testemunhos esmagaram a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz foi submetido a julgamento; a Palavra de Deus foi conduzida ao sacrifício, calando-Se. A seguir, quando os astros se eclipsaram, quando os elementos se perturbaram, quando a terra tremeu, [...] Ele não falou, não Se mexeu, não revelou a sua majestade. Tudo suportou até ao fim com constância inesgotável, para que a paciência completa e perfeita tivesse o seu auge em Cristo.
E, depois de tudo isto, acolherá os seus carrascos, se se converterem e se se voltarem para Ele: graças à sua paciência [...], não fecha a sua Igreja a ninguém. Aos adversários e aos blasfemos, eternos inimigos do seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se se arrependerem das suas faltas, mas recompensa-os com o Reino dos Céus. Seria possível indicar alguém mais paciente, mais benevolente? A mesma pessoa que derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a paciência de Cristo, e se não fosse tão grande, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.
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Tantos exemplos nos dá o Senhor Jesus! Quantas vezes nos revoltamos por coisas tão pequenas! Tantas vezes dizemos não desculpar ofensas tão insignificantes... quando Jesus desculpou tudo, perdoou tudo... o que era realmente de uma atrocidade sem par!
Esta é a enorme grandeza de Jesus!  A Sua enorme humidade que O levava ao perdão de todas as ofensas, à misericórdia com toda a gente, à aceitação deliberada de tudo quanto fosse Fraternidade, Aceitação, Amor, Misericórdia, Perdão!
Que nos ajude a sermos humildes, reconhecendo as nossas próprias faltas, os nossos inúmeros defeitos, antes de olharmos os defeitos dos outros para podermos aprender a usar de misericórdia com toda a gente como Ele nos exemplificou!
Que sempre seja louvado!
HN

quinta-feira, 4 de abril de 2019

“PALAVRAS... LEVA-AS O VENTO!”


Conheço este ditado popular desde que me conheço... e acho-o profundamente verdadeiro. Razão porque cada vez tenho mais cuidado com o que digo, porque uma boa atitude vale por mais de mil palavras!
Ao partilhar seja o que for, tenho sempre o cuidado de não ir além do que me preenche o coração da vida. Muito pelo contrário! Posso encontrar ideias e comportamentos muito bons para por em ação, mas se ainda os não tiver adaptado a mim e vividos como meus, acho melhor esperar. A falta de coerência entre as palavras e as atitudes são um dos maiores males que afligem a nossa sociedade, que queremos ver cada vez mais realizada, compreensiva, fraterna, feliz!
Para adquirir um comportamento saudável para o corpo e espírito... é um trabalho difícil e moroso, demorado, com muitas quedas e ressurgimentos.
Este pequenino texto que se segue é de Chiara Lubich. Quanto tempo levou... para que o possa, agora, partilhar:
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 "O perdão não é esquecimento (…), não é fraqueza, (…) não consiste em afirmar que não tem importância aquilo que é grave, ou dizer que é bom aquilo que é mau, (…) não é indiferença. O perdão é um ato de vontade e de lucidez, portanto de liberdade, que consiste em acolher o irmão tal como ele é, apesar do mal que nos fez, assim como Deus acolhe a nós, pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não revidar a ofensa com a ofensa, mas em fazer o que diz Paulo: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”. 
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Quantos começos... tive que fazer!...
E sabem porquê? Perdoar é amar!
Vamos ver:
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Anúncio e serviço: são duas ações que não podem ser praticadas separadamente, para quem quer ser emissário do amor.
Foi o exemplo que Jesus nos deixou antes de nos enviar em missão como anunciadores do amor.
O seu ensinamento tem autoridade porque vem depois do exemplo: amai-vos como eu vos amei; não vim para ser servido, mas para servir; se eu, o Mestre e Senhor, vos lavei os pés..., etc.
Sejamos anunciadores do amor primeiramente com gestos concretos, depois com palavras.
Agir antes de falar faz com que o nosso testemunho seja verdadeiro. Aliás, serão os outros que darão testemunho sobre o nosso amor e será o próprio Deus que testemunhará a nosso favor.
Abraços
Apolo
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Deus não quer mentiras, mas verdades, por isso nos deu como exemplo Jesus, Caminho, Verdade e Vida... todo expresso em gestos... antes de o ser por palavras.
Aliás, Jesus, que é a Palavra de Deus encarnada, antes e acima de tudo, mostrou-nos uma vida em Deus e com Deus, por gestos concretos executados na vida!
Então... seguir Jesus... também passa pelo dizer Jesus com palavras... mas só depois de O mostrar pelas nossas atitudes e gestos!
A Quaresma é um tempo forte de conversão, de mudança, que o Espírito Santo nos fortaleça para a aproveitarmos bem, para o bem de todos!
HN

quarta-feira, 3 de abril de 2019

AS TENTAÇÕES!...


É impressionante como, prestando atenção às Leituras Bíblicas e ao que delas se vai dizendo através dos tempos, não obstante os inúmeros anos passados, vamos dando conta da interligação existente entre elas e de como se encaixam perfeitamente. O primeiro domingo da Quaresma falou-nos das tentações de Jesus no Deserto. Vamos prestar atenção a este texto retirado de ‘Evangelizo’:
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São Gregório Magno (c. 540-604)papa, doutor da Igreja
Catequeses sobre o Evangelho, nº 16
O demónio atacou o primeiro homem, nosso pai, com uma tripla tentação: tentou-o pela gula, pela vaidade e pela avidez; esta tentativa de sedução resultou, pois o homem, ao dar o seu consentimento, ficou submetido ao demónio. Tentou-o pela gula, mostrando-lhe na árvore o fruto proibido e convidando-o a comê-lo; tentou-o pela vaidade, dizendo-lhe: «Sereis como deuses»; tentou-o enfim pela avidez, ao dizer-lhe: «Conhecereis o bem e o mal» (Gn 3,5). Porque ser ávido não é apenas desejar o dinheiro, mas também qualquer situação vantajosa; é desejar qualquer situação elevada para além do razoável. [...]
O demónio foi vencido por Cristo, que O tentou de um modo semelhante àquele pelo qual tinha vencido o primeiro homem. Como da primeira vez, tentou-O pela gula: «Ordena a estas pedras que se transformem em pães»; pela vaidade: «Se és o Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo»; e pelo desejo intenso de uma situação confortável, mostrando-Lhe todos os reinos do mundo e dizendo-Lhe: «Dar-Te-ei tudo isto se, prostrado a meus pés, me adorares». [...]
Notemos o seguinte no episódio das tentações do Senhor: tentado pelo demónio, Ele ripostou com textos da Sagrada Escritura. Poderia ter lançado o seu tentador no abismo; mas não recorreu ao seu infinito poder, limitando-Se a pôr em primeiro lugar os preceitos da Sagrada Escritura. Deste modo, mostrou-nos como podemos suportar as provas, para que, quando os maus nos fazem sofrer, recorramos à boa doutrina e não à vingança. Comparai a paciência de Deus com a nossa impaciência: nós, quando recebemos injúrias ou sofremos uma ofensa, na nossa fúria, vingamo-nos ou ameaçamos fazê-lo; o Senhor, pelo contrário, suporta os ataques do demónio e responde-lhe com palavras de paz.
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Então! Que tal a descrição? Que tal o comportamento humano com toda a sua fraqueza? Como ripostou Jesus com todo o Seu conhecimento e com toda a Sua Força? Até com o diabo usou de paciência e bondade, chamando-o à atenção sem o magoar!
Como estamos... como estou... com o comportamento distante d’Esse Jesus que digo que Amo! Tanto que tenho de aprender, de treinar, de praticar, de fazer, para tratar com delicadeza e de forma adequada à mudança de atitudes das pessoas com quem convivo... com quem convivemos!
Já tantas Quaresmas passaram por mim, e em nenhuma consegui fazer de mim o que devia ter feito. A teimosia humana, a fraqueza humana, o desleixo humano, o deixa correr... é mesmo muito grande! Que o Espírito Santo nos fortaleça e o Senhor nos ajude com a Sua graça e Misericórdia, para aprendermos a vencer s tentações sem ameaças ou vinganças mas com dedicação, entrega, carinho, amor!
Boa noite!
HN

segunda-feira, 1 de abril de 2019

QUE TIPO DE VINHA SEREMOS NÓS?


Sinceramente... na realidade... será difícil compreender que tipo de vinha somos! Que queremos ser um vinha boa, com produção ativa de bons cachos de uvas, é um facto incontestável. Mas que as nossas fraquezas nos acompanham os momentos e muitas vezes nos fazem cair, e aparecem agraços, também não o podemos negar!
Então... tomemos a vida como um combate, connosco mesmos, no sentido de conseguirmos fazer o que devemos e não o que nos possa apetecer em determinadas ocasiões.
Nós, Igreja católica atuante no mundo, somos a vinha do Senhor! Somos a Casa de Israel! Somos a tão falada Jerusalém!
Somos... tantas coisas que ainda desconhecemos e vamos descobrindo dia após dia, assim o queiramos e façamos por isso.
Temos que ter muito cuidado com todas as nossas atitudes, pois serão elas os cachos bons ou maus que vamos produzindo. Temos a certeza de que, se o quisermos, se o desejarmos ardentemente, o Espírito do Senhor estará sempre connosco para nos ajudar. Então, tentemos a todo o custo ser terra boa, oferecendo frutos de doçura, de paciência, de mansidão, de entrega, de atenção e presença, e não terra ingrata, pessoas insensíveis e desconetadas da vida como aquelas que feriram de espinhos a cabeça de Jesus.
‘Tenhamos cautela, para que as nossas más ações não firam, quais espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha sido semeado (Mt 13,7). [...] Velai portanto para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz a vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza.’
Que tipo de vinha seremos nós? Talvez... ainda tenhamos muito que aprender, que treinar, para podermos ser uma boa vinha espalhando frutos de fraternidade, prudência e caridade entre os nossos irmãos!
Que o Senhor nos ajude é do que mais necessitamos!
HN

domingo, 31 de março de 2019

CONDUZIR-NOS A NÓS MESMOS COMO CRIANÇAS!


Todos nós, adultos conscientes e responsáveis, sabemos a dificuldade que existe em conduzir as crianças a um bom crescimento total. Além de uma grande preparação psicopedagógica é preciso um esforço muito aturado para levar a cabo essa enorme missão. Que o digam os pais e mães, os avós, hoje muito presentes na ajuda aos filhos na educação dos netos, os responsáveis e trabalhadores nas creches e infantários, os professores em geral, padres, catequistas, dirigentes dos Escuteiros e de outros grupos destinados ao desenvolvimento infantojuvenil. A esperança de um mundo melhor, mais humano e fraterno, começa aqui!
Mas... quantos conhecimentos, quanta dedicação quanta ternura e carinho, quanta certeza e segurança, quanto amor necessitam as crianças e jovens para poderem alcançar o seu pleno desenvolvimento.
E todos estes requisitos educacionais não são de agora, são de sempre. Muitas vezes ouvimos críticas aos jovens... quando os criticados deveriam ser os seus educadores... o os educadores dos seus educadores! Digo isto porque tenho a certeza de que ninguém poderá dar o que não tem, e a total valorização da criança em si mesma, a aprender durante várias gerações antes do seu nascimento, é tarefa que ainda está muito longe do fim!
O velho ditado: ‘Filho és, pai serás, como fizeres assim acharás’ não tem só a ver com castigos de comportamentos errados dos filhos, mas antes e acima de tudo do mau exemplo dos pais, da má forma que os pais têm de conduzir os filhos na sua infância e adolescência, muitas vezes inconscientemente.
Mas... não culpemos as crianças! Não as critiquemos pelos seus erros! Antes... analisemos os seus comportamentos, os seus desejos de aprender, de crescer, os esforços por conseguirem alcançar êxitos nas suas conquistas, nos seus empreendimentos, na vontade e por vezes teimosia que demonstram em querer a todo o custo aprender tantas coisas que necessitam!  
Esta... deve ser a nossa postura diante das crianças, pois é-nos
sugerido que nos façamos com elas!
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São Clemente de Alexandria (150-c. 215) teólogo
O Pedagogo, I, 12, 17; SC 70
O papel de Cristo, nosso Pedagogo, é, como o nome indica, o de conduzir as crianças. Resta avaliar a que crianças quer a Escritura referir-se, e depois dar-lhes o Pedagogo. As crianças somos nós. A Escritura celebra-nos de diferentes formas, serve-se de imagens diversas para nos designar, colorindo com muitos tons a simplicidade da fé. Diz o Evangelho que o Senhor Se apresentou na margem e Se dirigiu aos seus discípulos que tinham estado a pescar, dizendo: «Rapazes, tendes algum peixe que se coma?» (Jo 21,4-5) Era aos discípulos que Ele chamava «rapazes». «Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: "Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus".» O próprio Senhor esclarece o sentido destas palavras dizendo: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino dos Céus» (Mt 18,3). E não está a falar da regeneração, mas a propor-nos que imitemos a simplicidade das crianças. [...]
Pode-se realmente considerar que aqueles que só conhecem Deus como Pai – que são como recém-nascidos, simples e puros – são como crianças. [...] São seres que progrediram no Verbo, que Ele convida a desligarem-se das preocupações deste mundo, para escutarem apenas o Pai, imitando as crianças. É por isso que lhes diz: «Não vos preocupeis com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6,34), exortando-nos a distanciarmo-nos dos problemas deste mundo, para nos dedicarmos apenas ao nosso Pai. Aquele que pratica este mandamento é um verdadeiro recém-nascido, uma criança para Deus e para o mundo, pois este considera-o um ignorante e Aquele um alvo da sua ternura.
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Nós... eternas crianças de Deus! E somo-lo, de verdade!
Quanto mais nos esforçamos por conhecer Deus, mais predicados encontramos em Deus,  e mais reconhecemos que, de facto, não nos é possível reconhecer Deus tal qual é... assim como as crianças se vão descobrindo e crescendo ao longo da vida, as criança de Deus, criaturas humanas, passarão a vida inteira procurando Deus que só conhecerão em pleno na eternidade para o que foram criadas.
Boa noite e boa semana... humildes com crianças!
HN

sábado, 30 de março de 2019

TIRANIA PIEDOSA...


Nunca na vida me tinha passado pela cabeça tal coisa, tal expressão que São João Clímaco disse, há tantos anos: ‘A oração é uma tirania piedosa que é exercida sobre Deus!’
Gosto imenso de seguir no dia a dia a Liturgia Diária! Quando posso, vou ao Secretariado Nacional da Liturgia para pensar um pouco nos textos que explicam o sentido das passagens bíblicas, Leituras e Evangelho, que me chegam diariamente por Evangelizo que traz, no final, uma meditação alusiva. Pode parecer estranho, mas tenho aprendido muito com esta forma de estar que me ensina muito a ser melhor pessoa e a ver melhor tudo quanto me rodeia. As duas formas de procura completam-se mutuamente e dão uma riqueza de conhecimentos impagável, que muitas vezes, quando me toca demais, acabo por partilhar. Aqui vai a que recebi hoje:
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São João Clímaco (c. 575-c. 650) monge do Monte Sinai
«A escada santa»
Que o tecido da tua oração só tenha uma cor. O publicano e o filho pródigo foram reconciliados com Deus com uma só palavra. Quando rezas, não procures palavras complicadas, porque o balbuciar simples das crianças tem muitas vezes tocado o seu Pai dos Céus. Não procures falar muito quando rezas, não vá o teu espírito distrair-se à procura das palavras. Uma só palavra do publicano apaziguou a Deus e um só brado de fé salvou o ladrão. Não raro, a loquacidade na oração dispersa o espírito e enche-o de imagens, ao passo que a repetição da mesma palavra serve para o recolher. Se uma palavra da tua oração te enche de suavidade ou de compunção, permanece nela, porque o teu anjo da guarda está aí, rezando contigo.
Pede com aflição, procura com a obediência, bate com paciência. Porque aquele que assim pede, recebe; aquele que procura, encontra; e àquele que bate, abrir-se-á.
Quem ergue sem descanso o bastão da oração não vacilará. E, mesmo que caia, a sua queda não será definitiva. Porque a oração é uma tirania piedosa que é exercida sobre Deus.
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Chamar a oração de tirania sobre Deus, é novo para mim... a frase!... A forma de orar ou rezar apresentada, aos pouquinhos, fui-a descobrindo! É assim mesmo, penso como o autor do texto.
E sobre a frase... aquela frase que tanto me tocou... acho que também é corretíssima, pois muitas vezes estou a pedir a Deus alguma coisa que desejo muito e acabo por me calar e entretanto pensar ou dizer: ‘Senhor, desculpa, Tu é que sabes o que é melhor!’ E neste contexto, acabo sem pedir nada mesmo!
Agora... depois desta frase... que vou fazer? Como vou rezar? Fazer tirania com Deus? Ou dizer-Lhe que faça o que entender melhor?
Bem! Se Deus é pai bondoso, justo/misericordioso e bom, ainda que exerçamos sobre ele a ‘tirania piedosa da oração’, nunca deixará que algo de mau nos aconteça.
Que sempre seja louvado!
Boa fim de semana, sob a infinita Misericórdia de Deus!
HN